Inteligente, criativo e inovador até nas propagandas…
domingo, 25 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Não adianta lutar: o futuro é do e-book
Sou, e sempre fui, um devorador de palavras. Leio até bula de remédio. E como um leitor viciado, sou um rato de livrarias e bibliotecas. Meu vício já me levou a separar as página de livros muito pesados, para facilitar a viagem com somente aquelas que conseguiria ler em alguns dias longe de casa.
No ano passado, numa viagem à San Diego, Califórnia, assustei por não encontrar nenhuma livraria da Barnes & Nobles durante os meus passeios. Queria saciar minha sede por livros, mas a sensação que tive é que o americano havia parado de comprá-los. Lógico que a explicação está em outo lugar: o mercado de e-books vem evoluindo a passos largos no mercado americano. A Amazon, que vende livros em papel há mais de 15 anos, passou a partir do ano passado a vender mais livros no formato eletrônico, numa proporção de 105 e-books para cada 100 livros de papel. E isso em quatro anos da introdução desse novo formato.
Agora, começo a entender essa revolução. Até como resultado do meu vício, já havia tentado anteriormente baixar e ler livros eletrônicos, tendo desistido em ambas as vezes. Na primeira, baixei um e-book no meu desktop para descobrir o quão inconveniente é ter um livro que você não consegue levar para lugar nenhum. Na segunda, utilizei meu antigo Blackberry, mas nao existe coisa mais chata do que ter que ficar mudando de página de minuto em minuto.
Desta vez, resolvi baixar um livro no meu iPad. Estava lendo o “Blackberry de Hamlet”, de Willian Powers, que havia comprado por R$ 34,90. Muito interessante, o livro avalia o impacto de novas tecnologias ao longo da história humana e como as pessoas se adaptam a elas. A medida que estava lendo, me passou pela cabeça baixar uma cópia eletrônica no tablet. Assim, o livro físico poderia continuar em casa e a versão ebook estaria comigo sempre ao alcance da mão, diminuindo o peso de carregar o livro e o iPad para todos os lugares.
Minha primeira surpresa: paguei U$9,90 na Amazon. Menos de R$ 18,00. Ou 51% do preço do livro impresso! Como um bom mineiro, essa é uma razão forte para pensar em migrar para o novo mundo. Lógico que considerando que um iPad custa no Brasil próximo de dois mil reais, teria que comprar mais de 120 livros para pagar o custo do Tablet. O que iria demorar muito tempo.
Mas as outras facilidades também encantam. Como peguei uma versão em inglês, tenho a necessidade de traduzir certas palavras, de tempos e tempos. E não é que é só colocar o dedo na mesma que o sentido dela aparece no rodapé? Nada mais simples. Menos um livro, o dicionário, para viajar comigo para todos os lados. Isso sem contar que, em certas passagens, o livro vem indicando o número de leitores que marcaram o trecho como importante. É como fazer uma leitura coletiva.
Estou adorando a experiência. E tenho a certeza que irá virar um hábito. Bom para a Amazon, a Barnes & Nobles, a Iba. Péssimo para as livrarias físicas que visito semanalmente. Hoje olho para meu iPad pensando no futuro formato dos livros, com vídeos, comentários do autor e outros leitores, e outras inovações que o tablet ligado à internet trará a esse mundo de leitura que evoluiu muito poucos nos últimos 500 anos.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Do you speak english?
Vendo a transmissão do Oscar, um dos comerciais me chamou a atenção. Como é difícil anunciar curso de inglês!
Comercial de inglês sempre é: ou fala de como é importante aprender enquanto é criança (categoria que está deixando de existir aos poucos), ou o inglês vai te levar longe na carreira (cada vez mais em voga) ou o inglês é uma necessidade do dia a dia das pessoas. Interessantemente, CCAA vem trazendo uma outra linha – como se safar dos riscos da vida, falando uma outra língua.
Gosto da consistência da Wise Up em usar o Santoro em todas as suas comunicações e seu tom mais institucional. Mas o humor da CCAA e do Fisk também são muito interessantes.
Diferentemente, as tentativas de ser mais racional resultam em comerciais menos impactantes, na minha opinião. E vendo os comerciais abaixo, você verá como uma situação – entrevista de emprego – tem como resultado dois comercias completamente diferentes para a mesma CNA.
