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sábado, 6 de junho de 2009

Voo 447: O que a TAM tem a ver com isso.

Não vou falar do acidente do avião da Air France sob o ponto de vista humanitário. Para isso, todas as revistas e jornais brasileiros dedicaram páginas e páginas nos últimos dias. Quero analisar a ameaça que ele representa para o posicionamento de uma outra empresa, a TAM.

Como todos sabem, a TAM cresceu atravessando os céus brasileiros com o modelo Fokker 100, dos quais ela chegou a ter uma frota de 50 aeronaves. Tudo ia bem até que, em outubro de 1996, o modelo batizado de Number One não conseguiu decolar do aeroporto de Congonhas e causou o primeiro grande acidente daquela empresa.

Number One Tam

Foram necessários seis anos até que chegasse o primeiro Airbus da companhia. E nesses anos todos, o estigma da baixa qualidade da frota rondou a empresa. Nesse período, a TAM fez todo o seu marketing convergir para a modernidade e segurança do avião europeu.  Sua frota inclusive cresceu incorporando basicamente os modelos da Airbus e, atualmente, 122 das 129 aeronaves são daquela fábrica.

Airbus TAM

Em 2007, um de seus Airbus explodiu contra um de seus prédios em São Paulo. Um erro dos pilotos foi dada como a razão do acidente. Agora, cai esse voo da Air France. E as pessoas começam a falar do quanto é seguro ou não voar em aviões dessa fábrica.

Para a TAM e a Airbus, a demora em se solucionar o que ocorreu com o voo 447 é um problema. Dá margem a especulações de toda natureza, a principal das quais sobre a aeronave. A solução virá. Mas seria muito perigoso para o futuro da TAM necessitar mudar novamente a composição de sua frota.

Nada pode ser feito nesse momento. Mas que a TAM irá precisar reforçar a imagem do modelo Airbus, isso com certeza ela precisará.

domingo, 5 de abril de 2009

Fiat e VW. A briga continua

VW versus Fiat

Março fechou mais emocionante ainda. Por 330 unidades, a Fiat foi líder de mercado no mês. O acumulado continua em 1000 unidades, o que significa um pouco mais de insiginificante meio por cento das vendas acumuladas. A briga continua, cada vez mais apertada. E a crise, para o mercado automotivo, parece ter sido muito mais uma oportunidade do que um problema, com março sendo o segundo melhor mês da história da indústria automobilística brasileira.

Interessante notar a reação do Palio, que cresceu mais de 50%, reflexo talvez do lançamento do modelo 2010. Com certeza, se a liderança voltou à empresa italiana, o motivo foi o renascimento de seu principal modelo.

Com a prorrogação do desconto do IPI, a briga deve se arrastar pelos próximos meses, ajudando, inclusive, na manutenção dos bons resultados de vendas. De uma coisa podemos ter certeza: os ânimos devem etar exaltados nas duas montadoras.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Crise? Que crise? 2

Quem viaja a trabalho a tanto tempo quanto eu e já passou por outras crises econômicas sabe reconhecer o quanto os tempos difíceis irão durar ou não pelo simples movimento nos aeroportos. Se as segundas e sextas não são caóticas nos terminais brasileiros, principalmente em Congonhas, pode se preparar porque a crise é brava. Não parece ser o caso dessa vez.08_MHG_sp_aviaoagua

A Anac divulgou, hoje, os números de janeiro de 2009. O movimento de embarques domésticos cresceu 9,6% sobre janeiro de 2008, mês que não conheceu nenhum problema econômico. É um crescimento astronômico, principalmente se considerarmos que o ano de 2008 foi somente 7,4% maior que 2007. E que janeiro de 2008 havia sido maior do que janeiro de 2007 somente 6,7%. Ou seja, no meio da crise, o movimento nos aeroportos foi ainda maior.

Os embarques domésticos demonstram um ritmo inverso e cairam pela primeira vez nos últimos anos. Refletindo o efeito da alta do dólar. Mas ainda assim, o total de horas voadas pelas companhias aéreas cresce no meio da crise.

