Depois que o vídeo do professor Karl Fisch se tornou popular na internet, várias outras versões apareceram com novas informações. Esta abaixo é um video divulgando um seminário da revista The Economist, a acontecer em New York. Se você correr ainda consegue participar, pois é só na semana que vem.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Propaganda quando é boa é boa mesmo V
Interessante a iniciativa da Volkswagen, da Suécia. Para ligar a imagem da montadora a um comportamento ecologicamente correto, demonstrando todas as iniciativas em construir modelos mais amigos do meio ambiente, a DDB de Estocolmo criou uma série de interferências públicas. A idéia é provar que os hábitos das pessoas podem mudar, se corretamente estimuladas. Três vídeos já foram postados em um site criado para apoiar a campanha e um concurso foi criado para que as pessoas possam fazer uploads de novos exemplos. Daí a provar que dirigir um carro VW é a decisão certa para o futuro do planeta é um pulo.
Realmente, fazer as pessoas se exercitarem mais na saída de um metrô ou usarem as latas de lixo em um parque através de artimanhas divertidas é provar que elas podem ser mais politicamente corretas, sem muito esforço.
Pois é. Ser criativo nem sempre quer dizer gastar muito!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Servir o cliente é uma arte III
Parece que nestes últimos dias a minha sina é testar e entender a qualidade do serviço de diversas empresas brasileiras. Desta vez, fiquei ilhado no inferno que se transformou viajar de avião na véspera do feriado. Tudo porque o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, permaneceu fechado durante a quinta e sexta passadas, gerando um efeito em cascata de atrasos e cancelamentos em toda a malha aérea brasileira.
Pois não é que quinta viajaria para o norte do Paraná numa dessas aviações regionais? Saldo: Fiquei das 17h às 23:30h esperando meu voo. Dormi em Curitiba, após às duas da madrugada. E voltei a fazer plantão no aeroporto das 7h às 22:30h, primeiro tentando voar para meu destino, depois querendo voltar para São Paulo ou Belo Horizonte.
Durante essas horas de tortura, o que mais me impressionou não foram os atrasos, os cancelamentos, ou os aeroportos fechados. Foi o nível de desinformação dada pelos funcionários da companhia. Vi e participei dessas brigas em aeroporto que a gente vê no Jornal Nacional, tendo sido testemunha que outras grandes companhias também estavam passando pelos mesmos problemas de falta de informações confiáveis. O clima no aeroporto estava tenso.
Nesta verdadeira bagunça, me impressionou o comportamento de uma companhia, a Passaredo Linhas Aéreas. Depois de ter tentado diversas opções para voltar, me foi indicado um voo dessa companhia.
Milagre dos milagres, dentro do caos instalado, os funcionários da Passaredo pareciam estar voando em céu de brigadeiro. Não que seus aviões também não estivessem atrasados. Mas a postura e o nível de informação passados no check-in e na loja eram impecáveis. Nenhuma cara feia, nenhum mal trato, nenhum medo de se falar a verdade sobre os atrasos. Senti-me tratado como um adulto, por pessoas que são profissionais e entendem que o problema dos clientes também são deles.
De repente, minha ansiedade passou, meu nervosismo deixou de existir. E mesmo tendo que dormir no meio do caminho e chegar somente no sábado ao meu destino, a volta foi mais tranquila.
Interessante notar que a crise era a mesma para todas as companhias. Mas serviço é serviço. E um pouco mais de postura, um pouco de treinamento, podem fazer de um limão uma limonada. Depois dessa, voltei a acreditar que serviço, no Brasil, tem solução.
domingo, 11 de outubro de 2009
Autoshow 2: O pinto pegou a chana de frente
Este é o texto da minha segunda coluna no jornal paulistano Autoshow. Aguardo comentários
O pinto pegou a chana de frente
Não. Você não leu errado. Nem este texto é para uma revista pornográfica. Vamos traduzir melhor o título: O Ford Pinto pegou a van Chana Family de frente. Agora ficou mais claro que estamos falando da indústria automobilística? E entendeu porque dar nomes é uma coisa tão preocupante para os executivos dessa área?
