segunda-feira, 27 de julho de 2009

Como valorizar um bife

Em tempos de gripe suína, gripe aviária e vacas loucas, passa a ser importante a garantia de procedência das carnes a serem consumidas. O Brasil, que hoje é o maior exportador de carne bovina mundial, passou por um susto em 2005, quando foram dectados focos de febre aftosa em certas regiões brasileiras. E naquele ano foi criada a Safe Trace, uma empresa especializada em rastreabilidade, realidade antiga em outros países, mas relativamente nova no Brasil.

Vaca no pasto Para quem não se lembra, a carne bovina brasileira sofreu um forte boicote em 2008 exatamente pela sua falta de rastreabilidade. E uma denúncia do Greenpeace a respeito de desmatamento da Amazônia para a criação de pastos foi mais um motivo para vermos os importadores virando a cara para a produção brasileira.

O que ocorre de diferente na rastreabilidade da Safe Trace é todo o processo ser feito eletronicamente, sendo possível, na internet, digitar o código da carne comprada e saber desde a procedência, garantida pelo DNA, todas as vacinas tomadas durante a vida da vaca da qual a carne se originou, até o dia e local no qual ela foi abatida. O mercado europeu, que valoriza bastante esse tipo de serviço, chega a pagar 10% a mais por carnes rastreáveis.

Nosso país já conta com o maior frigorífico do mundo, o JBS-Friboi. E devemos ver o surgimento da Ambev dos frigoríficos, com a possível fusão dos grupos Bertin e Marfrig. Se realmente o Brasil quer continuar usando a coroa da liderança em comercialização de carnes, não tem escapatória: ou os frigoríficos se modernizam, ou se modernizam.

Realidade Aumentada ganha espaço nas relações

Que troca de cartões que nada! O futuro é digital e simples. Das diversas ferramentas de Realidade Aumentada que estão sendo criadas, esta é, sem sombra de dúvidas, uma das mais interessantes para o mundo dos negócios. Você usa seu celular e, apontando a câmera para você, decide que informação vai querer disponibilizar para as pessoas.

Imagine só: vai fazer uma apresentação? Seleciona o seu cartão de visita, seu perfil no LinkedIn e o Slideshare da apresentação. As pessoas que apontarem seus celulares para você irão ver essas mesmas informações e salvá-las, caso queiram.

Chegou a hora de ir para a balada? Mude os aplicativos. Selecione os seus perfis no Facebook, no Twitter, no Orkut e deixe acessível seu perfil pessoal.

É mais uma das várias aplicações que estão surgindo. Dessa vez, da TAT – The Astonishing Tribe, uma desenvolvedora sueca. 

A vida vai ficar cada vez mais fácil. E mais rápida.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Realidade Aumentada ganha espaço no ponto de vendas digital

O meu amigo Wilson Oura me envia uma dica de uso de realidade aumentada muito interessante, um post do blog UpdateorDie! que mostra um uso dessa técnica para a preparação de portifólios de criativos. Ele é redator e, você sabe como é, esse é um tipo de uso que causa frisson entre publicitários como nós dois.

Só que mexendo no link, encontrei um outro uso que, para mim, mostra o futuro do comércio eletrônico. É uma espécie de provador digital. Nada como experimentar uma roupa para aumentar a possibilidade de compra. E essa ferramenta, da Zugara, agência interativa californiana, ajuda ao consumidor a ter essa sensação, mesmo através da internet.

Vale a pena ver e pensar nos desdobramentos que ainda vem por ai.

terça-feira, 21 de julho de 2009

No creo en coincidencia, pero que las hay, las hay

 

Para quem não leu, não comprou ou não viu nas bancas as revistas Veja e Época desta semana, vale a pena dar uma corrida de olhos nas suas capas.

Os assuntos não são idênticos, poderia falar serem complementares. Ambas revistas tratam de adoção. A Veja do mercado de adoção de animais de estimação, que vem crescendo assustadoramente e já faz do Brasil o país com o segundo maior número de animais domésticos do mundo.

Veja 2122

Época escreve sobre a adoção de crianças e os problemas gerados, seja no dia a dia, seja nos processos jurídicos. Aborda ainda a devolução de adotados, após alguns anos de convívio, por problemas de relacionamento.

Epoca 583

Não tenho interesse em fazer uma análise comparativa dos temas, seus interrelacionamentos ou complementariedade. O que realmente me chamou a atenção é a coincidência dos layouts das capas. Fora a tarja negra no topo, a capa da Época poderia ser considerada a contracapa da Veja, já que apresenta, de costas, um animal de estimação (deve ser um urso, mas poderia ser o cão de Veja). E aí, não existiria um título mais adequado do que o Lado B da adoção.

Melhor dizendo, a maior coincidência é exatamente a Época ser hoje o Lado B da Veja, a revista que ocupa o segundo lugar no mercado de semanais e com quem luta, número a número, pela adoção pelo leitor.

Vindo de duas redações independentes, é muita coincidência.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

iPhone: Não se perca na hora de pegar o metrô

É. A realidade não será mais como acostumava ser. Os aplicativos para os smartphones, puxados pelo iPhone, ficam cada vez mais interessantes. Isso sem falar que mais funcionais. A Acrossair lançou um que aproveita o GPS, a câmera e o sensor de movimento do celular da Apple para mostrar o caminho para estações de metrô quando o aparelho é apontado para o chão e placas indicando a distância e endereço, quando apontado para a frente.

Isso, por si próprio já seria muito legal. Mas legal, legal mesmo é que eles estão mapeando diversas cidades do mundo usando os próprios donos de iPhone para corrigirem distâncias, caminhos e nomes de estações de metrô. Os Beta Testers da Acrossair são a melhor prova de que o futuro se torna cada vez mais colaborativo. Já pensou o quanto eles não economizam ao colocar o próprio consumidor para fazer o trabalho?

