quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Portugal? Presente!

Uma das minhas diversões, hoje em dia, é conhecer um pouco das cidades das pessoas que acessam este Blog. Interessante pensar como a internet vem diminuindo as distâncias e democratizando a informação. Sempre que penso nela me recordo da criação da televisão no começo do século passado. As primeiras gerações não foram as que se aproveitaram do potencial da novidade, mas foram as que desenharam as primeiras utilidades que direcionaram seu desenvolvimento. É o que estamos fazendo com a internet. Da lerdeza das linhas discadas à modernidade da internet nos celulares já existe um salto. Mas isso ainda nem arranhou as potencialidades do meio. E nós somos os responsáveis por não deixar nossas empresas de fora dessa revolução.

Imagem do mapa

Desta vez, me descobri sendo lido no país onde tudo começou. Pelo menos para nós, brasileiros. De Portugal recebo leitores de Seia, Covilhã e Oliveira do Hospital. Lógico que ou a mesma pessoa me leu nas três cidades, ou amigos se falaram.

Oliveira do Hospital 

Vista panorâmica de Oliveira do Hospital

Mas me impressionou conhecer Oliveira do Hospital, cidade que surgiu no século XII, resultado da segunda cruzada. Hoje tem 22 mil habitantes, contra os pouco menos de 6 mil de Seia. Covilhã é, entre as três, a cidade mais habitada, com seus 36 mil moradores. As três estão próximas à Coimbra, talvez a cidade portuguesa mais conhecida no Brasil depois de Lisboa.

Igreja Matriz Seia

Igreja matriz de Seia

A vantagem competitiva das grandes cidades e das grandes empresas estão com seus dias contados. Se a informação é comum a todos, como isso afetará as relações comerciais do futuro?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Bom atendimento. Produto difícil de ter II

Almocei com uma amiga no Galeto’s. Para quem não conhece, essa é uma rede de restaurantes especializada em frango. Para azar deles, minha companhia de almoço foi, durante muito anos, diretora de uma rede concorrente e entende muito do riscado.

A análise dela foi rápida e precisa: em termos de custo-benefício, pedir meia porção é jogar dinheiro fora, já que que a diferença de custo não chega nem a 25%. Só que existem no mercado pessoas como eu que estão em busca de uma quantidade de comida que não as obrigue depois a ficar horas e horas correndo nas esteiras das academias. Que, portanto, pagam mais para terem menos.

Ao chegar o prato, mais uma avaliação certeira: para meio galeto faltou muito. O tamanho da porção estava mais para um quarto de galeto, pois nem coxa, nem asa o bichinho tinha. Aí veio a pergunta fatal: Isso é que é meio galeto? Como eu sou o viciado em frango, sendo cliente habitué do Galeto’s, só pude chegar a conclusão que a porção havia diminuído com o passar dos anos.

Aí, você se pergunta: e o bom atendimento do título, cadê? Pois bem, após pagarmos a conta minha amiga, com a experiência de quem sabe que opinião de consumidor deve ser sempre benvinda, questionou o gerente da loja sobre o tamanho da porção. E conseguiu me provar, sem querer, que existe ainda um abismo entre o atendimento mediano e o bom atendimento, pois o gerente gaguejou, gaguejou e não soube se explicar. Nem aproveitar o momento para direcionar a reclamação a um setor que pudesse administrá-la.

Muito se escreveu e se escreve que um cliente que reclama é melhor do que um cliente insatisfeito silencioso. O link acima é só um exemplo. Pois a reclamação é o cliente dizendo para nós, do marketing, que existe ainda uma esperança de segurá-lo, de mantê-lo fiel aos nossos produtos e serviços. Desperdiçar uma oportunidade como essa é abrir mão do bem mais precioso pelo qual toda empresa luta. Errou o Galeto’s. Se preocupe para que sua empresa não erre também.

Bom atendimento. Produto difícil de ter

Ontem, à noite, cheguei em casa e me deparei com a internet e tv a cabo sem sinal. Sem hesitar, liguei para a Central da Net. A atendente me fez, por longos quinze minutos, desligar e desligar todos os decodificadores e modems que possuo. Não adiantava o argumento que, se todos estavam sem sinal, era lógico de se supor que o problema era externo ao meu apartamento.

Graças a Deus a ligação caiu. Num segundo telefonema, o atendente prontamente me informou que todo o bairro estava sem sinal, devido a manutenção. Menos de um minuto, se tanto.

O caso é só um exemplo. Não nego que o atendimento Net, no geral, é sofrível, mesmo que o produto seja bom. Mas o ponto é a distância que existe entre um bom atendimento e a realidade desse tipo de serviço no Brasil. O decreto assinado por Lula, exigindo tempos e formatos no telemarketing, é uma prova de que o problema já chegou nas altas esferas.

Só que é óbvio que o problema é proposital. Tenho um amigo que sempre me lembra do custo positivo do desserviço. De acordo com sua teoria, o ganho resultante do mal atendimento é maior do que se os atendentes resolvessem os pedidos dos clientes de imediato. Ele sempre argumenta citando o quanto um adiamento do cancelamento de cartão de crédito, ou de uma linha de celular, tem poder de gerar receita adicional.

Prefiro pensar que não. Que esse formato de atendimento só nos lembra que ainda não temos um mercado realmente maduro. Pelo menos assim, tenho esperanças que no futuro as coisas sejam diferentes.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Abrindo mão do mercado

Sexta-feira fui a um bar em Belo Horizonte e me espantei com um detalhe que vi. No banheiro masculino, encontrei um espaço preparado e reservado para deficientes físicos, ou portadores de necessidades especiais, como é politicamente correto dizer hoje em dia. Seria perfeito, não estivesse ele sido colocado ao final de uma escada. Eram doze degraus íngremes criando uma barreira entre o sonho do deficiente de ter uma vida normal e a realidade.

Não quero abordar o tema pelo lado humanitário e sim pelo lado de marketing. No Brasil, não existem estatísticas confiáveis sobre o número de deficientes físicos. Mas estima-se que chegue a dez por cento da população. Numa população de 183 milhões de habitantes, estaríamos dizendo que 18 milhões de brasileiros se enquadram nessa classificação.

Lógico que essas pessoas comem, bebem, respiram, tem desejos, vivem. O maior problema é que dentro de um mesmo balaio são colocados diversos tipos de ncessidades especiais: a cegueira, a paraplegia ou tetraplegia, a surdez e outras menos comuns. Cada uma gera uma necessidade de adaptação ao meio ambiente para que se possa atendê-los como consumidores.

Só que a lógica do mercado é muito simples. Quem não está verdadeiramente equipado perde mais até do que os dez por cento de população apontados na estatísticas. Usando novamente nosso bar, a decisão de um grupo de onde ir comer ou beber é fortemente influenciada pelo deficiente. Dessa forma, se um grupo de quatro, seis, dez pessoas resolve tomar um choppinho depois do trabalho, a escolha será feita considerando onde, por exemplo, um cadeirante pode ou não ir.

Ponto a favor de quem está verdadeiramente preparado para aceitá-los. Ponto contra de quem só se preparou para atender uma lei que exige o banheiro, mas não avalia a acessibilidade ao lugar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Por que é que táxi a gente paga por corrida?

Muitos serviços são comercializados e a gente acaba comprando sem questionar se existiriam formas diversas de fazer negócio. Até que alguém vem, olha para o mesmo negócio e pensa: Por que não fazer diferente? Vem a minha mente alguns casos muito interessantes: 1 – Hotéis que começam a diária quando o hóspede chega, terminam 24 horas depois e não ao meio dia do outro dia; 2 – O antigo restaurante Around the Corner, que não tinha preço no cardápio, o cliente pagava o que achava justo e que ganhava dinheiro dessa forma; 3 – As milhares de locadoras de veículos americanas que só trabalham com veículos usados, baixando os custos das diárias.

Agora a Taxmobil muda as regras de como pagar uma corrida de táxi. Você paga um valor fixo por mês e pode usar o serviço o tanto que quiser. Sem limite! É igual a rodízio. Você paga um valor e come, come, come. O dono do restaurante ganha na média, pois enquanto alguns exageram, outros nem passam da salada. No caso da Taxmobil a aposta é no tempo livre dos táxis associados. O serviço está disponível na Europa e, se for um sucesso, tende a acabar com a bandeira dois brasileira.

