terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Blog também é cultura

Descobri, através dos contadores que tenho no meu blog, que fui acessado por alguém de Nhandeara.

Imagem do mapa

Nhandeara? É, isso mesmo. Cidade no interior de São Paulo, próximo a São José do Rio Preto. Achei fantástico. A cidade tem 11 mil habitantes e um lê meu blog. Ou leu. Não importa.

Achei mais importante do que o dia que vi que ele foi acessado na Polônia. Lá pode ter sido um erro, e o leitor não ter entendido nada. Aqui não. Por mais que tenha sido por engano, quem acessou entendeu tudo que eu escrevi. Se não entendeu foi culpa minha, por ter escrito errado.

Tenho ficado cada vez mais deslumbrado com esse mundo. E descoberto outros blogs de amigos, sempre muito interessantes. Sabe aquela pessoa que é, no dia a dia quieta. Pois é, surpreende no blog. Talvez esse tipo de comunicação seja a melhor forma de expressão que as pessoas tem nas mãos.

Vou começar a colocar os endereços dos blogs interessantes que tenho encontrado aqui na barra lateral de meu blog. Assim você pode conhecer pessoas interessantes. E menos chatas do que eu.

Vão aí duas dicas: Blog do Eduardo Carvalho – Esse cara é surpreendente. Hoje é diretor de marketing da Sabiá Residencial. Mas já foi comentarista do Blog Digestivo Cultural. E seu blog é de uma profundidade impressionante.

O outro é o Blog do Wilson Oura. Se você conhecer o Wilson, vai se surpreender. Durante a semana era um pacato ser do departamento administrativo da Ogilvy. Nos finais de semana se transformava num músico, tocando violão num trio de jazz. Essa dupla personalidade fez com que fosse aceito na patota dos criativos da agência. O único caso que conheço que sai da área mais careta para a mais hype de uma agência. Ele bloga o sentimento. E mostra dessa forma porque é um músico.

Vale a pena visitar os dois.

Ah! Antes que eu me esqueça. Nhandeara, do tupi, significa Paraíso. Pois é. Já cheguei ao Paraíso…

Quando obrigação vira exceção II

Dia 06 postei sobre a Editora Objetiva e a rapidez com que me respondeu uma reclamação sobre um livro comprado com folhas faltantes. Acabei de receber o novo exemplar, com uma carta de desculpas. Realmente, essa empresa me impressionou.

Big Brother Brasil

Só para não deixar vocês esquecerem! Hoje à noite, terça, começa o novo Big Brother Brasil. Eu vou assistir, com certeza. E não tenho vergonha de dizer. Até porque tenho um passado que se relaciona com os realities show, seja o BBB, seja o No Limite, seja, principalmente o Casa dos Artistas. Não tenham dúvidas. Todo mundo vai negar, mas no final vai estar torcendo por algum dos BBBs. Aguardem!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Em Congonhas II

Bloguei na sexta, diretamente do meu Blackberry, enquanto esperava o meu vôo. Se por um lado foi uma aventura maravilhosa, conhecendo uma nova forma de me relacionar com a tecnologia e o presente, por outro fiquei frustrado e chateado ao final do dia.

Meu vôo, que só poderia ter sido um Gol, atrasou-se uma hora e meia. Tempo suficiente para que eu perdesse meu compromisso em BH. Vou ter que retornar outro dia, gastando novamente passagem e meu tempo, para resolver o que ficou sem solução graças ao descaso das companhias aéreas brasileiras. E nem adianta tentar reclamar. Eles, agora, aprenderam como burlar a Infraero, a Anac e as possíveis multas por atrasos. Colocam todos para dentro do avião, fecham a porta e passam a dizer que o atraso não é culpa delas. Para mim, falta solução política das empresas e dos órgãos reguladores. Deposito minhas esperanças na Azul. Vamos ver...

