sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Google através do Google

A Google é a empresa que melhor se utiliza de seus recursos para divulgar seus próprios recursos. A antecipação de seus futuros produtos através de vídeos no Youtube é até covardia.

Primeiro, a indústria de informática inventou as versões Beta, na qual o consumidor ajuda a consertar os problemas dos programas e ainda fica feliz por isso (já pensou você comprar um carro versão Beta? Você vira a direção, ele vai reto, você manda uma mensagem para o fabricante feliz por estar colaborando com a melhoria do produto?). Agora, o Youtube  virou campo de divulgação de teaser da Google para tudo o que está bolando.

Eles irão lançar o Google Wave e já haviam divulgado diversos vídeos explicando como irá funcionar. Um deles, você vê aqui embaixo.

Agora começam a nos massacrar com os vídeos do sistema operacional Google Chrome. E o pior, de uma forma tão didádica e interessante que a gente fica ansioso por botar as mãos na novidade.

O melhor de tudo é que a linguagem é super moderna e inovadora. Talvez isso tudo explique porque eles se tornaram uma potência com tão pouco dinheiro investido em publicidade. Quem precisa dela, quando se tem um boca a boca virtual tão eficaz?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Microsoft faz seu próprio Flash Mob II

Ontem escrevi sobre o Flash Mob que os funcionários de uma Microsoft Store fizeram. Camila Reis, minha ex-aluna na ESPM e menina esperta, colocou um comentário que me deixou o dia inteiro pensando. Argumentou que o Flash Mob da Microsoft é FAIL total, como ela mesmo escreve. E elogia a iniciativa do Trident, o outro vídeo que postei ontem.

Tenho que confessar que num primeiro momento concordei completamente com ela. Mas ficou uma pulginha atrás da minha orelha que não conseguia descobrir o que era. Aí, de um estalo, consegui entender meu desconforto.

Primeiro ponto que tenho que destacar é a característica da internet da liberdade total. Qualquer um coloca o que quiser ali, sem censura prévia (fora os países, como a China ou Irã, que censuram as URL’s e não os conteúdos).

Segundo, que é da cultura americana dançarem nas festas e boates com uma mesma coreografia, mesmo sem se conhecerem uns aos outros. Quem já foi aos EUA já viu isso acontecer: começa a tocar uma música e de repente, como num passe de mágica, todos estão dançando juntos, como se fosse tudo ensaiado.

Por último, me veio à mente que o vídeo do Trident mostra um trabalho profissional, ensaiado à exaustão, filmado profissionalmente por diversas câmeras, contra uma filmagem ruim que parece ter sido feita num celular.

Aí cheguei a uma conclusão: gosto das duas iniciativas. A do Trident é uma ótima jogada de marketing. Parabéns, pois virou viral pelas suas qualidades. A da Microsoft, gosto o dobro. Com certeza alguém na loja sugeriu quebrar o clima sério, fazendo uma performance. E a turma topou. Alguém filmou e colocou na internet. E virou viral também.

E por que gosto o dobro? Porque é muito difícil ver coisas diferentes e divertidas acontecendo nas lojas. Numa época em que muitos falam do marketing da experiência, que precisamos criar um ambiente diferente nas nossas lojas, o que a gente vê é muito do mesmo.

Eu adoraria ter topado com essa ação na loja da Microsoft. Sairia de lá com uma lembrança, mais do que simplesmente com um produto. É. A Microsoft tem muito a ensinar…

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Microsoft faz seu próprio Flash Mob

Tá bem. Microsoft está tentando se modernizar. Até lançou sua loja própria, a la Apple Store. Agora é a vez de criar seu próprio Flash Mob. Sabe? Aquele lance de todo mundo, como por milagre, começar a fazer as coisas sincronizadas, para desespero de todos aqueles que não sabem o que está acontecendo.

De repente, toda a equipe da loja passa a dançar a mesma música. E vira um show para os clientes presentes. O mais interessante é que todos param para ver e, de repente, alguns até aceitam dançar junto com os vendedores. Reparem no carequinha eno final e sua cara de felicidade. Fiquei na dúvida se não era o próprio Steve Balmer, presidente da empresa.