Podemos dizer que milhões de dólares são gastos anualmente pelas montadoras para achar nomes sugestivos para seus novos modelos. E mesmo assim alguns casos acabam escapando e virando motivo de piada. Famoso é o caso do modelo Chevrolet Nova, que os mexicanos chamavam de Não Vai (em espanhol, no va), brincando com a potência do motor. Apesar de algumas escorregadas, na grande maioria das vezes o resultado é muito positivo. Lógico que mais importante é o nome ser facilmente lembrado e, de preferência, curto. Isso é meio caminho para o sucesso. Coincidentemente, os cinco carros mais vendidos em setembro tem nomes sonoros e simples: Gol, Palio, Uno, Corsa e Celta. O significado original dos nomes até se perdeu. Importa que hoje geram a imagem de carros de sucesso.
Talvez o momento mais importante da decisão de um nome seja escolher entre criar um novo ou permanecer com o antigo, já tradicional. Veja o caso do Gol. A nova geração poderia ter qualquer nome, até porque existe pouca coisa em comum entre a anterior e a atual. Só que o nome é vencedor. E jogar a galinha de ovos de ouro fora é sempre complicado.
Por outro lado, o consumidor tem comportamentos diferentes quando compra de quando vende. Se você pesquisar, no momento da compra, um carro com nome novo é mais valorizado, pois é sempre melhor comprar uma novidade do que uma nova geração. Dá mais status entre os vizinhos e amigos. Porém, no momento da venda, a tradição sempre é valorizada e rende alguns reais a mais. Valoriza mais o carro não ter “saído de linha”. E o fator dinheiro é sempre importante em se tratando de automóvel.
Hoje em dia, o verdadeiro problema é encontrar um nome novo. Quase todos os bons estão ocupados ou registrados, mesmo que não estejam sendo utilizados. E aí reside a dor de cabeça dos executivos. Para encontrar um novo nome, milhares de opções são pesquisadas, uma lista de finalistas vai a consulta popular e os valores ligados a palavra são discutidos à exaustão. Encontrar um tão sugestivo quanto Agile, novo carro da Chevrolet a ser lançado, é resultado de meses de trabalho pesado, mas pode significar a diferença entre o sucesso e fracasso.
Automóvel é um dos maiores símbolos de status e personalidade, no mundo inteiro. Encontrar o nome certo, que transmita esses valores por si só, é o desafio que constrói a história de sucesso de certas marcas. Vamos continuar vendo grandes nomes sendo criados. Mas que os pintos vão continuar pegando as chanas nas esquinas do mundo, isso você pode ter certeza!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Controle num piscar de olhos
DoCoMo, empresa de telefonia japonesa, traz uma novidade fantástica. Controle de MP3 pelos movimentos dos olhos. Parece incrível, mas os próprios fones de ouvido reconhecem os movimentos dos olhos, através de senseres super sensíveis. Assim, olhar para a esquerda funciona como um botão Stop e para a direita Go.
Tem função direta no uso de MP3, celulares e outros equipamentos. Mas também pode ser utilizado por paraplégicos e, principalmente, tetraplégicos, para facilitar sua adaptação ao mundo.
Mais uma demonstração do quão adiantado estão os países orientais em encontrar novas e simples soluções tecnológicas para o dia a dia.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Servir o cliente é uma arte II
Interessante a reação ao post sobre o assunto. Alguns me comentaram via o próprio blog. Outros me mandaram e-mail. Mas, em todos os comentários, a mesma reação: indignação.
Histórias como a do hotel, existem várias. Eu mesmo conto outra, muito parecida. Fomos, o vice-presidente da Ogilvy e eu, num dos restaurantes mais estrelados de BH. Ele, um verdadeiro homem do mundo, acostumado a restaurantes finos de todas as partes, não se cansou de elogiar a comida a noite inteira. Realmente ótima. Porém, na hora de pagar a conta, foi informado que a gorjeta do garçon não poderia ser paga junto com o valor do jantar, no cartão de crédito.
Indignação total. Nas palavras dele “vocês conseguiram estragar uma experiência que beirava à perfeição por causa de uma mesquinharia”. Ele achou, com razão, que não querer antecipar a gorjeta, porque o cartão não reembolsa imediatamente a despesa, e com isso obrigar o consumidor a fazer dois pagamentos por um mesmo serviço, é um desserviço.
