sábado, 31 de janeiro de 2009

Tudo normal no mercado automotivo

Blog é um ser vivo. Um amigo meu, outro dia, comentou que só vê automóveis no meu blog. Que vira e mexe eu volto nesse assunto. Aí, eu resolvi me policiar e vieram outros amigos me perguntar por que parei de escrever sobre automóveis. Na verdade eu quero falar é de marketing e, nesse mundo do consumo, o comportamento das pessoas em relação aos seus possantes é minha paixão.

No meio de janeiro, eu postei sobre a liderança da Chevrolet no mercado brasileiro. Apesar da Fiat ter virado o ano líder absoluta, a GM havia começado o ano botando lenha na fogueira e conseguindo uma vantagem significativa sobre as demais. Mas bastaram mais 15 dias para tudo voltar ao normal. A Fiat reassumiu a liderança, com a Volks tentando alcançá-la. E a Chevrolet voltou ao seu posto tradicional, de terceira colocada. O que para ela é ótimo, considerando-se a confusão em que está metida nos Estados Unidos.

2009 vai ser um ano muito interessante de se ver, com relação a algumas guerras em particular. Não que essas guerras sejam diretas e pela preferência de um mesmo tipo de consumidor. É, muito mais, uma leitura de marketing do dia a dia das vendas.

VW x Fiat

A primeira, pela liderança, já que parece ser idéia fixa da Volks voltar ao primeiro lugar do mercado. O Voyage começa a se aproximar do Siena, o Línea não vem contribuindo como deveria e a montadora alemã irá lançar um antídoto contra a Strada Cabine Estendida. Lógico que a Fiat não ficará assistindo impassivelmente.

Renault x Honda

A segunda será entre a Honda e a Renault, que experimentou o gostinho de voltar ao quinto lugar durante o ano passado e que fará de tudo para retornar ao posto. Mesmo que a Honda esteja reforçada com dois modelos de sucesso, o Civic e o New Fit.

Citroen x Peugeot

E a terceira e mais intrigante, a briga interna na PSA, entre Peugeot e Citroën. Se a distância entre as duas já foi um abismo, agora já dá para atravessá-la com um passo. Ajudou a diminuí-la a baixa vendagem do do recente lançamento, o 207, pela Peugeot, e o relativo sucesso do C4 Pallas, pela Citroën. Se a briga entre as duas tivesse gerando ganho de mercado total para os franceses, seria muito benvinda. Mas eu tenho lá minhas dúvidas se as marcas não dividem o mesmo consumidor, que acaba simplesmente trocando uma pela outra.

Quem viver, verá!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Portugal? Presente!

Uma das minhas diversões, hoje em dia, é conhecer um pouco das cidades das pessoas que acessam este Blog. Interessante pensar como a internet vem diminuindo as distâncias e democratizando a informação. Sempre que penso nela me recordo da criação da televisão no começo do século passado. As primeiras gerações não foram as que se aproveitaram do potencial da novidade, mas foram as que desenharam as primeiras utilidades que direcionaram seu desenvolvimento. É o que estamos fazendo com a internet. Da lerdeza das linhas discadas à modernidade da internet nos celulares já existe um salto. Mas isso ainda nem arranhou as potencialidades do meio. E nós somos os responsáveis por não deixar nossas empresas de fora dessa revolução.

Imagem do mapa

Desta vez, me descobri sendo lido no país onde tudo começou. Pelo menos para nós, brasileiros. De Portugal recebo leitores de Seia, Covilhã e Oliveira do Hospital. Lógico que ou a mesma pessoa me leu nas três cidades, ou amigos se falaram.

Oliveira do Hospital 

Vista panorâmica de Oliveira do Hospital

Mas me impressionou conhecer Oliveira do Hospital, cidade que surgiu no século XII, resultado da segunda cruzada. Hoje tem 22 mil habitantes, contra os pouco menos de 6 mil de Seia. Covilhã é, entre as três, a cidade mais habitada, com seus 36 mil moradores. As três estão próximas à Coimbra, talvez a cidade portuguesa mais conhecida no Brasil depois de Lisboa.