Sulamérica Trânsito: Como não sair da cabeça dos motoristas

Desde o começo de 2007, São Paulo ganhou uma rádio dedicada a transmitir para os motoristas as condições de trânsito ao vivo, de modo que possam evitar engarrafamentos e encontrar jeitos mais rápidos de se deslocar entre os vários compromissos. Numa cidade que habitualmente ultrapassa os 200 quilômetros de trânsito lento, uma nova forma de se referir aos engarrafamentos, isso é uma mão na roda.

Sulamérica Trânsito

Operada pelo Grupo Bandeirantes e patrocinada pela seguradora que lhe dá o nome, a Sulamérica Trânsito é claramente uma aposta do marketing em tornar-se uma parceira dos motoristas no dia a dia e, com isso, ser a top of mind no momento de se fazer ou renovar seguros de veículos. Porto Seguro e Sulamérica, respectivamente primeira e segunda colocadas no mercado brasileiro, brigam no mercado paulistano pela liderança. A rádio é uma estratégia bem diferente da da Porto Seguro, que tem apostado mais no serviço dirigido ao automóvel.

Mesmo não sendo uma novidade no mundo, já que outras grandes cidades também possuem suas versões de rádios dedicadas ao trânsito, é uma forma inteligente de posicionar a marca. Mas principalmente inovadora, ao ser patrocinada e assumir o nome da seguradora. Podemos ver no médio prazo virar sinônimo de trânsito fácil.

Enquanto isso não acontece, convido você a clicar nos links abaixo e ouvir a Sulamérica Trânsito e suas primas distantes, a 1010 Wins, de New York, que mistura trânsito e notícias, e a Traffic Radio, de Londres, uma de várias rádios que cobrem toda a Inglaterra comentando somente as condições de trânsito. É uma verdadeira aula de marketing.

Sulamérica Trânsito 1010 Wins Traffic Radio

terça-feira, 14 de julho de 2009

Cartão de crédito: pagar anuidade faz parte do passado

Não é teoria, é fato: o cartão de crédito caiu nas graças do brasileiro e vem substituindo o cheque como a forma de pagamento preferido. Junto com o cartão de débito, aquele que transfere diretamente o dinheiro da sua conta para o estabelecimento, eles foram o meio de pagamento mais utilizado no Brasil nos últimos dois anos.

Foram mais de quatro milhões de transações em 2008, das quais 2,2 milhões de crédito, versus 1,39 milhão de cheques emitidos. A única disparidade ainda existente a favor do cheque é a quantia financeira total, no qual o pagamento em papel ainda é imbatível. Um trilhão de reais em cheques contra 322 milhões em pagamentos digitais. É a diferença entre ter a liberdade de gerar seu próprio limite, já que no cheque você escreve o valor que quiser, e um equipamento eletrônico determinar o máximo disponível no momento da compra. Para se ter uma idéia, em 2008 o valor médio de cada cheque emitido foi de 835 reais, contra 86 reais nas transações de cartão de crédito.

Conscientes desse crescimento, as emissoras de cartões agora entram numa nova fase de disputa por clientes. Uma realidade antiga nos Estados Unidos começa a se fazer presente no Brasil, a oferta de cartões de crédito sem pagamento de anuidade.

Tenho recebido frequentemente a oferta do cartão Submarino Mastercard com anuidade grátis. Podemos considerar que existe aí uma pré-seleção de candidatos, pois além de não ser ofertado na página, mas somente por e-mail, eles só trabalham com pessoas que já compraram pela internet. O mesmo não se pode afirmar do lançamento do cartão do Riocard, o cartão para pagamento de passagens de ônibus no Rio de Janeiro. A empresa, junto com a Fininvest, passou a ofertar um cartão de crédito, também com anuidade grátis, aos proprietários do cartão de vale transporte Riocard. O interessante é que a expectativa da empresa é emitir 500 mil cartões entre os 2,5 milhões de trabalhadores cadastrados por eles.

RioCard

Se antes a liberalidade das anuidades era feita na surdina, nas centrais de relacionamento, quando o cliente pedia o cancelamento do cartão, agora as operadoras passam a criar produtos específicos em que esse é um dos diferenciais. Como já ocorreu nos Estados Unidos, podemos prever que em pouco tempo a anuidade será coisa do passado.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Red Bull te dá asas

No último final de semana, a equipe RBR de Fórmula Um conquistou a terceira dobradinha do ano, com seus pilotos Mark Webber e Sebastian Vettel chegando à frente das multimilionárias equipes Ferrari e Maclaren. Apesar de ser uma equipe relativamente nova, pois foi criada em 2004, ela divide as atenções deste ano com a mais novata ainda Brawn GP. E é resultado do mais incrível planejamento de marca que tenho conhecimento.

RBR 2009

A RBR, ou Red Bull Racing, vem a ser, junto com a STR, a incursão da Red Bull no mundo da Fórmula Um. Produto criado em 1984 e lançado em 1987 pelo austríaco Dietrich Mateschitz, Red Bull tornou-se instantaneamente um fenômeno mundial de vendas, mesmo sem se utilizar da publicidade como seu principal instrumento de divulgação.

No lugar disso, ele decidiu partir para patrocínios e promoções que reforçassem o caráter de energético da bebida. Sempre que a adrenalina aparece no radar, é quase certo que a Red Bull será um dos patrocinadores.

Red Bull Air RaceO mais interessante é que as duas equipes da Fórmula Um surgiram da compra de antigas equipes que não passavam de coadjuvantes nos finais de semana de corrida. Mesmo assim, já valeria a pena, pois além da ligação da emoção com o produto, as provas tem duração média de uma hora e meia e transmissão mundial.

