sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Adeus e-mails, olá velocidade
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O acelerar da vida
O primeiro é o relógio. O homem tenta marcar o tempo desde a antiguidade. Nada mais do que esta razão para a criação de inventos como o relógio do sol. Que tinha dois inconvenientes: não ser transportável e não marcar o tempo em tempo nublado. Com certeza, muitas romanas romperam seus namoros porque os namorados chegaram atrasados nos encontros. E não adiantava dar a desculpa de sempre "Desculpa amor, meu relógio do sol parou e não vi as horas". Marcar as horas revoluciona a relação humana na medida em que as relações de trabalho param de ser analisadas na base da produção de unidades e passa a ser na base de horas trabalhadas.
Mas se marcar as horas passa a permitir novas métricas de vida, a luz elétrica liberta o homem de viver durante o dia e dormir ao escurecer. A limitação física de horários a que a maioria da humanidade se obrigava, devido a falta de iluminação após certa hora do dia, vai lentamente sendo posta de lado após a invenção da luz elétrica. Por mais que houvesse lampiões e velas, o custo e a logística de vida naqueles momentos impediam um estilo de vida como o atual, quando é possível uma vida 24 horas e em que a maioria das pessoas não diminui o ritmo com o poente do sol.
Dividida a vida em horas e estendida a quantidade de horas possíveis de se viver, entramos em mais uma revolução. Agora, aceleramos a nossa vida. O que nossos ancestrais faziam em 24 horas, tendemos a fazer em menos horas e estamos aumentado a velocidade sem perceber. Causador disso tudo? A internet. As ferramentas e a falta de fronteiras vem transformando a forma como encaramos não só a própria internet, mas também todas nossas relações. Não existe mais a necessidade de se buscar informações em bibliotecas, livros, ou mesmo junto a outras pessoas. Agora o Google resolve todas as nossas dúvidas. O ritmo de novidades impregna a nossa impaciência com o que é repetitivo. Estamos cada vez mais ansiosos por uma vida mais cheia de aventuras e mudanças.
Isso é bom ou ruim. Não sei, mas me parece bom. No mínimo diferente. Mas isso é só uma introdução a um assunto que tende a ser muito mais profundo. Voltaremos ao assunto.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Salão do Automóvel 2008
Primeiramente, é impossível chegar ao Anhembi sem se aborrecer. O trânsito nas imediações fica intransitável. Até aí, tudo bem, pois você quer chegar logo. Só que não existem vagas suficientes para todo mundo. O que gera um engarrafamento monstro na entrada do pavilhão.
Lá dentro, torça para que o dia esteja agradável. Quem já visitou espaços para feiras fora do Brasil sabe o que é um ambiente refrigerado. Aqui, outros pequenos, como o Imigrantes, tem ambiente acondicionado. Não é o caso daquele elefante branco mais conhecido como Anhembi.
Aí, nos estandes, um paradoxo: Os carros interessantes, diferentes, são impossíveis de serem vistos, tamanha a quantidade de pessoas em volta deles. Sobra à disposição carros que a gente conhece do dia a dia e que não são, em si, motivo da visitação. Resta ter paciência para brigar por espaço frente às novidades, distribuindo leves cotoveladas.
Um fenômeno fica cada vez mais claro no Salão. As boas e velhas câmeras são um artigo em extinção. O celular com foto está tomando seu lugar a olhos vistos. Na frente das máquinas mais admiradas, tais como a Ferrari, é impressionante como fica óbvio que a guerra já está sendo ganha pelos celulares. Não importa se a qualidade ainda não é boa. Fala mais forte a praticidade de não se carregar dois aparelhos.
Com relação aos estandes em si, nenhuma grande surpresa. As quatro grandes têm os estandes mais freqüentados. Chama a atenção o estande da Honda, pela capacidade de atração. Essa marca tende a crescer, se visitas no salão significarem preferência. Não é o que acontece hoje no mercado, com a Renault em quinto lugar. Essa relação entre visitas/vendas é tão improvável que entre as quatro grandes a líder Fiat tem menos movimento do que a Chevrolet e a Volks.
Ao final, você que vai ao Salão, prepare-se para mais um aborrecimento, caso esteja de táxi. Eles estão em falta, pois não conseguem chegar aos seus pontos, devido aos engarrafamentos. Facilite sua vida. Vá de Metrô até a estação Tietê, pois de lá sai um ônibus gratuito para o evento. Talvez assim você curta melhor esse programa de índio.
Veja por si próprio
fiat.terra.com.br/aovivo.php
www.vw.com.br/salaodoautomovel/
www.chevrolet.com.br/content_data/LAAM/BR/pt/GBPBR/001/html/chevy_portal/frame/salao.html?pid=319
www.ford.com.br/sal_home.asp
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Crise? Que crise?
Se considerarmos a última grande incursão do Itaú, quando comprou o BankBoston, 2009 será o derradeiro ano do Unibanco. Será tempo de ver a discussão do Cade aprovar a fusão e iniciar-se o cancelamento daquele que era o terceiro maior banco privado do Brasil.
Os discursos iniciais são os de sempre: As marcas continuarão, não serão fechadas agências, ninguém será demitido. Resta agora aguardar o desenrolar dos fatos. Maior dúvida é qual será a reação do Bradesco. Por tantos anos o número um brasileiro, podemos aguardar que a briga só está começando.
É aguardar e ver.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Relógio de pulso - Prá que serve?

O mercado não perdoa. Sempre que algo melhor e mais prático aparece, o passado é apagado. Não tem nem 30 anos, a máquina de fac-símile era lançada e começava a revolucionar a forma de se enviar documentos de um local para outro. Para quem não sabe, a invenção é japonesa, pois diferentemente do alfabeto ocidental, não existia forma de se enviar mensagens por telex considerando-se os ideogramas japoneses. Assim, ter uma máquina que transmitisse o documento como ele houvesse sido escrito originalmente era uma necessidade daquele país oriental. E foi recebido com braços abertos pelo ocidente. Veio o computador, a internet e bye-bye fax.
Agora é a vez do relógio de pulso. O mercado vem se transformando a olhos vistos desde a invenção do relógio de quartzo. Por que? Porque ficou barato fazer relógios. Primeira transformação foi a multiplicação de aparelhos de parede. Segunda revolução no mercado foi a proliferação de novos relógios em locais antes não imaginados. Hoje ele está no painel do carro, no visor do rádio, no DVD, na tela da televisão e, mais insidioso, no canto das telas dos computadores. Tiro de misericórdia foi a sua presença no celular. Se as pessoas têm que carregar um celular, para quê gastar dinheiro num relógio de pulso que só faz marcar horas? Mas o mercado relojoeiro é adaptável. E vem transformando a peça de uma necessidade a um objeto de arte e de moda. Não é mais a dependência de saber que horas são que leva uma pessoa a investir tempo e dinheiro. Mas o desejo de compor um visual, onde o relógio passa a ser um adorno. De um único relógio, as pessoas passam a ter coleções de relógios para cada um dos momentos de suas vidas.
Vou voltar ao assunto, pois o mercado é enorme. Mas não me espanto se a próxima mudança radical for o desaparecimento dos modelos analógicos. Pare e pense: Se o computador e celular mostram as horas de forma digital, quantas gerações serão necessárias para que o uso dos ponteiros passem a ser uma coisa do passado?
E você? Que opinião tem sobre esse mercado?
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Bolha imobiliária - estouro demorou mais do que o previsto

Edward, meu amigo de Recife, manda um e-mail falando da previsão da revista Veja sobre a bolha imobiliária. Como ele mesmo assinala foi uma matéria "bola de cristal", pois é de janeiro de 2006.