Seis comerciais para cinco cursos diferentes. Fechando a lista, a Wizard com sua caneta Wizpen.
E você? Vendo só os comerciais, em qual dos cursos se matricularia?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Em propaganda, Ivete já é 50% garantia de sucesso
Na minha última postagem, recebi um comentário que me deixou pensativo. A Paula escreveu que o comercial do Dionísio nos teclados, aquele em que ele chama o reforço da Cláudia Leite, é o uó! Ou em bom mineirês, dificil de aguentar.
Fiquei pensando o quanto eu gosto de ver a Ivete Sangalo cantando no comercial da Nova Schin e acabei concordando com a Paula. Em termos de propaganda, é fácil saber quem é a rainha do Axé. Ivete Sangalo consegue, com seu jeito baiano de ser, se destacar.
Analisando os comerciais de diferentes agências em que as duas aparecem neste começo de ano, algumas características me chamaram a atenção. Diferentemente do comercial da Cláudia Leite, Ivete nunca é um personagem secundário. Ela é sempre a heroína da estória. Por mais que eu tente, não consigo acreditar que Ivete não deixe de exigir ter sua imagem dominante e clara na tela.
Outra característica que me agrada e que não deve ser uma coincidência é como a música é utilizada. Ivete sempre aparece cantando um jingle. Novamente diferente da loira baiana, ela nunca canta um de seus sucessos. Pode dar mais trabalho ter que ir para o estúdio gravar uma nova música, mas evita o caminho simplista de expor excessivamente um de seus sucessos.
Ivete hoje é cantora, apresentadora, atriz. E com ela em qualquer comercial, 50% do sucesso já está garantido.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Propaganda quando é boa é boa mesmo XIII
Fora o natal, carnaval é uma das épocas mais ingratas para se fazer propaganda. O tema é o mesmo, todas as empresas tentando se destacar num ritmo de repeteco. “Será que já não vi isso antes?” Essa é uma dúvida simples de se ter neste período.
Surpresa foi ver na TV a nova campanha da Brahma Chopp. Como ninguém teve a idéia de transformar a palavra Sapucaí em verbo antes? Para mim, isso é brilhante. Depois, música, celebridade, promoção, camarote, tudo vira mero detalhe.
Neste carnaval vou sapucar. Em São Paulo. Mas vou.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Na guerra dos guaranás, Kuat perde com os garçons
Eu sou fã confesso do sabor do Guaraná Kuat. Desde que a Coca-Cola substituiu o Taí pela nova fórmula e nome, eu abandonei minha total fidelidade ao Antarctica.
Mas tem uma coisa que me impressiona sempre que eu vou a um restaurante ou bar. Sempre que pergunto “que refrigerante você tem?”, a resposta é Coca-Cola e Guaraná. Eu sempre preciso completar: “Qual guaraná?” e ouço sempre “Antarctica”. É como se o único e verdadeiro guaraná fosse o Antarctica.
Isso é resultado da competência da Ambev em continuar a história do guaraná mais antigo do Brasil. Eles administram muito bem a imagem e distribuição da marca e são lideres por merecimento.
Kuat tem tentado de tudo, sem sucesso, para abocanhar um naco das vendas do concorrente. Não faltam campanhas de impacto, como a com Marcelo Adnet. Mas seu principal inimigo não é a Ambev, mas a postura dos diversos garçons por todo o Brasil.
Agora, percebo uma mudança de comportamento que reforça ainda mais essa minha visão de que a guerra já está perdida. A oferta de Kuat em restaurantes e self services em São Paulo parece ter aumentado. Deve ser um esforço comercial da Coca-Cola para aumentar a presença nos estabelecimentos.
Mas seu principal inimigo permanece atento. O que ouço aogra, todas as vezes que peço guaraná é: “é Kuat, ok?”, com um tom de pedido de desculpas por não ter guaraná de verdade.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Rexona sem perfume. E sem verde.
Propaganda é uma atividade interessante. Algumas vezes você produz um comercial para transmitir uma mensagem e, no final, o entendimento do consumidor é um pouco diferente.