Lógico que com o tempo, a Red Bull partiu para criar uma linha publicitária. Que como tudo que faz, tem caráter mundial e um slogan também internacional: Red Bull te dá asas. Curiosamente, o exemplo abaixo inverte a equação quando diz: Sem Red Bull, sem asas. Vale a pena assistir.

Red Bull é um dos melhores cases de construção de marca. É difícil ver um movimento que não reflita a identidade que eles pretendem criar. E graças a seus pilotos, uma imagem cada vez mais forte.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Virgin America, Air New Zealand e segurança

Tendo postado sobre a brilhante campanha da Air New Zealand, fiquei curioso para saber como a mais cool das companhias aéreas, a Virgin América, faria seu vídeo de instruções de segurança.

Para quem não se lembra, a Virgin é o grupo de empresas do multimilionário Richard Branson. Aquele que começou com uma gravadora, já patrocinou o giro ao mundo em balões, patrocina atualmente a equipe Brawn do Rubinho Barichello e está planejando em ser o primeiro a operar uma empresa de voos suborbitais. Uma coisa sempre ligou suas empresas, independente da área de atuação: Sempre foram as mais cool do setor.

O resultado surpreende. O vídeo mostra um toureiro colocando o cinto de segurança ao lado do touro, que mostra cara de enfado. Um cara com cabeça de peixe e ou tro com cara de roqueiro. E uma freira que usa computador, celular, todos os itens eletrônicos possíveis. Tudo isso num tom de sarcasmo incrível. Afinal, como o próprio vídeo diz, ele é feito para os 0,0001% dos que nunca voaram anteriormente.

O resultado é bom. Mas o Nada a esconder é melhor.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Air New Zealand: Nada a esconder

Certas campanhas surpreendem pela simplicidade e força da mensagem. a Air New Zealand, de Nova Zelândia, colocou no ar recentemente uma nova linha de comunicação com seus funcionários pelados e com os corpos totalmente pintados. Sendo uma companhia de low fare, a mensagem é clara: nós não temos nada a esconder de você, consumidor. Não morando lá, não dá para saber se isso é referência a alguma concorrente, que possui também preços baixos, mas que cobre valores não anunciados no momento da emissão do bilhete, apesar disso já ter sido motivo de campanhas anteriores.

Independente do motivo, é uma campanha empolgante. E que não fica somente na TV, mas invade também o site de internet e, principalmente, o filme sobre os procedimentos de segurança.

Sem sombra de dúvidas, uma grande campanha.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Archer, os Tellaritas e o atendimento ao consumidor

Este final de semana estava assistindo Jornada nas Estrelas – Enterprise. Para quem não sabe, sou viciado em ficção científica. E sempre me impressiono com o quanto é fácil analisar o dia a dia através desse tipo de ficção. Pois bem, estava assistindo Enterprise e um fato muito interessante me chamou a atenção. 

Capitão Archer  e Hoshi - EnterpriseO capitão Jonathan Archer começa o episódio Babel Ano Um brigando com sua oficial de comunicação, Hoshi Sato. Logo ele, que sempre foi o exemplo de como um líder deve ser e agir. Ele que nunca levanta a voz para seus subordinados. Pois os dois estão numa disputa verbal, onde não cabe espaço para a gentileza até que, num ato extremo de rudeza, o capitão resolve que o melhor lugar para a sua subalterna ficar é à deriva no espaço, esperando que outra nave a resgate.

Surpresa das surpresas, Hoshi começa a rir e diz que Archer está se saindo muito bem. Na verdade, os dois estão treinando para receber o embaixador tellarita. E Hoshi explica: Eles reclamam de tudo, mesmo quando não tem do que reclamar. E se a resposta não for a altura, eles vão se sentir ofendidos.

Capitão Archer e os Tellaritas - Enterprise

Isso me fez pensar: Quantas vezes a gente não ouve falar trate seu cliente como você gostaria de ser tratado? É considerada uma regra de ouro no comércio, mas pode ser que seja realmente ouro de tolo.

Provavelmente essa regra vem da educação católica que nossa cultura possui. Ouvimos desde a infância essa mesma afirmação, que tem origem na Bíblia. Talvez ela tenha razão, quando falamos das relações diárias. Mas quando estamos falando de relações comerciais, não podemos deixar de pensar que nem todos querem ser tratados da mesma forma.

A gente até já se acostumou com a idéia da customização, a personalização do produto de acordo com o gosto do cliente. Mas quantos de nós pensam que a segmentação e personalização devem chegar ao jeito de atender? Quer atendimento menos personalizado do que o telemarketing? A atendente sempre conversa com a gente como se fóssemos debilóides. Somos todos nivelados por baixo. Se formos aplicar a regra de ouro citada chegaremos a conclusão de que todas as atendentes são retardadas, razão pela qual nos tratam de forma tão estranha.

Interessantemente, os profissionais de comércio exterior já estão acostumados a buscar entender e tratar seus clientes internacionais do jeito como eles querem ser tratados. Eles já descobriram que a melhor forma de aumentar a chance de fechar um negócio é entender a forma de pensar e agir do cliente. E funcionar da mesma forma. Fica muito fácil entender isso quando estamos pensando numa relação Brasil-Coréia do Sul, já que os coreanos são negociadores incansáveis e cansativos. Quem busca comprar ou vender naquele país sabe que a paciência precisa ser exercitada ao extremo.

