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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Britain's Got Talent: O poder de uma embalagem

Simon Cowell é um gênio de marketing. E sabe como poucos o poder que uma boa embalagem pode causar na venda de um produto. Tendo virado uma unanimidade dos dois lados do Atlântico, já que é peça fundamental no sucesso do American Idol e do Britain's Got Talent, ele merece o sucesso que vem tendo.

Mas por que afirmo que ele é um gênio das embalagens, se ele é um produtor televisivo? Simples. Para aumentar o resultado do Britain's Got Talent, que se propõe a descobrir talentos escondidos no reino da Rainha Elizabeth, ele usa de artimanhas de embalagem para iludir a audiência nas primeiras apresentações dos candidatos.

Pare para pensar: Se você fosse se apresentar num programa de calouros em rede nacional que roupa você usaria? Uma especialmente comprada para a ocasião, elegante, ou uma qualquer, que parecesse ter saído do cesto de roupas sujas exatamente naquele momento?

Pois bem, Cowell surpreende a audiência ao apresentar, em roupas ordinárias, pessoas humildes, mas com grande potencial de sucesso. Aconteceu em 2007, quando Paul Potts se apresentou pela primeira vez. E se repetiu com o fenômeno, agora mundialmente conhecida, Susan Boyle. Veja as fotos abaixo e veja se você “compraria” estes produtos:

Paul Potts 2007

Suzan Boyle 2009

Se a primeira impressão fosse a que valesse, os dois teriam sido eliminados nos primeiros segundos de palco. Agora compare com foto de suas performances nos programas de encerramento:

Paul Potts final 2007

Suzan Boyle final 2009

Tudo é diferente, para valorizar os “produtos”. Desde a roupa de gala especialmente escolhida, à iluminação e até a fumaça seca. Eles passam a ser bons produtos, já que não haveria uma segunda oportunidade de se criar um contraste entre as figuras estranhas e suas maravilhosas vozes.

Esse é o efeito que as embalagens dos produtos cria nos consumidores. De nada adianta um produto de ótima qualidade com uma embalagem que não transmita seu valor intrínseco. Aí vale a pergunta: que tipo de embalagens você vem criando para seus clientes?

Para encerrar, aqui embaixo você tem as quatro apresentações. Vale a pena ver, seja pela qualidade musical, seja para ver o efeito das embalagens em detalhes.

Paul Potts em sua primeira apresentação

Paull Potts na final

Susan Boyle em sua primeira apresentação

Susan Boyle na final


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Não confie cegamente em pesquisas de mercado

A grande notícia de hoje é a reviravolta na estratégia das embalagens do famoso suco de laranja Tropicana. A marca, pertencente à Pepsico, fez uma mudança radical recentemente, no começo de janeiro, e menos de um mês depois foi obrigada a voltar atrás.

Advertising Age e New York Times contam a história em detalhes. É muito interessante ver o  CEO da Arnell Group, Peter Arnell, explicando a modernidade da nova embalagem que não durou nem 30 dias no mercado.

 

 

O assunto parece uma reedição da New Coke, que em 1985 substituiu a Coca-Cola e que durou menos de três meses nas gôndolas, bares e restaurantes, antes da fabricante relançar a antiga fórmula com o nome de Classic. Tudo isso nos Estados Unidos, pois nem deu tempo da nova fórmula rodar o mundo.

Tropicana Orange O mais interessante é que Tropicana tinha uma embalagem que se destacava nas gôndolas, com um símbolo inconfundível – o canudo fincado numa laranja -e com o nome do produto saltando aos olhos do consumidor. Conseguiram, numa só tacada, sumir nas prateleiras, esconder o nome e parecer um produto genérico de suco de laranja.

Topicana comparison O consumidor foi a luta. Blogs começaram a falar das mudanças e questionar o acerto da nova estratégia da Pepsico. Até o Twitter entrou na dança e a mudança foi inevitável.

O assunto vai render páginas e páginas de análise em revistas de marketing e economia. Só um tema, que apareceu no caso New Coke e que retorna agora, chama atenção: Os executivos usam a pesquisa de mercado como bode espiatório. Em ambos os casos, a preferência, em pesquisas de mercado, pela “novidade” versus a versão antiga é apontada como a razão pela decisão das empresas.  Só não se conta que as pesquisas são parte do processo decisório. Que a decisão é tomada com a ajuda, e não por causa, delas.

Olhando o caso Coke, é mais fácil acreditar que os executivos da Coca-Cola acreditavam piamente na novidade, pois fizeram todos os preparos possíveis e tinham certeza no acerto da decisão. Não seria o caso de Tropicana, que sob qualquer ponto de vista parece-me pior do que o que existia anteriormente.

Um dos maiores riscos de mercado, e que as empresas vivem fazendo, é mudar pela mudança. É a busca da novidade, custe o que custar. Não importam as razões, muitas das vezes tomadas por executivos tentando colocar suas marcas na história das empresas. Importa tentar entender que o consumidor é o verdadeiro dono das marcas. E seu envolvimento sentimental é o fator mais importante que não podemos nos esquecer.

 
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