No meu caso, como me divido entre BH e SP, o prejuízo é menor. Mas, para o país e as empresas, se somarmos todos os compromissos não cumpridos e as horas perdidas, começa a aparecer o buraco que nos separa dos países realmente desenvolvidos. Melhorar, melhoramos. Mas ainda existe um longo caminho até o verdadeiro desenvolvimento.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Em Congonhas

Sao 15:12 e eu estou no aeroporto de Congonhas, em Sao Paulo, aguardando a chamada de meu voo. Diferentemente do Twitter, que eh um blog para ser preenchido atraves de sms enviados pelo celular, este aqui eh um blog para ser acessado via computador. Soh que eu estou postando atraves de meu Blackberry.

Como jah citei antes, estamos no meio do turbilhao de mudancas. Eh soh voltar cinco anos atras e todas essas facilidades paraceriam ficcao cientifica. O maior problema eh não ficar para tras, desatualizado. Se nos não somos a geracao que melhor utilizara essa revolucao, não podemos, por outro lado, ficar para tras.

Quem viveu profissionalmente o alvorecer da internet e amargou o estouro da bolha deve-se lembrar que existiam planos e mais planos de como usar a novidade. O que não existia era tecnologia suficiente para implementa-las. Resultado disso? Os investidores cansaram-se de investir em sonhos inalcancaveis. Dai veio o estouro.

Quase 10 anos depois, agora aqueles planos comecam a se concretizar. O que significa que planos mais ousados vem por ai.

Quais seriam? Voltamos a falar depois, pois meu voo foi chamado.

PS - um unico inconveniente nesse Blackberry. Ele não acentua (a não ser a palavra não)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

2010 chega em Janeiro II

Ontem a Fiat lançou o Palio Economy. Hoje, o resto da linha. Agora, toda a linha é 2010. O que o mercado já dizia, que a Quatro Rodas havia antecipado no começo do ano passado e a Autoesporte mostrado em fotos no seu site no final do ano, agora ocorreu. O Palio assumiu a mesma frente de sucesso do Siena e Palio Weekend.

Enquanto isso, o site continua divulgando o modelo 2009.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2010 chega em janeiro!

Surpresa das surpresas. A Fiat começou a lançar, agora em janeiro, sua linha 2010 do Palio. O carro, reestilizado em 2007, perdeu a posição de segunda lugar em vendas em outubro do ano passado e não recuperou mais. Havia comentado aqui que a Fiat precisava e iria reagir. Parece que começou a reação.

A perda foi resultado de uma conjunção de fatos: Por um lado, o novo VW Gol roubou clientes que procuram novidades. Do outro, o Mille Economy roubou clientes que buscam preço baixo e economia. A receita adotada para reverter os resultados começou pela parte de baixo.Foi lançado esta semana o Palio Economy, com o mesmo Econômetro do Mille. 
Próximo passo deverá ser atacar o Gol cara a cara, trazendo a frente do Siena para os modelos mais caros. A notícia e fotos do modelo com a nova grade disfarçada foram antecipados no final de dezembro, pelo site da revista Autoesporte, como apresentado abaixo:  Resta saber se, no meio dos dois modelos continuará existindo o modelo de farol de parábola simples. Seria a primeira vez que três modelos conviveriam.

É uma busca de reversão de vendas. Só resta entender o que ocorrerá no segundo semestre. Será que teremos o lançamento do modelo 2011?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quando a obrigação vira exceção

É de se estranhar quando o que deveria ser comum, obrigação, vira uma surpresa positiva. Acostumado que estou a ser mal tratado pelas empresas, que não sabem ser rápidas em consertar seus próprios problemas quanto são na hora de vender seus produtos, acabo de passar por duas experiências que demonstram que as coisas ainda tem conserto.

A primeira empresa a me surpreender foi a TokStok. Não posso nem dizer que seja uma surpresa, pois em poucos lugares me sinto tão protegido em relação aos meus direitos de consumidor quanto lá. Eles estão sempre à disposição de acertarem as coisas, sem muita argumentação contrária, caso algo pareça errada ao cliente. Comprei uma mesa de jantar e um conjunto de seis cadeiras. Uma veio com problema. Um simples telefonema e tudo está resolvido. Sem contar que, do vendedor ao fiscal que veio à minha casa, todos lembram o tempo todo que os móveis tem dois anos de garantia. Ou seja, dois anos nos quais posso reclamar e ser bem atendido à vontade.

