Hoje fica somente o registro deste grupo que faz milagres com os sons gerados pelo corpo. Volto ao tema, brevemente.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Football x Futebol. Dois esportes, duas estratégias, um resultado.
Hoje foi o jogo de Kickoff do Campeonato de Futebol Americano. Ou seja, a abertura da temporada. Exatamente um dia após a classificação do Brasil para a próxima Copa do Mundo. Apesar do nome ser o mesmo, o formato dos dois tipos de futebol não tem nada a ver, como você está careca de saber. O esporte bretão se joga com os pés, chutando uma bola redonda. O americano é uma sucessão de arremessos, com as mãos, de uma bola oval. Mas a mais importante diferença entre os dois esportes, para nós que olhamos o mundo pelo ângulo do marketing, é a base de escolha de jogadas que o diferenciam.
Se eu fosse fazer uma comparação simplista, diria que o futebol americano se baseia na estratégia, enquanto o inglês, na tática. O anda e pára do americano permite a discussão de jogada a jogada, numa sucessão de estratégias que faz o time avançar até o gol, de acordo com a decisão do técnico junto com o Quarterback, uma espécie de capitão do time, responsável pela armação dos lances.
No inglês, a bola só pára quando sai do campo, ou quando um dos times comete uma falta. A estratégia é discutida nos treinos e, após o apito do juiz, os lances se sobrepõem numa série de jogadas táticas em busca do gol adversário.
Quantas empresas fazem um marketing anda e pára? E quantas não agem como os times de futebol, que saem atacando e defendendo, numa sucessão de atos contínuos, buscando alcançar seus objetivos de mercado? Alguma das estratégias é melhor? Não sei. Mas vale novos posts aqui neste espaço.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Querida, encolhi o projetor!
Nunca mais carregar grandes e pesados projetores. Fazer apresentações será cada vez mais fácil com a chegada dos novos modelos Pico. Mas nessa nova geração, alguns chamam mais a atenção que outros. É o caso deste modelo da Samsung, que uniu o celular ao projetor, criando um dois em um que pode virar a nova sensação dos executivos modernos. Agora é esperar que chegue rapidinho ao Brasil. Eu já estou na fila!
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Caixa Econômica, você não vale nada…
A Caixa Econômica Federal tem uma vocação a ser popular. Sendo o banco do governo responsável pelo financiamento da casa própria, pelas loterias federais, pelo FGTS e por diversas outras iniciativas que tem um veio social, tem como principal público pessoas das classes C, D e E.
Nada mais lógico, portanto, do que se utilizar de idéias e ícones populares na sua comunicação. Só que, impressionantemente, a Caixa vem dando um exemplo de velocidade e sintonia com os temas populares que vem aparecendo na tv brasileira.
Não faz muito, ela se utilizou da família Amorim, aquela que surgiu no Fantástico, no quadro “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Eles anunciaram financiamento, num comercial surgido depois do final do quadro e como se fosse uma extensão dos problemas apresentados no programa da Globo, para os quais a Caixa poderia ser a solução.
Agora, a música tema da Norminha, da novela Caminho das Índias, serve para lembrar as pessoas que o empréstimo pode resolver problemas do dia a dia. A música “Você não vale nada, mas eu gosto de você” é brilhantemente utilizada num comercial que, se não chama a atenção pela criatividade, chama pela força do ritmo e letra, que se encaixam na idéia que se quer transmitir. Certamente, vai levar uma legião de novos cliente às agências do banco governamental.
Se entre os papéis da comunicação está criar uma identidade para as marcas, o trabalho que vem sendo feito cumpre claramente esse papel. Só nos resta esperar o próximo hit que a Caixa irá se apoderar.
sábado, 5 de setembro de 2009
Youtube: até você pode ficar famoso um dia
Se tem uma coisa que a internet nos deu foi o direito de escolha. Hoje em dia dá para ficar na frente do computador e descobrir pérolas como a interpretação das músicas do Michael Jackson feita pelo cantor Sam Tsui e o produtor Kurt Schneider. Quem são? Um dos milhares novos canais de opção que o Youtube nos dá. Bom proveito!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Propaganda quando é boa é boa mesmo IV
Simples e divertido. Não preciso querer, ou saber, tocar Guitar Hero para ter vontade de ver o comercial novamente. E não é assim que são feitos os bons comerciais?
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Soluções simples para problemas antigos
Sou viciado em bicicleta. Quem me conhece, sabe como sou chato com esse assunto. Para o bem e para o mal. E uma das coisas mais comuns entre os que vivem aproveitando os prazeres de uma pedalada é a famosa dor de coluna e na nuca, devido a posição na bike.