Voltando à Enterprise, lógico que o capitão Archer aprendeu a lição. Lógico que, mais uma vez, ele salvou a galáxia. E é essa a lição que eu aprendi: Nosso cliente tem desejos, cultura e percepções diferentes das nossas. Entender isso pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Para fazer marketing de relacionamento precisa ter relacionamento

No ano passado, um amigo meu resolveu comprar um apartamento popular. E passou por todo o processo de busca que a gente passa quando vai fazer uma compra dessas: procurar no jornal, visitar os decorados, achar um que coubesse no bolso, negociar com a construtora/incorporadora, separar papéis para finaciamento e tudo.

Passados uns oito meses da compra, não é que ele me conta que recebeu esta semana um e-mail da incorporadora com qual fez negócio, uma das maiores do Brasil, lembrando que ele esteve procurando apartamento e se oferecendo para ajudá-lo a encontrar um de acordo com seus desejos?

Era este o conteúdo do e-mail: “Meu nome é Fulano de Tal e trabalho na Matriz da Empresa Tal. Há algum tempo, você demonstrou interesse em adquirir imóveis. Meu contato tem o objetivo de saber se você ainda está interessado. Caso ainda esteja, favor responder esse email preenchendo os dados abaixo para que um corretor de sua cidade entre em contato e apresente o melhor imóvel no perfil que procura.”

Para terminar, ainda diz: “Caso já tenha efetuado a compra, vou finalizar seu atendimento. Para isso, me informe, por favor: Nome completo, Empreendimento, Bloco / Unidade, corretor.”

Este e-mail despertou meu lado marquetólogo. Pensei cá com os meus botões: O Tico não conversa com o Teco? Tenho certeza que os dados do meu amigo já estão nos computadores deles. Pior! Com a informação de que já comprou, onde e com quem.

Será que a empresa não entende que pior que nenhum marketing de relacionamento é um marketing de relacionamento equivocado? Tratar o cliente como um desconhecido é demonstrar falta de intimidade com o mesmo e um foco em vendas e não na relação. Este exemplo me lembrou aquelas cartinhas que a gente recebe dos bancos nos oferecendo um cartão de crédito que a gente já tem! Quer dizer, recebia, pois até os cartões já começaram a fazer seus bancos de dados conversarem. Agora eles oferecem outro cartão, com outra bandeira, devido ao nosso ótimo relacionamento. Ótimo para quem cara pálida?

Relacionamento deve ser, cada vez mais, o nome do jogo na área de marketing. Só que não dá para se relacionar levianamente. Conhecer e se interessar pelo consumidor fará a diferença entre as empresas que vão ou não sobreviver versus seus concorrentes.

E você? Que tipo de cartinha tem mandado para seus clientes?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Voo 447: O que a TAM tem a ver com isso III

Foram 30 dias entre o acidente da Air France e o da Yemenia. Como ponto em comum entre os dois, a fabricante européia Airbus. Se não ficaram claros os motivos do acidente da companhia francesa, o avião do Iemen já havia sido proibido de voar para a Europa devido às condições de sua manutenção, o que ameniza para o lado da Airbus.

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Mas as manifestações contra se voar naquele tipo de aeronave começam a aparecer discretamente. No Twitter, os comentários são vários, a maior parte pequenas piadas, mas que demonstram que as pessoas começam a se preocupar. Hoje, no programa humorístico Pânico, a citação ao risco Airbus deu as caras. Para entrar no imaginário nacional é um pulo.

No Brasil, o risco é todo da TAM, como já citei aqui mesmo no blog. Sua frota é quase toda composta de aeronaves da marca, o que faz dela a representante oficiosa da empresa. Problemas com a Airbus significam problemas para a TAM. E ela já conhece bem o que isso significa, devido aos problemas com os Fokkers. Foram seis longos anos até começarem a substituir a frota.

A330 TAM

Em maio, a TAM perdeu participação e viu a Gol se aproximar ameaçadoramente. Foram mais de 4% a menos de participação de mercado, caindo de 49,2 para 44,9% do total de voos domésticos. Enquanto isso, sua concorrente subiu de 38,7 para 42,0%. E até mesmo a Azul subiu, assumindo um terceiro longínquo lugar, com 4,16%.

Só que é muito cedo para creditar essa perda ao efeito Airbus. O fechamento de junho poderá dizer se existe razão para que os executivos da TAM comecem a se preocupar e a preparar uma operação de guerra para preservar a imagem de sua frota.

Esse é um bom exemplo de caso a ser seguido. O mercado aeronáutico vive entre a cruz e a caldeirinha. De um lado, o medo inexplicável das pessoas utilizarem um dos mais seguros meios de transporte. Do outro, a total dependência de empresas que não tem uma velocidade de resposta rápida o suficiente para abafar possíveis problemas de escala mundial. Não que não queiram. Mas a complexidade do produto é tão grande que qualquer mudança leva anos para surtir efeito.

Acompanhar o desenrolar dos fatos sob o ponto de vista do marketing, observando as ações tanto da Airbus quanto da TAM para preservarem suas respectivas imagens pode nos ensinar como evitar problemas maiores nos pequenos problemas que enfrentamos em nossas empresas.

Quem viver, verá!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Depois de Michael Jackson a comunicação não será a mesma

Podemos afirmar que o superstar Michael Jackson será conhecido no futuro por dois feitos completamente diferentes: primeiro, o recorde de vendas de discos conseguido com Thriller. Seus mais de 100 milhões de cópias vendidas, de acordo com sua gravadora, nunca mais será batido. Principalmente porque a venda de músicas está migrando de álbuns para faixas, devido ao MP3 e à internet.