O problema desses dois exemplos é que eles me chamam a atenção para o perigo da rotina do dia a dia. Todos nós temos que nos preocupar com a perda da perspectiva que as tarefas diárias nos impõe. Você passa a ver os problemas não pelo ângulo do consumidor, mas pelo lado operacional. E o resolve com os olhos no umbigo.
O que seria, senão isso, exigir que as pessoas permaneçam na fila do check-out, mesmo existindo o check-out express, e o pagamento fracionado por um mesmo serviço no restaurante? O problema do não pagamento dos extras está resolvido. A separação da gorjeta também. Mas a que preço?
Se cada um de nós, profissionais, tivermos essa consciência, nossas empresas só tem a ganhar.
Cinema no celular: agora vai!
George Lucas on Technology from Gizmodo on Vimeo.
Apesar de estar mal filmado, apesar de estar em inglês, vale a pena ver. George Lucas, criador da série Star Wars, apresentou-se no World Business Forum, em Nova York, e surpreendeu a audiência ao falar que irá produzir filmes para celular. Significa dizer que se um dos mais aclamados diretores de Hollywood vê o celular como opção num futuro próximo, a idéia já se espalhou por toda a indústria cinematográfica. Ela continua à busca de soluções que não façam com que sofra os mesmos males que a indústria fonográfica passou com a invenção do MP3.
Importante para cada um de nós, marqueteiros. Significa que muito brevemente a programação de tv e a publicidade seguirão pela mesma trilha. E que uma nova forma de linguagem irá aparecer, uma que considera as limitações da tela pequena.
Comentário final, que pode passar desapercebido: o Forum foi realizado pela brasileiríssima HSM. São as novas multinacionais brasileiras, conquistando espaço no mundo corporativo.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Fiat 500: rompendo o último preconceito
Estreei, na última sexta feira, como colunista do jornal Autoshow. Este é um veículo gratuíto distribuído semanalmente para 30 mil leitores nas ruas de São Paulo. Pertence a um grupo de veiculos de comunicação que ainda inclui um portal na internet, além de ter sido o pioneiro em feirões de automóveis usados e programas de oferta em tv. Seus Feirões de Usados tem mais de cinco mil ofertas por semana. Minha coluna abordará o marketing na indústria automobilística. Espero que eu tenha leitores suficientes, para que continue publicando sempre minha visão sobre o assunto.
Para quem não mora em SP, ou não recebeu o jornal, segue o texto abaixo. Opiniões são muito benvindas.
Você pára os mais de cinco metros de sua imponente SUV num sinal fechado e, de repente, ao seu lado estaciona um carrinho que não tem mais da metade do tamanho do seu possante. É difícil deixar de reparar como ele se impõe. Todos os pedestres que atravessam a rua olham para o seu vizinho, como se ele fosse muito maior e mais chamativo. Maior não é. Chamativo, com certeza.
Primeiro foi o Mini, depois o Smart Fortwo. Agora, chega ao Brasil o Fiat 500. Não quinhentos, mas cinquecento (se diz tchincuechento), pois é mais charmoso. E é esse o segredo do sucesso dessa nova categoria de automóveis que surge nas ruas brasileiras: o charme.
As montadoras européias sempre foram mais criativas em encontrar soluções diferenciadas, de forma a renovar o interesse do comprador pelos seus produtos. Diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos, onde espaço e grandes avenidas não são um problema, várias cidades européias tem uma malha viária surgida na idade média. Muitas não possuem ruas mais largas do que o espaço de dois carros. Somado a isso, estacionamento é um problema comum, devido às construções de antes da invenção dos veículos de motor a explosão. Sem espaço, a solução é criar modelos pequenos, mas com charme suficiente para encantar os compradores. Como na grande maioria as pessoas andam sós, o mais importante é o conforto para o motorista. Surge aí o mercado de nicho para os minicarros.
Lançados os concorrentes, chegou a vez de a Fiat trazer seu modelo. Ela já conquistou o coração do brasileiro, tendo se tornado líder há sete anos. Falta convencer o consumidor que sabe construir outros modelos que não somente os populares. No segmento dos aventureiros leves, ela fez um bom trabalho e lidera tranquila se somarmos todas as suas versões Adventure. Mas falta conquistar os abonados, aqueles que podem pagar por confortos presentes em grandes sedans e mesmo nas banheiras americanas, e que ainda não se convenceram a dirigir modelos mais caros da Fiat, como o Línea, recém lançado.