A segunda, esta sim, foi um susto. A rapidez e disposição da Editora Objetiva é um exemplo a ser difundido. Comprei um livro e, nas últimas páginas de leitura, descobri que, por algum problema, elas estavam em branco. Mas o problema maior é que, por ser um livro de referência, eu já havia marcado todo o texto. Mandei um e-mail para a editora com uma proposta indecorosa: que eles me enviassem um novo livro para eu passar a limpo minhas anotações antes de devolver o exemplar defeituso. Menos de 24 horas recebi minha resposta. Um pedido de desculpas pelo inconveniente. E a promessa do envio do exemplar. Fiquei maravilhado.

Não acredite você que só porque o valor de um livro é baixo é mais fácil para eles atenderem bem ao meu pedido. Cada empresa tem um custo e lucro relativos ao valor individual dos produtos que comercializa. Percentualmente o prejuízo de um livro com defeito é o mesmo de uma cadeira ou de um carro com problema. O que deve-se levar em conta é a disposição em resolver bem os problemas que enfrenta. 

Fiquei feliz. Pode ser que estejamos vendo a mudança de cultura no Brasil. Quem sabe, junto com o crescimento da economia estamos passando por uma maturidade na relação com os consumidores.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mac versus PC - Botando lenha na fogueira

Esta é a disputa mais interessante do mundo. A Apple conseguiu se colocar contra toda a indústria de PC's. Não dá para negar. Eles são muito bons.

O impressionante é que a empresa que inventou o computador pessoal na forma que conhecemos hoje, com a CPU separada do teclado e do monitor, hoje já não fabrica mais PC's, a IBM. Há uns quatro anos atrás vendeu todo seu parque fabril para uma empresa chinesa, a Lenovo, que até hoje possui direito de utilizar a marca americana.

A grande contribuição da IBM para o mercado, que fez com que o mercado pendesse para a dobradinha PC/Windows e não Mac/Apple, foi abrir sua configuração, tornando pública e perfeitamente copiável por qualquer um que quisesse fabricar equipamentos similares.
Só que, enquanto o mercado crescia, distribuindo e popularizando um equipamento de difícil manejo, a Apple fabricava um equipamento fácil de usar e mais bonito, o Macintosh.

A IBM gerou usuários. A Apple, adoradores. Um usuário de PC muda de marca com facilidade. Um applemaníaco, não. Aí está o pulo do gato da Apple: entendeu isso e levou ao extremo esse amor pela marca. Se colocou contra todo o mercado. São eles contra nós. 

Para entender o que isso significa, em 2007 foram vendidos 252 milhões de PC's no mundo. A Apple comercializou pouco mais de dois milhões de Macs. Ou seja, para cada Mac vendido pela Apple, seus concorrentes venderam 116 PC's. Ou melhor ainda, por hora são vendidos 4 Macs em todo o mundo. Nesse mesmo período, são 479 PC's. É uma luta do David contra o Golias. E a David/Apple conseguiu criar uma imagem de vencedora, independentes desses números. 

Para os applemaníacos, esta é uma semana especial, a semana do Macworld, a feira da Apple onde são apresentadas todas as inovações da marca. Mas este ano, com gosto de luto, pois o Steve Jobs não irá participar. Mas isso não impede que se encontre vídeos como o abaixo na internet. Vale a pena ver, como seria a luta das duas marcas, se eles fossem transformers.


domingo, 4 de janeiro de 2009

E-ink. O futuro será flexível

A tecnologia não é nova. Deve ter sido lançada, comercialmente, no começo dos anos 2000, apesar da empresa existir desde 1997. Mas agora começa a se aproximar do dia a dia. Estou falando do e-ink

Misto de display e tela de imagens, o e-ink funciona de forma muito simples e econômica. É simplesmente uma folha de plástico com milhares de minúsculas esferas incrustadas por toda sua extensão. De um lado, brancas, do outro, pretas. E, à media que são atraídas ou repelidas por meio magnético, viram sua face clara ou escura, formando imagens e palavras.