Igreja Matriz Seia

Igreja matriz de Seia

A vantagem competitiva das grandes cidades e das grandes empresas estão com seus dias contados. Se a informação é comum a todos, como isso afetará as relações comerciais do futuro?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Bom atendimento. Produto difícil de ter II

Almocei com uma amiga no Galeto’s. Para quem não conhece, essa é uma rede de restaurantes especializada em frango. Para azar deles, minha companhia de almoço foi, durante muito anos, diretora de uma rede concorrente e entende muito do riscado.

A análise dela foi rápida e precisa: em termos de custo-benefício, pedir meia porção é jogar dinheiro fora, já que que a diferença de custo não chega nem a 25%. Só que existem no mercado pessoas como eu que estão em busca de uma quantidade de comida que não as obrigue depois a ficar horas e horas correndo nas esteiras das academias. Que, portanto, pagam mais para terem menos.

Ao chegar o prato, mais uma avaliação certeira: para meio galeto faltou muito. O tamanho da porção estava mais para um quarto de galeto, pois nem coxa, nem asa o bichinho tinha. Aí veio a pergunta fatal: Isso é que é meio galeto? Como eu sou o viciado em frango, sendo cliente habitué do Galeto’s, só pude chegar a conclusão que a porção havia diminuído com o passar dos anos.

Aí, você se pergunta: e o bom atendimento do título, cadê? Pois bem, após pagarmos a conta minha amiga, com a experiência de quem sabe que opinião de consumidor deve ser sempre benvinda, questionou o gerente da loja sobre o tamanho da porção. E conseguiu me provar, sem querer, que existe ainda um abismo entre o atendimento mediano e o bom atendimento, pois o gerente gaguejou, gaguejou e não soube se explicar. Nem aproveitar o momento para direcionar a reclamação a um setor que pudesse administrá-la.

Muito se escreveu e se escreve que um cliente que reclama é melhor do que um cliente insatisfeito silencioso. O link acima é só um exemplo. Pois a reclamação é o cliente dizendo para nós, do marketing, que existe ainda uma esperança de segurá-lo, de mantê-lo fiel aos nossos produtos e serviços. Desperdiçar uma oportunidade como essa é abrir mão do bem mais precioso pelo qual toda empresa luta. Errou o Galeto’s. Se preocupe para que sua empresa não erre também.

Bom atendimento. Produto difícil de ter

Ontem, à noite, cheguei em casa e me deparei com a internet e tv a cabo sem sinal. Sem hesitar, liguei para a Central da Net. A atendente me fez, por longos quinze minutos, desligar e desligar todos os decodificadores e modems que possuo. Não adiantava o argumento que, se todos estavam sem sinal, era lógico de se supor que o problema era externo ao meu apartamento.

Graças a Deus a ligação caiu. Num segundo telefonema, o atendente prontamente me informou que todo o bairro estava sem sinal, devido a manutenção. Menos de um minuto, se tanto.

O caso é só um exemplo. Não nego que o atendimento Net, no geral, é sofrível, mesmo que o produto seja bom. Mas o ponto é a distância que existe entre um bom atendimento e a realidade desse tipo de serviço no Brasil. O decreto assinado por Lula, exigindo tempos e formatos no telemarketing, é uma prova de que o problema já chegou nas altas esferas.

Só que é óbvio que o problema é proposital. Tenho um amigo que sempre me lembra do custo positivo do desserviço. De acordo com sua teoria, o ganho resultante do mal atendimento é maior do que se os atendentes resolvessem os pedidos dos clientes de imediato. Ele sempre argumenta citando o quanto um adiamento do cancelamento de cartão de crédito, ou de uma linha de celular, tem poder de gerar receita adicional.

