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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Honda e o admirável mundo novo

Enquanto a General Motors luta para se salvar, a Honda vem cada vez mais ampliando suas fronteiras e deixando de ser uma produtora de veículos para se classificar como uma produtora de soluções de locomoção. Como já dizia Theodore Levitt, no seu livro Imaginação de Marketing, um dos principais aspectos para se diferenciar e prosperar é ampliar seu foco de atuação. E locomoção é maior do que o mercado automotivo.

Depois de ter entrado na aviação, agora é a vez de começar a revolucionar o mercado direcionado aos paraplégicos, com o lançamento de dois equipamentos que, se no momento só facilitam a vida de não portadores de deficiência, não demora muito vão permitir que os deficientes voltem a se locomover livremente.

Bodyweight Support Assist

O primeiro chama-se Bodyweight Support Assist, algo como Assistente para suporte do peso do corpo. Seu principal papel é melhorar a sensação física daqueles que precisam ficar horas em pé. Não por acaso, está sendo testado nas fábricas da Honda, no Japão.

 

Stride Management Assist

O segundo, Stride Management Assist, ou Gerenciamento do caminhar assistido, busca facilitar o movimento dos passos e é dirigido principalmente para pessoas idosas e seus claudicantes caminhares.

As duas invenções são resultados de mais de 20 anos de pesquisa. Quando, em 1986, a Honda apresentou o primeiro protótipo de seus robôs, o E0, o projeto era pesado, caro e desengonçado.

Vinte e três anos depois, a experiência que desenvolveu o Asimo começa a dar frutos para a empresa japonesa. Lógico que o robô ainda não tem sentimentos, como o comercial americano abaixo nos faz pensar. Mas as soluções desenvolvidas para que ele funcione começam a se aplicadas na melhoria da vida diária.

Não tenho dúvidas de que o próximo passo será reunir as soluções encontradas pela Honda com aquelas apresentadas pela Hitachi no já distante ano de 2007. Para quem não se lembra, a empresa japonesa de tecnologia demonstrou como os impulsos elétricos poderiam ser utilizados para que portadores de deficiência física pudessem comandar controles remotos de TV’s. Juntando um mais um temos três.

Realmente, a vida vem se tornando cada vez mais fácil.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tecnologia não é assim tão difícil

A gente sempre se surpreende com novas tecnologias e somos tomados por um certo medo em utilizá-las. Normalmente, o que se exige de nós é uma nova forma de fazer o que estávamos habituados de outro jeito. Talvez aí esteja a explicação do porquê as crianças e jovens se adaptam com tanta velocidade: eles não tem conceitos prévios, formas antigas, de se fazer as coisas.

Olhar para antigas tecnologias e pensar nos problemas que as pessoas tinham ao começar a utilizá-las pode ser um bom exercício para se espantar os atuais fantasmas. Melhor ainda se for com humor, como faz o vídeo abaixo. Bom divertimento.

terça-feira, 31 de março de 2009

O bom da curiosidade

Quem me acompanha sabe que gosto de estudar um pouco as cidades das quais estão vindo meus leitores. Não são muitos, mas graças a democracia proporcionada pela internet, estão literalmente espalhados pelo mundo. E o que mais me espanta nessas pesquisas, que são, por assim dizer, randômicas, é que sempre existe um fato pitoresco em todas elas. A sensação que tenho é que se existirem um milhão de cidades no mundo, sempre será possível descobrir um lado interessante em cada uma delas. Esse é o lado bom da curiosidade.

Dayton Skyline Vista geral de Dayton

Desta vez, a cidade em foco é Dayton, em Ohio, Estados Unidos. Ela é uma cidade de menos de 200 mil habitantes, 166 mil para ser exato. Apesar de ser localizada próxima aos grandes lagos, não é banhada por nenhum deles nem pelo mar. Poderíamos até dizer que Ohio é um estado parecido com Minas Gerais, pois o mar mais próximo fica a quilômetros de distância. Mas lógico que alguma coisa existe que ligue Dayton à história do Brasil. Ela é a cidade materna dos Irmãos Wright.