Thriller

Segundo, porque sua morte será o marco da passagem do mundo offline para o online, do real para o virtual, quando nos referimos a como o mundo se informa e comunica. Em 1994, a morte de Ayrton Senna gerou uma comoção parecida à de Michael Jackson, mesmo que restrita ao Brasil. Todas as TV’s e rádios transmitiram a notícia por horas e horas. Mas nada se compara ao que houve agora com a morte do rei do pop. As pessoas não correram para ligar seus rádios, nem mudaram os canais de suas tv’s. O computador e o celular tomaram o lugar desses meios, provando que passamos a ser uma geração digital e proativa.

O Twitter foi a principal ferramenta de divulgação da novidade. Após o anúncio da morte, pelo site de fofocas TMZ.com, o número de tweets por segundo dobrou. O site saiu do ar, bem como o Google, por não terem dado conta do tráfego extra. O Youtube e a Last.fm foram os meios preferidos para se rever os clipes do artista. E todos os portais dedicaram páginas e páginas (ou vídeos e vídeos) à cobertura da sua carreira.

Lógico que as TV’s e rádios reagiram e fizeram suas homenagens. Bem como os jornais e revistas. Um pouco atrasados, e sempre de uma forma não participativa. Enquanto que a internet ficou coalhada de mensagens de milhares de fãs, os meios tradicionais ainda precisam aguardar os índices de audiência para saberem o quanto suas coberturas atingiram ou não o gosto dos ávidos por informação.

Um marco como este, a morte de um gênio, reforça a principal diferença entre o mundo que está se extingindo e o que está surgindo: o imediatismo. A internet está nos livrando das amarras dos horários fixos com que as televisões nos controlam. Não estou falando que as TV’s não tenham capacidade de entrar com notíciários de última hora para divulgar notícias extraordinárias. Mas só a internet nos permite abraçar a saudade do astro e vermos o que e quanto quisermos de sua carreira, sem que isso seja ditado por um diretor de produção. Ou nos aprofundarmos em assuntos que nos interessem, sem que tenhamos que esperar o horário do começo do noticiário.

Esse é o legado mais importante que a morte de Michael Jackson irá nos deixar. Como cantava Raul Seixas, benvindo ao século XXI!

Guaraná Antarctica e seu viral

Devagar a gente vai vendo as tentativas de serem feitos virais também aqui nas terras brasileiras. Aqui, o viral do Guaraná Antarctica que, se não estourou, tem tudo para tal. E demonstra que uma das principais técnicas para se gerar um virus é entender a mensagem como complementar à toda a comunicação de marketing, mas principalmente de uma forma divertida. 

sexta-feira, 26 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Luto: morreu o verdadeiro rei do pop

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Lufthansa e sua sala 3D

A Lufthansa encomendou e a Whitevoid realizou a simulação do tráfego aéreo mundial. O resultado é incrível e dá uma noção da complexidade que se tornou voar hoje em dia. E o mais interessante: o vídeo só mostra os 16 mil voos diários da empresa e das suas associadas na Star Aliance. Imagine, então, se fossem representados todos os padres e seus voos de balão!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Xbox 360 melhor que o Wii II

Meu amigo Wilson Oura fez um comentário muito apropriado sobre o que a Microsoft fez ao desenvolver um videogame sem controle remoto. De acordo com ele, o que estão fazendo é substituir a imaginação. Diria até mais. Eles estão a controlando, a partir do momento que fazem com que várias pessoas tenham o mesmo pensamento.

Mas não dá para negar que o videogame vem moldando o jeito de pensar das novas gerações. Dan Tapscott, professor e estudioso do que ele chama NetGen, a geração moldada a partir do mundo virtual, discorre em seu livro Grown Up Digital sobre as pesquisas feitas que demonstram a agilidade mental daqueles que crescem jogando nesses consoles.

Atari 

O que ele não aborda, por ser relativamente novo, são as diferenças entre o comportamento das diversas gerações de videogame. Aqueles que cresceram jogando em Atari aprenderam a controlar o joystick. Que foi importado para o interior do Airbus, substituindo o manche até hoje usado nos Boeings. Razão pela qual os pilotos com idade próxima aos 30, 40 anos se dão melhor no comando das aeronaves européias.

cabine_de_comando_do_airbus_a380

O Playstation trouxe a miríade de botões e controles para serem apertados simultaneamente. Jogar deixou de ser uma brincadeira e passou a ser um trabalho de profissionais. Infantis, mas profissionais. Afinal, quem não aprendeu a combinação dos comandos aos 12, 13 anos, dificilmente teria outra oportunidade na vida.

playstation 

Os controles de computador, de uma certa forma, refletem essa mesma forma de pensar, ao desenvolverem tantos Control+C, Control+V, Control-x, etc. Acionar os comandos dos programas passa a ser uma combinação que só os iniciados conseguem aprender.

O controle do Wii é uma primeira volta ao passado. É a primeira simplificação que agora é completada pela inexistência de controle do Xbox. Novamente, a forma de interagir com o videogame e com os computadores tem uma interrelação gutural. Ésó você pensar nos comandos de dedo do iPhone, hoje presentes nos computadores da Apple e que começam a ser imitados por todos os fabricantes de celulares e PC’s. É a volta do simples, da intuição.

Braços abertos

Lógico que isso irá se refletir no desenvolvimento de novos programas e novas aplicações. Só fico preocupado em pensar os futuros aviões, com os pilotos em pé nas cabines, braços abertos e fingindo que estão voando. Até que pode funcionar, com os aviões respondendo aos comando feitos por eles em frente aos painéis de controle. Só que me assustar pensar o que pode ocorrer no momento do pouso, se um deles resolve espirrar.

Melhor não. Melhor continuar com os atuais comandos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Xbox 360 melhor que o Wii

Wii apareceu e salvou a Nintendo. Trouxe uma nova forma de pensar em videogames que abandonava os complexos controles e facilitava a vida dos jogadores, independente da idade. Virou um sucesso.