Prefiro pensar que não. Que esse formato de atendimento só nos lembra que ainda não temos um mercado realmente maduro. Pelo menos assim, tenho esperanças que no futuro as coisas sejam diferentes.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Abrindo mão do mercado

Sexta-feira fui a um bar em Belo Horizonte e me espantei com um detalhe que vi. No banheiro masculino, encontrei um espaço preparado e reservado para deficientes físicos, ou portadores de necessidades especiais, como é politicamente correto dizer hoje em dia. Seria perfeito, não estivesse ele sido colocado ao final de uma escada. Eram doze degraus íngremes criando uma barreira entre o sonho do deficiente de ter uma vida normal e a realidade.

Não quero abordar o tema pelo lado humanitário e sim pelo lado de marketing. No Brasil, não existem estatísticas confiáveis sobre o número de deficientes físicos. Mas estima-se que chegue a dez por cento da população. Numa população de 183 milhões de habitantes, estaríamos dizendo que 18 milhões de brasileiros se enquadram nessa classificação.

Lógico que essas pessoas comem, bebem, respiram, tem desejos, vivem. O maior problema é que dentro de um mesmo balaio são colocados diversos tipos de ncessidades especiais: a cegueira, a paraplegia ou tetraplegia, a surdez e outras menos comuns. Cada uma gera uma necessidade de adaptação ao meio ambiente para que se possa atendê-los como consumidores.

Só que a lógica do mercado é muito simples. Quem não está verdadeiramente equipado perde mais até do que os dez por cento de população apontados na estatísticas. Usando novamente nosso bar, a decisão de um grupo de onde ir comer ou beber é fortemente influenciada pelo deficiente. Dessa forma, se um grupo de quatro, seis, dez pessoas resolve tomar um choppinho depois do trabalho, a escolha será feita considerando onde, por exemplo, um cadeirante pode ou não ir.

Ponto a favor de quem está verdadeiramente preparado para aceitá-los. Ponto contra de quem só se preparou para atender uma lei que exige o banheiro, mas não avalia a acessibilidade ao lugar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Por que é que táxi a gente paga por corrida?

Muitos serviços são comercializados e a gente acaba comprando sem questionar se existiriam formas diversas de fazer negócio. Até que alguém vem, olha para o mesmo negócio e pensa: Por que não fazer diferente? Vem a minha mente alguns casos muito interessantes: 1 – Hotéis que começam a diária quando o hóspede chega, terminam 24 horas depois e não ao meio dia do outro dia; 2 – O antigo restaurante Around the Corner, que não tinha preço no cardápio, o cliente pagava o que achava justo e que ganhava dinheiro dessa forma; 3 – As milhares de locadoras de veículos americanas que só trabalham com veículos usados, baixando os custos das diárias.

Agora a Taxmobil muda as regras de como pagar uma corrida de táxi. Você paga um valor fixo por mês e pode usar o serviço o tanto que quiser. Sem limite! É igual a rodízio. Você paga um valor e come, come, come. O dono do restaurante ganha na média, pois enquanto alguns exageram, outros nem passam da salada. No caso da Taxmobil a aposta é no tempo livre dos táxis associados. O serviço está disponível na Europa e, se for um sucesso, tende a acabar com a bandeira dois brasileira.

Pensando nisso, pensei num outro serviço que poderia ser comercializado diferentemente: Aluguel de sapato feminino. Já pensou? Milhares de sapatos à disposição da tara das mulheres? Ela vai, escolhe o sapato da noite, usa e devolve no outro dia. O problema é administrar o chulé!

Toyota. A nova líder mundial

Um dia depois de se revelar que a GM assumiu o primeiro posto brasileiro, revela-se o novo líder mundial de vendas de automóveis: a Toyota. Depois de 77 anos, observa-se a mudança do posto, confirmando-se que a crise da montadora americana veio para ficar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

GM. A nova líder de vendas brasileira

O ano realmente começou de cabeça para baixo. Já não basta a crise para a Fiat e a Volks se preocuparem, agora a Chevrolet deu mais um motivo para que o ano fique mais complicado. Nos primeiros quinze dias do ano, a marca da General Motors virou líder de vendas de veículos de passageiros. E o Corsa Classic derrubou a dupla Mille/Palio e se aproximou ameaçadoramente do Gol.