Matéria boa e ao mesmo tempo ruim. Se por um lado alerta a todos sobre o fenômeno, que já havia ocorrido no Japão no começo dos anos 90, por outro fala de um fato em que nenhum pobre mortal brasileiro pode interferir. Sempre vai ter uma pessoa que irá dizer: mas você pode ir se preparando para o pior. Realmente. Voltamos ao mesmo tema: bola de cristal. Se toda vez que uma cartomante, ou um advinho, prever alguma coisa negativa, a gente saísse se preocupando, a população mundial não sairia de casa.
Previsão é uma coisa muito interessante. Você prevê e fica quieto. Se der errado, continua quieto. Se der certo, sai trombeteando o seu acerto. É como médico obstetra que nunca erra o sexo do filho de sua paciente. Ele diz, aos três meses de gravidez: "vai ser menina". E completa: "vou escrever aqui na sua ficha", sem mostrar o que escreveu. Após o lançamento, na primeira visita da paciente ao consultório, proclama seu acerto: "Não te disse que iria acertar o sexo?" Se foi menina, a mãe responde: "É doutor, como você sabia?" e fica com a sensação de que o doutor é realmente muito bom. Se foi menino, a mãe reclama: "Não doutor, o senhor disse que seria menina". Ao que o médico responde: "Você está se enganada. Eu disse menino". E para provar mostra a ficha, onde está escrito a caneta, para não restarem dúvidas, "menino".
Leia a matéria. Ela é realmente coisa de obstetra! http://veja.abril.com.br/180106/p_062.html
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Copyright II
A informatização e a internet vêm revolucionando essa prática. Ainda lembro das discussões em torno da fita cassete, quando ela apareceu. Não que eu seja tão velho, mas está documentado para qualquer vque queira pesquisar um pouco o assunto. O grande embate era que o gravador de fitas permitiria a qualquer um copiar músicas e não pagar os direitos aos cantores e compositores. A diferença é que era um porre fazer a tal das cópias. Se você queria uma fita de uma hora, se preparasse para ficar duas horas em frente aos aparelhos. Haja paciência! Hoje, você copia um cd de horas de música em poucos minutos.
Na contramão de todos que tentam segurar o inevitável existe uma ONG que prega o direito livre, a Creative Commons. http://creativecommons.org/ Não é que ela pregue a falta de copyrights. Sua perspectiva é diferente: sugerir aos artistas que liberem suas criações para que elas sirvam de base para outros artistas. É uma forma inteligente de ver a questão.
No Brasil, o primeiro artista a liberar os direitos para outros autores foi ninguém menos do que Gilberto Gil. Ele publicou, há alguns anos, uma música com direitos completamente abertos. Não é atôa que ele, sexagenário, é mais jovem do que alguns grupos de adolescentes que existem por aí.
Vale a pena gastar um tempo pensando no que essa mudança irá afetar a nossa indústria de artes e publicidade. Pois, pior, é tentar tapar o sol com a peneira.
sábado, 25 de outubro de 2008
Web checking. Para quê?
Vim ontem para Porto Alegre. Via Gol. Fiz o web checking e sai para o aeroporto. Chegando lá, fui despachar minha mala. Até caberia no avião, mas é mais confortável ficar com as mãos vazias. Só levei susto.
Primeiro susto: a fila para o checking normal é a mesma para o despacho de malas se você já tem o checking feito. Segundo susto: Foram 45 minutos de fila, pois o serviço de chão da Gol é sofrível. Terceiro susto: Só não foi mais tempo porque a atendente da Gol teve que passar os passageiros do meu vôo na frente dos demais. Tudo errado.
Ficam duas conclusões: O web checking não serve para todas as ocasiões, somente para aquelas que não tenham a necessidade de se utilizar o serviço de chão da compania. Segundo, e mais importante, os diretores da Gol, como vários diretores de empresas, não usam seus próprios serviços.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Internet: Adeus ao copyright
Até ontem, o vídeo da briga podia ser visto na internet, via Youtube. Hoje, como passe de mágica, o vídeo foi retirado daquele site. Uma mensagem deixa claro que isso se deveu a ter o vídeo copyright. Só que em tempos de internet copyright é uma coisa para os pouco ligados a tecnologia. Com dois cliques qualquer um chega a uma nova cópia, agora no site vimeo. E podem ter certeza: se a Meio e Mensagem tirá-lo novamente do ar, algum outro site irá exibí-lo.
Nós que vivemos de idéias e criatividade precisamos repensar rapidamente o futuro de nosso trabalho. Do mesmo modo que a indústria fonográfica perdeu o embate para a pirataria, que o mundo cinematográfico está se preparando para a luta pelo direito de cobrar pela exibção de suas produções, não podemos deixar de pensar em como essa liberdade anárquica trazida pela web irá impactar no nosso ganha pão.
Não pensar é perder de antemão a guerra.
Taí o vídeo:http://vimeo.com/2035770
terça-feira, 21 de outubro de 2008
eco:Drive - Como estender um conceito
As melhores invenções são aquelas que têm aplicação na vida diária. E, nesse sentido, a Fiat vem encontrando formas de ampliar o uso de seu Blue&Me de uma forma surpreendente.
Para você que não sabe, o Blue&Me é uma plataforma desenvolvida em conjunto entre a montadora e a Microsoft. Foi a união da fome com a vontade de comer: de um lado, a Fiat queria continuar a sua história de inovadora. Do outro, a Microsoft queria entrar no mercado automotivo, ampliando seus horizontes. Da união surgiu esse aplicativo que parecia mais um brinquedinho do que uma verdadeira solução. Suas primeiras utilizações no Punto se resumiam a ler e-mails em voz alta e aceitar comandos de voz para a telefonia celular. Nada inspirador.
Eis que agora surge um verdadeiro uso que pode revolucionar o jeito de se ver o aplicativo. Não, não estou falando do navegador Blue&Me Nav, presente no Línea. Estou falando do programa que lhe ajuda a entender como dirige e lhe ensina como economizar combustível. Tudo de uma forma simples e indolor.
Primeiro, você abaixa um programa no seu computador e instala num pendrive. Depois, liga-o na entrada USB de seu carro e passa a rodar normalmente com ele. todo dia, ao chegar em casa, descarrega os dados no computador e voilà! Você terá um relatório esclarecedor, que lhe dirá em quais trechos tem sido um mal motorista, acelerando demais e gastando combustível em excesso. Você saberá qual marcha usar e como administrar seu ritmo de condução.
Isso é inovador. Enquanto isso, nos EUA, GM procura se unir com Chrysler, em busca de salvação. Vai entender...
domingo, 19 de outubro de 2008
Voyage reedita a traseira do Bora

Bora

Corsa Sedan

Tem carro mais sem graça do que o VW Bora? Eu não conheço. Tem gente que gosta. O modelo atual, importado do México, sofreu uma reestilização para parecer mais moderno. E talvez para ceder sua traseira para o novo Voyage. Que já nasceu velha.
Veja e compare.
Aproveite e veja também a traseira do Corsa. Vem daí a tampa traseira?
Resumindo, o Voyage nasce com uma traseira que não tem personalidade.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A variguização da aviação brasileira
Não é portanto difícil entender como toda a aviação brasileira é fortemente influenciada pela cultura daquela empresa. Tendo sido tão grande e tão onipresente por tanto tempo, suas decisões e forma de pensar moldaram e ainda moldam os procedimentos das demais companhias aéreas.
Em 2003, a sua fusão com a Tam mudou definitivamente a cara da empresa do Rolim Amaro. Dois anos depois de sua morte, a Tam passava pela sua primeira grande crise. E a união da malha aérea parecia a solução para o tempo ruim que as duas passavam. Autorizada pelo governo, ela foi responsável pela Variguização da Tam.