Todas as vezes que vejo esse comercial de Rexona eu me pergunto: como é que alguém, nos tempos atuais em que estamos cada vez mais preocupados com o desmatamento e suas consequências, aprovou esse roteiro? O comercial é bom, bem filmado, mas a mensagem de proteção sem perfume fica em segundo plano todas as vezes que vejo as árvores e as plantações desaparecendo, ficando no final somente um ambiente árido.
Essa leitura das mensagens secundárias que a propaganda possa gerar é importante para a construção de marca. Ignorá-las é deixar nas mãos do acaso o caminho que ela irá percorrer na mente do consumidor.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Propaganda quando é boa é boa mesmo XII
Fazer propaganda para o governo é sempre um desafio duplo. Primeiro porque passar informações de forma criativa já é por si um desafio. Segundo porque existe uma vigilância grande sobre as mensagens governamentais, para se evitar campanhas políticas.
O Governo do Estado de São Paulo conseguiu de uma forma divertida falar de sua nova campanha contra a venda de bebidas alcóolicas para menores de 18 anos, com o ator Ferrugem e a apresentadora Hebe Camargo.
O resultado ficou ótimo. Não me canso de assistir.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Minha mensagem de ano novo
Legal. 2012 chegou. Enquanto a crise mostra sua cara na Europa, por aqui falta mão de obra qualificada. Enquanto os americanos precisam aprender a ver os chineses como a principal superpotência mundial, a gente tem que aprender a ver o Brasil como país desenvolvido. Enquanto o Oriente Médio permanece em conflito, a gente ganha um Rio de Janeiro pacificado. Nós, brasileiros, não podemos reclamar. 2011 foi um ano para ficar na história. E 2012 promete.
E é essa a mensagem que eu quero desejar para você. Que neste ano novo você aproveite a boa onda que o Brasil vem passando e tenha sucesso em todos os seus planos, pessoais e profissionais.
Ouse, faça e seja feliz.
Feliz ano novo.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Propaganda quando é boa é boa mesmo XI
Para mim, comercial bom é aquele que você vê, vê, vê e nunca se cansa. Quando se atinge esse nirvana, a mensagem é passada diversas vezes, sem que o telespectador se sinta invadido.
Neste quesito, fico maravilhado com o novo comercial da cerveja Heineken. Confesso que não entendo nada e, como alguém que aprova comerciais, fico curioso em saber como a idéia foi vendida para a pessoa quem aprovou. Dá até vontade e beber uma cerva!
Veja aqui na versão estendida, que não passou na TV. Antes que você pergunte, a música se chama The Golden Age, do grupo dinamarquês The Asteroids Galaxy Tour.
domingo, 8 de maio de 2011
Simples idéias que dão grandes resultados
Sou fã da cadeia Cacau Show. A rapidez com que essa franquia saiu do zero, em 1988, para ser a maior franquia de lojas de chocolate no mundo é impressionante. Mil lojas em menos de um quarto de século é um feito que mostra não ser somente o produto a mola por trás do crescimento. Idéias e criações fora do comum devem fazer diferença no dia a dia da rede.
Sexta, chego num prédio em São Paulo e me deparo com a estrutura acima, instalada no lobby. Tudo muito simples: uma gôndola de papelão, com exposição da linha de produtos da empresa, e um atendente com uma máquina de cartão de débito/crédito. Simples e eficiente.
Perguntei para o atendente o que significava tudo aquilo. Fiquei sabendo que é uma espécie de loja móvel. Montaram no época da páscoa e o resultado continuou bom, mesmo depois da data.
Como loja temporária é perfeita por dois fatores: atende uma demanda pontual, vendendo conveniência para as pessoas que trabalham no edifício e não tem tempo de buscar ovos de páscoa devido a correria. E já testa a possibilidade da abertura de mais uma loja definitiva, sem muitos custos fixos.
Sinto cheiro de que a expansão dessa rede está longe de terminar…
Veja também: Ovos de páscoa para todos
terça-feira, 8 de março de 2011
Nissan Tiida Rappers bate os 400 mil views
Depois de 10 dias de lançado, o novo comercial da Nissan, Tiida Rappers, repetiu o feito dos anteriores. No final de semana de lançamento, vídeo automotivo mais visto no Brasil, terceiro no mundo. Ficou no ar nas TV's brasileiras somente quatro dias até ser proibido de ser veiculado. Retirado do ar, 38 cópias surgidas expontaneamente continuam a ser acessados em toda parte do mundo. 428 mil views é o novo recorde entre os comerciais de automóvel brasileiros.