Agora a Microsoft (sempre ela) vai mais longe e cria um novo tipo de videogame que não necessita de nenhum controle, pois reconhece o movimento corporal de quem se posiciona na frente do aparelho para funcionar como comandos.

Não sei se é uma evolução. Deixar de usar controles e passar a usar o próprio corpo me parece voltar ao que sempre foi o ato de brincar no passado. Mas de uma forma agora digital. O mais importante é que continua o caminho iniciado pela Nintendo de não se dirigir ao mundo dos aficcionados e viciados em jogos e tentar conquistar todo tipo de pessoas.

Essa sim uma evolução em termos de marketing…

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pirataria se torna legal

Foi um belo tiro pela culatra. No começo deste ano a indústria fonográfica conseguiu vencer nos tribunais a ação contra o Pirate Bay, um dos principais sites de torrents do mundo. Seus quatro fundadores foram condenados a a um ano de prisão mais multa de alguns milhões de dólares. Agora a pirataria conseguiu uma revanche em cima dos seus algozes. O Partido Pirata, criado na Suécia para representar todos que questionam os direitos autorais, conseguiu eleger dois dos 18 representantes suecos no Parlamento Europeu. O jogo está empatado.

Piratpartiet

O que chama a atenção nessa eleição é que, pela primeira vez na história, estamos assistindo a legalização da pirataria. Ela passa a ter representantes legalmente eleitos. Significa dizer que as pessoas estão levantando suas vozes contra o atual conceito do que representa direitos autorais.

Para dizer a verdade, não tenho um ponto de vista definitivo sobre o assunto. Creio que o que existe hoje não vai durar por muito mais tempo. Mas tenho certeza de que tentar barrar a mudança, como a indústria fonográfica vem tentando fazer, é a pior solução possível. É como tentar barrar um rio com as mãos. Um pouco de água você segura. Mas chega uma hora que você morre afogado.

Piratas do Caribe

O mais interessante de tudo é ver como a tecnologia vem mudando os conceitos que existiram por tantos anos. E vem tornando uma palavra que por anos representou a criminalidade num tema cool.

E viva os Piratas do Caribe!

Leia também:

O julgamento do ano

PirateBay. O julgamento do ano II

Internet: Adeus ao copyright

Copyright II

quinta-feira, 18 de junho de 2009

E numa canetada, lá se vai o mercado de escolas de jornalismo para o espaço

Sob qualquer ângulo que se olhe, os números são assustadores. Hoje, o Supremo Tribunal Federal acabou com a exigência de diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista. De acordo com o levantamento de 2007 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, o Brasil tem hoje 546 cursos de jornalismo com 179 mil aspirantes a jornalistas. Isso, sem considerarmos os 26 mil que chegam ao final de seus cursos anualmente.

Diploma

Considerando-se que uma pequena parte dessas vagas é ofertada por universidades públicas, podemos dizer que o governo acabou com um mercado significativo na área educacional numa simples canetada. Não sei precisar o valor desse mercado, mas se cada um desses 179 mil estudantes tiverem pago R$ 250,00 por mês para suas respectivas escolas, estaríamos falando de um mercado de mais de cinco bilhões de reais por ano!

A discussão de se jornalista precisa ou não ter diploma para exercer a profissão é antiga. O maior argumento dos que querem a dissolução da exigência é que ela não garantiria a qualidade do profissional, além de proibir bons candidatos em potencial de exercerem a profissão. Pessoas como os vários comentaristas televisivos, seja de futebol, economia, cinema, etc. que seriam obrigados a apresentar o diploma. Para mim, dois argumentos falhos. Primeiro, porque formar não garante que um engenheiro ou médico seja competente. Isso vem com o exercício diário da profissão. Segundo, porque nunca foi proibido a especialistas exercerem o jornalismo.

O ministro Gilmar Mendes declarou que “a profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia” e por isso não seria necessário exigir um diploma para exerce-la. A decisão abre, inclusive, espaço para a discussão de outras profissões que não exijam conhecimento técnico para seu exercício.

Com certeza, veremos uma revolução no ensino universitário no Brasil. Criar um novo curso exigirá uma maior avaliação por parte das instituições de ensino. É acompanhar o mercado e ver.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Propaganda quando é boa é boa mesmo III

Claro lançou hoje novo comercial de seu programa de fidelização. A partir de agora, cliente da operadora tem 50% de desconto em cinemas da rede Cinemark. Misturar máfia e Cidade de Deus deu um resultado interessante. Melhor ainda é prestar atenção às referências escondidas nos 30 segundos.

As crianças precisam de Activia

Conta a história que a Danone estava para ser fechada no Brasil quando, numa última tentativa, lançou o seu produto da linha de alimento funcional. Além de salvá-la de deixar de existir, o Activia passou a ser o iogurte líder de mercado brasileiro.

Danone Activia

Talvez a embalagem verde e amarela, bem como a seta estilizada apontando para baixo sejam as imagens mais copiadas e adaptadas por produtos similares, buscando um pouco da excelente imagem que o produto gerou junto aos consumidores.

Já valeria a lição de marketing se pensássemos somente no lançamento de um produto premium, que criou uma nova categoria no Brasil. Mas é interessante acompanhar o trabalho que eles vem fazendo para ampliar o público de Activia.

Primeiro, para eliminar as rejeições ao produto e às dúvidas relativas ao seu efeito, lançaram o Desafio Activia, que já entrou no calendário anual da Danone. Tomou o iogurte regularmente e não teve o intestino regulado? É só entrar em contato com a fábrica francesa que seu dinheiro é devolvido. Quantas campanhas você se lembra dizerem que seu dinheiro será devolvido após o consumo do produto? Eu não me lembro de nenhuma outra.