Já está nas ruas, no e-reader da Sony. E em vários displays eletrônicos nos Estados Unidos. Além de ter sido usado em capa de revistas nos Estados Unidos

Agora começa a aparecer seus primeiros concorrentes, inclusive com telas coloridas. 

O mais importante dessa tecnologia é permitir futuramente teles flexíveis e dobráveis. Com a miniaturização dos computadores, brevemente deveremos ter pequenos aparelhos de bolso que, desdobrados, poderão ser maiores que telas de 17 polegadas, as mais vendidas hoje em dia. Além de permitir a completa digitalização de jornais e revistas.

Revolução é isso. Chega devagar e, quando menos se espera, já modificou a relação humana.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Viver mais e melhor

Esta semana, as duas maiores revistas semanais brasileiras trouxeram matérias de capa sobre um mesmo assunto, vistos sob ponto de vista diferentes. Enquanto Veja escreveu sobre Juventude e Longevidade, Época abordou o movimento iniciado de se viver melhor com menos consumo. No fundo, ambas abordam o mesmo tema, que vem preocupando cada vez mais as pessoas: Como viver mais e melhor.

Lógico que era de se esperar esse tipo de matéria em janeiro. O começo do ano, aliado ao verão, faz com que aumente o interesse das pessoas pelo físico, pela qualidade de vida. Matérias sobre o poder benéfico (ou maléfico) do sol, o que significa envelhecer e outros temas relacionados sempre rondam as redações neste período.

Só que temos um novo fator: devido a ciência, as pessoas estão vivendo mais. A média brasileira já ultrapassou os 72 anos de idade, em 2007, ante os 54,6 em 1960. Melhor ainda se nasceu mulher no Rio Grande do Sul. Você tem uma expectativa de 79,2 anos. 

Na média, são 16 anos a mais para se viver. E como diz Saramago "...desejar viver eternamente, esse antigo sonho da espécie humana, significaria ser velho eternamente, velho cada vez mais velho, uma vez que não se pode parar o tempo." Daí a importância de se envelhecer melhor e com mais saúde.

Não perdendo de vista o tema principal do Blog, o marketing, essa mudança traz forte impacto no consumo mundial. Se por um lado as pessoas tem mais tempo de vida (e de consumo), por outro lado passam a consumir menos e mais conscientemente. Enquanto certos produtos crescem a olhos vistos - academias se proliferam, restaurantes mais "naturais" surgem em cada esquina - outros definham lentamente. O cigarro, por exemplo, poderá se tornar um símbolo do século XX no futuro, de uma indústria que floresceu e morreu, devido a mudança dos hábitos de consumo.

O impacto identificado pelas revistas Veja e Época veio para ficar. Nós, profissionais de marketing, não podemos nos furtar de analisar o impacto dessa tendência em nosso dia a dia. Pois é da percepção correta do futuro que podemos tomar nossas decisões no presente.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz 2009!

Não posso deixar de deixar aqui registrado meus votos de feliz ano novo. 2009 será um ano muito interessante. A crise americana terá seu verdadeiro teste com a posse do Obama. Isso fará com que o Brasil precise se posicionar frente ao mercado mundial. E, mesmo depois de seis anos de prosperidade, temos um histórico de crises que nos ajudará a controlar melhor a situação. Como disse o Lula: "enquanto o mundo discute a recessão, nós estamos avaliando se cresceremos 4%, 3,5% ou 2%". Realmente isso é uma vantagem.

Feliz ano novo. Vamos em frente que atrás vem gente!


Conferindo minhas previsões

No começo de outubro fiz previsões sobre o mercado automotivo. Basicamente falei que a Volks passaria a Fiat, pois em momento de crise os consumidores correm atrás de modelos recém-lançados. Falei que a GM iria fazer esforço para crescer no mercado brasileiro, buscando ajudar na briga contra a Toyota pela liderança mundial. E ainda que a Peugeot perderia espaço até ser alcançada pela sua meia irmã, a Citroën.