Pensando nisso, pensei num outro serviço que poderia ser comercializado diferentemente: Aluguel de sapato feminino. Já pensou? Milhares de sapatos à disposição da tara das mulheres? Ela vai, escolhe o sapato da noite, usa e devolve no outro dia. O problema é administrar o chulé!

Toyota. A nova líder mundial

Um dia depois de se revelar que a GM assumiu o primeiro posto brasileiro, revela-se o novo líder mundial de vendas de automóveis: a Toyota. Depois de 77 anos, observa-se a mudança do posto, confirmando-se que a crise da montadora americana veio para ficar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

GM. A nova líder de vendas brasileira

O ano realmente começou de cabeça para baixo. Já não basta a crise para a Fiat e a Volks se preocuparem, agora a Chevrolet deu mais um motivo para que o ano fique mais complicado. Nos primeiros quinze dias do ano, a marca da General Motors virou líder de vendas de veículos de passageiros. E o Corsa Classic derrubou a dupla Mille/Palio e se aproximou ameaçadoramente do Gol.

Não creio que o pessoal de Detroit possa já estourar champagnes por essa liderança. Devemos ver a volta da normalidade em fevereiro, se já não até o final do mês. Mas, para uma marca que está quase entrando em concordata nos Estados Unidos, essa notícia deve ter um gostinho todo especial.

Clique aqui e veja a íntegra da matéria no UOL: http://carros.uol.com.br/ultnot/2009/01/20/ult634u3356.jhtm

Janeiro 2009. Fim da crise?

Quem me conhece, sabe que eu sou um otimista inveterado. Onde o copo está completamente vazio, vejo sempre um copo meio cheio. Para mim, a crise do final de 2008 veio para balançar o mercado e logo, logo, tudo isso vai passar. 

Hoje, li uma notícia que pode significar que, se não deixaremos de ter uma crise, pelo menos ela pode ser suave como um resfriado. As vendas de carro nos primeiros quinze dias de 2009 foram maiores do que os primeiros quinze dias de dezembro. Nove porcento, o que não é pouca coisa. Ainda mais se lembrarmos que dezembro tem décimo-terceiro. E que janeiro tem IPTU, escola das crianças, férias, etc.

Temos que lembrar que o governo fez a parte dele, baixando o IPI. E que as montadoras estão correndo atrás do prejuízo, fazendo promoções e mais promoções. Mas, se não for assim que se vence uma crise, como é que poderia ser?


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Salão de Detroit 2009. O mais desanimado do século

Dez em cada dez comentários postados nos sites de automóveis repetem: Este é o Salão de Detroit mais desanimado que já se ouviu falar. Tem até blog que anuncia os 11 mais depressivos momentos do Salão, com direito a mostrar o presidente da Chrysler tentando provar que demitir é bom, que fotografar promotor pode significar novidade e outros. Se tivessem pensado bem, talvez 2009 fosse um ano para passar em branco...

Fiat vira solução para Chrysler

Depois de tentar uma fusão com a General Motors, oito anos atrás, para salvar seu próprio pescoço, parece que agora a Fiat virou tábua de salvação para a Chrysler. Essa é a forma mais barata e rápida da montadora americana deixar de lado a produção dos seus beberrões SUV's e passar a oferecer pequenos modelos econômicos nos Estados Unidos. É. O mundo é redondo...

domingo, 18 de janeiro de 2009

ShopSavvy. Uma nova forma de comprar no varejo

A guerra entre a Apple e a Google por criar um melhor serviço integrado de celular e serviços móveis começa a produzir efeitos que devem alterar a forma como as pessoas compram. De um lado, o iPhone, um sucesso de vendas e de mercado. Para se ter uma idéia do que ele significa, diariamente são vendidos U$ 1 milhão de aplicativos para o celular, com preços entre U$ 0,99 e U$ 50,00. Do outro, o Android, celular que, se não é bonito, tem como conceito desenvolver aplicativos que utilizem as facilidades de todo o mundo Google.

Dessa disputa, surge um aplicativo para o Android que deve dar o que falar e até modificar o varejo como o conhecemos. Seu nome é ShopSavvy, algo como Compra Esperta. É um produto da Big in Japan, desenvolvedora de aplicativos, que une a capacidade de ferramentas comparativas de preços com o GPS.



Você chega numa loja, olha o produto que você quer comprar, liga o ShopSavvy, faz o aparelho ler o código de barras e pronto. Imediatamente você tem o preço do mesmo produto na internet e nas lojas da região. Você tem duas possibilidades: ou negocia no momento com o vendedor da loja em que está, ou, se a diferença e a distância valerem a pena, você clica no seu Android e recebe o mapa com as direções para chegar na nova loja.

 Imagine o estrago que esse aplicativo pode fazer em produtos iguais vendidos em várias redes diferentes. O exemplo acima, com um livro, é um bom exemplo, pois o conteúdo dos diversos volumes é sempre igual e o preço pode ser o único diferencial. 

Não podemos nos furtar de já pensar como utilizar de forma positiva esse novo tipo de mundo do varejo que está aparecendo. Se, por um lado, ainda demorará o dia em que esse tipo de ferramenta estará disponível em larga escala, de outro, a mudança virá, sem dúvidas.

sábado, 17 de janeiro de 2009

África vem aí

Engraçado. A gente tem o hábito de reclamar contra os americanos a falta de conhecimento deles sobre o Brasil. Quando alguém dá um fora, falando que Buenos Aires é a nossa capital, isso vira um acontecimento, um ultraje. Só que temos o mesmo comportamento frente à África, a qual conhecemos mal e porcamente.

Mas por que a citação? Porque nos últimos meses passei a tomar conhecimento de Angola, por obrigação profissional. É um país impressionante. Rico, devido a petróleo e diamante, só não se desenvolveu mais rapidamente pois estava sob guerra civil até três, quatro anos atrás.

Imagem do mapa

Lógico que existe muito o que ser feito por lá, ainda. A infraestrutura não existe, ou melhor, está sendo reconstruída. Mas eles serão um país atuante no cenário internacional em pouco tempo. Globo e Record Internacionais já descpbriram o país, que também têm uma versão local da revista Caras.

Agora, descubro um leitor desse blog em Maputo, capital de Moçambique. E me assusto, ao perceber que, por preconceito, nunca pensei nesses países senão como um desenho no mapa.

Imagem do mapa

Visitei, ainda que virtualmente, a cidade. Com um milhão de habitantes, as fotos e imagens no Google Earth e no Wikipedia demonstram que a economia da África ainda será importante neste século.

Os dois são países que foram colonizados, como o Brasil, pelos portugueses. As fotos deixam claro isso, pois a arquitetura é semelhante a de várias cidades brasileiras. Exemplo? A foto de baixo é de uma rua de Luanda, mas poderia ser Salvador.

Luanda Angola

Não existe a barreira da língua, o que pode ser uma vantagem para uma aproximação do nosso povo com o deles. Minha sugestão? Se você pretende estar alinhado com o futuro, aproveite a internet e gaste um tempo conhecendo esse mundo novo que os chineses já descobriram.

Chineses na África? É, estamos perdendo a corrida…

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Inovação, seu nome é Abril!

Esta semana estou muito midiático. E a favor dos campeões de audiência. Só isso para explicar este post após um falando bem da Rede Globo.

Estou muito bem impressionado pelas inovações da Editora Abril. As duas últimas paixões são a Revista da Semana e o Acervo Digital da Veja. Ser líder é isso: arriscar antes dos concorrentes, mesmo que signifique perder dinheiro em certos momentos.

Para quem não viu a Revista da Semana ainda, vale a pena dar uma corrida à banca de jornais mais próxima e comprar um exemplar. Ou acessar o link acima, que é bom, mas prescinde de algumas matérias que, creio não são aprovadas de ir para a internet pelos criadores originais. Confuso? Explico.

revistadasemanaA Abril tem a terceira maior revista de notícias semanais do mundo, a Veja. Para quê uma outra? Provavelmente para buscar outro público, talvez a classe C que vem crescendo e buscando cada vez mais informação. A dica está no preço da capa. Enquanto Veja custa R$ 8,40, a Semana é vendida por quase a metade do preço, R$ 4,90. Matérias escritas exclusivamente para ela? Não. Ela é um resumo do que os jornais andaram falando nos últimos sete dias. E muito bem feito. Mas o que mais me agrada são as análises ou matérias reproduzidas de grandes jornais internacionais, que parecem ser escolhidas a dedo.