Se até aquele momento, o grande diferencial da empresa do Rolim era o serviço de bordo, com a fusão, todos os detalhes que a faziam superior se esvaíram. O lanche quente, verdadeira marca registrada da empresa do tapete vermelho, foi substituído por um sanduíche frio. O serviço de terra, orgulho do comandante, passou a ser burocrático. E em nome de um corte de custos, a Tam passou a ser nivelada pelo nível mais baixo da Varig. Desfeita a fusão, nunca mais o serviço da Tam voltou a sua origem. Mesmo com a melhora dos números, a variguização foi para sempre.
Em 2007 a Gol comprou o espólio da Varig. E, se na fusão existia um encontro de iguais, desta vez existia um conquistador e um conquistado. Independente de todas as preocupações com relação ao futuro, a Varig sabia que ela deixaria de existir como empresa e passaria a existir somente como marca, como ela já havia feito com a Cruzeiro do Sul. Mas isso é muito pouco para uma empresa com uma cultura tão forte. E tal como o que ocorria no império romano, o conquistado passou a influenciar o conquistador.
Um ano e meio depois da compra, a gente começa a ver sinais de variguização da Gol. Começou pela decisão de abandonar a barrinha de cereais. Se ela foi um bom símbolo da empresa na sua fase baixo custo, o crescimento e mudança de foco da Gol levaram a empresa a perceber que o novo perfil de clientes exigia um tipo mais substancioso de lanche. E o que foi adotado como solução? O mágico sanduíche frio que a empresa gaúcha já havia imputado à Tam. Agora, o sinal mais claro da conquista do conquistador pelo conquistado foi dado. A Gol se rende ao mundo da milhagem e passa a premiar seus clientes com milhas e passagens aéreas. E qual o nome foi adotado? Smiles! O programa da Varig simboliza a virada de posicionamento e a adoção da cultura da Varig pela empresa dos Constantinos.
Não me surpreenderá se, dentro de poucos meses, o Júnior abrir mão da presidência em favor de um funcionário de carreira da Varig. É esperar para ver.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Corrida da GM no Brasil é para fazer resultado mundial
Veja o vídeo do Pinheiro Neto:
http://www.youtube.com/watch?v=b0lundQvvqM
14/10 - 02:07
GAZETA: GM registra recordes na região que engloba o Brasil
BANGALORE, ÍNDIA, 14 de outubro de 2008 - A General Motors anunciou ontem que teve vendas recordes no terceiro trimestre na região LAAM, que engloba a América Latina, África e Oriente Médio, com alta de 3,4%. A companhia divulgou que o resultado mostra "sólido crescimento, apesar da crise econômica global ao nosso redor".
No total, a GM vendeu 341.900 veículos na região LAAM - 11.400 unidades a mais sobre igual período de 2007. Em comunicado, a montadora divulgou que as vendas trimestrais no Brasil, Chile, Equador e Peru bateram recordes históricos no trimestre passado. No Brasil, o aumento nas vendas foi de 16%, no Chile a alta foi de 19% e no Equador dispararam 64%. Na África do Norte cresceu (30%), Egito (35%), Israel (30%) e Oriente Médio (27%)."Este é nosso 20º trimestre consecutivo de alta anual nas vendas", disse Maureen Kempston Darkes, presidente da General Motors para a região LAAM. Nesta região a GM emprega cerca de 37 mil pessoas em 18 países.
Crescimento sólido
Maureen enfatizou que "continuamos demonstrando um crescimento sólido apesar da atual crise econômica mundial. Chevrolet Aveo continuou sendo muito requisitado, especialmente depois da apresentação do modelo de cinco portas. Entretanto as vendas do novo Cadillac CTS tiveram sucesso no Oriente Médio, se complementando com o recente lançamento na África do Sul da versão CTS com o volante à direita."
Além do Brasil, Chile, Equador e Peru, a GM estabeleceu um re corde de vendas trimestrais.no Egito, África do Norte, e Oriente Médio.
"Até esta altura do ano, já superamos um milhão de unidades vendidas, e 2008 será outro novo ano recorde em vendas para GM LAAM", disse Maureen Kempston.
Nos primeiros nove meses de 2008, a GM registrou vendas de 1.012.100 unidades nas regiões da América Latina , África e Oriente Médio. Essa cifra representa um incremento de 13% com relação a 2007, enquanto o crescimento da indústria automobilística regional nesse período foi de 10%. A participação acumulada de mercado em 2008 da GM LAAM é de 17,3 %, ou 0,4 ponto acima do ano anterior.
Líder global
A General Motors, maior montadora mundial, é a líder global de vendas anuais de veículos há 77 anos, destacou a empresa em comunicado. Fundada em 1908, General Motors emprega atualmente cerca de 266 mil pessoas em todo o mundo. Com sede em Detroit, Michigan, a GM fabrica seus veículos em 35 países. Em 2007, aproximadamente 9.370.000 veículos foram vendidos mundialmente sob as marcas: Buick, Cadillac, Chevrolet, GMC, GM Daewoo, Holden, Hummer, Opel, Pontiac, Saab, Saturn, Vauxhall e Wuling. (Reuters - Gazeta Mercantil)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Chevrolet com crise de auto-estima?

Apesar de achar mais bonita a forma como a Chevrolet coloca sua marca atualmente nos seus carros, uma coisa não deixou de me chamar a atenção: à medida em que as suas vendas mundiais vêm caindo, sua marca na frente e traseira dos carros vem crescendo aqui no Brasil. Parece-me uma questão de crise de auto-estima: quanto mais eles apanham da Toyota, mais querem se mostrar. Será?
Veja as fotos do Meriva em três anos diferentes. Na linha 2007, quando o círculo herdado da Opel européia ainda dava fortemente o ar da sua graça. Na 2008 o círculo continua, mas a marca deixa de ser somente uma linha e passa a ser preenchida. E agora, na 2009, a marca cresce e passa a ser impossível não perceber.
Tire suas próprias conclusões. E me mande seus comentários.
domingo, 12 de outubro de 2008
Da série anúncios iguais - 2
Eu sei, é lógico, que a publicidade tende a se repetir. Os layouts se influenciam, como também são resultados da cultura, do momento, do modismo. Mas veja que legal. Na Época desta semana o leitor desatento pensará que está vendo um anúncio multipage (aqueles que o mesmo anunciante faz diversas páginas seguidas, para aumentar o impacto. Nas páginas 2 e 3, sai o anúncio da Caixa Econômica Federal. Nas 4 e 5, o do Governo do Ceará. Ambos têm fundo azul céu. Ambos têm uma mulher colocada à esquerda, olhando para a câmera. Ambas têm o braço esquerdo invadindo a página direita. E, melhor, o braço direito de ambas saem da página na mesma posição. Podem até dizer de coincidências, mas para mim essas duas são filhas de uma mesma cabeça!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Automóveis: Final do ano será ainda mais interessante
Fiat vai perder participação para a Volks. Por que? Seu último lançamento de modelo que faz volume foi no começo do ano, a Palio Weekend. A Volks, por outro lado, acabou de relançar o Gol. E trouxe das profundezas o Voyage. Crise? Pouco dinheiro no bolso? As pessoas correm para comprar as novidades.
GM vai continuar crescendo até dezembro. É sua cota na participação mundial pela liderança versus a Toyota. Que por sua vez vai ignorar os esforços da concorrente e continuar sua escalada em direção à liderança mundial.
Ford ganha mercado. Pelo visto a matriz quer fazer volume e melhor seus resultados.
Renault, graças a Deus, vai bem obrigado.
E a Peugeot fica, cada dia mais, em maus lençóis. Fez um lançamento milionário no Brasil, o seu modelo quase novo 207 e não ganhou participação nenhuma. Aliás, vem perdendo mês a mês. En quanto isso, sua meio-irmã Citroën, sem nenhum alarde e nem investimentos vultuosos, vem encostando nos seus calcanhares.