Não creio que o pessoal de Detroit possa já estourar champagnes por essa liderança. Devemos ver a volta da normalidade em fevereiro, se já não até o final do mês. Mas, para uma marca que está quase entrando em concordata nos Estados Unidos, essa notícia deve ter um gostinho todo especial.

Clique aqui e veja a íntegra da matéria no UOL: http://carros.uol.com.br/ultnot/2009/01/20/ult634u3356.jhtm

Janeiro 2009. Fim da crise?

Quem me conhece, sabe que eu sou um otimista inveterado. Onde o copo está completamente vazio, vejo sempre um copo meio cheio. Para mim, a crise do final de 2008 veio para balançar o mercado e logo, logo, tudo isso vai passar. 

Hoje, li uma notícia que pode significar que, se não deixaremos de ter uma crise, pelo menos ela pode ser suave como um resfriado. As vendas de carro nos primeiros quinze dias de 2009 foram maiores do que os primeiros quinze dias de dezembro. Nove porcento, o que não é pouca coisa. Ainda mais se lembrarmos que dezembro tem décimo-terceiro. E que janeiro tem IPTU, escola das crianças, férias, etc.

Temos que lembrar que o governo fez a parte dele, baixando o IPI. E que as montadoras estão correndo atrás do prejuízo, fazendo promoções e mais promoções. Mas, se não for assim que se vence uma crise, como é que poderia ser?


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Salão de Detroit 2009. O mais desanimado do século

Dez em cada dez comentários postados nos sites de automóveis repetem: Este é o Salão de Detroit mais desanimado que já se ouviu falar. Tem até blog que anuncia os 11 mais depressivos momentos do Salão, com direito a mostrar o presidente da Chrysler tentando provar que demitir é bom, que fotografar promotor pode significar novidade e outros. Se tivessem pensado bem, talvez 2009 fosse um ano para passar em branco...

Fiat vira solução para Chrysler

Depois de tentar uma fusão com a General Motors, oito anos atrás, para salvar seu próprio pescoço, parece que agora a Fiat virou tábua de salvação para a Chrysler. Essa é a forma mais barata e rápida da montadora americana deixar de lado a produção dos seus beberrões SUV's e passar a oferecer pequenos modelos econômicos nos Estados Unidos. É. O mundo é redondo...

domingo, 18 de janeiro de 2009

ShopSavvy. Uma nova forma de comprar no varejo

A guerra entre a Apple e a Google por criar um melhor serviço integrado de celular e serviços móveis começa a produzir efeitos que devem alterar a forma como as pessoas compram. De um lado, o iPhone, um sucesso de vendas e de mercado. Para se ter uma idéia do que ele significa, diariamente são vendidos U$ 1 milhão de aplicativos para o celular, com preços entre U$ 0,99 e U$ 50,00. Do outro, o Android, celular que, se não é bonito, tem como conceito desenvolver aplicativos que utilizem as facilidades de todo o mundo Google.

Dessa disputa, surge um aplicativo para o Android que deve dar o que falar e até modificar o varejo como o conhecemos. Seu nome é ShopSavvy, algo como Compra Esperta. É um produto da Big in Japan, desenvolvedora de aplicativos, que une a capacidade de ferramentas comparativas de preços com o GPS.



Você chega numa loja, olha o produto que você quer comprar, liga o ShopSavvy, faz o aparelho ler o código de barras e pronto. Imediatamente você tem o preço do mesmo produto na internet e nas lojas da região. Você tem duas possibilidades: ou negocia no momento com o vendedor da loja em que está, ou, se a diferença e a distância valerem a pena, você clica no seu Android e recebe o mapa com as direções para chegar na nova loja.