Como exemplo, na revista desta semana leio o texto sobre Jon Favreau. Quem é? O gost-writer de Barack Obama. Gost o quê? A pessoa que escreve os discursos que o homem mais poderoso do mundo irá ler, é isso. Matéria do Washington Post. Só que não adianta procurá-la no site da revista. Só está disponível na versão impressa.

Shell 1969 Por outro lado, a Abril disponibilizou todos os exemplares de sua história eletronicamente. O Acervo Digital da Veja é sempre atualizado nas sextas-feiras. O exemplar da semana nem saiu das bancas e já está disponível para quem quiser na internet.

Palio 1996 Engana-se quem acha que isso já existia. A inovação não é incluir as matérias na internet. É disponibilizar a revista, página por página, no seu computador. Com propagandas e tudo. Para quem, como eu, publicitário, é curioso ou precisa fazer qualquer tipo de levantamento da história publicitária, é uma ferramenta e tanta.

Bradesco 2009 Só como exemplo, três anúncios: O pscodélico anúncio da Shell de 1969, o lançamento do Fiat Palio em 1996 e a última contra capa da última Veja disponibilizada, o fantástico 2000inove do Bradesco.

Líder é isso!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

É por isso que a Globo é a número um

Ontem estreiou o Big Brother Brasil 9. Depois de oito edições, parece-me que a Rede Globo chegou a conclusão que estava na hora de mudar a fórmula do programa. Dezoito e não quatorze participantes (que já foram doze!). De uma casa, viraram três. Uma de vidro, num shopping, e outras duas no Projac, através da criação de um muro dentro da casa original. Além disso, estréia sem nenhuma prova, somente apresentação.

Tudo isso é um risco, ainda mais no primeiro dia, no qual você tem o termômetro de como andará a audiência durante os três meses da atração. Como ampliar o público? De uma forma fantástica, ensanduichando o programa entre dois líderes de audiência. De um lado, A Favorita entrega uma alta audiência, por estar nos seus capítulos finais. Do outro, a qualidade da minissérie Maysa segura as pessoas em frente à tv durante o BBB.

Não é coincidência os dois programas estarem no ar e em momentos cruciais exatamente no dia da estréia do novo programa. É competência. É assim que se faz um líder.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Blog também é cultura

Descobri, através dos contadores que tenho no meu blog, que fui acessado por alguém de Nhandeara.

Imagem do mapa

Nhandeara? É, isso mesmo. Cidade no interior de São Paulo, próximo a São José do Rio Preto. Achei fantástico. A cidade tem 11 mil habitantes e um lê meu blog. Ou leu. Não importa.

Achei mais importante do que o dia que vi que ele foi acessado na Polônia. Lá pode ter sido um erro, e o leitor não ter entendido nada. Aqui não. Por mais que tenha sido por engano, quem acessou entendeu tudo que eu escrevi. Se não entendeu foi culpa minha, por ter escrito errado.

Tenho ficado cada vez mais deslumbrado com esse mundo. E descoberto outros blogs de amigos, sempre muito interessantes. Sabe aquela pessoa que é, no dia a dia quieta. Pois é, surpreende no blog. Talvez esse tipo de comunicação seja a melhor forma de expressão que as pessoas tem nas mãos.

Vou começar a colocar os endereços dos blogs interessantes que tenho encontrado aqui na barra lateral de meu blog. Assim você pode conhecer pessoas interessantes. E menos chatas do que eu.

Vão aí duas dicas: Blog do Eduardo Carvalho – Esse cara é surpreendente. Hoje é diretor de marketing da Sabiá Residencial. Mas já foi comentarista do Blog Digestivo Cultural. E seu blog é de uma profundidade impressionante.

O outro é o Blog do Wilson Oura. Se você conhecer o Wilson, vai se surpreender. Durante a semana era um pacato ser do departamento administrativo da Ogilvy. Nos finais de semana se transformava num músico, tocando violão num trio de jazz. Essa dupla personalidade fez com que fosse aceito na patota dos criativos da agência. O único caso que conheço que sai da área mais careta para a mais hype de uma agência. Ele bloga o sentimento. E mostra dessa forma porque é um músico.

Vale a pena visitar os dois.

Ah! Antes que eu me esqueça. Nhandeara, do tupi, significa Paraíso. Pois é. Já cheguei ao Paraíso…

Quando obrigação vira exceção II

Dia 06 postei sobre a Editora Objetiva e a rapidez com que me respondeu uma reclamação sobre um livro comprado com folhas faltantes. Acabei de receber o novo exemplar, com uma carta de desculpas. Realmente, essa empresa me impressionou.

Big Brother Brasil

Só para não deixar vocês esquecerem! Hoje à noite, terça, começa o novo Big Brother Brasil. Eu vou assistir, com certeza. E não tenho vergonha de dizer. Até porque tenho um passado que se relaciona com os realities show, seja o BBB, seja o No Limite, seja, principalmente o Casa dos Artistas. Não tenham dúvidas. Todo mundo vai negar, mas no final vai estar torcendo por algum dos BBBs. Aguardem!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Em Congonhas II

Bloguei na sexta, diretamente do meu Blackberry, enquanto esperava o meu vôo. Se por um lado foi uma aventura maravilhosa, conhecendo uma nova forma de me relacionar com a tecnologia e o presente, por outro fiquei frustrado e chateado ao final do dia.

Meu vôo, que só poderia ter sido um Gol, atrasou-se uma hora e meia. Tempo suficiente para que eu perdesse meu compromisso em BH. Vou ter que retornar outro dia, gastando novamente passagem e meu tempo, para resolver o que ficou sem solução graças ao descaso das companhias aéreas brasileiras. E nem adianta tentar reclamar. Eles, agora, aprenderam como burlar a Infraero, a Anac e as possíveis multas por atrasos. Colocam todos para dentro do avião, fecham a porta e passam a dizer que o atraso não é culpa delas. Para mim, falta solução política das empresas e dos órgãos reguladores. Deposito minhas esperanças na Azul. Vamos ver...

No meu caso, como me divido entre BH e SP, o prejuízo é menor. Mas, para o país e as empresas, se somarmos todos os compromissos não cumpridos e as horas perdidas, começa a aparecer o buraco que nos separa dos países realmente desenvolvidos. Melhorar, melhoramos. Mas ainda existe um longo caminho até o verdadeiro desenvolvimento.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Em Congonhas

Sao 15:12 e eu estou no aeroporto de Congonhas, em Sao Paulo, aguardando a chamada de meu voo. Diferentemente do Twitter, que eh um blog para ser preenchido atraves de sms enviados pelo celular, este aqui eh um blog para ser acessado via computador. Soh que eu estou postando atraves de meu Blackberry.

Como jah citei antes, estamos no meio do turbilhao de mudancas. Eh soh voltar cinco anos atras e todas essas facilidades paraceriam ficcao cientifica. O maior problema eh não ficar para tras, desatualizado. Se nos não somos a geracao que melhor utilizara essa revolucao, não podemos, por outro lado, ficar para tras.

Quem viveu profissionalmente o alvorecer da internet e amargou o estouro da bolha deve-se lembrar que existiam planos e mais planos de como usar a novidade. O que não existia era tecnologia suficiente para implementa-las. Resultado disso? Os investidores cansaram-se de investir em sonhos inalcancaveis. Dai veio o estouro.

Quase 10 anos depois, agora aqueles planos comecam a se concretizar. O que significa que planos mais ousados vem por ai.

Quais seriam? Voltamos a falar depois, pois meu voo foi chamado.

PS - um unico inconveniente nesse Blackberry. Ele não acentua (a não ser a palavra não)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

2010 chega em Janeiro II

Ontem a Fiat lançou o Palio Economy. Hoje, o resto da linha. Agora, toda a linha é 2010. O que o mercado já dizia, que a Quatro Rodas havia antecipado no começo do ano passado e a Autoesporte mostrado em fotos no seu site no final do ano, agora ocorreu. O Palio assumiu a mesma frente de sucesso do Siena e Palio Weekend.

Enquanto isso, o site continua divulgando o modelo 2009.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2010 chega em janeiro!

Surpresa das surpresas. A Fiat começou a lançar, agora em janeiro, sua linha 2010 do Palio. O carro, reestilizado em 2007, perdeu a posição de segunda lugar em vendas em outubro do ano passado e não recuperou mais. Havia comentado aqui que a Fiat precisava e iria reagir. Parece que começou a reação.