Dezembro a gente confere.
E não é que a Meio e Mensagem publicou matéria com o mesmo questionamento da minha nota?
Dia 28 de setembro eu escrevi que os anúncios da Vivo e da Claro eram idênticos. E que o cliente não teria como saber quem é quem. Leram minha nota! O Meio e Mensagem do dia 06 de outubro publicou matéria com o mesmo conteúdo. É, a internet é realmente alguma coisa de fantástico!
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Cadê a concorrência
Esperando a Tam
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Um político não pode relaxar jamais...
Quem está na chuva é pra se molhar. E político, em época de eleição, é mais afoito do que criança quando vê chocolate. Pegaram a Marta fazendo campanha. De tão empolgada, até manequim de loja ela cumprimentou. Tem certas momentos que é impossível relaxar. Senão, vêm os outros e gozam!
Kassab ultrapassa Marta
sábado, 4 de outubro de 2008
Um mercado totalmente diferente
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Enquanto isso...
Cadê a TAM do Rolim?
Sr. Baroni,
Enviei uma mensagem no dia 07 de maio passado e, depois de mais de quatro meses, não obtive nenhum tipo de resposta. Neste ínterim, recebo uma carta do Sr. propondo que eu indique funcionários que tenham atendido de forma diferenciada, proporcionando algum momento especial. Continuo aguardando a "máxima qualidade possível" que você cita em sua carta. Parece-me incongruente buscar provas de atendimento primoroso, quando as pendências continuam a não ser resolvidas.
Caso não se recorde, abaixo reenvio a mensagem enviada naquela data longínqua:
Não me direcionei para a Tam para ter esse tipo de tratamento. Não é um tratamento para um passageiro, principalmente considerando-se ser a passagem de classe executiva.
Gostaria de um pronunciamento da empresa, referente ao ocorrido.
Carlos Murilo Moreno
Fidelidade 23952"
A resposta:
São Paulo, outubro de 2008.
Estou ciente de que o grau de expectativa do Cliente
aumenta, cada vez mais, e só há uma maneira de fazer
com que ele não se frustre: renovar cada vez mais a disposição
de acertar, tendo sempre em conta a humildade para
ouvi-lo, e a determinação.
Rolim Adolfo Amaro
Prezado Sr. Carlos,
Recebi seu e-mail enviado ao serviço Fale com o Presidente e soube que em sua viagem de Nova York a São Paulo, em 06/05, o sistema de reclinagem de suas poltronas não estavam em perfeito funcionamento.
Primeiramente é importante mencionar que antes de todos os vôos, nossas equipes técnicas fazem uma detalhada vistoria na aeronave de forma a detectar qualquer irregularidade. Caso haja alguma desconformidade em itens que afetem a segurança, a aeronave é direcionada para manutenção. Caso seja detectada alguma poltrona com defeito que afete a segurança, a mesma é bloqueada.
De toda sorte, compree ndo o desconforto que lhe foi causado. Quando nos deparamos com esse tipo de situação, nossa tripulação procura fazer a acomodação em outra poltrona. E assim foi feito na ocasião, sendo oferecido duas opções de reacomodação, mas soube que o senhor não aceitou.
O fato foi reportado no livro de bordo e o reparo foi efetuado assim que a aeronave retornou ao hangar.
Conto com sua compreensão.
Quero que saiba que permaneço, como sempre, a disposição para conhecer suas opiniões.
Atenciosamente,
Comandante David Barioni Neto
Presidente
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Kassab X Marta
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Crianças estão matando o e-mail 2
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Crianças estão matando o E-mail
Fábulas do Murilo - O cliente e o atendimento
Estava o atendimento carregando vários layouts quando se encontrou com o cliente. O cliente, tendo levado uma reprimenda de seu chefe, na mesma hora, olhou para o atendimento e disse:
- Como ousas trazer esses layouts fora do briefing para mim?
- Desculpe-me cliente, responde o atendimento, mas eu só vim buscar os layouts que já estavam com vocês.
Vendo que a primeira tentativa de colocar a culpa pelo seu mau humor na agência não surtiu efeito, o cliente continuou:
- Ah, mas esta é aquela campanha que vocês tiveram que recriar mais de cinco vezes, antes de começarem a entender o briefing!
- Não meu cliente, estes layouts são de sua outra agência, que vocês pediram para pegarmos para que as campanhas das duas agências tenham sinergia.
Sentindo-se cada vez mais acuado, o cliente tenta mais uma vez:
- Você não me engana. Sei que todos os briefings que lhe passo são sempre mal compreendidos. Lembro-me que no ano passado, nós perdemos o prazo para colocar a campanha de natal no ar porque você nunca entende o que eu digo.
- Mas meu cliente, eu fui contratado em janeiro deste ano!
- Então não importa. Foi o diretor da conta, o diretor de criação, o mídia. Algum de vocês é o culpado.
E dizendo isso, o cliente tirou a conta da agência.
MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor
(postado originalmente no UOL)
domingo, 28 de setembro de 2008
Domingo de anúncios iguais

Pior do que um anúncio chupado, são idéias iguais, com execuções quase idênticas.
E não é que a Veja de primeiro de outubro veio recheada delas?
Vejam o anúncio da Ford e do Línea.
Mesma idéia das conexões, as linhas das placas de computador e o ângulo dos carros.
Mas ruim, mas ruim mesmo são os anúncios do lançamento do iPhone no Brasil.
Até a foto de divulgação é a mesma. No final, quem assina o anúncio não importa.
Faltou criatividade, ou faltou pensar no que o concorrente poderia fazer?
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Volks vem de Voyage
Chutes na cara
terça-feira, 1 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Fábulas do Murilo - Pesquisar ou não pesquisar? Eis a questão
Um dia o presidente chega no escritório e fala com seu diretor de marketing:
- João, estou muito preocupado. Em nossa rede de lojas, todos os dias vendemos milhares de produtos, mas não conhecemos quase nada desses consumidores. Queria informação, saber quem são, de onde vêm, como descobriram nossas lojas.
O diretor de marketing compartilha suas dúvidas:
- É, precisamos fazer algo. Como diz aquele ditado, "metade do que anuncio não me serve para nada. O problema é que eu não sei qual metade".
O presidente se assusta, como se nunca tivesse pensado naquele assunto:
- Hein? Boa idéia! Os franqueados vêm reclamando que nós gastamos demais com publicidade. Precisamos mostrar para eles que o que fazemos é que gera fluxo nas lojas. Esse é um bom começo. Quero que você crie uma forma de sabermos como nossos compradores nos descobriram.
- Podíamos fazer uma pesquisa...
- Pesquisa não. Custa caro, fala com apenas uma parte de nossos consumidores. E eu não acredito nos resultados. Quero algo mais concreto! Nós sabemos onde estão nossos consumidores. Todos eles. Todo dia eles entram em nossas lojas. Queria fazer algo em nossas lojas.
- Mas uma pesquisa permite que a gente possa ser mais...
- Não. Vamos consultar todos os nossos consumidores, um por um.
- Só se a gente utilizasse as equipes de vendas.
- Ótima idéia! Eles serão nossos pesquisadores.
- Mas nós não podemos atrapalhar as vendas. Não dá para o vendedor parar a venda para pesquisar sobre a propaganda.
- Não, diz o presidente, não precisa ser uma pesquisa. Uma pergunta. Uma que não incomode o cliente.
- Tipo assim...onde você soube da nossa oferta?
- Isso! E aí o vendedor marca e a gente tabula no final.
- É, mas cada vendedor irá anotar de uma forma. E muitas vezes vai acabar se esquecendo de anotar.