Pois bem, Volks passou a Fiat nos três meses finais do ano. Não no mercado geral, mas no de automóveis de passeio. O que ainda salva a Fiat são seus veículos comerciais. A briga em 2009 promete mais. E o segundo semestre deve reservar surpresas.

A GM botou dinheiro na rua, buscando turbinar as vendas. De nada adiantou. As notícias de que a matriz estaria para falir derrubaram as vendas no Brasil. Em três meses foram quase três porcento de vendas a menos. Uma número impossível de ser acreditado, não fosse verdade.

A Citroën fecha o ano virtualmente empatada com a Peugeot. Problemas para um braço da PSA. Festejos para o outro.

Renault fecha o ano brigando pelo quinto lugar contra a Honda. Os resultados ainda não sairam, mas a posição foi a mais disputada do ranking nacional. A conferir.

Semana que vem, faço minhas previsões para o novo ano. O mercado está em povorosa. Mas o consumidor continua fácil de entender.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Conhecer o consumidor é uma arte

Saber de onde vem os clientes é um dos fatores mais difíceis e ao mesmo tempo mais importantes para qualquer empresa que se preze. Normalmente, o comércio tem a informação, mas não necessariamente a compartilha com a indústria. E isso é um problema sem solução, pois informação é poder. O poder que um varejista pode ter sobre a indústria é exatamente conhecer mais a fundo as preferências de seus clientes e poder direcionar suas compras para essas preferências. Melhor exemplo disso é o mercado de supermercados, onde a força do Pão de Açucar, do Carrefour ou do Wal-Mart reside exatamente em saber, mais do que a Nestlé, a Unilever ou qualquer outro grande fabricante do mercado, quais produtos serão mais comprados pelo cliente final. Mas esse é um ponto para ser abordado em outro post. 

Aqui, vale comentar o esforço da Paramount em mapear, mesmo que estatisticamente, onde estão os seus consumidores. Ela lançou, junto com o DVD do filme Homem de Ferro, uma promoção chamada "Comprei Homem de Ferro / Aluguei Homem de Ferro", com premiação de mais de cinquenta mil reais.



As perguntas do cupom são básicas: endereço do consumidor e local de compra/aluguel. Mas pense comigo: quais são as informações reais que os executivos da Paramount têm em relação a onde estão os consumidores de seus produtos? No fundo, nenhuma. Somente uma sensação, um palpite. Se uma locadora compra uma grande quantidade de um filme, eles podem até saber a cidade onde mais se aluga aquele filme. Mas se estamos falando de grandes locadoras, com lojas por toda a cidade, ou em mais de uma cidade, como saber onde estão seus consumidores. E em termos de vendas, como saber quais cidades compram mais dvd's, se você vende grande quantidades a centrais de compras dos principais supermercados e lojas de departamentos? Um executivo que queira direcionar os esforços de divulgação para as cidades mais propensas a comprar terá somente dois endereços à sua disposição, São Paulo e Rio de Janeiro, onde ficam as centrais de compras de seus clientes. Aí reside a importância de levantar os dados.


Lógico que os varejistas podem passar os dados aos produtores. Só que isso é feito como um favor, não como uma necessidade de ambas as partes. Exceção à Wal-Mart, que cresceu por, entre outras coisas, divulgar e discutir os seus dados com seus fornecedores.

A Paramount pode não ter todas as informações que gostaria de ter fazendo essa promoção. Ela irá saber onde moram as pessoas que gostam de gibi ou de ficção, não quem gosta de drama, ou de comédia. Mas é um começo. E um pouco de informação é melhor do que nenhuma. Com certeza, seus esforços serão melhor direcionados após os resultados dessa promoção.

A propósito, o filme é ótimo...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Rede Globo apoia o BRIC

Para quem não sabe, BRIC é um termo criado para reunir numa sigla o nome dos quatro países emergentes que têm mais chance de se despontar no século XXI: Brasil, Rússia, Índia e China. São os países considerados mais promissores em termo de crescimento e parece que a Rede Globo resolveu apostar neles todos de uma vez. 