Pois não é que uma marca americana de bicicletas registrou uma solução simples para evitar isso? A Electra, fabricante de modelos tradicionais, aquelas com cara de bicicleta de andar no bairro, chamadas nos Eua de commuters, resolveu não somente subir o guidon, mas puxar para frente os pedais. Assim, o ângulo de pedalada não muda, aproveitando a melhor posição dos músculos da pessoa.
Mas a vida do ciclista melhora adoidado, pois o corpo fica reto, e a nuca penhoradamente agradece. Pena que ela não é importada para o Brasil.
Simples e eficiente. Assim são as grandes idéias.
sábado, 29 de agosto de 2009
Honda City: Estratégia de preço pode gerar posicionamento
São oito os leitores que enviaram cartas para a redação da revista Quatro Rodas comentando sobre o lançamento do novo carro da Honda, o médio City. Diferentemente do habitual, em que as cartas tem conteúdo que discutem design ou as eternas brigas de mercado, todos se concentraram em comentar o preço do modelo. Não teve um que não escreveu ser o valor pedido acima do que o carro vale. Como cita a própria revista, que coloca um trecho da carta do leitor Celso Pires em destaque, “A Honda deve achar os consumidores míopes ou lunáticos: de 56 200 a 71 000 reais por um carro do porte de um Polo, Fiesta e Corsa Sedan? É demais!”
Esta é sempre uma questão traiçoeira, em se tratando de marketing: como precificar novos produtos. O valor pedido gera imediatamente uma resposta, seja em posicionamento, seja em vendas. Não precisa ir muito longe. Pense em supermercados, ou em lojas de eletrodomésticos. Ambos os tipos de comércio vendem produtos de marcas de terceiros, mas diferenciam-se através de serviços e preço. Do lado das redes de baixo preço, poderíamos citar Walmart, Carrrefour e Casas Bahia. Na outra extremidade, vendendo comodidade e cobrando por isso, o Pão de Açucar e FastShop. Não quer dizer que você não possa encontrar melhores ofertas nestas duas últimas empresas. Só que o posicionamento, a forma de se apresentar ao grande público, não é focada em destacar o fator economia.
A mesma Quatro Rodas ainda faz uma varredura na rede Honda e constata que os consumidores estão indo aos montes conhecer o novo carro, mas muitos saem dirigindo o Civic, que com, descontos, parte de sessenta mil reais. Pode residir aí a estratégia da montadora: atrair consumidores à sua rede e vender o máximo possível. O City, para aqueles que querem desfrutar de um modelo recém-lançado, mesmo pagando a mais por isso. Ou o Civic, modelo já consagrado, mas que alguns possíveis compradores não se veem em condição de adquirir e que podem mudar de idéia numa conversa com um vendedor.
Seja qual for a razão, de uma coisa podemos ter certeza: lentamente e de forma consistente, a Honda vem ampliando sua participação no mercado brasileiro.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Da série Novas linguagens de comunicação III
Talvez vídeos com legos em stop motion não seja assim uma novidade. Talvez vídeos sobre videogame também não seja. Mas este vídeo, 8-bit Trip, uniu os dois temas, acrescentou alguns efeitos de computador e pronto! Temos nas mãos um trabalho que pode nos mostrar um jeito novo de falar com as pessoas.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Twitter: Desejo ou necessidade?
Quem estuda ou estudou comunicação já se deparou com uma questão que sempre causa muita discussão e poucas conclusões: Publicidade gera desejo? A resposta politicamente correta é que não, não gera. Na verdade, a publicidade somente trabalha uma necessidade não atendida e dá foco em sua comunicação. Exemplo? Celular. A necessidade existia: poder falar a qualquer momento, em qualquer lugar. A publicidade amplificou essa necessidade. Com o desenvolvimento do mercado, podemos dizer que ela começou a trabalhar desejos existentes, que existem paralelos, quando torna um modelo específico um símbolo de status, ou de tecnologia, aumentando a preferência por um certo modelo. Se a pessoa pode ter um aparelho que resolva uma necessidade e um desejo ao mesmo tempo, por que comprar só o básico? Está feita a diferenciação.
Se isso é verdade, o que é o Twitter? Desejo ou necessidade? Ele já ultrapassou o número de 44 milhões no mundo. Seriam 44 milhões de pessoas que aderiram ao microblog porque tinham uma necessidade de se comunicarem com os amigos? Ou essas pessoas tinham o desejo de se manterem contatadas com o mundo?