- Precisamos encontrar uma forma de obrigá-lo a nos enviar a resposta. Teresinha, chame o diretor de vendas.
A secretária chama o diretor, que chega com a cara assustada.
- Wilson, precisamos fazer com que nossos vendedores preencham um formulário, com uma pergunta, sobre como o consumidor soube das nossas ofertas.
- A gente prepara uma pesquisa... começa a responder o diretor de vendas.
- Não, pesquisa não, interrompe o presidente. Quero que todos os consumidores nos falem como descobriram a nossa loja.
- Mesmo aqueles que só entram para perguntar e não compram nada? Questiona o diretor de vendas.
- Não. Esse pode ficar de fora. Afinal, se não comprou, não é nosso cliente.
- Ah! Então ficou fácil, diz o diretor de marketing. Vamos incluir uma pergunta no final do processo de compras. O vendedor precisa abrir um pedido no computador, para fechar a venda. Vamos obrigá-lo a marcar uma opção de onde o consumidor conheceu nossa loja. Ele já ficou íntimo do consumidor. Nesse momento é só uma pergunta a mais. O consumidor não vai ficar nem chateado.
- Boa idéia! Você põe as opções onde nós anunciamos, mais a informação de ter visto a vitrine. Aí vamos ter uma noção de quanto nossa propaganda está ajudando nossas vendas.
- Não sei não, interrompe o diretor de vendas, que entende como funciona o dia-a-dia nas lojas. Aumentar a carga de trabalho dos vendedores? Não sei se irá funcionar.
- Para mim funciona. Vamos implementar. Depois analisamos os resultados. João, fale com o pessoal da informática.
- É prá já!
Um mês depois a idéia está implementada. O sistema de vendas das lojas é substituído e a empresa divulga que ele sofreu um up-grade. Os vendedores passam a ter que marcar uma opção, ao final do processo de compras, de como o consumidor descobriu a loja. Se não o fizerem, a venda não fecha.
Nos primeiros dias, o vendedor se dá ao trabalho de fazer a pergunta. Depois, volta a sua posição habitual de indicar o caixa após escanear os produtos e marca sempre a mesma opção: Vi a oferta na vitrine. 100% viram a vitrine. Afinal, pensa o vendedor, não é uma loja de shopping?
Na sede, o presidente passa a se espantar mais e mais com os resultados recebidos. Chama o diretor de marketing:
- João, sua frase estava errada. Não é cinquenta por cento da propaganda que é jogada no lixo. Pelas nossas pesquisas é quase cem por cento!
E passa a cortar a verba de publicidade.
Moral: Cuidado com o que você deseja. Deus pode lhe atender.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Londrina, mais uma vez
Ainda em Londrina. E cada vez mais impressionado com as empresas e culturas.
O Habbib’s parece uma empresa que veio para ficar na cidade. As Lojas Americanas parece que está aqui de passeio.
Andando pela cidade a gente tromba com a marca do Habbib’s toda hora. Eles patrocinam o time da cidade, o Londrina Futebol Clube. E os londrinenses adoram o time deles. Torcem sempre por um grande time nacional, principalmente os times de São Paulo. Mas o Londrina mora no coração deles. A gente percebe isso passeando pelas ruas. E nas lojas do Habbib’s, que vivem cheias.
Por outro lado, se existe a tal da miopia de marketing, as Lojas Americanas se esmeram em aplicar essa regra. Em Londrina existe uma das últimas telefônicas regionais do Brasil, a Sercomtel. E, novamente, os londrinenses têm orgulho disso. A empresa é local, e altamente lucrativa. Têm telefonia fixa e móvel.
Aí, as Lojas Americanas se instalam aqui e fingem que isso tudo é besteira. Você vai lá ao caixa, vê um cartaz escrito “Recarregue aqui seu celular”, procura a marca da Sercomtel entre todas as operadoras brasileiras e não encontra. Se você tiver um celular da Amazônia Celular, você consegue. Você sai de Manaus, viaja mais de três mil quilômetros, e consegue recarregar seu celular nas Americanas. Mas se você mora em Londrina, você é simplesmente descartado como cliente porque alguém na sede das Americanas não se preocupou em regionalizar suas operações. Qual seria o custo dessa regionalização? Não sei, mas com certeza, menor do que o lucro de se tornar um pouco mais local.
Porque a Casas Bahia é a número um no varejo brasileiro
Dia 26 de dezembro. Minha esposa e eu vamos ao centro de Londrina comprar uma geladeira nova para minha sogra. É o presente de natal, atrasado. Resolvemos fazer uma coleta de preços antes de qualquer coisa e começamos pelo Ponto Frio. Entramos, fomos à sessão dos eletrodomésticos e ficamos comparando modelos e preços. No mínimo, 15 minutos de visita e nenhuma abordagem. Dois ou três vendedores se arrastavam pela loja, demonstrando claramente que estávamos um dia após o natal.
Na visita a Lojas Colombo, outra experiência esquisita. Mesma sensação de final de festa. Vimos todas as opções que a loja oferecia e não fomos abordados. Não estava achando estranho. Afinal, eu próprio estava me arrastando, num misto de tranqüilidade e preguiça.
Resolvemos entrar nas Casas Bahia. Confesso que tenho um preconceito contra essa rede. Ou melhor, tinha. Na porta, o movimento parecia de véspera de natal. A loja, bem iluminada, os vendedores esperando à porta, todos bem vestidos e uniformizados. Fomos atendidos pelo “Márcio”. Se ele trabalhou durante o feriado de natal, se fez hora extra, não deixava transparecer. Já nos atendeu dizendo “Bem vindos às Casas Bahia”. E durante uns 15 minutos nos explicou a diferença entre os vários modelos, as dimensões, o consumo, formas de pagamento, uma aula.
Só que eu sou mineiro. E queria ter certeza de que estaríamos fazendo uma boa compra. Saímos e fomos numa rede local a Dudony. Voltamos ao mundo da má vontade, do cansaço de depois do natal. Fora que o preço à vista das Casas Bahia ficava cada vez mais imbatível.
Ainda pesquisando, vimos uma loja do Magazine Luíza. Toda apagada, apesar de aberta. Não dava para entender. Aberta, mas passando uma sensação de abandono. Lá dentro, um bom atendimento, técnico, sem a mesma atenção e calor, mas bastante correto. O preço? O mesmo das Casas Bahia. E nenhuma disposição de negociar qualquer diferença, para fecharmos negócio.
Voltamos com minha sogra e tivemos outra aula. Enquanto esperávamos o Márcio terminar um atendimento, três outros vendedores nos abordaram. E sempre, ao saber que estávamos esperando um colega deles, falavam: Bem vindos a Casas Bahia.
Assisti o atendimento que estava ocorrendo. O Márcio explicava para um casal, claramente de baixa renda, as melhores formas de financiar um refrigerador. Era quase como um vendedor de carro vendendo um novo modelo para um possível cliente. Entrada, juros, número de prestações, tudo era explicado de uma forma muito didática e paciência.
Fechei negócio, aprendendo uma lição. O mais importante em varejo não é a propaganda, não é o produto. É acordar todos os dias como se aquele fosse o dia mais importante para se fazer negócios.
VW desiste do patrocínio do BBB
A VW tinha o patrocínio da transmissão no Multishow. Nunca entendi. Botava dinheiro e a Fiat entrava no conteúdo, melando a transmissão. Ainda assim, era um pé no saco da Fiat. Agora no BBB 8 cancelaram o patrocínio. E a Fiat não foi rápida o suficiente para comprá-lo. Pior que um vacilo, só dois. Mas, diferentemente do ditado, neste caso, dois erros fazem um acerto.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Liderança da Volks vem em 2009
Em 28/04/2006 previ que a Volks iria brigar pela liderança com a Fiat ainda no final do ano. Aí veio a greve dos metalúrgicos do ABC e eu refiz a previsão. Não seria em 2006.