A perda foi resultado de uma conjunção de fatos: Por um lado, o novo VW Gol roubou clientes que procuram novidades. Do outro, o Mille Economy roubou clientes que buscam preço baixo e economia. A receita adotada para reverter os resultados começou pela parte de baixo.Foi lançado esta semana o Palio Economy, com o mesmo Econômetro do Mille. 
Próximo passo deverá ser atacar o Gol cara a cara, trazendo a frente do Siena para os modelos mais caros. A notícia e fotos do modelo com a nova grade disfarçada foram antecipados no final de dezembro, pelo site da revista Autoesporte, como apresentado abaixo:  Resta saber se, no meio dos dois modelos continuará existindo o modelo de farol de parábola simples. Seria a primeira vez que três modelos conviveriam.

É uma busca de reversão de vendas. Só resta entender o que ocorrerá no segundo semestre. Será que teremos o lançamento do modelo 2011?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quando a obrigação vira exceção

É de se estranhar quando o que deveria ser comum, obrigação, vira uma surpresa positiva. Acostumado que estou a ser mal tratado pelas empresas, que não sabem ser rápidas em consertar seus próprios problemas quanto são na hora de vender seus produtos, acabo de passar por duas experiências que demonstram que as coisas ainda tem conserto.

A primeira empresa a me surpreender foi a TokStok. Não posso nem dizer que seja uma surpresa, pois em poucos lugares me sinto tão protegido em relação aos meus direitos de consumidor quanto lá. Eles estão sempre à disposição de acertarem as coisas, sem muita argumentação contrária, caso algo pareça errada ao cliente. Comprei uma mesa de jantar e um conjunto de seis cadeiras. Uma veio com problema. Um simples telefonema e tudo está resolvido. Sem contar que, do vendedor ao fiscal que veio à minha casa, todos lembram o tempo todo que os móveis tem dois anos de garantia. Ou seja, dois anos nos quais posso reclamar e ser bem atendido à vontade.

A segunda, esta sim, foi um susto. A rapidez e disposição da Editora Objetiva é um exemplo a ser difundido. Comprei um livro e, nas últimas páginas de leitura, descobri que, por algum problema, elas estavam em branco. Mas o problema maior é que, por ser um livro de referência, eu já havia marcado todo o texto. Mandei um e-mail para a editora com uma proposta indecorosa: que eles me enviassem um novo livro para eu passar a limpo minhas anotações antes de devolver o exemplar defeituso. Menos de 24 horas recebi minha resposta. Um pedido de desculpas pelo inconveniente. E a promessa do envio do exemplar. Fiquei maravilhado.

Não acredite você que só porque o valor de um livro é baixo é mais fácil para eles atenderem bem ao meu pedido. Cada empresa tem um custo e lucro relativos ao valor individual dos produtos que comercializa. Percentualmente o prejuízo de um livro com defeito é o mesmo de uma cadeira ou de um carro com problema. O que deve-se levar em conta é a disposição em resolver bem os problemas que enfrenta. 

Fiquei feliz. Pode ser que estejamos vendo a mudança de cultura no Brasil. Quem sabe, junto com o crescimento da economia estamos passando por uma maturidade na relação com os consumidores.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mac versus PC - Botando lenha na fogueira

Esta é a disputa mais interessante do mundo. A Apple conseguiu se colocar contra toda a indústria de PC's. Não dá para negar. Eles são muito bons.

O impressionante é que a empresa que inventou o computador pessoal na forma que conhecemos hoje, com a CPU separada do teclado e do monitor, hoje já não fabrica mais PC's, a IBM. Há uns quatro anos atrás vendeu todo seu parque fabril para uma empresa chinesa, a Lenovo, que até hoje possui direito de utilizar a marca americana.

A grande contribuição da IBM para o mercado, que fez com que o mercado pendesse para a dobradinha PC/Windows e não Mac/Apple, foi abrir sua configuração, tornando pública e perfeitamente copiável por qualquer um que quisesse fabricar equipamentos similares.
Só que, enquanto o mercado crescia, distribuindo e popularizando um equipamento de difícil manejo, a Apple fabricava um equipamento fácil de usar e mais bonito, o Macintosh.

A IBM gerou usuários. A Apple, adoradores. Um usuário de PC muda de marca com facilidade. Um applemaníaco, não. Aí está o pulo do gato da Apple: entendeu isso e levou ao extremo esse amor pela marca. Se colocou contra todo o mercado. São eles contra nós. 

Para entender o que isso significa, em 2007 foram vendidos 252 milhões de PC's no mundo. A Apple comercializou pouco mais de dois milhões de Macs. Ou seja, para cada Mac vendido pela Apple, seus concorrentes venderam 116 PC's. Ou melhor ainda, por hora são vendidos 4 Macs em todo o mundo. Nesse mesmo período, são 479 PC's. É uma luta do David contra o Golias. E a David/Apple conseguiu criar uma imagem de vencedora, independentes desses números. 

Para os applemaníacos, esta é uma semana especial, a semana do Macworld, a feira da Apple onde são apresentadas todas as inovações da marca. Mas este ano, com gosto de luto, pois o Steve Jobs não irá participar. Mas isso não impede que se encontre vídeos como o abaixo na internet. Vale a pena ver, como seria a luta das duas marcas, se eles fossem transformers.


domingo, 4 de janeiro de 2009

E-ink. O futuro será flexível

A tecnologia não é nova. Deve ter sido lançada, comercialmente, no começo dos anos 2000, apesar da empresa existir desde 1997. Mas agora começa a se aproximar do dia a dia. Estou falando do e-ink

Misto de display e tela de imagens, o e-ink funciona de forma muito simples e econômica. É simplesmente uma folha de plástico com milhares de minúsculas esferas incrustadas por toda sua extensão. De um lado, brancas, do outro, pretas. E, à media que são atraídas ou repelidas por meio magnético, viram sua face clara ou escura, formando imagens e palavras.

Já está nas ruas, no e-reader da Sony. E em vários displays eletrônicos nos Estados Unidos. Além de ter sido usado em capa de revistas nos Estados Unidos

Agora começa a aparecer seus primeiros concorrentes, inclusive com telas coloridas. 

O mais importante dessa tecnologia é permitir futuramente teles flexíveis e dobráveis. Com a miniaturização dos computadores, brevemente deveremos ter pequenos aparelhos de bolso que, desdobrados, poderão ser maiores que telas de 17 polegadas, as mais vendidas hoje em dia. Além de permitir a completa digitalização de jornais e revistas.

Revolução é isso. Chega devagar e, quando menos se espera, já modificou a relação humana.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Viver mais e melhor

Esta semana, as duas maiores revistas semanais brasileiras trouxeram matérias de capa sobre um mesmo assunto, vistos sob ponto de vista diferentes. Enquanto Veja escreveu sobre Juventude e Longevidade, Época abordou o movimento iniciado de se viver melhor com menos consumo. No fundo, ambas abordam o mesmo tema, que vem preocupando cada vez mais as pessoas: Como viver mais e melhor.

Lógico que era de se esperar esse tipo de matéria em janeiro. O começo do ano, aliado ao verão, faz com que aumente o interesse das pessoas pelo físico, pela qualidade de vida. Matérias sobre o poder benéfico (ou maléfico) do sol, o que significa envelhecer e outros temas relacionados sempre rondam as redações neste período.

Só que temos um novo fator: devido a ciência, as pessoas estão vivendo mais. A média brasileira já ultrapassou os 72 anos de idade, em 2007, ante os 54,6 em 1960. Melhor ainda se nasceu mulher no Rio Grande do Sul. Você tem uma expectativa de 79,2 anos. 

Na média, são 16 anos a mais para se viver. E como diz Saramago "...desejar viver eternamente, esse antigo sonho da espécie humana, significaria ser velho eternamente, velho cada vez mais velho, uma vez que não se pode parar o tempo." Daí a importância de se envelhecer melhor e com mais saúde.

Não perdendo de vista o tema principal do Blog, o marketing, essa mudança traz forte impacto no consumo mundial. Se por um lado as pessoas tem mais tempo de vida (e de consumo), por outro lado passam a consumir menos e mais conscientemente. Enquanto certos produtos crescem a olhos vistos - academias se proliferam, restaurantes mais "naturais" surgem em cada esquina - outros definham lentamente. O cigarro, por exemplo, poderá se tornar um símbolo do século XX no futuro, de uma indústria que floresceu e morreu, devido a mudança dos hábitos de consumo.

O impacto identificado pelas revistas Veja e Época veio para ficar. Nós, profissionais de marketing, não podemos nos furtar de analisar o impacto dessa tendência em nosso dia a dia. Pois é da percepção correta do futuro que podemos tomar nossas decisões no presente.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz 2009!

