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terça-feira, 21 de julho de 2009

No creo en coincidencia, pero que las hay, las hay

 

Para quem não leu, não comprou ou não viu nas bancas as revistas Veja e Época desta semana, vale a pena dar uma corrida de olhos nas suas capas.

Os assuntos não são idênticos, poderia falar serem complementares. Ambas revistas tratam de adoção. A Veja do mercado de adoção de animais de estimação, que vem crescendo assustadoramente e já faz do Brasil o país com o segundo maior número de animais domésticos do mundo.

Veja 2122

Época escreve sobre a adoção de crianças e os problemas gerados, seja no dia a dia, seja nos processos jurídicos. Aborda ainda a devolução de adotados, após alguns anos de convívio, por problemas de relacionamento.

Epoca 583

Não tenho interesse em fazer uma análise comparativa dos temas, seus interrelacionamentos ou complementariedade. O que realmente me chamou a atenção é a coincidência dos layouts das capas. Fora a tarja negra no topo, a capa da Época poderia ser considerada a contracapa da Veja, já que apresenta, de costas, um animal de estimação (deve ser um urso, mas poderia ser o cão de Veja). E aí, não existiria um título mais adequado do que o Lado B da adoção.

Melhor dizendo, a maior coincidência é exatamente a Época ser hoje o Lado B da Veja, a revista que ocupa o segundo lugar no mercado de semanais e com quem luta, número a número, pela adoção pelo leitor.

Vindo de duas redações independentes, é muita coincidência.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Viver mais e melhor

Esta semana, as duas maiores revistas semanais brasileiras trouxeram matérias de capa sobre um mesmo assunto, vistos sob ponto de vista diferentes. Enquanto Veja escreveu sobre Juventude e Longevidade, Época abordou o movimento iniciado de se viver melhor com menos consumo. No fundo, ambas abordam o mesmo tema, que vem preocupando cada vez mais as pessoas: Como viver mais e melhor.

Lógico que era de se esperar esse tipo de matéria em janeiro. O começo do ano, aliado ao verão, faz com que aumente o interesse das pessoas pelo físico, pela qualidade de vida. Matérias sobre o poder benéfico (ou maléfico) do sol, o que significa envelhecer e outros temas relacionados sempre rondam as redações neste período.

Só que temos um novo fator: devido a ciência, as pessoas estão vivendo mais. A média brasileira já ultrapassou os 72 anos de idade, em 2007, ante os 54,6 em 1960. Melhor ainda se nasceu mulher no Rio Grande do Sul. Você tem uma expectativa de 79,2 anos. 

Na média, são 16 anos a mais para se viver. E como diz Saramago "...desejar viver eternamente, esse antigo sonho da espécie humana, significaria ser velho eternamente, velho cada vez mais velho, uma vez que não se pode parar o tempo." Daí a importância de se envelhecer melhor e com mais saúde.

Não perdendo de vista o tema principal do Blog, o marketing, essa mudança traz forte impacto no consumo mundial. Se por um lado as pessoas tem mais tempo de vida (e de consumo), por outro lado passam a consumir menos e mais conscientemente. Enquanto certos produtos crescem a olhos vistos - academias se proliferam, restaurantes mais "naturais" surgem em cada esquina - outros definham lentamente. O cigarro, por exemplo, poderá se tornar um símbolo do século XX no futuro, de uma indústria que floresceu e morreu, devido a mudança dos hábitos de consumo.

O impacto identificado pelas revistas Veja e Época veio para ficar. Nós, profissionais de marketing, não podemos nos furtar de analisar o impacto dessa tendência em nosso dia a dia. Pois é da percepção correta do futuro que podemos tomar nossas decisões no presente.

domingo, 16 de novembro de 2008

Timing



Uma das coisas importantes em publicidade é o timing das coisas. Por timing quero dizer fazer com que a atenção do prospect case com as informações a serem dadas a ele. De nada adianta você investir em publicidade para gerar um tipo de reação do público se você não está preparado.



Neste final de semana, a Samsung perdeu o timing. Num anúncio publicado na revista Época, ela divulga seu mais novo smartphone, o Omnia, uma espécie de iPhone. O que era para ser um show  de tecnologia, com o leitor sendo convidado a interagir o anúncio com a webcam, gerando uma nova percepção de interatividade, não passou de uma ação frustrante. A revista sai no sábado, a interação só começa na segunda, dia 17.

Não tenho dúvidas de que estava tudo pronto para entrar no ar, já com o anúncio entregue na editora, quando algum problema obrigou à mudança dos planos. Mas não adianta. O leitor que se postar frente à sua web cam, abrir a página da Samsung e se deparar com esse aviso de "Em breve. A partir do dia 17", com certeza não retorna. Amanhã ele terá outras coisas na cabeça para pensar e a ação só voltará a obter resultados a partir de novas veiculações. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Violência

As capas de Veja e Época, desta semana, mostram o mesmo drama da violência a partir de perspectivas diversas. A Veja vem de Tropa de Elite, enquanto Época prefere abordá-la a partir do desabafo do Luciano Hulk. Mais do que mostrarem ponto de vistas diferentes (a Veja chega a questionar o texto do Luciano na Folha de S. Paulo), as duas revistas mostram qual a leitura do mundo que têm. A Veja, mais crítica. A Época, mais elitista. Enquanto isso, a Istoé, quase quebrada, vem de "Como ficar rico". Perdeu, realmente, o bonde da história...

 
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