Muito se tem discutido a estratégia adotada e este novo comercial acirrou ainda mais os ânimos. Para uma marca que não existia para a maior parte dos brasileiros até pouco tempo, a discussão é sadia. Nissan passou a ser uma opção para muitos e as vendas de fevereiro, que dobraram quando comparadas com fevereiro do ano passado, demonstram isso.
O ano está só começando. E a consolidação dessa marca precisa ser feita durante as próximas ações. Conto com sua opinião, para guiar os próximos passos.
PS - Adoro a diferença de opiniões. Faz todos os envolvidos crescerem. Só não creio que se esconder sob o pseudônimo de "Anônimo" abra espaço para a ofensa pessoal. Aceito responder a todos, desde que tenham a coragem de se expor. Ainda mais quem escreve sobre coragem.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Nissan Frontier e os cowbóis de posto
Os comentários mostram que as pessoas curtiram a paródia. Mas vale você deixar aqui sua opinião.
domingo, 21 de novembro de 2010
Se cuida Carrefour! Walmart vem aí 3
Outro dia li, curioso, a matéria da Exame sobre o rombo de 420 milhões de reais na filial brasileira do Carrefour. Por meios contábeis, a diretoria do supermercado declarou resultados não existentes, indicados em uma auditoria. Resultado? A troca quase que total dos diretores.
Quem lê este blog com frequência sabe que sou um freguês do Carrefour que está sendo cooptado pelo Walmart vagarosamente. Do lado da minha casa tenho um supermercado de cada e o que vem acontecendo nos seus domínios é para mim um reflexo do posicionamento das respectivas redes. Ontem tive um exemplo claro do porquê do rombo na empresa francesa.
Como vamos no show do Paul McCartney, minha esposa sugeriu que passássemos no Carrefour para comprar uma cadeira de praia. Sabe como é, ficar na fila do show só com um pouco de conforto! E a cadeira precisaria ser descartável, pois o risco de não deixarem entrar com ela no Morumbi é muito grande.
Achamos a cadeira a um preço interessante: R$ 36,00 se fosse listrada, R$ 39,00 se fosse numa cor só. Por causa de três reais, minha esposa preferiu a de uma cor só.
As surpresas começaram no caixa: o preço que apareceu no monitor foi de R$ 69,00. Falei com a caixa que havia um erro, ela prontamente chamou o patinador para conferir o preço. Na espera, a caixa comentou “isso sempre acontece, eles mudam o preço na gôndola e esquecem de mudar no sistema”. Surpresa foi o patinador voltar e falar que não havia o código na gôndola.
A caixa chamou uma supervisora, que, depois de 10 minutos chegou e nem pestanejou para dizer: “A listrada é R$ 39,00. A lisa é R$ 69,00.” Ao meu argumento de que não tinha o preço de R$ 69,00 na gôndola, ele me respondeu com um sorrisinho na boca “O senhor me acompanhe por favor…” Ela queria que fosse com ela até a gôndola para provar que estava certa! Conclusão, disse que não, que poderia cancelar a compra e fui embora sem a cadeira.
Por que um fato tão corriqueiro mostra a razão do rombo de R$ 420 milhões? A falta de tato da supervisora em tratar comigo está anos-luz do Carrefour que conheci que tinha um compromisso do menor preço ou a diferença de volta. Este não é um caso de menor preço. Mas sim da postura de querer agradar o consumidor que sumiu dos seus supermercados. A antiga diretoria, ao dar mais atenção aos resultados financeiros, contabilizando verbas publicitárias como receita e deixando de lado perdas de estoque, esqueceu-se de priorizar o que foi o segredo do sucesso no passado: a excelência operacional. Sem foco, os funcionários fazem o que querem, não por maldade, mas por falta de direcionamento.