Não posso deixar de deixar aqui registrado meus votos de feliz ano novo. 2009 será um ano muito interessante. A crise americana terá seu verdadeiro teste com a posse do Obama. Isso fará com que o Brasil precise se posicionar frente ao mercado mundial. E, mesmo depois de seis anos de prosperidade, temos um histórico de crises que nos ajudará a controlar melhor a situação. Como disse o Lula: "enquanto o mundo discute a recessão, nós estamos avaliando se cresceremos 4%, 3,5% ou 2%". Realmente isso é uma vantagem.

Feliz ano novo. Vamos em frente que atrás vem gente!


Conferindo minhas previsões

No começo de outubro fiz previsões sobre o mercado automotivo. Basicamente falei que a Volks passaria a Fiat, pois em momento de crise os consumidores correm atrás de modelos recém-lançados. Falei que a GM iria fazer esforço para crescer no mercado brasileiro, buscando ajudar na briga contra a Toyota pela liderança mundial. E ainda que a Peugeot perderia espaço até ser alcançada pela sua meia irmã, a Citroën.

Pois bem, Volks passou a Fiat nos três meses finais do ano. Não no mercado geral, mas no de automóveis de passeio. O que ainda salva a Fiat são seus veículos comerciais. A briga em 2009 promete mais. E o segundo semestre deve reservar surpresas.

A GM botou dinheiro na rua, buscando turbinar as vendas. De nada adiantou. As notícias de que a matriz estaria para falir derrubaram as vendas no Brasil. Em três meses foram quase três porcento de vendas a menos. Uma número impossível de ser acreditado, não fosse verdade.

A Citroën fecha o ano virtualmente empatada com a Peugeot. Problemas para um braço da PSA. Festejos para o outro.

Renault fecha o ano brigando pelo quinto lugar contra a Honda. Os resultados ainda não sairam, mas a posição foi a mais disputada do ranking nacional. A conferir.

Semana que vem, faço minhas previsões para o novo ano. O mercado está em povorosa. Mas o consumidor continua fácil de entender.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Conhecer o consumidor é uma arte

Saber de onde vem os clientes é um dos fatores mais difíceis e ao mesmo tempo mais importantes para qualquer empresa que se preze. Normalmente, o comércio tem a informação, mas não necessariamente a compartilha com a indústria. E isso é um problema sem solução, pois informação é poder. O poder que um varejista pode ter sobre a indústria é exatamente conhecer mais a fundo as preferências de seus clientes e poder direcionar suas compras para essas preferências. Melhor exemplo disso é o mercado de supermercados, onde a força do Pão de Açucar, do Carrefour ou do Wal-Mart reside exatamente em saber, mais do que a Nestlé, a Unilever ou qualquer outro grande fabricante do mercado, quais produtos serão mais comprados pelo cliente final. Mas esse é um ponto para ser abordado em outro post. 

Aqui, vale comentar o esforço da Paramount em mapear, mesmo que estatisticamente, onde estão os seus consumidores. Ela lançou, junto com o DVD do filme Homem de Ferro, uma promoção chamada "Comprei Homem de Ferro / Aluguei Homem de Ferro", com premiação de mais de cinquenta mil reais.



As perguntas do cupom são básicas: endereço do consumidor e local de compra/aluguel. Mas pense comigo: quais são as informações reais que os executivos da Paramount têm em relação a onde estão os consumidores de seus produtos? No fundo, nenhuma. Somente uma sensação, um palpite. Se uma locadora compra uma grande quantidade de um filme, eles podem até saber a cidade onde mais se aluga aquele filme. Mas se estamos falando de grandes locadoras, com lojas por toda a cidade, ou em mais de uma cidade, como saber onde estão seus consumidores. E em termos de vendas, como saber quais cidades compram mais dvd's, se você vende grande quantidades a centrais de compras dos principais supermercados e lojas de departamentos? Um executivo que queira direcionar os esforços de divulgação para as cidades mais propensas a comprar terá somente dois endereços à sua disposição, São Paulo e Rio de Janeiro, onde ficam as centrais de compras de seus clientes. Aí reside a importância de levantar os dados.


Lógico que os varejistas podem passar os dados aos produtores. Só que isso é feito como um favor, não como uma necessidade de ambas as partes. Exceção à Wal-Mart, que cresceu por, entre outras coisas, divulgar e discutir os seus dados com seus fornecedores.

A Paramount pode não ter todas as informações que gostaria de ter fazendo essa promoção. Ela irá saber onde moram as pessoas que gostam de gibi ou de ficção, não quem gosta de drama, ou de comédia. Mas é um começo. E um pouco de informação é melhor do que nenhuma. Com certeza, seus esforços serão melhor direcionados após os resultados dessa promoção.

A propósito, o filme é ótimo...

sábado, 27 de dezembro de 2008

Rede Globo apoia o BRIC

Para quem não sabe, BRIC é um termo criado para reunir numa sigla o nome dos quatro países emergentes que têm mais chance de se despontar no século XXI: Brasil, Rússia, Índia e China. São os países considerados mais promissores em termo de crescimento e parece que a Rede Globo resolveu apostar neles todos de uma vez. 

Após o lançamento da novela Negócio da China, feito no meio do ano durante as Olimpíadas, chegou a vez da Índia, tema da próxima novela das oito (oito ou nove?, não sei). O nome é sugestivo, Caminho das Índias. Continuando nesse caminho, a próxima novela das seis, no lugar de Três Irmãs deverá ser a "Revolução Russa". É aguardar para ver...


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Clima Natalino I

Só para atiçar a curiosidade: Já notou como ninguém, hoje em dia, deseja mais feliz natal uns para os outros? 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Spacefox - Pretensão de publicitários

Publicitário é a classe mais pretensiosa que existe. Se médicos se sentem deuses, responsáveis pela vida e a morte, nós, os publicitários somos a nata da inteligência mundial. Só que a gente não cria para nós mesmos. Pelo menos não deveríamos. A gente cria para pessoas normais, que não têm tempo para analisar e ver publicidade com olhos de fanáticos. Chamou a atenção, fez sentido? Impactou. Passou longe desse efeito, o leitor vira a página ou muda o canal e nem se importa com a mensagem.

Acaba de ser colocado no ar mais um exemplo típico de nosso jeito pretensioso de ser. Ao lado de um dos melhores comerciais que já vi, a Volkswagen publicou um anúncio que é, no mínimo, bizarro. O comercial é o Cachorro-peixe Conta a estória de um cara que tem um bicho de estimação estranho, uma mistura de um cachorro e de um peixe. Fantástico. Faz um puta sentido, como diriam os paulistanos. Aí vem o anúncio de revista, que coloca um cara no teto do carro, com uma vara de pescar com um filé no anzol, tentando prender alguma coisa que está dentro do carro. Entendeu? O primeiro tem um bicho de estimação. O segundo está tentando pescar. Sacou a sutileza? Não? Nem eu! Pior é achar que o consumidor médio irá ligar uma coisa com a outra.

No mínimo, eu estou precisando me reciclar...

Da série anúncios iguais 3


Algumas categorias parecem não ter criatividade. Ou senão, alguém cria um padrão num certo momento da história, consegue um resultado de vendas surpreendente e depois todo mundo vem atrás copiando. No mundo dos relógios é assim. Com certeza, alguma marca suiça cresceu usando modelos. Pode ser até a  Breitling, que hoje usa o ator John Travolta. Pode ser...

Mas a realidade é que as campanhas estão cada vez mais parecidas: artistas de renome, em posição forçada, mostrando para o mundo que eles consomem marta tal. Aqui, dois exemplos, da Technos e da Orient. Existem mais. E nesta época de natal é fácil de trombar com elas em qualquer revista. Esses dois exemplos estão na Veja desta semana. Você lê a revista, vê os dois anúncios e, no final, já não sabe de qual marca era qual. O mais impressionante é que marcas com tão pouco dinheiro para investir caiam nessa armadilha de anunciarem umas as outras. 

Realmente, o mundo da propaganda tem seus mistérios...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

De mim para mim mesmo II

Postei que 11 dias se passaram e nada de novo aconteceu. Postei que não havia leituras do Blog, a não ser de mim mesmo. E, milagre dos milagres, fiquei impressionado com o resultado dessa postagem. 