Como diz a matéria de Capa da última Exame “…é impossível saber se o PIB brasileiro crescerá algo como 4%, como o governo quer e chegou a projetar, ou próximo de zero, como vaticinam alguns organismos internacionais.” Vendo os aviões pousando e levantando é de se pensar que a crise no Brasil é de confiança.

O carnaval vem aí e com o final dele começa o verdadeiro ano brasileiro. É esperar e conferir.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Você é o que você lê

O mundo está em crise, certo? E o Brasil? Tem crise ou não tem? Se depender das leituras que você lê diariamente, sua conclusão pode ser que a única solução é saltar de um prédio, ou que o Brasil é uma ilha de prosperidade.

Não dá para pensar que a imprensa é isenta e imparcial. Os jornalistas são pessoas e, portanto, tem sentimentos e opiniões. Que, por mais que não queiram, impressionam as mensagens que eles queiram passar aos seus leitores.

Para não ficar longe do universo automóvel, listo abaixo três títulos de jornal dessa semana, falando do mesmo tema, as vendas de janeiro:

Correio Braziliense:

Venda de automóveis começa ano com queda de 11% no Brasil

Jornal do Commercio

Vendas cresceram 1,5% em janeiro

Estado de S. Paulo

 Venda de carros cresce 3,16% 

mas setor tem recuo de 5,2%


Resta a dúvida, ao final. Como é possível cair 11% e crescer 3,16% ao mesmo tempo?

Para piorar, se você, antes de sair de casa, lesse hoje o portal da Jovem Pan descobriria que as vendas subiram, na realidade,5,11%. E que, de acordo com a Fenabrave, foi a primeira alta nas vendas no período em 17 anos.

Ai, você para num sinal, recebe o jornal Destak e lê assustado que a Indústria leva o pior tombo em 17 anos.  Os mesmos 17 anos!

Afinal, o mercado cresce, cai, existe um record de vendas depois de 17 anos, ou o pior tombo depois desse mesmo período? Não importa. O certo é você escolher com qual humor você irá estar no dia. E ler as matérias certas...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Janeiro 2009. Fim da crise?

Quem me conhece, sabe que eu sou um otimista inveterado. Onde o copo está completamente vazio, vejo sempre um copo meio cheio. Para mim, a crise do final de 2008 veio para balançar o mercado e logo, logo, tudo isso vai passar. 

Hoje, li uma notícia que pode significar que, se não deixaremos de ter uma crise, pelo menos ela pode ser suave como um resfriado. As vendas de carro nos primeiros quinze dias de 2009 foram maiores do que os primeiros quinze dias de dezembro. Nove porcento, o que não é pouca coisa. Ainda mais se lembrarmos que dezembro tem décimo-terceiro. E que janeiro tem IPTU, escola das crianças, férias, etc.

Temos que lembrar que o governo fez a parte dele, baixando o IPI. E que as montadoras estão correndo atrás do prejuízo, fazendo promoções e mais promoções. Mas, se não for assim que se vence uma crise, como é que poderia ser?


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz 2009!

Não posso deixar de deixar aqui registrado meus votos de feliz ano novo. 2009 será um ano muito interessante. A crise americana terá seu verdadeiro teste com a posse do Obama. Isso fará com que o Brasil precise se posicionar frente ao mercado mundial. E, mesmo depois de seis anos de prosperidade, temos um histórico de crises que nos ajudará a controlar melhor a situação. Como disse o Lula: "enquanto o mundo discute a recessão, nós estamos avaliando se cresceremos 4%, 3,5% ou 2%". Realmente isso é uma vantagem.

Feliz ano novo. Vamos em frente que atrás vem gente!


sábado, 4 de outubro de 2008

Um mercado totalmente diferente

O mundo está pronto para entrar numa recessão. A economia aponta para uma diminuição do consumo, com um adiamento de compras por parte do consumidor. Empresários alertam para os riscos imediatos.

No meio disso tudo ainda existem coisas capazes de me surpreenderem. Em São Paulo está sendo lançado um edifício com apartamentos com valores acima de cinco, seis milhões de reais. E para espanto da minha parte, as pessoas estão se estapeando para comprar as unidades disponíveis. 

Cadê a crise?
 
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