Aproveitando o lance, outro vídeo. Esse da Trident, para uma versão de sua goma de mascar que mistura o sabor das frutas. Pode ter sido uma única vez. Importante perceber que virou viral na internet. Microsoft ainda tem o que aprender…

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Da série Novas linguagens de comunicação IV

Toby Turner é um comediante americano. Faz stand-comedies, aquele tipo de comédia muito apreciada nos Estados Unidos em que o comediante só se utiliza de um microfone para fazer graça.

Pois bem, ele conseguiu fazer um vídeo interessantíssimo. É um metavídeo, ou seja, um vídeo que usa das técnicas de vídeo para falar das técnicas de vídeo. E ficou impressionante, além de muito engraçado.

Para quem mexe com comunicação, vale muito a pena dar uma conferida. PAra quem não mexe, vale pelo humor.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Autoshow 7: A incrivelmente boa idéia do IPI Verde

Tem certas idéias que depois de criadas parecem óbvias. A gente pensa: Por que não foi feito isso antes? E normalmente não conseguimos encontrar uma boa resposta. Lançada esta semana, a proposta do ministro Miguel Jorge de reduzir o IPI dos carros mais econômicos é uma dessa idéias. Numa época de preocupações ecológicas, premiar as montadoras que se debruçaram sobre o tema é uma iniciativa que permite melhorar o ar das cidades, diminuir a dependência de combustíveis fósseis e valorizar o pensamento ecologicamente correto.

selo-procel

No início dos anos 90, a pressão das montadoras para a diminuição do IPI foi aplacada pelo governo com faixas de impostos diferentes relacionadas à potência dos motores. Surgia a classe dos carros populares, aqueles com motor de até mil cilindradas. Era uma época em que as preocupações ecológicas já despontavam, mas não eram suficientemente fortes para mudar a decisão de consumidores. Criar faixas por cilindrada talvez já fosse uma semente da idéia de premiar os carros mais econômicos com menos impostos, mas poluição ou eficiência naquele momento não eram as razões mais importantes.

Agora surge o Imposto Verde. Já em funcionamento em eletrodomésticos, para ser aplicado aos automóveis necessita da formalização dos seus níveis de eficiência energética. Confuso? Deixe-me esclarecer. Fogões e geladeiras são, há anos, classificados de A a E pelo Procel, órgão governamental, de acordo com o menor ou maior consumo de energia. Você já viu o selo nas lojas. Aquele com várias setas e letras, de verde a vermelho. A partir de 2008, o mesmo conceito passou a ser utilizado nos carros, só que a participação das montadoras se deu de forma voluntária. Somente 31 carros foram analisados.

Para que o imposto seja aplicado, o teste precisa ser feito de forma sistemática nos mais de 450 modelos vendidos no Brasil, nacionais e importados. Isso demanda tempo. Hoje, por exemplo, o Honda Fit 1.4 pagaria menos imposto do que o Celta 1.0, por ser classificado pelo Inmetro no mesmo segmento e ser mais eficiente.

Mas não se engane quem acredita que o perfil de vendas de automóveis no Brasil mudaria radicalmente de um dia para o outro. Modificados os critérios de taxação, imediatamente as prioridades no desenvolvimento também seriam atualizadas. Assim, no lugar da busca por melhores desempenhos dos motores 1.0, as principais montadoras direcionariam seus esforços para a economia. E teríamos novamente um perfil de maior cilindrada/maior imposto. Com honrosas exceções.

De toda forma, apesar das dificuldades de implantação, a proposta é brilhante. Eleva o Brasil ao nível das iniciativas como as da Califórnia, nos Estados Unidos, e da Inglaterra, que já tem incentivos para automóveis mais econômicos. E permite que a população passe a contribuir ainda mais com a questão ambiental. Quem sabe nosso próximo passo é começar a sonhar com os carros elétricos? Agora é esperar para ver.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Coca-Cola versus Pepsi: a guerra na publicidade

No domingo postei sobre Gatorade e água de coco. Fechei o post falando da Pepsico, dona das marcas Gatorade e Kero-Coco, e sua estratégia de liderar todos os mercados de bebidas não carbonatadas. Isso versus a estratégia da Coca-Cola, que sempre se apoiou no refrigerante de mesmo nome e passou um mal bocado quando as pessoas passaram a consumir mais água e sucos, buscando uma vida mais saudável.