Para quem estudou comunicação, existe uma teoria, a Teoria Matemática da Comunicação, que resume qualquer relação em quatro fatores: emissor (quem comunica), receptor (quem recebe a comunicação), mensagem (o que se comunica) e ruído (os fatores que atrapalham a perfeita comunicação). O maior problema dessa teoria é não considerar o feedback, como se a comunicação fosse uma via de mão única.

Nesses últimos 11 dias tive o maior tráfego medido pelo Feedjit, uma das ferramentas de medição da internet. E meu amigo Wilson Oura me postou um comentário dizendo que está, sim, acompanhando o blog. 

Obrigado ao Wilson e a todos os meus desconhecidos leitores. Vale, sempre, os comentários, para eu saber que tipo de assunto chama mais a atenção.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

De mim para mim mesmo

Passei onze dias sem postar. Entender o que acontece com o blog quando não posto. E o que aconteceu? Nada. Onze dias sem audiência. Ou seja, escrevo para eu mesmo ler. Amazing!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Youtube. O começo do futuro da TV

Chega, esta semana, mais uma novidade do Youtube. A Google, cada vez mais onipresente, acaba de anunciar que seu site de vídeos passará a apresentar gravações em formato widescreen. É mais um passo para a consolidação do formato de televisão do futuro.

Não sei você, mas meu tempo hoje já e maior na frente do computador do que na de um aparelho de TV. E mesmo quando quero assistir um filme ou algum programa, eu já procuro ver se ele existe disponível na web. O Youtube é minha primeira fonte de informação e o tempo que eu gasto pulando de um vídeo para outro em certos dias é imenso.

Garantir a qualidade  de streaming é o primeiro passo. Ter uma imensa biblioteca para todos os gostos e idades é o segundo. Dominar os diversos formatos é o terceiro. Agora é só começar a lotear a biblioteca por temas e interesses e está criada a YoutubeTV. Os vários grupos de comunicação já perceberam isso. A NBC já lançou seu site de vídeos, o Hulu.com, que infelizmente só funciona no mercado americano. Ali você já encontra seriados e programas daquele canal de TV, numa primeira experiência que, de acordo com as notícias, deverá concentrar outros grupos num mesmo endereço de internet.

No Brasil, a Globo.com já possui um acervo próprio muito interessante. Pena que ainda não se aventurou em divulgações maiores do que pequenos trechos da programação da Rede Globo. Justiça seja feita, deu um show de inovação ao transmitir o último debate dos candidatos de SP, RJ e BH via internet, na íntegra e ao vivo. Outra experiência interessante é a Terra TV, que possui programação diária, 24 horas. O mais interessante é que você tem oferta de filmes de longa metragem, séries americanas e programas especiais. E melhor: começando na hora que você quiser. Só não funciona com o Google Chrome. questão de tempo, creio.

É uma revolução. E como toda revolução fará vítimas. Existirão vencedores e perdedores. Nosso papel, como marquetólogos, é entender esse fenômeno e nos apropriarmos de seus recursos para as marcas e empresas que representamos. A única coisa que não se pode fazer é tapar o sol com a peneira.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Palio: Gatinho subiu no telhado? II

Comentei ontem sobre o Palio. Da tendência das vendas do modelo. Realmente, a fábrica precisará dar um gás se quiser que ele continue sendo o representante da marca versus o VW Gol. Faltou falar uma coisa: A Fiat já está reagindo. Colocou no ar uma promoção que irá sortear um Palio para todos os compradores da versão Fire. A campanha já está no ar e irá sortear 16 sortudos compradores até janeiro. Só não entendi o porquê dos compradores dos modelos top do Palio ficarem de fora. Pagam mais caro, compram um modelo mais atualizado e são relegados a segundo plano? Davem ter lá suas razões...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Palio: Gatinho subiu no telhado?


Neste mês de novembro, o Fiat Palio foi ultrapassado, em vendas, pelo Mille. Está perdendo, até o momento, sua posição de segundo lugar. Para um carro da mesma montadora, mas perdendo. Enquanto isso, o novo VW Gol, somado às vendas do modelo anterior que continua disponível, disparou no primeiro lugar. Se somadas as vendas de Palio e Mille, como sempre foi feito pela Fiat, a montadora continua líder no segmento de carro populares. Mas, ainda assim, acende-se um sinal amarelo.

O Palio é um modelo lançado em 1996. O Mille, em 1984. Portanto, um modelo 12 anos mais velho. O Palio passou recentemente por um face-lift, em 2007, quarto na sua vida. O Mille mudou mais profundamente somente em 2003. Colocando todos os itens na balança, é interessante ver que o modelo mais antigo consegue fechar à frente do seu irmão mais novo.

Não se dá para analisar profundamente sem maiores informações. Mas duas conclusões iniciais podem ser tomadas: No topo de consumo, o novo Gol roubou consumidores do Palio . Na base, O Mille é imbatível em preço para quem procura a rede de concessionários Fiat. Espremido no meio, o Palio precisa se reinventar, pois a fábrica italiana precisa muito desse modelo para manter sua liderança no mercado brasileiro.

É esperar para ver a reação. Aguarde...

sábado, 22 de novembro de 2008

Honda: Chegando devagarzinho, sem alertar os concorrentes



Eu fico impressionado com a capacidade dos japoneses de não fazer barulho. Num mercado agitado como o automotivo, é muito interessante observar e comparar o comportamento dos japoneses e coreanos. Inicialmente, ambos passaram pelos mesmos preconceitos, seja nos Estados Unidos, na Europa, ou no Brasil. A primeira impressão que eles passam é de baixa qualidade e todo o mercado é pródigo em atacá-los como produtos de segunda linha.

Lógico que os japoneses sofreram muito quando entraram nos Eua. Já no Brasil foi tudo mais rápido e fácil. Quem tem sofrido por aqui são as coreanas, mas a história dos japoneses facilita a mudança de imagem mais rapidamente.

Mas o que realmente me impressiona é que, enquanto os coreanos, seja a Hyundai, seja a Kia, fazem um barulho enorme, alardeando seus modelos em páginas e páginas de publicidade, os japoneses vêm fazendo um trabalho silencioso a favor do crescimento de mercado. Hoje, seus produtos feitos no Brasil estão alinhados com suas fábricas no Japão e Estados Unidos, o que os torna os únicos nacionais 100% alinhados. E que coloca em cheque a informação sempre dada pelas concorrentes de que o mercado brasileiro não tem escala suficiente para que as atualizações sigam o ritmo das matrizes.

Agora a Honda lança o novo Fit. É o mesmo Fit japonês ou Jazz europeu, recém-lançados. E que irá manter o modelo na liderança no Brasil. Junto com o Civic, a montadora renovou todo seu parque produtivo nos últimos dois anos. E tal qual o modelo sedan, devemos ver uma corrida dos consumidores às concessionárias, gerando fila e ágio na novidade.

Não é preciso dizer que deve vir reação da Fiat, com o Idea. A GM já agiu, dotando o Meriva 2008 de motor 1.4. Mas se não houver uma mudança de comportamento das quatro grandes, iremos ver as japonesas tomando espaços preciosos numa velocidade que só tende a aumentar. Só o tempo poderá nos mostrar quem tem razão.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Sou brasileiro. Não desisto nunca XXV

www.youtube.com/watch?v=RsZTbIjLHNAVeja aqui a nova mania internacional: anúncios de revista e jornal com imagens 3D no celular. Será que era isso que a Samsung queria?

Sou brasileiro, não desisto nunca III

 Continuo minha saga para ver o que o anúncio da Samsung nos mostrará. Hoje consegui entrar no hotmail prometido para segunda. Problemas do meu computador, do meu provedor? Pode ser. Mas que se não fosse publicitário já teria desistido, isso com certeza. Aí vem mais um percalço: Para conhecer a novidade preciso atualizar o Flash da minha máquina. E olha que meu computador tem três meses de vida, um HP Dual-core com tudo de mais moderno que possa existir, menos o Flash...

Instalado o Flash, abrese-se uma janela onde conhecerei o "Omnia de um jeito diferente", como diz o site. Posicionei o símbolo impresso no anúncio do jeito indicado e... vi o símbolo na janela do site. Só isso.

Juro que não entendi...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Jornal Placar

A Editora Abril está trazendo uma surpresa aos meios de comunicação, de uma forma bem silenciosa. Lançou na última semana o jornal diário Placar. Mistura de Lance! com Destak ou Metro, o jornal surgiu trazendo duas novidades para o meio esportivo: primeiro, um concorrente de peso para título esportivo que reina no Brasil relativamente sozinho há mais de dez anos. Segundo, o uso do conceito de jornal gratuito, só que especializado.