Talvez seja esta a estratégia da fábrica: Confirmar sua veia inovadora, num segmento em que pequenos mimos, fortes motores e charme em excesso convencem o consumidor a pagar mais de 60 mil reais por minúsculos automóveis. Consumidores estes que exigem o mesmo alto padrão com o qual já estão acostumados. Se essa estratégia der certa, esses formadores de opinião podem ajudar a romper a última barreira que falta à montadora italiana para ela consolidar sua liderança em todos os segmentos do mercado brasileiro.
domingo, 4 de outubro de 2009
Servir o cliente é uma arte.
Passei o final de semana numa convenção de marketing, num hotel resort no litoral norte paulista. Ele é de uma rede internacional. E como tal, com experiência em operar nos quatro cantos do mundo. Tudo foi fantástico, até o momento do check-out.
Como todo hotel, o horário de saída se encerra ao meio dia. Como todo hóspede em resorts de praia, todos os participantes do congresso deram saída entre as onze horas e meio dia. E como um hotel de serviços amadores, a fila de check-out gerou uma espera de mais de uma hora. As pessoas, no geral diretores e vice-presidentes de marketing de grandes empresas, ficaram incomodadas, com razão. Todos deram o número de seus cartões de crédito na entrada, para garantia do hotel. Todos receberam um check-out express com uma autorização para débito no cartão. E todos, mesmo autorizando o débito em confiança, ouviram que não tinha jeito, tinham de esperar na fila para fazer o pagamento.
O caso vale para discutirmos serviço. Esse é um problema que deve ocorrer todos os finais de semana. Estamos falando de um resort a poucos quilômetros de São Paulo. Tenho certeza de que uma grande parte de sua ocupação é preenchida com eventos de empresas. E que a saída deve se concentrar em poucas horas, repetindo a geração de filas que constatei. Como estamos no mercado de serviços, nossa função é encantar o cliente. Qual é o resultado desse desserviço, principalmente no momento de seu encerramento?
Um dos grandes problemas que qualquer empresa de serviço enfrenta é o descompasso entre a intenção e a realidade. No nosso caso, a intenção do check out expresso é boa: Agilizar a saída das pessoas que não queiram passar pela recepção. Quem tem experiência em hotéis fora do Brasil sabe que essa prática é muito difundida. E funciona.
Porém, na hora em que o gerente do hotel resolve exigir o check-out presencial, resolvendo um problema dele, de controle, acaba gerando um mal serviço do qual não tem consciência. Só que o consumidor é implacável. Como a fila era formada de diretores e vice-presidentes, a imagem de falta de qualidade foi criada exatamente entre aqueles que autorizam e compram estadias para grandes grupos. No final, o mercado é implacável com quem não presta um bom serviço.
Resta a pergunta para cada um de nós: que desserviços nossas empresas tem prestado aos nossos clientes, na melhor das boas intenções? Como ter certeza de resolver esse tipo de armadilha? Só a constante vigilância pode evitar que caimos em armadilhas como essa.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
140 toques é muito pouco
É uma brincadeira, está em inglês, mas pode muito bem exemplificar a importância que a comunicação tem no nosso dia a dia. Para quem lida com comunicação, ser conciso é uma obrigação. Mas concisão demais pode gerar confusão. E o que aconteceria se tivéssemos 140 toques para nossas conversas, como o Twitter? O vídeo responde.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Honda e o admirável mundo novo II
Já havia postado aqui sobre as inovações da Honda para facilitar o deslocamento das pessoas. Isso inclusive é muito interessante para quem trabalha com marketing. O posicionamento que a empresa vem adotando não é a de produtora de automóveis, mas antes de tudo, de provedora de meios de locomoção. Uma ampliação de foco, que abre um leque de possibilidades maior do que vários de seus concorrrentes.
Agora ela apresenta o U3-X, um aparelho para facilitar o deslocamento das pessoas. Tem um acionamento parecido com o Segway, com o mesmo sistema de giroscópios e acelerômetros que permite o perfeito equilíbrio, mesmo contando com uma roda somente.