Para quem não se lembra, os Irmãos Wright são, para os americanos, o que Santos Dumont é para os brasileiros: os inventores do avião. O que os diferencia? Primeiro, eles voaram três anos antes do brasileiro, em 1903. Segundo, o avião de Santos Dumont foi o primeiro a levantar-se do solo sem ajuda de nenhum geringonça externa ao aeroplano (o avião dos Wright precisava ser lançada de uma catapulta, razão pela qual a discussão de quem realmente foi o inventor). Terceiro, e mais importante, eles patentearam a invenção, Santos Dumont não.

Quem é o verdadeiro inventor? Pouco importa. Importa que os Irmãos Wright foram mais espertos, registrando um invento que tornou-se em pouco tempo o maior meio de transporte do mundo. Cmoo dizem. Não importa o fato, mas sim a versão do fato.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O que seria do Lula se já houvesse a SawStop

Stephen Gass, um inventor americano, criou uma serra elétrica à prova de acidentes com humanos. De uma forma simples, a serra elétrica se retrai quando entra em contato com qualquer pedaço de pele humana.

Não existe mágica no processo. Por meio de pequenos implusos elétricos, um sistema de segurança freia e recolhe a lâmina de qualquer serra com SawStop. O corpo humano, para ser mais exato, a pele humana, absorve os pulsos elétricos, causando a interrupção da corrente e o disparo do freio do equipamento. Parece truque, mas não é.

O invento é novo. Muitos já perderam braços, mãos e até dedos em serras por toda a história da humanidade. Para a maior parte isso pode ter sido uma infelicidade. Para nosso presidente Lula, foi o começo de sua carreira de sucesso político. Agora imagine: Quem seria nosso atual presidente, se a SawStop tivesse sido inventada nos anos 1950? Sorte de uns, azar de outros…

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Relógio de pulso - Prá que serve?


O mercado não perdoa. Sempre que algo melhor e mais prático aparece, o passado é apagado. Não tem nem 30 anos, a máquina de fac-símile era lançada e começava a revolucionar a forma de se enviar documentos de um local para outro. Para quem não sabe, a invenção é japonesa, pois diferentemente do alfabeto ocidental, não existia forma de se enviar mensagens por telex considerando-se os ideogramas japoneses. Assim, ter uma máquina que transmitisse o documento como ele houvesse sido escrito originalmente era uma necessidade daquele país oriental. E foi recebido com braços abertos pelo ocidente. Veio o computador, a internet e bye-bye fax.

Agora é a vez do relógio de pulso. O mercado vem se transformando a olhos vistos desde a invenção do relógio de quartzo. Por que? Porque ficou barato fazer relógios. Primeira transformação foi a multiplicação de aparelhos de parede. Segunda revolução no mercado foi a proliferação de novos relógios em locais antes não imaginados. Hoje ele está no painel do carro, no visor do rádio, no DVD, na tela da televisão e, mais insidioso, no canto das telas dos computadores. Tiro de misericórdia foi a sua presença no celular. Se as pessoas têm que carregar um celular, para quê gastar dinheiro num relógio de pulso que só faz marcar horas?
Mas o mercado relojoeiro é adaptável. E vem transformando a peça de uma necessidade a um objeto de arte e de moda. Não é mais a dependência de saber que horas são que leva uma pessoa a investir tempo e dinheiro. Mas o desejo de compor um visual, onde o relógio passa a ser um adorno. De um único relógio, as pessoas passam a ter coleções de relógios para cada um dos momentos de suas vidas.
Vou voltar ao assunto, pois o mercado é enorme. Mas não me espanto se a próxima mudança radical for o desaparecimento dos modelos analógicos. Pare e pense: Se o computador e celular mostram as horas de forma digital, quantas gerações serão necessárias para que o uso dos ponteiros passem a ser uma coisa do passado?

E você? Que opinião tem sobre esse mercado?
 
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