Após o lançamento da novela Negócio da China, feito no meio do ano durante as Olimpíadas, chegou a vez da Índia, tema da próxima novela das oito (oito ou nove?, não sei). O nome é sugestivo, Caminho das Índias. Continuando nesse caminho, a próxima novela das seis, no lugar de Três Irmãs deverá ser a "Revolução Russa". É aguardar para ver...


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Clima Natalino I

Só para atiçar a curiosidade: Já notou como ninguém, hoje em dia, deseja mais feliz natal uns para os outros? 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Spacefox - Pretensão de publicitários

Publicitário é a classe mais pretensiosa que existe. Se médicos se sentem deuses, responsáveis pela vida e a morte, nós, os publicitários somos a nata da inteligência mundial. Só que a gente não cria para nós mesmos. Pelo menos não deveríamos. A gente cria para pessoas normais, que não têm tempo para analisar e ver publicidade com olhos de fanáticos. Chamou a atenção, fez sentido? Impactou. Passou longe desse efeito, o leitor vira a página ou muda o canal e nem se importa com a mensagem.

Acaba de ser colocado no ar mais um exemplo típico de nosso jeito pretensioso de ser. Ao lado de um dos melhores comerciais que já vi, a Volkswagen publicou um anúncio que é, no mínimo, bizarro. O comercial é o Cachorro-peixe Conta a estória de um cara que tem um bicho de estimação estranho, uma mistura de um cachorro e de um peixe. Fantástico. Faz um puta sentido, como diriam os paulistanos. Aí vem o anúncio de revista, que coloca um cara no teto do carro, com uma vara de pescar com um filé no anzol, tentando prender alguma coisa que está dentro do carro. Entendeu? O primeiro tem um bicho de estimação. O segundo está tentando pescar. Sacou a sutileza? Não? Nem eu! Pior é achar que o consumidor médio irá ligar uma coisa com a outra.

No mínimo, eu estou precisando me reciclar...

Da série anúncios iguais 3


Algumas categorias parecem não ter criatividade. Ou senão, alguém cria um padrão num certo momento da história, consegue um resultado de vendas surpreendente e depois todo mundo vem atrás copiando. No mundo dos relógios é assim. Com certeza, alguma marca suiça cresceu usando modelos. Pode ser até a  Breitling, que hoje usa o ator John Travolta. Pode ser...

Mas a realidade é que as campanhas estão cada vez mais parecidas: artistas de renome, em posição forçada, mostrando para o mundo que eles consomem marta tal. Aqui, dois exemplos, da Technos e da Orient. Existem mais. E nesta época de natal é fácil de trombar com elas em qualquer revista. Esses dois exemplos estão na Veja desta semana. Você lê a revista, vê os dois anúncios e, no final, já não sabe de qual marca era qual. O mais impressionante é que marcas com tão pouco dinheiro para investir caiam nessa armadilha de anunciarem umas as outras. 

Realmente, o mundo da propaganda tem seus mistérios...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

De mim para mim mesmo II

Postei que 11 dias se passaram e nada de novo aconteceu. Postei que não havia leituras do Blog, a não ser de mim mesmo. E, milagre dos milagres, fiquei impressionado com o resultado dessa postagem. 

Para quem estudou comunicação, existe uma teoria, a Teoria Matemática da Comunicação, que resume qualquer relação em quatro fatores: emissor (quem comunica), receptor (quem recebe a comunicação), mensagem (o que se comunica) e ruído (os fatores que atrapalham a perfeita comunicação). O maior problema dessa teoria é não considerar o feedback, como se a comunicação fosse uma via de mão única.

Nesses últimos 11 dias tive o maior tráfego medido pelo Feedjit, uma das ferramentas de medição da internet. E meu amigo Wilson Oura me postou um comentário dizendo que está, sim, acompanhando o blog. 

Obrigado ao Wilson e a todos os meus desconhecidos leitores. Vale, sempre, os comentários, para eu saber que tipo de assunto chama mais a atenção.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

De mim para mim mesmo

Passei onze dias sem postar. Entender o que acontece com o blog quando não posto. E o que aconteceu? Nada. Onze dias sem audiência. Ou seja, escrevo para eu mesmo ler. Amazing!
 
Locations of visitors to this page