Apesar de ainda não estar disponível para venda, mostra como os cientistas da empresa pensam o futuro da humanidade. Agora é ficar de olho, para não perder o bonde da história. Principalmente seus concorrentes.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Que falta faz uma concorrência
Passei o final de semana em Londrina. E foram necessários somente dois dias para ver que falta faz uma concorrência. Para quem não conhece, a cidade fica no norte do Paraná e cresceu junto com a fronteira agrícola do Brasil, no começo do século XX. Seus mais de 500 mil habitantes fazem da cidade um pólo econômico na região, mas algumas práticas comerciais não refletem a evolução da cidade:
- Num supermercado da cidade, o preço das bebidas geladas é mais caro do que a das na temperatura ambiente. Vi lata cerveja Skol pular de R$ 1,29 para R$ 1,49, num aumento de 16%. Em São Paulo, supermercadista que fizer isso está fora do mercado.
- Fui numa farmácia e me assustei com a conversa do balconista com a freguesa. Ele estava explicando que o preço varia de acordo com o dia da semana. Nos finais de semana, eles não dão desconto, o preço é cheio. Ou seja, passe mal de segunda a sexta, que é mais barato. E o pior, a cliente, que é de uma cidade dos arredores, saiu desanimada, mas conformada com a mecânica de preços. Morte certa essa política em grandes capitais.
Não posso dizer que sejam práticas erradas. Só posso comentar que são as primeiras que caem quando um competidor mais voraz se instala no mercado. O problema é que, no dia a dia, nos acostumamos com desservir nossos clientes e passamos a tratá-los com esse mesmo tipo de indiferença. Você já pensou em como vem administrando suas relações?
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Alimento para plantas: como mudar o foco e ganhar mercado
Existe comida para o corpo. Em qualquer restaurante a gente encontra. Existe comida para a alma. As diversas religiões se incumbem de fornecê-la. Mas comida para plantas? Para mim isso é novo.
A Biofert, empresa mineira de adubos, irá lançar esta semana na 12a Fiaflora / Expogarden o que estão chamando de comida para plantas. Poderia ser chamado de gourmetilização. O conceito é básico, nem todos os nutrientes necessários às plantas são fornecidos pelo copo diário de água jogado nos vasos. O líquido borrifado nas plantas funcionaria como um suplemento alimentar, uma espécie de Centrum do mundo vegetal.
Se a idéia não é nova, uma coisa chama a atenção: o reposicionamento de mercado, criando um novo mercado para a marca. O produto não é um fertilizante. É um alimento para plantas. Em fazendo isso, a Biofert faz o que grandes empresas sempre fizeram e fazem: se diferenciam dos concorrentes e criam um novo universo, onde reinam sozinhas.
Quais resultados essa nova linha de produtos irá alcançar, não sei. Só sei que chega com um pé direito, abrindo um nicho no meio de um mercado dominado por grandes competidores. Como dizem Al Ries e Jack Trout, é melhor ser peixe grande em lago pequeno, do que peixe pequeno em lago grande.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Novas linguagens de comunicação: Barbatuques
Hoje fica somente o registro deste grupo que faz milagres com os sons gerados pelo corpo. Volto ao tema, brevemente.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Football x Futebol. Dois esportes, duas estratégias, um resultado.
Hoje foi o jogo de Kickoff do Campeonato de Futebol Americano. Ou seja, a abertura da temporada. Exatamente um dia após a classificação do Brasil para a próxima Copa do Mundo. Apesar do nome ser o mesmo, o formato dos dois tipos de futebol não tem nada a ver, como você está careca de saber. O esporte bretão se joga com os pés, chutando uma bola redonda. O americano é uma sucessão de arremessos, com as mãos, de uma bola oval. Mas a mais importante diferença entre os dois esportes, para nós que olhamos o mundo pelo ângulo do marketing, é a base de escolha de jogadas que o diferenciam.
Se eu fosse fazer uma comparação simplista, diria que o futebol americano se baseia na estratégia, enquanto o inglês, na tática. O anda e pára do americano permite a discussão de jogada a jogada, numa sucessão de estratégias que faz o time avançar até o gol, de acordo com a decisão do técnico junto com o Quarterback, uma espécie de capitão do time, responsável pela armação dos lances.