2007 foi o ano da Fiat. E a Volks crescendo. Eles estão, claramente, trabalhando para voltar ao topo. Lógico que a Fiat não vai entregar facilmente a rapadura. Mas eles já consolidaram a segunda posição, abrindo uma boa diferença para a Chevrolet, que está contente com o terceiro lugar. Neste momento o que a GM quer é ganhar dinheiro.
Aproveitando o final do ano volto a prever. 2009 a Volks irá brigar pela liderança. Ela ainda precisa consolidar seus produtos e trabalhar lentamente para diminuir a distância que a separa da Fiat. Não vai ser em 2008. Mas 2009 promete briga das boas!
Coerência?
É o novo comercial de natal de O Boticário. Muito bem feito. Música surpreendente. Mas faltou uma explicação: Se na hora de entrar, a moça entra pela chaminé, por que na hora de sair ela sai pela porta? Se a resposta for que é porque a porta estava trancada por dentro, aí surgem outras perguntas: Por que Papai Noel tranca a porta da casa dele no meio do Pólo Norte, se não tem nenhuma outra casa perto da dele? Medo de ser invadido e roubado à noite? Se for, não é perigoso a moça sair e deixar a porta destrancada? Vai entender!
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
A380
Airbus entrega o primeiro A380, para a Singapore Airlines. O maior avião já construído, agora passa a ser realidade. Derrubou um presidente, bem antes de sair do chão. E vai gerar investimentos em vários aeroportos em volta do mundo, só para a adaptação às suas necessidades. Apesar de todo o atraso na sua produção, não dá para negar que é uma revolução na aviação aérea. Bem maior do que o 787. Pode até quebrar a Airbus. No mínimo a fez perder a liderança para a Boeing. Mas é de revoluções que o mundo vive. Bem vindo A380!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Violência
As capas de Veja e Época, desta semana, mostram o mesmo drama da violência a partir de perspectivas diversas. A Veja vem de Tropa de Elite, enquanto Época prefere abordá-la a partir do desabafo do Luciano Hulk. Mais do que mostrarem ponto de vistas diferentes (a Veja chega a questionar o texto do Luciano na Folha de S. Paulo), as duas revistas mostram qual a leitura do mundo que têm. A Veja, mais crítica. A Época, mais elitista. Enquanto isso, a Istoé, quase quebrada, vem de "Como ficar rico". Perdeu, realmente, o bonde da história...
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Renan Calheiros
E o Renan Calheiros? Sob o ponto de vista de marketing, ele teve uma baita de uma miopia. Apostando no poder atual, ele prejudica o longo prazo da permanência dele no poder. É como o dono da galinha dos ovos de ouro. Para ir à fonte da riqueza, ele mata o bichinho e fica sem o ouro e sem a galinha. Para tentar não sair do poder, Renan prejudica suas próximas eleições. Quem vai querer votar nele? Como produto, ele passa a ter um alto custo versus o benefício. Enquanto isso, a Mônica brilha na capa da Playboy!
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Maravilhosamente lotada; irritantemente perfeita; odiosamente incompetente. 2
Quase como para confirmar minhas conclusões sobre a Shoestock, o Fogo de Chão e a Gol, acho as seguintes comunidades no Orkut. Vale a pena consultá-las:
Eu amo a Shoestock
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=214604
Eu me acabo na Shoestock
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2046527
Churrascaria Fogo de Chão
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=214527
Gol Transportes Aéreos S.A.
domingo, 24 de setembro de 2006
Maravilhosamente lotada; irritantemente perfeita; odiosamente incompetente.
Final de semana em São Paulo. Não adianta negar, passar uns dias em São Paulo é uma aula de pós-graduação em marketing. Em dois dias, você revê os conceitos do que é atender os desejos do cliente, ou simplesmente oferecer um péssimo produto, comprado pela falta de concorrência.
Começo minhas aventuras por uma ida à ShoeStock. Para quem não conhece, é um local que finge ser uma sapataria. Isso porque, na verdade, é o paraíso feminino. E o purgatório dos maridos. Em uma loja que não deve ter mais do que 500 m2, se espremem milhares de mulheres, à busca de um sapato, esse ícone moderno da feminilidade. Impressionante. A loja é self-service, as mulheres brigam para pegar os modelos expostos umas antes das outras, os bancos para se sentar e experimentar são tão poucos que muitas preferem o fazer em pé. Incrível, mas a falta de espaço, a confusão dos vários pés separados uns dos outros, as pessoas se esbarrando o tempo todo só reforçam um ponto: Aqui você encontra as melhores ofertas, pelos melhores preços. A idéia de ficar sem um modelo porque outra pessoa comprou antes, só faz as mulheres lutarem ainda mais pela posse dos modelos expostos nas gôndolas. Essa loja mostra que existe forma de se estar maravilhosamente lotada. E haja paciência dos maridos que esperam suas mulheres passarem pelos diversos rounds dessa luta greco-romana.
Para compensar, a pausa é na churrascaria Fogo de Chão. Não adianta. Só existe uma definição para essa casa. Perfeita. Irritantemente perfeita. Nem a espera é chata. Parece que eles pensam em tudo. Não existe acender o cigarro sem que alguém apareça com um isqueiro na mão. E você nem sabe como, mas os cinzeiros são trocados e estão sempre limpos na sua mesa. A mágica, ainda não aprendi, mas a sensação é de que não existe nenhum outro cliente na churrascaria, nenhuma outra mesa é mais importante do que a nossa. A gente acaba até comendo mais do que gostaria, pois os garçons aprendem em segundos quais são as suas preferências. Lógico que a mágica é ensinada para todos que quiserem, pelo dono. Treinamento, treinamento, treinamento. Cada um de seus funcionários passa por mais de 300 horas por ano. É, talvez, a maior carga que já ouvi falar. Mas compensa cada segundo que se passa dentro da churrascaria.
Termino com a constatação de que a falta de concorrência é um pecado. Parto para o aeroporto de Congonhas com duas horas de antecedência. Já sofrendo de antemão. Vou ter que enfrentar a famigerada Gol. A fila de embarque não se contém na área demarcada. Escorre pelos corredores. E o problema já é tão conhecido pela própria empresa que eles criaram uma fila especial chamada de... última chamada! São 45 minutos de arrastar sapatos e malas, para ser atendido faltando poucos minutos para o vôo. Graças a Deus! Lendo o bilhete emitido por eles, vejo que eles acreditam em conto da carochinha. Está lá escrito: Apresente-se com 30 minutos de antecedência no check-in, para vôos nacionais. Só se for para ir direto para a fila da última chamada. Santa falta de concorrência! A sensação que tenho é que eles vieram do setor de transporte rodoviário, acostumados com o tratamento de rodoviárias sempre lotadas, e trouxeram o jeito de raciocinar junto com eles. Importaram os problemas de um setor para o outro. E acham que isso é normal.
No final são três experiências que só me fazem perceber o quanto um cliente pode ou não se sentir amparado por pequenas iniciativas das empresas. Ser lotado não é negativo, como me mostram as experiências da ShoeStock e da Fogo de Chão. O problema não é esperar o atendimento, se espremer contra outros clientes, ou brigar para ser atendido. É sentir que a empresa não se importa contigo, tratando-o como mais um pacote para ser transportado.
Se todos tivesse a preocupação de se preocupar com o que vai na cabeça dos clientes...
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Fidel é Capitalista
Saíram as primeiras fotos do Fidel Castro, no hospital. Aí, me assusto ao vê-lo vestindo um training da Adidas. Logo ele, símbolo máximo do socialismo, vestindo grife. As coisas realmente estão mudadas. Primeiro, surgem rumores de que ele tem contas em paraísos fiscais. Agora isso. Realmente o último bastião caiu!