As duas continuam suas batalhas, mas me lembrei e resolvi colocar aqui comerciais históricos da eterna briga Coca versus Pepsi. Sempre a Pepsi provocou a concorrente. Que, inteligentemente, poucas vezes respondeu.

Separei seis comerciais. Valem a pena. Observe que os três últimos são especiais. O “They changed my Coke” foi lançado quando a Coca lançou a New Coke, mudando sua famosa formulação. O “Archaelogy” brinca, assim como o “Back in time”, com um futuro em que a Coca não existiria mais. E o da Araldite fala no fim da guerra das colas, num comercial que nunca foi exposto na tv brasileira. Somente no Festival de Cannes.

Espero comentários.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Autoshow 6: Recall, a maior ferramenta de marketing das montadoras

Existe uma crença popular de que as montadoras evitam a todo custo fazer os famigerados recalls. Pode até ser doloroso, caro, angustiante. Mas as grandes fabricantes já descobriram que eles podem ser uma ferramenta positiva de marketing, se bem utilizados.

recall

Não me entenda mal. Mas é que já trabalhei numa das grandes montadoras brasileiras e o primeiro recall a gente nunca esquece. Num certo dia, o diretor geral me chamou e disse: Precisamos entrar no ar com uma chamada de recall amanhã, no máximo! Quem trabalha com propaganda, facilmente irá entender meu desespero. Você não consegue, em 24 horas, estar com um comercial nas emissoras brasileiras. A não ser que...

Pois é. Naquele dia aprendi a importância de um recall. Tiramos uma campanha do ar e a substituímos por uma chamada para que os clientes comparecessem à concessionária mais próxima. E a frase final do comercial, que citava o respeito ao consumidor, dizia e diz muito para mim até hoje.

Não podemos nos esquecer que é quase impossível não ter problemas numa linha de produção. Não somente de automóveis, mas de qualquer tipo de produto que enfrente essa forma de fabricação. No caso da indústria automotiva, são vários os fatores que contribuem para isso, desde a complexidade do produto, formado por milhares de peças, até o processo em si, que gera diversas chances para que a lei de Murphy (Se alguma coisa pode dar errado, dará) se materialize.

Na maior parte das vezes, os recalls são gerados não por reclamações do consumidor, mas pelos próprios testes de qualidade que continuam a ser feitos nos carros que saem das fábricas. Há pouco tempo, uma das grandes montadoras fez um recall devido a um problema de má fixação do cinto de segurança. Ele surgiu porque o molde do fornecedor teve um desgaste, gerando o inconveniente. Interessante notar que a grande maioria dos carros com o problema não tinha nem três meses de mercado. Mas os testes de campo já indicavam a fadiga da peça. E o consumidor pode ser chamado antes mesmo dela se manifestar.

Qualquer montadora que preze sua imagem conhece os riscos inerentes de não assumir esse tipo de situação e tentar evitar um recall. É como um bumerangue. Você o joga para longe, pensando que se livrou, e ele volta com muito mais força, destruindo tudo que encontra pelo caminho: vendas, reputação e rentabilidade. É mais fácil tratá-la como uma bola de neve, resolvendo no nascedouro e evitando que ela cresça.

Um bom executivo da indústria considera o recall uma ferramenta de marketing tão importante quanto um novo modelo a ser lançado. E sabe que o consumidor também confia mais naquela montadora que não tem medo de corrigir, por si própria, seus próprios erros.