Espero que um novo Carrefour renasça das cinzas, com a troca do presidente. Até porque sai de lá e parei no Walmart. Que tinha a mesma cadeira, da mesma marca, por R$ 29,00. Sem a necessidade de esperar o patinador nem uma supervisora com ares arrogantes.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Marcas que se vão, marcas que evoluem IV
O Itaú e o Santander finalmente anunciam a morte dos bancos que, respectivamente, compraram: O Unibanco e o Real. Coincidentemente, os dois o fizeram agora em novembro. Coincidentemente, com comerciais emocionais, mostrando que o resultado da soma é maior que as partes. Particularmente gosto mais do resultado do Santander. Basear o futuro em confiança, a moeda mais valiosa do mundo de acordo com o comercial, cria uma base melhor. E confiança é tudo, quando se fala de banco.
Legal perceber que boas idéias foram assimiladas pelos bancos. O Itaú assumiu o conceito 30 Horas criado pelo Unibanco. E os clientes especiais do Santander agora são Van Gogh, criação do Banco Real.
Creio que os próximos passos serão os mais interessantes de serem seguidos. O Itaú continuará sendo o Itaú. Mas o que acontecerá com a comunicação do Santander é uma incógnita. Agora sem o Real e a necessídade de fazer a transição, muitas das campanhas internacionais poderão ser utilizadas no Brasil. E não faltam coisas boas lá fora, como os comerciais com Fernando Alonso ou Lewis Hamilton, da Fórmula 1. A herança publicitária do Banco Real pode passar por uma transformação, nos próximos meses. É aguardar para ver a fusão dos conceitos de sustentabilidade com a criatividade internacional.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Propaganda quando é boa é boa mesmo X
Para quem não conhece ninguém surdo, este comercial já é bom. Para quem tem amigo surdo, faz mais sentido ainda.
domingo, 3 de outubro de 2010
Mais uma: Desculpa!
Realmente, a sensação que tenho é que as pessoas esperam por mais criatividade num mundo cada vez mais cinza...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Tú não acerta a bolinha, ô porpeta!!!
Estreamos o novo comercial do Nissan Livina 2011. Sem muita pretensão, a idéia era criar um comercial divertido que falasse das nossas cinco indicações pela imprensa especializada. Surpresa foi ver o boom que aconteceu. 61 mil views no Youtube em dois dias, vídeo de automóvel mais visto no mundo, na Índia e no Brasil. Milhares de Tweetes a respeito dele, todo tipo de resposta. Melhor de tudo é ver os comentários, na maior parte positiva (90%) e dizendo que propaganda comparativa é ótima.
Se você não viu, clique abaixo. Se viu, veja de novo. Mas me mande sua opinião.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Os clientes são de Marte, as agências são de Vênus I
Parece-me o caso do homem e mulher, relatado no livro "Os homens são de Marte, as mulheres são de Vênus". Por terem pensamentos muito diferentes, os casais acabam tendo problemas de relacionamento, mesmo tendo um objetivo em comum.
Se agências e clientes tem objetivos idênticos, por que existem tantos problemas no dia a dia? Não vou responder agora. Vou fazer como a Globo, dividindo a minha resposta em capítulos. Mas hoje gostaria de pedir que você me mandasse a sua explicação de porque isso acontece. Deixaria esse tema mais interessante.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Marquetólogo é marquetólogo, consumidor é consumidor

Veja os copinhos. Os responsáveis foram afinando tanto as suas paredes, para ficarem mais baratos e assim venderem mais do que os concorrentes, que o consumidor passou a sempre usar dois de cada vez, para não queimar os dedos.
No caso das toalhas é o contrário. Quem já não viu aquele aviso esquisito: Somente duas toalhas são o suficiente para secar as mãos. Alguns até apelam para o meio ambiente, dizendo que assim será gerado menos lixo. A sensação que tenho é que, por trás, está a preocupação de provar para o cliente que elas são mais caras que os concorrentes, mas que o consumidor usará menos toalhas, fazendo o custo de reposição ser menor.
O problema é que em ambos os casos, sempre que vejo alguém utilizando copinhos e toalhas, é na direção contrária do que as empresas pregam. Sempre dois copinhos. Sempre mais de duas toalhas. E a propagada economia vai pro beleléu.
Na minha cabeça faz sentido copinhos mais espessos e toalhas mais finas. Não sei o que você pensa. Mas sinto que tem muitos copinhos finos e toalhas grossas no mercado como um todo. Resultado do jeito torto de pensar. Ajustar esse pensamento só pode ser benéfico para as empresas. E só depende dos marquetólogos não deixarem seu lado consumidor dependurado nas portarias de suas empresas.