No inglês, a bola só pára quando sai do campo, ou quando um dos times comete uma falta. A estratégia é discutida nos treinos e, após o apito do juiz, os lances se sobrepõem numa série de jogadas táticas em busca do gol adversário.
Quantas empresas fazem um marketing anda e pára? E quantas não agem como os times de futebol, que saem atacando e defendendo, numa sucessão de atos contínuos, buscando alcançar seus objetivos de mercado? Alguma das estratégias é melhor? Não sei. Mas vale novos posts aqui neste espaço.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Querida, encolhi o projetor!
Nunca mais carregar grandes e pesados projetores. Fazer apresentações será cada vez mais fácil com a chegada dos novos modelos Pico. Mas nessa nova geração, alguns chamam mais a atenção que outros. É o caso deste modelo da Samsung, que uniu o celular ao projetor, criando um dois em um que pode virar a nova sensação dos executivos modernos. Agora é esperar que chegue rapidinho ao Brasil. Eu já estou na fila!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Caixa Econômica, você não vale nada…
A Caixa Econômica Federal tem uma vocação a ser popular. Sendo o banco do governo responsável pelo financiamento da casa própria, pelas loterias federais, pelo FGTS e por diversas outras iniciativas que tem um veio social, tem como principal público pessoas das classes C, D e E.
Nada mais lógico, portanto, do que se utilizar de idéias e ícones populares na sua comunicação. Só que, impressionantemente, a Caixa vem dando um exemplo de velocidade e sintonia com os temas populares que vem aparecendo na tv brasileira.
Não faz muito, ela se utilizou da família Amorim, aquela que surgiu no Fantástico, no quadro “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Eles anunciaram financiamento, num comercial surgido depois do final do quadro e como se fosse uma extensão dos problemas apresentados no programa da Globo, para os quais a Caixa poderia ser a solução.
Agora, a música tema da Norminha, da novela Caminho das Índias, serve para lembrar as pessoas que o empréstimo pode resolver problemas do dia a dia. A música “Você não vale nada, mas eu gosto de você” é brilhantemente utilizada num comercial que, se não chama a atenção pela criatividade, chama pela força do ritmo e letra, que se encaixam na idéia que se quer transmitir. Certamente, vai levar uma legião de novos cliente às agências do banco governamental.
Se entre os papéis da comunicação está criar uma identidade para as marcas, o trabalho que vem sendo feito cumpre claramente esse papel. Só nos resta esperar o próximo hit que a Caixa irá se apoderar.
sábado, 5 de setembro de 2009
Youtube: até você pode ficar famoso um dia
Se tem uma coisa que a internet nos deu foi o direito de escolha. Hoje em dia dá para ficar na frente do computador e descobrir pérolas como a interpretação das músicas do Michael Jackson feita pelo cantor Sam Tsui e o produtor Kurt Schneider. Quem são? Um dos milhares novos canais de opção que o Youtube nos dá. Bom proveito!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Propaganda quando é boa é boa mesmo IV
Simples e divertido. Não preciso querer, ou saber, tocar Guitar Hero para ter vontade de ver o comercial novamente. E não é assim que são feitos os bons comerciais?
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Soluções simples para problemas antigos
Sou viciado em bicicleta. Quem me conhece, sabe como sou chato com esse assunto. Para o bem e para o mal. E uma das coisas mais comuns entre os que vivem aproveitando os prazeres de uma pedalada é a famosa dor de coluna e na nuca, devido a posição na bike.
Pois não é que uma marca americana de bicicletas registrou uma solução simples para evitar isso? A Electra, fabricante de modelos tradicionais, aquelas com cara de bicicleta de andar no bairro, chamadas nos Eua de commuters, resolveu não somente subir o guidon, mas puxar para frente os pedais. Assim, o ângulo de pedalada não muda, aproveitando a melhor posição dos músculos da pessoa.
Mas a vida do ciclista melhora adoidado, pois o corpo fica reto, e a nuca penhoradamente agradece. Pena que ela não é importada para o Brasil.
Simples e eficiente. Assim são as grandes idéias.