Quem lê este blog regularmente, sabe que recorrentemente volto ao assunto das redes sociais. Nenhum fenômeno como esse aparece devido a desejos, mas a necessidades latentes não atendidas. Orkut, Facebook, Twitter e tantos outros só alcançaram a abrangência que tem hoje porque as pessoas já queria estar conectadas. Pode ser que esse seja um fenômeno contemporâneo, resultado da vida nas grandes cidades, onde o tempo para se manter as amizades é cada vez menor. Pode ser. De todo modo, é um movimento muito consistente, para não tentarmos entender o que se passa.
Lógico que nem todos os motivos para se estar numa rede social são os mesmos. É muito diferente a razão que leva uma pessoa a se inscrever no Twitter e manter seu perfil bloqueado, ou seja, só a segue quem ela quer, de uma outra pessoa que fica colecionando leitores para bater o recorde de seguidores. E ainda mais diferente das celebridades que criam perfis para atrairem para o mundo virtual a atenção que geram no mundo real.
Novamente, não vou tentar achar a resposta num simples post. Creio que esse movimento, o das redes sociais, é resultado de uma necessidade e não de um desejo. Mas o entendimento real do que isso gera pode nos dar uma vantagem no amplo mundo do marketing.
domingo, 23 de agosto de 2009
Programa Laptop para Todos
A imagem é da Época desta semana. A foto é de uma força enorme, ao mostrar o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante, sozinho e abandonado à própria sorte numa das mesas daquela casa parlamentar. Mas o que me impressionou é a profusão de laptops. Todos iguais, numa casa de iguais. Pelo vazio da casa, a foto foi feita antes ou depois das atividades diárias, razão pela qual Mercadante pode ser fotografado solitário. Vale lembrar que a revista cita que a foto foi feita durante a semana passada, semana esta em que Senado teve razões para estar lotado.
Mas voltando aos laptops, quem trabalha numa instituição privada, sabe que as empresas disponibilizam um computador por funcionário, já que não faz sentido mais de um aparelho por profissional. E define entre um de mesa ou um portátil pelo perfil do cargo.
Nossos representantes precisam de mobilidade para visitar seus estados, suas bases. Nada mais justo que receberem laptops, como os da foto. Bom saber da preocupação dos senadores com o bem público, pois estando eles em Brasília, não faz sentido andar pela cidade com seus laptops, pelo risco de roubo, quebra, ou outros acidentes. Com certeza, se a foto fosse feita o final de semana, a imagem seria diferente.
Podemos concluir que nossos representantes tem preocupação com o bem público. Sabe que eu estou até vendo luz no fim do túnel?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Mídia Social. No futuro você será alvo fácil para as marcas II
Ontem postei um vídeo sobre mídia social que terminou exatamente fazendo esta afirmação: No futuro você não vai encontrar as marcas. Elas é que virão atrás de você. O fundamento para tal é o nível de informações que estamos cada vez mais inserindo nas redes sociais. A gente se revela, sem medo, para as redes. Com isso facilitamos o reconhecimento de características comuns que permitiram às empresas direcionarem seus produtos aos mais prováveis compradores.
Essa realidade já está entre nós hoje em dia. De uma forma simples, mas já demonstrando que esse será o futuro, sites de vendas por internet já vem acumulando dados sobre nossas preferências e indicando novas compras, ou compras casadas, que nos possam interessar e elevar o valor total da venda.
No Brasil, você pode ver esse tipo de iniciativa no www.livrariacultura.com.br. Digitando um livro, automaticamente ele mostra, abaixo do título escolhido, outros títulos relacionados, sob o nome de ”Quem comprou este item também comprou”
Melhor ainda é a Amazon. Uso meu exemplo, pois ele mistura meu interesse por marketing e branding com meu gosto por ficção científica. Dois assuntos longe de serem relacionados.
Faço meu login e imediatamente o site começa a me bombardear com exemplos de livros e dvd’s especialmente produzidos para mim. Desde as “recomendações do dia para você”, ao que as pessoas que pesquisaram um dos assuntos do meu interesse andaram olhando recentemente.
E tal qual os comerciais de telemarketing, eles apresentam mais e mais argumentos para eu comprar com eles: todas as novidades nas minhas áreas de interesse, o que outros compradores com gostos parecidos andaram comprando e até o que vem vindo por aí.
Não preciso mais pesquisar novos títulos de livros e dvd’s. Eles se preocupam em fazer isso e me indicar aquilo que, com certeza, irei adorar. Para esses produtos, o consumidor já é encontrado e pode, passivamente, esperar a informação.