Aquelas que tentam esconder possíveis problemas, com essas não precisamos nos preocupar. O próprio mercado se incumbe de ensiná-las, tirando, pouco a pouco, as vendas de suas mãos. E fazendo com que o medo que elas tem do recall se concretize, eliminando-as do mercado.

domingo, 8 de novembro de 2009

Gatorade e Água de Coco: A guerra que não vai acontecer

Hoje eu fui andar de bicicleta no Parque do Ibirapuera. Domingo, tempo nublado, dia e clima perfeitos para um pouco de workout. Depois de voltas e voltas, resolvi parar para beber algo. Como, apesar do tempo nublado, o calor estava presente, os ambulantes estavam lotados. No lugar onde parei, como todos os demais vendedores, existe uma profusão de bebidas, mas prevalece o Gatorade e a água de coco.

Ambuilante no Ibirapuera

Fiquei na dúvida, mas como tenho bebido muita água de coco em casa, optei pelo Gatorade. Aí o diabinho do marketing que vive na minha cabeça perguntou: E os outros? As outras pessoas? O que elas pedem? Fiz a pergunta para a ambulante e a resposta foi uma pesquisa de mercado gratuita:

“Olha, sai mais água de coco do que Gatorade. O povo que anda prefere a água. Gatorade é mais para os que fazem esporte ou andam de bicicleta” Taí, uma informação gratuita que a gente precisa, normalmente, gastar milhares de reais para descobrir.

Lógico que minha próxima pergunta foi o preço, já que poderia ser essa a razão. Que nada, o preço é igual, quatro reais por uma garrafinha de meio litro. Preço aliás, salgado. É o custo da conveniência.

Passei o resto do passeio pensando a respeito dos dois isotônicos. Gatorade, desenvolvido, em 1965, pela Universidade da Flórida e batizado devido ao time da cidade, o Flórida Gators. Se tornou um sucesso mundial a partir da vitória do time no final da Orange Bowl (o Superbowl dos times das universidades). E a água de coco, que passou a ser vendida, em 1995, em embalagem longa vida a partir da iniciativa de um ex-engarrafador mineiro de Coca-Cola.

Seria uma briga de mercado interessante, pois a água de coco pode se posicionar como um isotônico natural e, com isso, tomar o mercado do Gatorade entre as pessoas que buscam se livrar de produtos artificiais. Seria, pois a partir deste ano os dois produtos passaram a pertencer à mesma empresa. Em 2000, foi a vez da Pepsico comprar a Quaker, fabricante de Gatorade. E no último mês de agosto, a vez da Amacoco, fabricante de Kero-Coco e Tropicoco, se juntar à multinacional de bebidas.

kero-coco_canudo

Agora, o resto será história. A chance de Kero-Coco virar uma marca internacional é muito grande. Talvez seja mais uma força para fazer da Pepsico uma empresa maior que a Coca-Cola. É viver e ver.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Flexible OLED: O cumputador se torna flexível

A Samsung já lançou no Brasil a TV com tela de OLED. Com telas de 40 e 55 polegadas, tem 3 centímetros de espessura, e imagem de gente grande. A tecnologia, criada pela joint venture que ela tem com a Sony, permite o emagrecimento de televisores e laptops. Mas isso é brincadeira, comparado com o que é possível fazer com esse tipo de tela.

As duas já estão começando a divulgar na internet seus primeiros vídeos de aplicação da mesma. E a principal característica é a flexibilidade, que tornará possível menores e mais duráveis celulares e computadores.

Uma empresa da Alemanha, a Orkin Design, desenhou um primeiro laptop flexível, junto com a Sony. Seu vídeo é impressionante, pois o equipamento pode ser utilizado como uma TV ou Tablet PC.

Não creio que essa seja a versão a alcançar o mercado. Até porque seu formato não é muito prático. Mas que estamos nos aproximando do momento de termos uma nova revolução nesse equipamento, disso você pode ter certeza.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Propaganda quando é boa é boa mesma VI

Estreou esta semana o novo comercial do Itaú Personnalité. Utiliza-se, pela primeira vez no Brasil, da técnica tilt-shift, criada por Keith Loutit. Em abril, previ que rapidamente ela chegaria à publicidade brasileira. Chegou.

A técnica já é fantástica. O uso pela DPZ, melhor ainda.

Clique na imagem e veja o comercial. Com direito a making of. Comercial Itaú Personnalité

Leia também: Novas linguagens de comunicação.

 
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