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Telemarketing 4
Realmente, tem certas "vantagens" que vêm com tantos "se"s, que a gente acaba pensando para que vale. Vale para um tanto de programas. E, para não ser diferente, para o Fidelidade TAM. Você pode querer comprar suas passagens usando as milhas. Mas tem o dia certo e a hora certa. Se não for, não conseguirá vaga nos vôos. E suas milhas continuarão para sempre com você. Veja que surreal a conversa com o webcenter deles que acabei de ter:
Luciana:
23:52:46 Olá Sr(a) CARLOS, em que posso lhe ajudar?
CARLOS:
23:53:46 Estou tentando fazer reservas para BH/Florianópolis, em dezembro. E não aparece a opção de compra com créditos do Fidelidade. Você poderia me dizer por que?
Luciana:
23:54:15 O bilhete emitido através de resgate de pontos tem validade por 3 (três) meses se for para um trecho dentro do Brasil e América do Sul, ou de 6 (seis) meses para os demais países.
Luciana:
23:54:41 Por este motivo não irá conseguir emitir sr Carlos
CARLOS:
23:55:22 Não entendi. Não posso comprar com 5 meses de antecedência?
Luciana:
23:56:16 Não, pois após a emissão o bilhete será valido para voar por 3 meses
CARLOS:
23:57:05 Ok. Mas quem me garante que em dezembro vão haver lugares para uso em Fidelidade para o destino que quero?
Luciana:
23:58:51 Sr Carlos não temos como garantir, mas são as regras do programa fidelidade.
CARLOS:
23:59:44 Que ruim. Ou eu compro agora, por um preço menor, ou espero três meses, corro o risoc de não haver vaga e aí pago os olhos da cara!
Luciana:
00:00:40 Sr Carlos esta regra é para emissão com pontos do programa fidelidade, para viagens
pagas o senhor pode adquirir agora.
CARLOS:
00:01:33 Aí eu pago mais barato, mas não uso meus créditos. Acumulo milhas para poder usar, não para guardar ad eterno
Luciana:
00:02:11 Os pontos, não importando a sua origem, são válidos por 2 anos.
Luciana:
00:02:36 A partir de 03/04/2006 a reserva e a emissão de bilhete com pontos deverão ser
feitas com no mínimo 7 (sete) dias antes da data do vôo. Após a confirmação da
reserva, a emissão do bilhete deverá ser imediata.
O Regulamento Oficial do Programa Fidelidade TAM está registrado no 1º Cartório
de Registro de Títulos e Documentos da Cidade de São Paulo.
A partir de 03/04/2006, alterações de data e horário do vôo serão permitidas
mediante cobrança de taxa administrativa de 10% dos pontos utilizados na emissão
original.
A reserva e emissão somente pode ser efetuada em nosso site, call center ou loja Tam
CARLOS:
00:03:11 Aí, preciso de esperar 3 meses antes de viajar, corro risco de não ter espaço no vôo, pago mais caro. E ainda perco as milhas. É isso?
Luciana:
00:04:49 Sr Carlos infelizmente são as regras do programa fidelidade
CARLOS:
00:05:14 Que bom! Obrigado. E boa noite.
quarta-feira, 19 de julho de 2006
Telemarketing 3
Finalmente consegui cancelar minha assinatura de Globo.com! Desde fevereiro tento. E desde aquela época, cada vez a razão para não cancelar é uma. Fiquei quase meia hora para conseguir algo que é meu por direito: não receber um serviço que não quero. Lógico que passei por mais de um atendente. Lógico que tive que repetir meus dados. E, mais lógico ainda, o atendente tentou me dissuadir de cancelar o Globo.com e fazer com que cancelasse o Uol. E o mais interessante: Não adiantou eu falar para ele esquecer o script que tem na mão, que nenhum argumento faria eu mudar de idéia. Ele me roubou minha meia hora para no fim fazer o que queria. É assim que eles faturam sobre os clientes. Seis meses pagando um serviço que não queria. Como já disse uma vez, para vender, todas as facilidades, para cancelar o serviço, que vença o mais chato. Dessa vez, eu venci!
sábado, 15 de julho de 2006
Igreja e mercado
Muito já se escreveu sobre a igreja católica como a mais antiga empresa do mundo. E muito já se comparou o seu comportamento com o moderno marketing. Não quero ser repetitivo. Mas creio que podemos ver um paralelo entre o que vem ocorrendo entre a igreja católica e a igreja evangélica e a guerra mercadológica entre os hipermercados e supermercados de bairro.
Não preciso dizer que os hipermercados vêm perdendo a corrida contra os supermercados de bairro aqui no Brasil. Quando a inflação brasileira beirava números estratosféricos e forçava o consumidor a concentrar suas compras em uma única visita mensal, os hipermercados prosperavam. Com a queda dessa mesma inflação a valores abaixo de 1% ao mês, os consumidores mudaram de comportamento, passando a não estocar alimentos e produtos de limpeza, que podiam ser comprados facilmente logo ali na esquina.
Resultado dessa mudança de foco, o Carrefour, antigo líder do segmento no Brasil, viu sua liderança mudar de mãos, para o grupo Pão de Açúcar, que possuía uma rede de supermercados bem montada. Toda a rede Carrefour estava localizada a grandes distâncias do centro das cidades, na periferia, onde os custos de imóveis era relativamente baixo. O Pão de Açúcar tinha seus hipermercados, mas nunca havia desistido do supermercado de vizinhança. Eram lojas para as emergências, com ticket médio baixo, já que o grosso das compras era defendido naquela visita única mensal.
Aliado a isso, os hipermercados eram estruturados para recebem centenas de pessoas ao mesmo tempo, possuindo por si só força suficiente para se tornarem centros comerciais. Os supermercados, por sua vez, buscavam o nicho da conveniência, muitas das vezes com um mix de produtos diferenciado para cada uma das vizinhanças que os continham.
Aí vemos a briga entre as duas igrejas. A católica, por um lado, é o supermercado espiritual. A evangélica, o hipermercado. Por razões diferentes do que ocorreu com Carrefour e Pão de Açúcar, cada uma está buscando um tipo de consumidor.
O católico vive um momento em que a inflação dele é baixa: não existem mais grandes culpas entre os católicos. Eles não temem mais o diabo, o inferno. Não tem grandes pesadelos com os pecados que possam estar cometendo. Por outro lado, a “inflação” dos evangélicos é enorme. O discurso dos pastores fala com veemência de diabos, pecados e inferno, como a católica já fizera durante anos e anos passados.
Aqui, vemos um efeito invertido. O católico, com sua baixa culpa, não se sente obrigado a uma presença constante aos templos de sua religião. Poucos contatos aplacam sua necessidade de contato com a religião. Já o evangélico necessita comprar muita salvação, com visitas semanais às igrejas e muita oração.
Quando pensamos em localização e porte, mais uma vez vemos o efeito de mercado se manifestando. A igreja evangélica constrói, cada vez mais, imensos templos, para abrigar o maior número de consumidores ao mesmo tempo. Seu discurso é geral, buscando falar com todos os presentes ao mesmo tempo. E, em termos de localização, procuram áreas centrais, pois a sua atração faz com que os seus seguidores desloquem-se da periferia para o centro em busca de perdão.
Já a igreja católica tem que prover conveniência aos seus seguidores. Como o consumo deles é em doses homeopáticas, o conforto deve ser uma das ferramentas para atrair mais seus clientes. Por isso, a decisão é por igrejas de menor porte, sempre o mais perto dos seus fiéis. Com o baixo deslocamento, é mais fácil ir e vir a uma das sessões de consumo religioso. Somado a isso, o discurso é adaptado ao púbico local. Os padres conseguem focar seus sermões ao perfil do público presente. Você não vê um padre de uma zona rica falando de reforma agrária. Em compensação, esse discurso é possível em favelas ou zonas rurais.