 Imagine o estrago que esse aplicativo pode fazer em produtos iguais vendidos em várias redes diferentes. O exemplo acima, com um livro, é um bom exemplo, pois o conteúdo dos diversos volumes é sempre igual e o preço pode ser o único diferencial. 

Não podemos nos furtar de já pensar como utilizar de forma positiva esse novo tipo de mundo do varejo que está aparecendo. Se, por um lado, ainda demorará o dia em que esse tipo de ferramenta estará disponível em larga escala, de outro, a mudança virá, sem dúvidas.

sábado, 17 de janeiro de 2009

África vem aí

Engraçado. A gente tem o hábito de reclamar contra os americanos a falta de conhecimento deles sobre o Brasil. Quando alguém dá um fora, falando que Buenos Aires é a nossa capital, isso vira um acontecimento, um ultraje. Só que temos o mesmo comportamento frente à África, a qual conhecemos mal e porcamente.

Mas por que a citação? Porque nos últimos meses passei a tomar conhecimento de Angola, por obrigação profissional. É um país impressionante. Rico, devido a petróleo e diamante, só não se desenvolveu mais rapidamente pois estava sob guerra civil até três, quatro anos atrás.

Imagem do mapa

Lógico que existe muito o que ser feito por lá, ainda. A infraestrutura não existe, ou melhor, está sendo reconstruída. Mas eles serão um país atuante no cenário internacional em pouco tempo. Globo e Record Internacionais já descpbriram o país, que também têm uma versão local da revista Caras.

Agora, descubro um leitor desse blog em Maputo, capital de Moçambique. E me assusto, ao perceber que, por preconceito, nunca pensei nesses países senão como um desenho no mapa.

Imagem do mapa

Visitei, ainda que virtualmente, a cidade. Com um milhão de habitantes, as fotos e imagens no Google Earth e no Wikipedia demonstram que a economia da África ainda será importante neste século.

Os dois são países que foram colonizados, como o Brasil, pelos portugueses. As fotos deixam claro isso, pois a arquitetura é semelhante a de várias cidades brasileiras. Exemplo? A foto de baixo é de uma rua de Luanda, mas poderia ser Salvador.

Luanda Angola

Não existe a barreira da língua, o que pode ser uma vantagem para uma aproximação do nosso povo com o deles. Minha sugestão? Se você pretende estar alinhado com o futuro, aproveite a internet e gaste um tempo conhecendo esse mundo novo que os chineses já descobriram.

Chineses na África? É, estamos perdendo a corrida…

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Inovação, seu nome é Abril!

Esta semana estou muito midiático. E a favor dos campeões de audiência. Só isso para explicar este post após um falando bem da Rede Globo.

Estou muito bem impressionado pelas inovações da Editora Abril. As duas últimas paixões são a Revista da Semana e o Acervo Digital da Veja. Ser líder é isso: arriscar antes dos concorrentes, mesmo que signifique perder dinheiro em certos momentos.

Para quem não viu a Revista da Semana ainda, vale a pena dar uma corrida à banca de jornais mais próxima e comprar um exemplar. Ou acessar o link acima, que é bom, mas prescinde de algumas matérias que, creio não são aprovadas de ir para a internet pelos criadores originais. Confuso? Explico.

revistadasemanaA Abril tem a terceira maior revista de notícias semanais do mundo, a Veja. Para quê uma outra? Provavelmente para buscar outro público, talvez a classe C que vem crescendo e buscando cada vez mais informação. A dica está no preço da capa. Enquanto Veja custa R$ 8,40, a Semana é vendida por quase a metade do preço, R$ 4,90. Matérias escritas exclusivamente para ela? Não. Ela é um resumo do que os jornais andaram falando nos últimos sete dias. E muito bem feito. Mas o que mais me agrada são as análises ou matérias reproduzidas de grandes jornais internacionais, que parecem ser escolhidas a dedo.