A Abril não é um grupo de comunicação qualquer. Mas jornal é um bicho completamente diferente, pois além de tudo é diário e custa caro. Ver esse novo veículo de comunicação me deixa duplamente interessado: primeiro, presta uma sutil homenagem a um título que começou devagar e vem se firmando lentamente, o Lance!. Segundo, porque demonstra um súbito reforço da mídia, num momento de crise. 

Aliás, surpreendente mesmo é que eles tenham lançado, também, dois novos títulos mensais: Runners e WomenHealth. Não é atôa que eles são líderes de mercado.

Sou brasileiro, não desisto nunca!

Fui direto, hoje, testar a surpresa tecnológica do celular Samsung Omnia. Surpresa! O site está fora do ar. Ontem falava: breve! Hoje, nem isso. Como dizem, sou brasileiro, não desisto nunca. Amanhã estou de volta!

domingo, 16 de novembro de 2008

Timing



Uma das coisas importantes em publicidade é o timing das coisas. Por timing quero dizer fazer com que a atenção do prospect case com as informações a serem dadas a ele. De nada adianta você investir em publicidade para gerar um tipo de reação do público se você não está preparado.



Neste final de semana, a Samsung perdeu o timing. Num anúncio publicado na revista Época, ela divulga seu mais novo smartphone, o Omnia, uma espécie de iPhone. O que era para ser um show  de tecnologia, com o leitor sendo convidado a interagir o anúncio com a webcam, gerando uma nova percepção de interatividade, não passou de uma ação frustrante. A revista sai no sábado, a interação só começa na segunda, dia 17.

Não tenho dúvidas de que estava tudo pronto para entrar no ar, já com o anúncio entregue na editora, quando algum problema obrigou à mudança dos planos. Mas não adianta. O leitor que se postar frente à sua web cam, abrir a página da Samsung e se deparar com esse aviso de "Em breve. A partir do dia 17", com certeza não retorna. Amanhã ele terá outras coisas na cabeça para pensar e a ação só voltará a obter resultados a partir de novas veiculações. 

sábado, 15 de novembro de 2008

Tiro pela culatra


Não consigo imaginar porque tantas empresas fazem ações que se revertem em verdadeiros tiros pela culatra. A sensação que tenho é que muitas decisões são tomadas no embalo da hora, sem a avaliação de todas as consequências possíveis. Não vou dar, agora, nenhum exemplo de empresa grande, onde o problema é sempre amplificado. Mas me chamou atenção um e-mail simples que a Verelux enviou a seus clientes e o resultado dele.

A Verelux é uma empresa de envidraçamento de sacadas. Ou seja, solução em vidro super segmentada. Eles implementaram um novo site e mandaram um e-mail comunicando isso a todos os clientes cadastrados com endereços eletrônicos. Nada mais inocente do que isso.

Acesse ao nosso novo site, mais versátil , rápido e de fácil

entendimento sobre os nossos produtos.

Verelux cada vez mais inovando e aprimorando para melhor

atende-lo.

O que ocorreu? Uma enxurrada de e-mails copiados a todos os clientes reclamando do serviço prestado pela empresa. Não um, nem dois, mas mais de dez dos clientes se sentiram impelidos a enviar uma resposta, aproveitando a abertura dada para tornar pública a sua insatisfação. E-mails como:  

Como cliente da Verelux ao mesmo tempo que parabenizo-os pela iniciativa e implantação do novos site; sinto-me obrigado a comentar que existem vários aspectos em sua empresa que precisam ser FORTEMENTE MELHORADOS no que tange a qualidade de produtos bem como gestão e atendimento a clientes.

Ou 

Aproveito o ensejo para corroborar a opinião destes clientes, pois o mesmo aconteceu comigo, ou seja, atrasos totalmente injustificados.

Além disso, gostaria de perguntar que produto podemos usar para tirar a sujeira de silicone que deixaram no piso da minha varanda. Há diversas manchas pretas de silicone com sujeira que não saem de jeito algum.

Alguém pode me ajudar?

Cabe um comentário final. No mínimo, todos os clientes poderiam ter sido copiados em cópia oculta. Evitaria que o problema de cada um fosse conhecido por todos. Segundo, faltou conhecer a verdadeira opinião dos clientes. Uma ação que poderia parecer uma divulgação de marketing passou a parecer um insulto. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Peugeot 207 Passion. Lançado ou arremessado?

Estreou o comercial de lançamento do novo modelo da linha 207 da Peugeot. O sedan Passion. Mas estrear não é a palavra correta. O certo é arremessar. Porque além de não apresentar bem o carro, ainda aproveita o espaço do comercial para fazer varejo. O que dizem? O Peugeot 207 Passion chegou. E para comemorar, a Peugeot vende com taxa de 0,79% toda linha 307 e 407. O que? Um é lançado e os outros dois é que têm oferta? Tem alguém meio doido na PSA...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Azul vem aí

Agência Estado divulga hoje que em 15 dias a Azul começa a vender suas passagens. 2009 irá se iniciar com alguma novidade no ar. portalexame.abril.com.br/ae/economia/azul-quer-iniciar-venda-passagens-duas-semanas-178539.shtml

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A velocidade da vida moderna


Eu vivo comentando sobre a aceleração das decisões na vida atual. E não é que encontrei alguém com a mesma preocpação? Lendo a Superinteressante especial "122 livros para entender o mundo" descobri o livro do James Gleick, de 2000! Já naquela época ele escreveu "Acelerado - a velocidade da vida moderna", onde discute exatamente o quão mais rápida a sociedade está hoje em dia. Vou ler. E comento aqui futuramente. Enquanto isso, segue uma degustação: super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_373119.shtml

domingo, 9 de novembro de 2008

sábado, 8 de novembro de 2008

2008: Ano da diversidade

2008 ficará marcado como o ano da diversidade racial. Num mesmo mês, novembro, nós vimos a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, e o aparecimento do primeiro campeão de fórmula um, Lewis Hamilton. 

A demora nesses dois fatos nos mostra uma coisa: Como o preconceito é uma coisa que demora a ser vencido. Do trabalho escravo até 2008 foram mais de cem anos de sofrimento e humilhação. Isso me faz pensar que o preconceito contra os árabes que alguns povos nutrem ainda tem um longo caminho antes de esmorecer. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Adeus e-mails, olá velocidade

Em setembro falei de como as crianças estão matando o e-mail. O Estadão publicou uma matéria demonstrando que as crianças estão abandonando o e-mail em troca das redes de relacionamento e os instant messengers. Elas deixam de se comunicar ao estilo analógico - primeiro eu falo e você escuta, depois você fala e eu escuto - e passam a se comunicar digital - eu falo e escuto você e todos os outros, tudo ao mesmo tempo.

Ainda levantei a questão do fim do copyright. A facilidade e rapidez com que se divulga e troca-se arquivos, seja de música, seja de filmes, criando uma barreira enorme contra os proprietários de copyrights que desejam, ou tentam, manter o controle daquilo que eles não entendem.

Somado a esses dois fonômenos, falei da aceleração da velocidade da vida, resultado da internet.

Se eu somo esses três fatores, o que nós temos? A maior disrrupção de que já pudemos ouvir falar. Vamos ter gerações convivendo mas se entendendo em velocidades e formatos completamente diversos. O que é válido para mim não é válido para meu fiho. E o que vale para ele não é válido para os filhos dele. Não em termo de costumes ou cultura. Mas em termos de absorção da vida.

Parece-me que um fenômeno ocorrido quando da invenção da TV tende a se repetir novamente, só que em escala muito mais ampla. No começo do século XX, após o aparecimento da caixa de imagens, os primeiros profissionais a tentarem criar uma linguagem televisiva vieram todos da indústria do rádio. Habituados com o processo de somente transmitirem sons, eles criaram as primeiras atrações que não eram nada mais do que programas radiofônicos com imagem. Precisou aparecer a segunda e terceira gerações de profissionais televisivos para que a programação pudesse evoluir para apresentar os recursos que a tv conseguiu desenvolver até a realidade de hoje.

Esse fonômeno se resumiu aos profissionais envolvidos com a TV. Agora temos um acontecimento universal. Todos estão envolvidos, de alguma forma, com as mudanças que a digitalização da vida vem implementando. Não tem como escapar. A internet, a informática, tornam-se o verdadeiro Big Brother de George Orwell. 