Quais são os próximos passos no desenvolvimento do mercado religioso? Com certeza, com o crescimento da igreja evangélica, passaremos a ter lojas de conveniência dessa religião: pequenas igrejas, cada vez mais locais, com discursos específicos. Para a católica podemos prever um futuro incerto. Ela é uma empresa que perdeu o foco no cliente e não sabe para onde vai, ainda mais sendo tão fustigava pelo concorrente. De duas uma: ou se reinventa, e passa a oferecer um novo e melhor produto para seus consumidores. Ou sua morte virá com o tempo, como tantos outros produtos.
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Wal-mart e os roubos nas lojas
Incrível. A Wal-Mart, nos Estados Unidos, resolveu não levar casos de roubo em sua lojas de valores menores do que 25 dólares para a polícia. Os custos não valem a pena para a empresa. Se isso vira moda, vai ter gente se especializando em roubos de pequenos valores. Ou seja, num McDonald's, rouba um Nuggets, numa padaria, um iogurte. E assim por diante. Vai ser a redenção dos pobres do mundo. É a justiça social vindo através dos pequenos roubos.
quinta-feira, 13 de julho de 2006
Igrejas e supermercados
Nunca havia pensado, mas hoje a idéia me veio. As igrejas evangélicas estão construindo, cada vez mais, maiores prédios, sempre nos centros das cidades. As católicas, pequenas igrejas, nos bairros. Portanto, a evagélica está para os hipermercados, assim como as católicas estão para os supermercados de bairro. A razão para a escolha de uma ou de outra é idêntica.
sexta-feira, 7 de julho de 2006
Markeitng e criminalidade
Como tudo na vida, a criminalidade no Brasil é uma questão de oportunidade de mercado. Lógico que não estou eximindo a educação do processo. Mas são esses dois fatores que levam, ou não, uma pessoa à criminalidade. Educação e oportunidade.
Educação, porque mesmo passando fome, têm pessoas que ainda assim não conseguem passar por cima de valores arraigados de honestidade. Vivem uma vida miserável, mas respeitam os conceitos de propriedade e de direitos de terceiros.
Mas é a oportunidade de mercado, somada a uma educação menos rígida, que leva muitos à criminalidade. O sentimento de impunidade diminui o medo das conseqüências. Com isso, aumentam as oportunidades para que se ocupem vagas no crime. É como qualquer mercado profissional. Num certo dia, com a invenção da luz elétrica, o cargo de acendedor de lampiões públicos deixou de existir. Do mesmo modo, a invenção do computador criou vagas para programadores. Não é diferente no mundo do crime.
O jovem precisa definir sua profissão. Descobre que, com a educação que tem, seu futuro é um tanto incerto. Mas têm aqueles que, tendo nascido comas mesmas oportunidades, conseguiram vencer na vida. O trabalho é arriscado, mas o risco é pequeno. Talvez tanto quanto atravessar as ruas todos os dias. Você pode morrer num tiroteio, mas atravessando a rua você pode morrer atropelado. Aí, o cara aceita um emprego numa das várias empresas do crime, as gangues.
E tal qual qualquer empresa, uma gangue oferece treinamento e crescimento profissional. Você não sai atirando por aí de um dia para o outro. Primeiro, você vira olheiro, ou mula. Depois, se demonstrar inteligência e vontade de subir na profissão, você pode se tornar um dos diretores das empresas do crime. Vantagem desse tipo de empresa é que as chances de crescimento surgem rapidamente.
E uma temporada na cadeia é como um treinamento no exterior para os executivos de multinacional. Se você tem tino para o mundo do crime, não tem pós-graduação melhor do que um tempo na prisão, junto com os melhores professores que o mercado oferece. Você sai de lá diplomado.
É claro que quanto menor o risco, mais a profissão atrai. Mal comparado, investir nas ações do tesouro americano é correr menos risco do que aplicar no mercado de ações. Quem tem perfil conservador, aplica na poupança. Quem for mais ousado, vai para a bolsa. E se roubar e assaltar tem pouco risco, mais pessoas aceitam participar desse mercado de trabalho. Por que se sujeitar a um salário mínimo, se com o mesmo esforço você pode ganhar dez, vinte vezes mais?
Do outro lado, o que temos visto, com a recusa dos agentes penitenciários em trabalhar é resposta ao alto custo de se exercer a profissão. A partir do momento em que tomar conta de criminosos aumenta a chance de ir dessa para uma melhor, ou seja, bater as botas, ser baleado no meio da rua, o salário recebido passa a ser pouco frente ao risco de pagar com a vida para combater aquilo que o governo não quer levar a sério.
Como tudo num mercado, é uma questão de demanda e oferta. E como é que se diminui a procura por esse tipo de emprego? Aumentando o custo, para diminuir a oferta. Melhores prisões, mais polícia na rua, separação de criminosos perigosos dos ladrões de galinha nos presídios. Essas são formas de se diminuir a procura pela carreira de crimes. É o que chamamos de “o crime não compensa”.
Como pregar no Brasil que o crime não compensa quando, em Brasília, nas casas dos representantes do povo, a Câmara e o Senado, a gente descobre tantos políticos desviando o dinheiro público, mentindo, saqueando e, no final, sendo absolvido pelos próprios colegas? Como diminuir a oportunidade de mercado quando receber dinheiro no caixa 2, claramente uma contravenção, e dizer que o dinheiro não foi usado em causa própria , mas para o bem do partido, gera uma desculpa para não ser cassado? É. O exemplo vem de cima.
O mercado é uma entidade que se auto-regula. Demanda e oferta são leis irrevogáveis. Hoje, no Brasil, infelizmente, a oferta de criminalidade é maior do que a procura pela honestidade. Precisamos virar esse jogo. Pois, se hoje os políticos eleitos estão agindo livremente, o que dizer da próxima geração que for eleita sabendo que a impunidade é uma realidade. Não dá para exigir segurança nos presídios, quando a lei não é respeitada de onde o exemplo deveria vir.
terça-feira, 4 de julho de 2006
Telemarketing 2
Veja como funciona essa coisa de complicar para o cliente o cancelamento de serviços via telefone ou internet. Dia 10 de junho, tentei cancelar o globo.com que tinha em São Paulo. Fui informado que somente em horário comercial estendido. Ou seja, meia-noite, quando tenho tempo e paciência, não. Aí, os dias passam, entre uma e outra prioridade, na hora que você vê já é dia 04 de julho, quase um mês depois, e você vai pagar mais um mês de serviço que nem consegue acessar. Realmente, o que dá para perceber é que existe um ganho financeiro nessa malandragem.
segunda-feira, 3 de julho de 2006
Banco Real
Impressionante! As campanhas de propaganda prometem algo que, na maior parte das vezes, as empresas não conseguem entregar. Vejam o caso do Banco Real. A campanha diz; Só o basicão não basta. Aí eu peço o extrato dos últimos 17 meses e eles pedem duas semanas para preparar. Quando vou buscar, tudo errado, só imprimiram os seis primeiros meses. E o caixa pede para eu pedir ao gerente novamente o que já pedi por escrito, do póprio punho. Recuso-me a fazer pela segunda vez o que fiz direito de primeira e eles não atenderam. Para não tumultuarem, vem alguém e diz que vai resolver meu problema. Diz que a gerente irá imprimir os extratos para mim. A gerente diz que é impossível. E nesse diz que me diz, elas gastam meu tempo para, ao final, pedirem mais uma semana para me entregar um serviço tão simples quanto extratos de minha conta. O slogan do banco deveria mudar: Nem o basicão eles entregam!