Agora, ampliam o perfil dos consumidores. Junto às mulheres, maior público alvo, passaram a direcionar esforços para as crianças, através de um comercial em que uma mãe diz ter adotado o produto na alimentação regular dos filhos.

Estão esticando a corda para ver até onde ela aguenta. De um lado novos consumidores, de outro, novas variações sobre a mesma marca. Lógico que essa ampliação tem limite. Mas não dá para conhecê-lo sem tentar ultrapassá-lo.

Bom marketing é isso. Entender não o que o cliente quer. Mas sim o que o cliente precisa e não sabe.

domingo, 14 de junho de 2009

Como sua mesa de trabalho será no futuro

Parece um pouco futurista demais, lembra a Microsoft Surface, mas dá uma idéia clara do que vem pensando os homens do hardware para o futuro dos computadores.

Permitir que as mesas de trabalho se comportem como imensas telas e que o simples contato de objetos nos forneça informação muda o comportamento de qualquer ser humano frente ao que chamamos escritório.

E gera novas interações no ponto de vendas, pois as superfícies de exposição passam a exibir informação, bem como serem instrumentos para transferência de mensagens. Já pensou? Você chega numa loja de roupas, a blusa que você quer está exposta numa mesa dessas, com todas as informações sobre cor, tamanho ao seu lado. Você coloca seu celular na mesa e, magicamente, as informações são transferidas para dentro dele. Você pode arrastar uma foto sua para a mesa e “ver” como você ficará vestida com a blusa. Dá para sonhar com tudo quanto é tipo de interação. E pensar que o ponto de vendas nunca mais será o mesmo.

A novidade é da Asus, a mesma empresa que revolucionou o mercado de notebooks ao lançar o eee pc, primeiro modelo de netbook do mercado mundial. Nascida em Taiwan, sua missão é se tornar a líder em inovação mundial. Não sei se chega lá, mas que já tomou o caminho certo, isso com certeza!

sábado, 13 de junho de 2009

Voo 447: o que a TAM tem a ver com isso II

Ninguém mais fala da turbulência que o voo da TAM sofreu no último dia 26 de maio, quando alguns passageiros precisaram ser socorridos e até operados. Uma perda repentina de altitude pouco antes de pousar foi rapidamente esquecida após a tragédia do voo 477 da Air France.

Airbus TAM

O pitot virou o grande vilão do momento, mas nos últimos dias seis aeronaves Airbus passaram por problemas, três dos quais relativos a falhas elétricas. O último com uma aeronave da TAM, que se preparava para levantar voo do aeroporto de Florianópolis, na quinta feira passada. A Airbus já soltou press-release afirmando que seus aparelhos são seguros.

A TAM está silenciosa. No que está certa. Não é hora para ela se expor desnecessariamente, já que a própria fabricante tomou para si a  missão de acalmar os possíveis passageiros das diversas companhias aéreas que usam seus produtos por todo o mundo.

Por outro lado, podemos ter certeza que suas concorrentes, seja a Gol que voa com Boeings, seja a Azul, que usa aviões da Embraer, irão ficar quietas nesse momento. Um acidente aéreo não afeta somente uma empresa. Afeta todo o mercado de viagens aéreas, diferentemente do que ocorre quando vemos alguma montadora de automóveis passar por problemas. Ela sofre e seus concorrentes ganham com isso. É só ver como a General Motors vem perdendo participação de mercado para suas concorrentes.

É, o mercado é realmente um bicho esquisito.

terça-feira, 9 de junho de 2009

E agora, Extra Eletro? O que fazer com o Ponto Frio?

A primeira reação de vários analistas foi antever o desaparecimento da marca Ponto Frio, após sua aquisição pelo Grupo Pão de Açucar. Durante a coletiva, Abílio Diniz teve que dizer que não está nos pensamentos do grupo por enquanto transformar as lojas compradas em Extra Eletro.

Ponto Frio Eu arriscaria dizer que não está, nem nunca estará, por uma razão muito simples: O Grupo Pão de Açucar tem um pensamento multimarcas. Adota diferentes nomes para suas redes de supermercados e dificilmente altera os nomes das redes que vem comprando ao longo dos anos. É só ver o caso da rede Compre Bem, em São Paulo, e Sendas, no Rio de Janeiro.

Monomarcas são vários de seus concorrentes, atuais, como o Carrefour, ou futuros, como as Casas Bahia. Habitualmente, as redes adquiridas são renomeadas com o passar do tempo. Alguém aí se lembra da rede Mineirão, Planaltão, Roncetti ou Rainha que mudaram para Champion e depois para Carrefour Bairro? Ou alguém tem dúvidas que a Casas Bahia fará com a Rede Romelsa o que fez com as lojas Mourão e Spirandelli nos anos 90?

Falo que as Casas Bahia são um novo concorrente, mas para eles o mercado não é totalmente desconhecido. Dez por cento de seu faturamento em 2008 veio do segmento de eletrodomésticos. Esse número irá pular para 26%. E isso já demonstra o quanto o Pão de Açucar poderá melhorar os resultados, pois, no ano passado, as 46 lojas do Extra Eletro faturaram 2 bilhões contra os 3,8 bilhões das 455 lojas do Ponto Frio.