Como exemplo, na revista desta semana leio o texto sobre Jon Favreau. Quem é? O gost-writer de Barack Obama. Gost o quê? A pessoa que escreve os discursos que o homem mais poderoso do mundo irá ler, é isso. Matéria do Washington Post. Só que não adianta procurá-la no site da revista. Só está disponível na versão impressa.

Shell 1969 Por outro lado, a Abril disponibilizou todos os exemplares de sua história eletronicamente. O Acervo Digital da Veja é sempre atualizado nas sextas-feiras. O exemplar da semana nem saiu das bancas e já está disponível para quem quiser na internet.

Palio 1996 Engana-se quem acha que isso já existia. A inovação não é incluir as matérias na internet. É disponibilizar a revista, página por página, no seu computador. Com propagandas e tudo. Para quem, como eu, publicitário, é curioso ou precisa fazer qualquer tipo de levantamento da história publicitária, é uma ferramenta e tanta.

Bradesco 2009 Só como exemplo, três anúncios: O pscodélico anúncio da Shell de 1969, o lançamento do Fiat Palio em 1996 e a última contra capa da última Veja disponibilizada, o fantástico 2000inove do Bradesco.

Líder é isso!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

É por isso que a Globo é a número um

Ontem estreiou o Big Brother Brasil 9. Depois de oito edições, parece-me que a Rede Globo chegou a conclusão que estava na hora de mudar a fórmula do programa. Dezoito e não quatorze participantes (que já foram doze!). De uma casa, viraram três. Uma de vidro, num shopping, e outras duas no Projac, através da criação de um muro dentro da casa original. Além disso, estréia sem nenhuma prova, somente apresentação.

Tudo isso é um risco, ainda mais no primeiro dia, no qual você tem o termômetro de como andará a audiência durante os três meses da atração. Como ampliar o público? De uma forma fantástica, ensanduichando o programa entre dois líderes de audiência. De um lado, A Favorita entrega uma alta audiência, por estar nos seus capítulos finais. Do outro, a qualidade da minissérie Maysa segura as pessoas em frente à tv durante o BBB.

Não é coincidência os dois programas estarem no ar e em momentos cruciais exatamente no dia da estréia do novo programa. É competência. É assim que se faz um líder.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Blog também é cultura

Descobri, através dos contadores que tenho no meu blog, que fui acessado por alguém de Nhandeara.

Imagem do mapa

Nhandeara? É, isso mesmo. Cidade no interior de São Paulo, próximo a São José do Rio Preto. Achei fantástico. A cidade tem 11 mil habitantes e um lê meu blog. Ou leu. Não importa.

Achei mais importante do que o dia que vi que ele foi acessado na Polônia. Lá pode ter sido um erro, e o leitor não ter entendido nada. Aqui não. Por mais que tenha sido por engano, quem acessou entendeu tudo que eu escrevi. Se não entendeu foi culpa minha, por ter escrito errado.

Tenho ficado cada vez mais deslumbrado com esse mundo. E descoberto outros blogs de amigos, sempre muito interessantes. Sabe aquela pessoa que é, no dia a dia quieta. Pois é, surpreende no blog. Talvez esse tipo de comunicação seja a melhor forma de expressão que as pessoas tem nas mãos.

Vou começar a colocar os endereços dos blogs interessantes que tenho encontrado aqui na barra lateral de meu blog. Assim você pode conhecer pessoas interessantes. E menos chatas do que eu.

Vão aí duas dicas: Blog do Eduardo Carvalho – Esse cara é surpreendente. Hoje é diretor de marketing da Sabiá Residencial. Mas já foi comentarista do Blog Digestivo Cultural. E seu blog é de uma profundidade impressionante.

