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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Acidente de automóveis gera comercial chocante

Graças ao meu amigo Wilson Oura, meu post hoje vai sobre um assunto que eu amo: comerciais de prevenção de acidentes de trânsito. É impressionante como nós estamos anos luz atrás em como tocar nesse assunto. Depois o Brasil lidera os rankings de acidentes automotivos e não sabe porque.

Da Austrália vem o comercial abaixo. É um primor em contrabalancear um clima emocional, devido a sua trilha, e as imagens chocantes. Não dá para assistir e ficar inerte. Você leva um soco na cara e pára para pensar no assunto.

Mas o mais fantástico é ver quem o patrocina, quem o colocou no ar. Sabe aquele seguro que você paga quando licencia seu carro, o famoso DPVAT? Aquele que a maior parte das pessoas esquece que tem direito no momento da necessidade? Pois é. O governo de Victoria, um dos estados da Austrália, criou um orgão, o TAC - Transport Accident Commission, e resolveu usar parte do valor dos prêmios recolhidos para fazer campanhas de prevenção. Melhor uso não há. E sem o medo de ser forte. Ou seja, é o seguro usando sua verba para evitar seu uso.

Isso é marketing. Melhor. Isso é marketing usado pelo governo para resolver os problemas públicos. Quem dera todos os governos agissem assim.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bicicletas. Um mercado que não para de crescer

Eu sou um entusiasta do ciclismo. Adoro dar umas voltas com a minha bicicleta e se até hoje não troquei meu carro por uma magrela para ir trabalhar é porque ainda não se respeita o ciclista no meio do trânsito.

Mas é interessante ver o que está ocorrendo de forma mundial nas vendas de bicicletas versus automóveis:

World Bicycle and Automobile Production, 1950-2007 

Entre 1950 e 2007, o mercado de bicicletas vem crescendo em percentuais bem maiores do que o de automóveis. Segundo o instituto Earth Policy, se em 1950 eram vendidas 11 milhões de bicicletas versus 8 milhões de carros, em 2007 foram 130 contra 52 milhões. Ou quase três bikes para cada possante de quatro rodas. E a maior parte delas é adquirida para transporte urbano, não para diversão. Em São Paulo, por exemplo, 71% das pessoas usam para se deslocar para o trabalho, 12% para ir à escola e somente 4% por lazer. E não estamos falando de uma cidade propícia para tal.

A-Bike  Xiclet 2

Clique nas imagens para maiores informações

Soluções tem aparecido e designs de bicicletas especiais para o deslocamento nas grandes cidades tem sido criadas, procurando a facilidade de transporte e de armazenamento.

erictrike5

Clique nas imagens para maiores informações

São tão criativas quanto esquisitas. A ponto de se questionar se podem ser consideradas como bicicletas. Resta saber quantas dessas invenções irão emplacar. Mas isso é assunto para outro post…

sábado, 31 de janeiro de 2009

Tudo normal no mercado automotivo

Blog é um ser vivo. Um amigo meu, outro dia, comentou que só vê automóveis no meu blog. Que vira e mexe eu volto nesse assunto. Aí, eu resolvi me policiar e vieram outros amigos me perguntar por que parei de escrever sobre automóveis. Na verdade eu quero falar é de marketing e, nesse mundo do consumo, o comportamento das pessoas em relação aos seus possantes é minha paixão.

No meio de janeiro, eu postei sobre a liderança da Chevrolet no mercado brasileiro. Apesar da Fiat ter virado o ano líder absoluta, a GM havia começado o ano botando lenha na fogueira e conseguindo uma vantagem significativa sobre as demais. Mas bastaram mais 15 dias para tudo voltar ao normal. A Fiat reassumiu a liderança, com a Volks tentando alcançá-la. E a Chevrolet voltou ao seu posto tradicional, de terceira colocada. O que para ela é ótimo, considerando-se a confusão em que está metida nos Estados Unidos.

2009 vai ser um ano muito interessante de se ver, com relação a algumas guerras em particular. Não que essas guerras sejam diretas e pela preferência de um mesmo tipo de consumidor. É, muito mais, uma leitura de marketing do dia a dia das vendas.