De qualquer ponto de vista que se olhe, manter as marcas Extra Eletro e Ponto Frio parece uma boa escolha. Se tivesse que apostar, o futuro do pinguim está assegurado.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Itaú/Unibanco e o Café do Brasil: Da série de anúncios iguais VI

Confesso que eu virei fã da campanha que o Unibanco adotou depois de sua fusão com o Itaú. A mudança tem sido feita sutilmente, de forma a acostumar o cliente Unibanco com o novo padrão. Abandonado o desenho animado, os ícones continuam existindo e passaram a ser referidos pelas crianças nos novos comerciais, numa mistura de imagens reais e animação. Até o uso da cor laranja em detalhes do comercial, como almofadas, paredes ou móveis vai ajudando na transição, bem como o frame de texto.

 Unibanco

Agora, descubro outro fã da linha adotada: O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Sua nova campanha, a favor do Café do Brasil, reproduz todos os símbolos da campanha do Unibanco. Estão lá: a relação entre desenho animado e filmagem, com a criação de um bichinho que, se não é o dinheiro com olhos, mãos e pés, é o grão de café vestido de super-herói, a cor laranja em certos detalhes e até o frame com seus cantos arredondados.

 Café do Brasil

Veja os dois exemplos publicados nesse último fim de semana e me diga. Não são anúncios de uma mesma campanha?

Leia também o post anterior Bye-bye, Unibanco

Ruas do Brasil: Agora em novo endereço

Foram pouco mais de duas semanas para chegar a uma conclusão lógica: Ruas do Brasil não pertence a este blog. Aqui eu falo de marketing. Lá eu falo de um outro interesse meu, a geografia e as cidades do Brasil. Ele é, em si, um outro blog.

ruasdobrasil.wordpress.com

Nasceu, então, a idéia de gerar um spinoff, um filhote, e torná-lo independente. De hoje em diante você pode acompanhá-lo no endereço ruasdobrasil.wordpress.com. Espero você lá.

sábado, 6 de junho de 2009

Voo 447: O que a TAM tem a ver com isso.

Não vou falar do acidente do avião da Air France sob o ponto de vista humanitário. Para isso, todas as revistas e jornais brasileiros dedicaram páginas e páginas nos últimos dias. Quero analisar a ameaça que ele representa para o posicionamento de uma outra empresa, a TAM.

Como todos sabem, a TAM cresceu atravessando os céus brasileiros com o modelo Fokker 100, dos quais ela chegou a ter uma frota de 50 aeronaves. Tudo ia bem até que, em outubro de 1996, o modelo batizado de Number One não conseguiu decolar do aeroporto de Congonhas e causou o primeiro grande acidente daquela empresa.

Number One Tam

Foram necessários seis anos até que chegasse o primeiro Airbus da companhia. E nesses anos todos, o estigma da baixa qualidade da frota rondou a empresa. Nesse período, a TAM fez todo o seu marketing convergir para a modernidade e segurança do avião europeu.  Sua frota inclusive cresceu incorporando basicamente os modelos da Airbus e, atualmente, 122 das 129 aeronaves são daquela fábrica.

Airbus TAM

Em 2007, um de seus Airbus explodiu contra um de seus prédios em São Paulo. Um erro dos pilotos foi dada como a razão do acidente. Agora, cai esse voo da Air France. E as pessoas começam a falar do quanto é seguro ou não voar em aviões dessa fábrica.

Para a TAM e a Airbus, a demora em se solucionar o que ocorreu com o voo 447 é um problema. Dá margem a especulações de toda natureza, a principal das quais sobre a aeronave. A solução virá. Mas seria muito perigoso para o futuro da TAM necessitar mudar novamente a composição de sua frota.

Nada pode ser feito nesse momento. Mas que a TAM irá precisar reforçar a imagem do modelo Airbus, isso com certeza ela precisará.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ruas do Brasil: 5 de junho

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Meio ambiente me lembra Amazônia. Amazônia me lembra Manaus. E é em Manaus que encontramos nossa Rua Cinco de Junho.

Bola do Coroado

A foto acima é da Bola do Coroado, que é como eles chamam a rotatória por lá. No caso, com a projeção de um novo viaduto. Mas o que é impressionante nessa foto é a presença da Floresta Amazônica, do outro lado da avenida.

E não me venha com piadinhas que na foto a gente só vê meio ambiente…

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ruas do Brasil: 4 de junho

Realmente esta data é um refresco nos acontecimentos mundiais. Nossa cidade com a Rua Quatro de Junho é Porangaba, uma pequena cidade do interior paulistano, próxima a Botucatú. Ela é uma pacata cidade de 8 mil habitantes e, portanto, nem o Google Maps, nem o Google Earth mostram o mapa da cidade.

Igreja Matriz de Porangaba Igreja Matriz de Porangaba

De importante no mundo, podemos citar o fato curiosíssimo da eleição em 1992, pelo correio americano junto ao público, da imagem do Elvis jovem para ilustrar a nova estampa do seu selo.

6/30/00 DS - REF="Elvis_ao_MCos.psd"

Realmente, o Elvis velho deve estar revirando no caixão de raiva.

Uma nova medicina

A University of New South Wales, da Austrália, acaba de trazer à tona uma nova e revolucionária técnica médica. Não podemos nem dizer que é um transplante no sentido habitual da palavra, nem operação. Em pacientes cegos, eles transplantam células tronco de um olho normal para outro, cego. Isso, através de uma lente de contato cultivadas com as células por apenas dez dias. Menos de um mês após, os pacientes voltam a enxergar com o olho cego, depois da multiplicação das células, repondo as antigas com problemas.

É uma técnica nova e, por isso mesmo, ainda em desenvolvimento. Mas já demonstra a revolução que iremos presenciar na medicina, com técnicas menos invasivas e mais naturais. Ficam as perguntas para todos nós, pessoas de marketing: Como será que nossa função irá funcionar nesse novo mundo? Como avaliar e divulgar produtos concorrentes nessa nova realidade?

 
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