sexta-feira, 27 de março de 2009

Playboy e BBB. Sexo e reality show, 24h por dia

Duas coisas me chamaram a atenção esta semana em relação à internet.  Primeiro, a Playboy americana anunciou o lançamento do seu novo site, a playboyarchive.com, com todo o conteúdo de suas revistas nos últimos 53 anos. Segundo, descobri alguns sites que transmitem o BBB 24 horas por dia, gratuitamente, o diariobbb e o Justintv. Existem outros, mas com o diariobbb você consegue ver todas as câmeras instaladas e escolher quem você irá acompanhar, como no globo.com, sem pagar a assinatura.

Playboy libera seu conteúdo na internet

O que me impressionou em duas coisas tão corriqueiras? O velho tema de sempre: como a internet vem mudando a forma de controlar os direitos autorais. Ou pior, rompendo com esse conceito.

A Playboy já perdeu a luta. Não precisa ser conhecedor da internet para, com dois clicks, conseguir ver qualquer das modelos que aparecem em seus exemplares. Dezenas de sites tem as páginas escaneadas e expostas. Nenhum deles está pagando mais do que o preço de capa da revista na banca. A Playboy disponibilizar seu conteúdo somente permite à editora entrar de novo na luta. Com mais munição, mas bastante atrasada.

No caso do BBB, de nada adianta o enorme zelo da toda poderosa Globo em tentar controlar o incontrolável. A internet, mais do que democrática, é anárquica. O problema é que essa liberdade excessiva não gera ganho. Ao contrário. Os sites que estão transmitindo o BBB também só pagam o custo da assinatura da globo.com. Transmitem gratuitamente pelo prazer de gerarem tráfego. Que é dinheiro não faturado pela Vênus Platinada.

Esses dois exemplos se somam aos anteriores já comentados aqui no blog: Internet: Adeus ao copyright, Copyright II. E só reforça que o caminho da comunicação passa pela discussão profunda de como assegurar o direito autoral e ganhar dinheiro com um novo meio de comunicação em que o controle é impossível. Esse é o nosso próximo desafio.

Um comentário:

Edianez disse...

Pois é, a geração Internet tem a percepção de que tudo nela deve ser gratuito e que não é ilegal baixar os conteúdos, pois já se paga caro pela conexão(isso ouvi do meu filho, de 12 anos!). Quem sabe o modelo de negócios não passe mesmo por uma remuneração por parte das próprias redes!
Murilo, bacana seu blog, cheio de pesquisa e conceitos da área!

 
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