O outro é o Blog do Wilson Oura. Se você conhecer o Wilson, vai se surpreender. Durante a semana era um pacato ser do departamento administrativo da Ogilvy. Nos finais de semana se transformava num músico, tocando violão num trio de jazz. Essa dupla personalidade fez com que fosse aceito na patota dos criativos da agência. O único caso que conheço que sai da área mais careta para a mais hype de uma agência. Ele bloga o sentimento. E mostra dessa forma porque é um músico.

Vale a pena visitar os dois.

Ah! Antes que eu me esqueça. Nhandeara, do tupi, significa Paraíso. Pois é. Já cheguei ao Paraíso…

Quando obrigação vira exceção II

Dia 06 postei sobre a Editora Objetiva e a rapidez com que me respondeu uma reclamação sobre um livro comprado com folhas faltantes. Acabei de receber o novo exemplar, com uma carta de desculpas. Realmente, essa empresa me impressionou.

Big Brother Brasil

Só para não deixar vocês esquecerem! Hoje à noite, terça, começa o novo Big Brother Brasil. Eu vou assistir, com certeza. E não tenho vergonha de dizer. Até porque tenho um passado que se relaciona com os realities show, seja o BBB, seja o No Limite, seja, principalmente o Casa dos Artistas. Não tenham dúvidas. Todo mundo vai negar, mas no final vai estar torcendo por algum dos BBBs. Aguardem!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Em Congonhas II

Bloguei na sexta, diretamente do meu Blackberry, enquanto esperava o meu vôo. Se por um lado foi uma aventura maravilhosa, conhecendo uma nova forma de me relacionar com a tecnologia e o presente, por outro fiquei frustrado e chateado ao final do dia.

Meu vôo, que só poderia ter sido um Gol, atrasou-se uma hora e meia. Tempo suficiente para que eu perdesse meu compromisso em BH. Vou ter que retornar outro dia, gastando novamente passagem e meu tempo, para resolver o que ficou sem solução graças ao descaso das companhias aéreas brasileiras. E nem adianta tentar reclamar. Eles, agora, aprenderam como burlar a Infraero, a Anac e as possíveis multas por atrasos. Colocam todos para dentro do avião, fecham a porta e passam a dizer que o atraso não é culpa delas. Para mim, falta solução política das empresas e dos órgãos reguladores. Deposito minhas esperanças na Azul. Vamos ver...

No meu caso, como me divido entre BH e SP, o prejuízo é menor. Mas, para o país e as empresas, se somarmos todos os compromissos não cumpridos e as horas perdidas, começa a aparecer o buraco que nos separa dos países realmente desenvolvidos. Melhorar, melhoramos. Mas ainda existe um longo caminho até o verdadeiro desenvolvimento.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Em Congonhas

Sao 15:12 e eu estou no aeroporto de Congonhas, em Sao Paulo, aguardando a chamada de meu voo. Diferentemente do Twitter, que eh um blog para ser preenchido atraves de sms enviados pelo celular, este aqui eh um blog para ser acessado via computador. Soh que eu estou postando atraves de meu Blackberry.

Como jah citei antes, estamos no meio do turbilhao de mudancas. Eh soh voltar cinco anos atras e todas essas facilidades paraceriam ficcao cientifica. O maior problema eh não ficar para tras, desatualizado. Se nos não somos a geracao que melhor utilizara essa revolucao, não podemos, por outro lado, ficar para tras.

Quem viveu profissionalmente o alvorecer da internet e amargou o estouro da bolha deve-se lembrar que existiam planos e mais planos de como usar a novidade. O que não existia era tecnologia suficiente para implementa-las. Resultado disso? Os investidores cansaram-se de investir em sonhos inalcancaveis. Dai veio o estouro.

Quase 10 anos depois, agora aqueles planos comecam a se concretizar. O que significa que planos mais ousados vem por ai.

Quais seriam? Voltamos a falar depois, pois meu voo foi chamado.

PS - um unico inconveniente nesse Blackberry. Ele não acentua (a não ser a palavra não)
 
Locations of visitors to this page