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quarta-feira, 20 de maio de 2009

E agora Perdigão? O que fazer com a marca Sadia? II

Qualquer que seja a decisão que a nova empresa Brasil Foods venha a tomar, só veremos resultados práticos daqui a um ano. Isso porque eles anunciaram que manterão suas estruturas de marca intactas durante um ano, de modo a facilitar o trabalho do Conselho Administrativo de Defesa do Consumidor, o Cade.

Sadia e Perdigão anunciam fusão

A Brasil Foods é o resultado da fusão entre as duas maiores empresas de alimentos industrializados do Brasil, Sadia e Perdigão. Numa só canetada, surgiu a maior empresa da área no mundo, repetindo a história da Ambev. Como ocorreu naquela época, pode ser possível que o Cade exija a venda de alguns patrimônios ou marcas específicas, para garantir a concorrência em alguns setores. Recordando, a Ambev precisou vender a Bavária, algumas fábricas e garantir a distribuição para os compradores pelo período de quatro anos.

Naquele caso era fácil, cada marca de cerveja já tinha um perfil de atuação isolada. Como fazer no caso da Brasil Foods? Vender o Chester ou o Fiesta? O Hot Pocket? São poucas as marcas de alimentos industrializados das duas, pois a estratégia sempre foi colocar os lançamentos debaixo do guarda-chuva das marcas mães. Você não pede um presunto Abracadabra. Você pede Sadia, ou Perdigão. Dessa forma, o trabalho do Cade será dificultado.

Deveremos observar um movimento muito lento de concentração de lançamentos na Perdigão e de congelamento de novas ações na Sadia. Como a fusão foi feita entre não iguais, com a Perdigão numa posição de superioridade, é de se supor que a direção deva favorecer essa marca durante este ano de quarentena.

É esperar para ver. Enquanto isso, continuamos no nosso lanche de cerveja com presunto…

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Crise? Que crise?

Nem bem as rotativas da Istoé Dinheiro pararam e lançaram a sua última edição no mercado falando que a crise havia chegado nas fusões, o Itaú e o Unibanco surpreenderam o mercado anunciando a criação do maior banco da América Latina. Qual será o resultado efetivo dessa fusão não dá para saber agora. Se teremos um novo player feito para você ou que nem parece banco é uma resposta que o futuro nos reserva.

Se considerarmos a última grande incursão do Itaú, quando comprou o BankBoston, 2009 será o derradeiro ano do Unibanco. Será tempo de ver a discussão do Cade aprovar a fusão e iniciar-se o cancelamento daquele que era o terceiro maior banco privado do Brasil.

Os discursos iniciais são os de sempre: As marcas continuarão, não serão fechadas agências, ninguém será demitido. Resta agora aguardar o desenrolar dos fatos. Maior dúvida é qual será a reação do Bradesco. Por tantos anos o número um brasileiro, podemos aguardar que a briga só está começando.

É aguardar e ver.
 
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