Como profissional de marketing não posso deixar de pensar nisso todos os dias. Se ainda hoje os meios off-line são a referência diária da população, os meios on-line crescem cada vez mais a olhos vistos. Não dá para se prever quando ocorrerá a grande virada. Mas quem não estiver de olho certamente perderá o bonde da história.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O acelerar da vida

Algumas coisas mudam a forma de viver e a gente não repara nelas, pois estamos imersos na cultura e na época em que vivemos. Sempre me espanto quando vejo o que alterou realmente a vida das pessoas durante os séculos e que nos trouxe ao momento atual.Dois são os inventos que tornaram a vida diferente, em termos de tempo.

O primeiro é o relógio. O homem tenta marcar o tempo desde a antiguidade. Nada mais do que esta razão para a criação de inventos como o relógio do sol. Que tinha dois inconvenientes: não ser transportável e não marcar o tempo em tempo nublado. Com certeza, muitas romanas romperam seus namoros porque os namorados chegaram atrasados nos encontros. E não adiantava dar a desculpa de sempre "Desculpa amor, meu relógio do sol parou e não vi as horas". Marcar as horas revoluciona a relação humana na medida em que as relações de trabalho param de ser analisadas na base da produção de unidades e passa a ser na base de horas trabalhadas.

Mas se marcar as horas passa a permitir novas métricas de vida, a luz elétrica liberta o homem de viver durante o dia e dormir ao escurecer. A limitação física de horários a que a maioria da humanidade se obrigava, devido a falta de iluminação após certa hora do dia, vai lentamente sendo posta de lado após a invenção da luz elétrica. Por mais que houvesse lampiões e velas, o custo e a logística de vida naqueles momentos impediam um estilo de vida como o atual, quando é possível uma vida 24 horas e em que a maioria das pessoas não diminui o ritmo com o poente do sol.

Dividida a vida em horas e estendida a quantidade de horas possíveis de se viver, entramos em mais uma revolução. Agora, aceleramos a nossa vida. O que nossos ancestrais faziam em 24 horas, tendemos a fazer em menos horas e estamos aumentado a velocidade sem perceber. Causador disso tudo? A internet. As ferramentas e a falta de fronteiras vem transformando a forma como encaramos não só a própria internet, mas também todas nossas relações. Não existe mais a necessidade de se buscar informações em bibliotecas, livros, ou mesmo junto a outras pessoas. Agora o Google resolve todas as nossas dúvidas. O ritmo de novidades impregna a nossa impaciência com o que é repetitivo. Estamos cada vez mais ansiosos por uma vida mais cheia de aventuras e mudanças.

Isso é bom ou ruim. Não sei, mas me parece bom. No mínimo diferente. Mas isso é só uma introdução a um assunto que tende a ser muito mais profundo. Voltaremos ao assunto.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Salão do Automóvel 2008

Passei quatro boas horas no Salão do Automóvel 2008. Tenho certeza que só os fanáticos como eu se prestam a uma tortura tão grande. Os fanáticos e as pessoas que buscam a feira como um parque de diversões.

Primeiramente, é impossível chegar ao Anhembi sem se aborrecer. O trânsito nas imediações fica intransitável. Até aí, tudo bem, pois você quer chegar logo. Só que não existem vagas suficientes para todo mundo. O que gera um engarrafamento monstro na entrada do pavilhão.

Lá dentro, torça para que o dia esteja agradável. Quem já visitou espaços para feiras fora do Brasil sabe o que é um ambiente refrigerado. Aqui, outros pequenos, como o Imigrantes, tem ambiente acondicionado. Não é o caso daquele elefante branco mais conhecido como Anhembi.

Aí, nos estandes, um paradoxo: Os carros interessantes, diferentes, são impossíveis de serem vistos, tamanha a quantidade de pessoas em volta deles. Sobra à disposição carros que a gente conhece do dia a dia e que não são, em si, motivo da visitação. Resta ter paciência para brigar por espaço frente às novidades, distribuindo leves cotoveladas.

Um fenômeno fica cada vez mais claro no Salão. As boas e velhas câmeras são um artigo em extinção. O celular com foto está tomando seu lugar a olhos vistos. Na frente das máquinas mais admiradas, tais como a Ferrari, é impressionante como fica óbvio que a guerra já está sendo ganha pelos celulares. Não importa se a qualidade ainda não é boa. Fala mais forte a praticidade de não se carregar dois aparelhos.

Com relação aos estandes em si, nenhuma grande surpresa. As quatro grandes têm os estandes mais freqüentados. Chama a atenção o estande da Honda, pela capacidade de atração. Essa marca tende a crescer, se visitas no salão significarem preferência. Não é o que acontece hoje no mercado, com a Renault em quinto lugar. Essa relação entre visitas/vendas é tão improvável que entre as quatro grandes a líder Fiat tem menos movimento do que a Chevrolet e a Volks.

Ao final, você que vai ao Salão, prepare-se para mais um aborrecimento, caso esteja de táxi. Eles estão em falta, pois não conseguem chegar aos seus pontos, devido aos engarrafamentos. Facilite sua vida. Vá de Metrô até a estação Tietê, pois de lá sai um ônibus gratuito para o evento. Talvez assim você curta melhor esse programa de índio.

Veja por si próprio
fiat.terra.com.br/aovivo.php
www.vw.com.br/salaodoautomovel/
www.chevrolet.com.br/content_data/LAAM/BR/pt/GBPBR/001/html/chevy_portal/frame/salao.html?pid=319
www.ford.com.br/sal_home.asp

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Crise? Que crise?

Nem bem as rotativas da Istoé Dinheiro pararam e lançaram a sua última edição no mercado falando que a crise havia chegado nas fusões, o Itaú e o Unibanco surpreenderam o mercado anunciando a criação do maior banco da América Latina. Qual será o resultado efetivo dessa fusão não dá para saber agora. Se teremos um novo player feito para você ou que nem parece banco é uma resposta que o futuro nos reserva.

Se considerarmos a última grande incursão do Itaú, quando comprou o BankBoston, 2009 será o derradeiro ano do Unibanco. Será tempo de ver a discussão do Cade aprovar a fusão e iniciar-se o cancelamento daquele que era o terceiro maior banco privado do Brasil.

Os discursos iniciais são os de sempre: As marcas continuarão, não serão fechadas agências, ninguém será demitido. Resta agora aguardar o desenrolar dos fatos. Maior dúvida é qual será a reação do Bradesco. Por tantos anos o número um brasileiro, podemos aguardar que a briga só está começando.

É aguardar e ver.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Relógio de pulso - Prá que serve?


O mercado não perdoa. Sempre que algo melhor e mais prático aparece, o passado é apagado. Não tem nem 30 anos, a máquina de fac-símile era lançada e começava a revolucionar a forma de se enviar documentos de um local para outro. Para quem não sabe, a invenção é japonesa, pois diferentemente do alfabeto ocidental, não existia forma de se enviar mensagens por telex considerando-se os ideogramas japoneses. Assim, ter uma máquina que transmitisse o documento como ele houvesse sido escrito originalmente era uma necessidade daquele país oriental. E foi recebido com braços abertos pelo ocidente. Veio o computador, a internet e bye-bye fax.

Agora é a vez do relógio de pulso. O mercado vem se transformando a olhos vistos desde a invenção do relógio de quartzo. Por que? Porque ficou barato fazer relógios. Primeira transformação foi a multiplicação de aparelhos de parede. Segunda revolução no mercado foi a proliferação de novos relógios em locais antes não imaginados. Hoje ele está no painel do carro, no visor do rádio, no DVD, na tela da televisão e, mais insidioso, no canto das telas dos computadores. Tiro de misericórdia foi a sua presença no celular. Se as pessoas têm que carregar um celular, para quê gastar dinheiro num relógio de pulso que só faz marcar horas?
Mas o mercado relojoeiro é adaptável. E vem transformando a peça de uma necessidade a um objeto de arte e de moda. Não é mais a dependência de saber que horas são que leva uma pessoa a investir tempo e dinheiro. Mas o desejo de compor um visual, onde o relógio passa a ser um adorno. De um único relógio, as pessoas passam a ter coleções de relógios para cada um dos momentos de suas vidas.
Vou voltar ao assunto, pois o mercado é enorme. Mas não me espanto se a próxima mudança radical for o desaparecimento dos modelos analógicos. Pare e pense: Se o computador e celular mostram as horas de forma digital, quantas gerações serão necessárias para que o uso dos ponteiros passem a ser uma coisa do passado?

E você? Que opinião tem sobre esse mercado?
 
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