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quarta-feira, 8 de abril de 2009

BBB: E a vencedora é...o Max?!?

Acabou ontem o Big Brother Brasil 9, na Rede Globo, com um resultado surpreendente, se formos considerar as enquetes realizadas pelos três principais portais do Brasil. Depois de ter acompanhado os diversos paredões e ter postado por quatro vezes comentando sobre pesquisas na internet, fiquei meio impressionado com o que vi ontem. Todos eles davam como certo a vitória de Priscila. Quem havia flertado com a possibilidade da vitória do Max foi o Terra, que ao meio dia de ontem apontava 35% de preferências para o artista plástico carioca. Mas mesmo eles haviam capitulado e, à noite, indicavam a vitória apertada da morena sulmatogrossense. Uol e IG indicavam uma liderança confortável de Priscila, com 48 e 44% respectivamente. Vale ressaltar que a Folha on Line, numa enquete de rua indicava o Max como o vencedor.


Se voltarmos ao ponto que pesquisas por internet podem gerar algum tipo de distorção, o resultado final é uma comprovação dessa tese. A opção a isso é acreditar que a vitória não corresponde à votação real. Parte dos comentários em sites e blogs, hoje, insinuam que o resultado foi forjado. Sabendo como seria fácil para a Rede Globo manipular a vontade do telespectador, através das montagens e chamadas do canal, caso quisesse direcionar o público, fica claro para mim que o telespectador das classes C e D, que votou por telefone ou por SMS, escolheu o candidato mais conservador, evitando o voto na "gostosa", como a chamou o Bial. Seria uma comprovação de que o preconceito gerado por Priscila teria sido deixado de lado por quem tem acesso a computadores, talvez por ser de uma classe um pouco mais cosmopolita, moderna, e ter acesso a tv a cabo e as informações virtuais. Mas não pela população mais pobre, que só contava com a edição da tv para tomar sua decisão.

Vale esse ponto para enteder como funciona a internet no Brasil hoje. Pesquisas sobre automóveis pode dar um resultado aceitável. Pesquisa com itns como creme dental, sabonetes, cerveja ou outros de baixo valor, podem gerar uma distorção que influencie negativamente nas decisões. Lógico que haverá um momento em que isso deverá ser ultrapassado.

Comentário 1 - Impressionante a rapidez com a qual o portal Terra retirou todas as notícias sobre a possível vitória da Priscila. Dos três portais, foi o único que reescreveu sua história.

Comentário 2 - O assunto BBB gera uma curiosidade e uma leitura incrível. Meu pequeno blog, hoje, teve um alto acesso. Somente de pessoas que buscavam notícia sobre o programa. Como não é um blog de fofocas, dificilmente agradou os novos leitores.

Comentário 3 - Leia aqui os posts anteriores: BBB:E o Terra Errou, BBB: E o Terra...acertou!,
BBB é uma aula de Marketing, BBB: 58 é o número da sorte do Max.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

BBB: 58, o número da sorte do Max

Ontem teve paredão. O último desse BBB 9. E uma coisa saltou aos meus olhos. Se não era, a partir de agora o número 58 passa a ser o número da sorte do Max. Numa coincidência incrível (No lo creo en brujas, pero que las hay, las hay), a Ana foi eliminada com 58% dos 58 milhões de votos. Muito interessante...

Mas, analisando as votações paralelas dos portais brasileiros, uma coisa voltou a me chamar a atenção: ninguém chegou perto do resultado de ontem. O Terra desistiu de fazer uma enquete e já pulou direto para o resultado final. Uol acertou a eliminação da Ana, mas considerando-se a margem de erro seria possível qualquer resultado: 50,65%. O IG deu como eliminado o Max, com 53%, numa distância de mais de 11 pontos, que em qualquer pesquisa seria um erro astronômico. E não é que as votações tenham ficado baixas: 860 mil e 391 mil pessoas votaram, respectivamente, nos dois portais.

Não dá para negar que a utilização de pesquisas via internet vem se tornando uma realidade na área de comunicação. Só que, para grande parte delas, talvez não tenhamos massa crítica suficiente que evite um resultado enviesado. E tomar decisões de mercado em cima de resultados não confiáveis pode levar a desastres de marketing. Baratas, essas pesquisas são. Mas o custo final delas pode ser algo imponderável.


sexta-feira, 27 de março de 2009

Playboy e BBB. Sexo e reality show, 24h por dia

Duas coisas me chamaram a atenção esta semana em relação à internet.  Primeiro, a Playboy americana anunciou o lançamento do seu novo site, a playboyarchive.com, com todo o conteúdo de suas revistas nos últimos 53 anos. Segundo, descobri alguns sites que transmitem o BBB 24 horas por dia, gratuitamente, o diariobbb e o Justintv. Existem outros, mas com o diariobbb você consegue ver todas as câmeras instaladas e escolher quem você irá acompanhar, como no globo.com, sem pagar a assinatura.

