terça-feira, 23 de junho de 2009

Xbox 360 melhor que o Wii II

Meu amigo Wilson Oura fez um comentário muito apropriado sobre o que a Microsoft fez ao desenvolver um videogame sem controle remoto. De acordo com ele, o que estão fazendo é substituir a imaginação. Diria até mais. Eles estão a controlando, a partir do momento que fazem com que várias pessoas tenham o mesmo pensamento.

Mas não dá para negar que o videogame vem moldando o jeito de pensar das novas gerações. Dan Tapscott, professor e estudioso do que ele chama NetGen, a geração moldada a partir do mundo virtual, discorre em seu livro Grown Up Digital sobre as pesquisas feitas que demonstram a agilidade mental daqueles que crescem jogando nesses consoles.

Atari 

O que ele não aborda, por ser relativamente novo, são as diferenças entre o comportamento das diversas gerações de videogame. Aqueles que cresceram jogando em Atari aprenderam a controlar o joystick. Que foi importado para o interior do Airbus, substituindo o manche até hoje usado nos Boeings. Razão pela qual os pilotos com idade próxima aos 30, 40 anos se dão melhor no comando das aeronaves européias.

cabine_de_comando_do_airbus_a380

O Playstation trouxe a miríade de botões e controles para serem apertados simultaneamente. Jogar deixou de ser uma brincadeira e passou a ser um trabalho de profissionais. Infantis, mas profissionais. Afinal, quem não aprendeu a combinação dos comandos aos 12, 13 anos, dificilmente teria outra oportunidade na vida.

playstation 

Os controles de computador, de uma certa forma, refletem essa mesma forma de pensar, ao desenvolverem tantos Control+C, Control+V, Control-x, etc. Acionar os comandos dos programas passa a ser uma combinação que só os iniciados conseguem aprender.

O controle do Wii é uma primeira volta ao passado. É a primeira simplificação que agora é completada pela inexistência de controle do Xbox. Novamente, a forma de interagir com o videogame e com os computadores tem uma interrelação gutural. Ésó você pensar nos comandos de dedo do iPhone, hoje presentes nos computadores da Apple e que começam a ser imitados por todos os fabricantes de celulares e PC’s. É a volta do simples, da intuição.

Braços abertos

Lógico que isso irá se refletir no desenvolvimento de novos programas e novas aplicações. Só fico preocupado em pensar os futuros aviões, com os pilotos em pé nas cabines, braços abertos e fingindo que estão voando. Até que pode funcionar, com os aviões respondendo aos comando feitos por eles em frente aos painéis de controle. Só que me assustar pensar o que pode ocorrer no momento do pouso, se um deles resolve espirrar.

Melhor não. Melhor continuar com os atuais comandos.

Um comentário:

Oura disse...

O que eles fizeram foi uma "substituição de imaginação".

 
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