VW x Fiat

A primeira, pela liderança, já que parece ser idéia fixa da Volks voltar ao primeiro lugar do mercado. O Voyage começa a se aproximar do Siena, o Línea não vem contribuindo como deveria e a montadora alemã irá lançar um antídoto contra a Strada Cabine Estendida. Lógico que a Fiat não ficará assistindo impassivelmente.

Renault x Honda

A segunda será entre a Honda e a Renault, que experimentou o gostinho de voltar ao quinto lugar durante o ano passado e que fará de tudo para retornar ao posto. Mesmo que a Honda esteja reforçada com dois modelos de sucesso, o Civic e o New Fit.

Citroen x Peugeot

E a terceira e mais intrigante, a briga interna na PSA, entre Peugeot e Citroën. Se a distância entre as duas já foi um abismo, agora já dá para atravessá-la com um passo. Ajudou a diminuí-la a baixa vendagem do do recente lançamento, o 207, pela Peugeot, e o relativo sucesso do C4 Pallas, pela Citroën. Se a briga entre as duas tivesse gerando ganho de mercado total para os franceses, seria muito benvinda. Mas eu tenho lá minhas dúvidas se as marcas não dividem o mesmo consumidor, que acaba simplesmente trocando uma pela outra.

Quem viver, verá!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Salão do Automóvel 2008

Passei quatro boas horas no Salão do Automóvel 2008. Tenho certeza que só os fanáticos como eu se prestam a uma tortura tão grande. Os fanáticos e as pessoas que buscam a feira como um parque de diversões.

Primeiramente, é impossível chegar ao Anhembi sem se aborrecer. O trânsito nas imediações fica intransitável. Até aí, tudo bem, pois você quer chegar logo. Só que não existem vagas suficientes para todo mundo. O que gera um engarrafamento monstro na entrada do pavilhão.

Lá dentro, torça para que o dia esteja agradável. Quem já visitou espaços para feiras fora do Brasil sabe o que é um ambiente refrigerado. Aqui, outros pequenos, como o Imigrantes, tem ambiente acondicionado. Não é o caso daquele elefante branco mais conhecido como Anhembi.

Aí, nos estandes, um paradoxo: Os carros interessantes, diferentes, são impossíveis de serem vistos, tamanha a quantidade de pessoas em volta deles. Sobra à disposição carros que a gente conhece do dia a dia e que não são, em si, motivo da visitação. Resta ter paciência para brigar por espaço frente às novidades, distribuindo leves cotoveladas.

Um fenômeno fica cada vez mais claro no Salão. As boas e velhas câmeras são um artigo em extinção. O celular com foto está tomando seu lugar a olhos vistos. Na frente das máquinas mais admiradas, tais como a Ferrari, é impressionante como fica óbvio que a guerra já está sendo ganha pelos celulares. Não importa se a qualidade ainda não é boa. Fala mais forte a praticidade de não se carregar dois aparelhos.

Com relação aos estandes em si, nenhuma grande surpresa. As quatro grandes têm os estandes mais freqüentados. Chama a atenção o estande da Honda, pela capacidade de atração. Essa marca tende a crescer, se visitas no salão significarem preferência. Não é o que acontece hoje no mercado, com a Renault em quinto lugar. Essa relação entre visitas/vendas é tão improvável que entre as quatro grandes a líder Fiat tem menos movimento do que a Chevrolet e a Volks.

Ao final, você que vai ao Salão, prepare-se para mais um aborrecimento, caso esteja de táxi. Eles estão em falta, pois não conseguem chegar aos seus pontos, devido aos engarrafamentos. Facilite sua vida. Vá de Metrô até a estação Tietê, pois de lá sai um ônibus gratuito para o evento. Talvez assim você curta melhor esse programa de índio.

Veja por si próprio
fiat.terra.com.br/aovivo.php
www.vw.com.br/salaodoautomovel/
www.chevrolet.com.br/content_data/LAAM/BR/pt/GBPBR/001/html/chevy_portal/frame/salao.html?pid=319
www.ford.com.br/sal_home.asp
 
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