Playboy libera seu conteúdo na internet

O que me impressionou em duas coisas tão corriqueiras? O velho tema de sempre: como a internet vem mudando a forma de controlar os direitos autorais. Ou pior, rompendo com esse conceito.

A Playboy já perdeu a luta. Não precisa ser conhecedor da internet para, com dois clicks, conseguir ver qualquer das modelos que aparecem em seus exemplares. Dezenas de sites tem as páginas escaneadas e expostas. Nenhum deles está pagando mais do que o preço de capa da revista na banca. A Playboy disponibilizar seu conteúdo somente permite à editora entrar de novo na luta. Com mais munição, mas bastante atrasada.

No caso do BBB, de nada adianta o enorme zelo da toda poderosa Globo em tentar controlar o incontrolável. A internet, mais do que democrática, é anárquica. O problema é que essa liberdade excessiva não gera ganho. Ao contrário. Os sites que estão transmitindo o BBB também só pagam o custo da assinatura da globo.com. Transmitem gratuitamente pelo prazer de gerarem tráfego. Que é dinheiro não faturado pela Vênus Platinada.

Esses dois exemplos se somam aos anteriores já comentados aqui no blog: Internet: Adeus ao copyright, Copyright II. E só reforça que o caminho da comunicação passa pela discussão profunda de como assegurar o direito autoral e ganhar dinheiro com um novo meio de comunicação em que o controle é impossível. Esse é o nosso próximo desafio.

quinta-feira, 5 de março de 2009

O BBB é uma aula de marketing

Terça foi dia de paredão no BBB. 64% dos mais de 35 milhões de votos tiraram o Ralf da disputa pelo prêmio final. Até aí, tudo bem, normal do jogo. O que chama a atenção é como todos os portais erraram o percentual de votos dados a cada um dos dois emparedados.

Terra e Uol deram como eliminada a participante Ana, com 53 e 52%, respectivamente. Isso, com mais de 2 milhões de votos no Terra e 850 mil no Uol.

BBB 03 03 09 IG 

Quem mais se aproximou do resultado real foi o portal IG que, com apenas 360 mil votos deu a eliminação do Ralf com 52%. Um erro de 12%, o que supera, e muito, as margens de erro normalmente aceitas.

Mas por que isso é uma aula de marketing? Simples. Comparando a origem dos três provedores, podemos afirmar que o IG tem um perfil mais popular que os demais, já que ele foi o primeiro portal gratuito brasileiro.

Enquanto Uol e Terra travavam uma guerra pelo acesso pago, IG foi criado em 2000 para ser a primeira opção gratuita de acesso à Internet no Brasil. Repetia aqui uma fórmula que vários países tinham adotado.

É bem provável que essa sua origem tenha refletido num perfil mais parecido com a distribuição sócio-econômica brasileira. O seu caráter gratuito permitia a inclusão de uma classe social que não dispunha de recursos para pagar pelos seus concorrentes. Somente uma explicação como essa para entender o seu acerto na votação frente aos demais portais.

E onde entra o marketing nisso? Se considerarmos essa teoria um fato, podemos concluir que o acesso à internet no Brasil está longe de refletir o perfil dos brasileiros, hoje com uma concentração de 50 % nas classes mais abastadas. O crescimento da classe C nesse meio é óbvio, mas ainda existe um longo caminho a ser percorrido, quando se fala de inclusão digital. O BBB, permitindo que a votação se faça por outros meios, como o telefone, cria uma oportunidade de participação de analfabetos digitais.

Esse é um ponto que precisa ser observado com atenção. E iniciativas como a entrada das Casas Bahia no mundo virtual podem nos fornecer melhores detalhes sobre esse movimento num futuro próximo. O risco, como todo profissional de marketing sabe, é nos apaixonarmos pelo novo meio que está surgindo e esquecermos que a realidade é um pouco diferente.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BBB. E o Terra…acertou!

Rede Globo

Uol

IG

Terra

Emanuel

43

40,90

45

39,15

Ana

41

37,04

33

32,89

Mirla

16

22,06

22

27,96

Votantes

Não informado

588.315

191.789

1.290.820

Diferentemente da semana anterior, quando o Terra conseguiu errar por completo o percentual de votos contra o emparedado Newton, nesta quinta eliminação o portal Terra teve uma votação mais próxima do resultado real.

Na semana passada, fiquei impressionado com uma margem de erro tão grande. Resolvi, como bom brasileiro que não desiste nunca, continuar a fazer as comparações e entender as votações nos portais. Desta vez, nenhuma distorção, a não ser a não divulgação pela Rede Globo do número de votantes. Isso significa que o paredão não mobilizou muita gente, o que pode ser aferido da queda de votantes nos demais portais.

Como faltam mais de oito semanas para o final do BBB, vamos ter uma avaliação interessante ao decorrer desse período.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

BBB. E o Terra errou…

Para quem trabalha ou trabalhou com marketing, uma das coisas mais intrigantes é resultado de pesquisas. Por um lado, vemos os institutos errarem muito pouco nos números das eleições, fazendo pesquisas com um universo relativamente muito pequeno de entrevistas. Por outro, as pesquisas contratadas pelas agências de propaganda são sempre questionadas pelos clientes, pois as análises finais são sempre muito favoráveis à teoria pregada pela própria agência.

Não me cabe questionar aqui esse ponto. Até porque já passei pelos dois lados da mesa – cliente e agência – e uma das ferramentas mais importantes nos meus trabalhos foi exatamente a pesquisa. Mas um fato me impressionou bastante hoje.

portais

Às 23:04 horas, Pedro Bial deu por encerrada a votação no paredão desta semana do Big Brother Brasil. Acessei, no mesmo minuto, os Portais Uol, IG e Terra, que fazem votações paralelas entre as pessoas que os acessam. Os resultados, às 23:05 eram os seguintes:

Rede Globo

Uol

IG

Terra

Newton

72

71,79

74

48,8

Ana

24

20,41

19

46,4

Mirla

4

7,81

7

4,79

Votantes

30.000.000

626.351

224.585

2.086.962

Fiquei curioso. Todos os noticiários nos ensinam que quanto maior a amostra, menor a margem de erro. O Terra, terceiro maior portal do Brasil de acordo com o Ibope/NetRatings de dezembro, conseguiu dois feitos muito interessantes:

Primeiro, atrair dois dos seus 12,9 milhões de visitantes únicos para votarem na sua enquete entre domingo e terça. É mais de três vezes o que o líder Uol conseguiu e quase dez vezes o que o segundo colocado IG teve de resultado no mesmo período. Sem problemas, já que a Rede Globo, entre telefonemas e internet conseguiu um número quinze vezes maior.

Mas o segundo ponto é o mais curioso: Apesar dessa votação maciça, os seus percentuais passaram longe do resultado final, enquanto seus concorrentes ficaram dentro de margem de erro, digamos, razoáveis.

Muitas podem ser as teorias que explicam essa distorção. Pode ser que o tipo de audiência que o Terra atraia seja diversa dos outros portais, ou talvez tenhamos alguns fanáticos votando diversas vezes no Terra, o que pode distorcer o resultado, ou qualquer outra razão. O importante é termos um caso tão claro de distorção nas mãos, que nos faça tentar entender melhor o que significam os resultados de uma pesquisa.

Eu, confesso, não entendi. Quem tiver uma explicação, favor se manifestar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

É por isso que a Globo é a número um

Ontem estreiou o Big Brother Brasil 9. Depois de oito edições, parece-me que a Rede Globo chegou a conclusão que estava na hora de mudar a fórmula do programa. Dezoito e não quatorze participantes (que já foram doze!). De uma casa, viraram três. Uma de vidro, num shopping, e outras duas no Projac, através da criação de um muro dentro da casa original. Além disso, estréia sem nenhuma prova, somente apresentação.

Tudo isso é um risco, ainda mais no primeiro dia, no qual você tem o termômetro de como andará a audiência durante os três meses da atração. Como ampliar o público? De uma forma fantástica, ensanduichando o programa entre dois líderes de audiência. De um lado, A Favorita entrega uma alta audiência, por estar nos seus capítulos finais. Do outro, a qualidade da minissérie Maysa segura as pessoas em frente à tv durante o BBB.

Não é coincidência os dois programas estarem no ar e em momentos cruciais exatamente no dia da estréia do novo programa. É competência. É assim que se faz um líder.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Big Brother Brasil

Só para não deixar vocês esquecerem! Hoje à noite, terça, começa o novo Big Brother Brasil. Eu vou assistir, com certeza. E não tenho vergonha de dizer. Até porque tenho um passado que se relaciona com os realities show, seja o BBB, seja o No Limite, seja, principalmente o Casa dos Artistas. Não tenham dúvidas. Todo mundo vai negar, mas no final vai estar torcendo por algum dos BBBs. Aguardem!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

VW desiste do patrocínio do BBB

Estreou mais um Big Brother Brasil. Tenho que confessar que sou fissurado por esse tipo de programa. Desde o Casa dos Artistas, em 2001. Desde o lançamento do Doblò com o Sílvio Santos brincando com o Alexandre Frota e colegas. E dos dois dias de vigília no lançamento do BBB 1, com os participantes se apertando dentro de uma Palio Weekend. Não vou contar a história aqui agora. Fica para outro dia. Mas quero registrar que a Volkswagen piscou. E a Fiat também.

A VW tinha o patrocínio da transmissão no Multishow. Nunca entendi. Botava dinheiro e a Fiat entrava no conteúdo, melando a transmissão. Ainda assim, era um pé no saco da Fiat. Agora no BBB 8 cancelaram o patrocínio. E a Fiat não foi rápida o suficiente para comprá-lo. Pior que um vacilo, só dois. Mas, diferentemente do ditado, neste caso, dois erros fazem um acerto.
 
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