Se livrarias virtuais tem pouco informações sobre nossos gostos, imagine quem possa por a mão nas informações que acumulamos nos sites de relacionamento. O futuro, realmente, vai ser diferente.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Mídia Social. No futuro você será alvo fácil para as marcas.
O formato é um pouco batido, mas sempre impressiona. Eric Qualman, vice presidente de marketing online da EF Education, mantém um blog sobre as redes sociais e seu impacto na sociedade atual. Ele fez um vídeo que reúne dados de mercado para demonstrar a força que as redes tem nas mudanças que começam a se desenhar no horizonte. Apesar de ser em inglês, vale a pena mesmo para quem tem dificuldades com a língua.
Lógico que todos os dados nos dão uma foto do que está se tornando o mundo comandado pelas transformações impostas pela internet. Mas o principal ponto que destaco e que vale um reflexão é a frase que afirma que no futuro nós não iremos atrás das marcas, elas é que nos encontrarão.
Hoje, deixo aqui a questão para reflexão. Volto a ela em outro post, para analisarmos como as redes tem nos deixado cada vez mais expostos.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Celular ao volante começa a virar preocupação social
É forte. É assustador. Mas, ao mesmo tempo, é impossível não querer assistir até o fim. A polícia de Gwent (País de Gales), produziu um filme de meia hora sobre os riscos de se utilizar o celular ao volante. De tão forte as imagens são, o que aconteceu é que ele começa a se propagar pelo mundo. Esse é um daqueles produtos que se tornam imediatamente um sucesso e que geram diversos seguidores.
Como motoristas, vale a pena assistirmos. Como marquetólogos, vale pensar como nossas ferramentas podem ser utilizadas em prol do bem estar social.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Realidade Aumentada ganha espaço nos folhetos de automóvel
Confesse. Não tem coisa mais chata que folhetos de automóvel. Enquanto o carro zero é hipnotizante, com um cheirinho que convida ao consumo desenfreado, sair da concessionária com um pedaço de papel é desanimador. Você chega em casa, maravilhado com o que viu no ponto de vendas e tudo o que você tem de reação das pessoas para quem mostra o material é um muxoxo de desaprovação.
As montadoras sabem disso. E vem desenvolvendo materiais cada vez mais interessantes. Para você, três exemplos internacionais. E o melhor, com o direito de um “making of” no caso do Mini.
Como sentir na pele objetos holográficos
As tecnologias vão se unindo e criando novas possibilidades. Vai se criando um novo mundo, seja em 3D, seja em realidade aumentada, que permite novas interações entre o homem e a máquina. Entre as novidades, a holografia, que por muito tempo foi simplemente uma curiosidade pouco explorada, ganha um novo contexto.
Um grupo de professor da Universidade de Tókio uniu o sensor de presença, a holografia e o ultrassom para gerar um display promocional dos mais impressionantes. Através do sensor, ele altera a projeção de objetos e permite que você os sinta, por meio do ultrassom. Complicado? Não se você ver o vídeo abaixo. Vai entender como gotas holográficas mudam de rumo por causa da sua mão e porque você tem a sensação de que elas estão lhe tocando.
Os usos, no ponto de vendas, podem ser imensos. Imagine você rebater uma bola holográfica com um bastão de beisebol numa loja de artigos esportivos. Ou misturar cores para achar um tom exato numa loja de tintas?
Se o marketing experiencial for realmente uma das novas forças que estão aparecendo no mundo, essa nova ferramenta tem tudo para ser um de seus carros chefe.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A maior tela de HDTV do mundo
Eu não sei você. Mas todas as vezes que vou a um show de música ou a um evento que tenha telão, acabo me pegando vendo a atração na tela e não olhando para o palco. Talvez seja a intimidade com a televisão. Talvez o tamanho da imagem na tela versus o tão pequeno o objeto real pareça, principalmente quando me sento mais ao fundo do local do espetáculo.
Pois bem, o principal problema que eu via era a qualidade dos telões, que variavam de ruins a péssimos. Agora vem a notícia da inauguração do novo estádio dos Dallas Cowboys, um dos principais times de futebol americano. Na nova arena foi instalada a maior tela de plasma do mundo. São 49 metros de largura por 22 de altura. Algo como uma tela de 2.106 polegadas. Isso mesmo. São necessárias 4.920 televisões de 52 polegadas para compor uma imagem do mesmo tamanho. E você aí, feliz, porque comprou uma TV de LCD de 42 polegadas!
O maior problema que vejo é que vai ficar mais gostoso ver o jogo na tela, pois todos os detalhes estarão ali, bem na frente. E o torcedor vai pegar o carro, dirigir até o estádio, enfrentar as filas para entrar, sentar na cadeira e assistir na maior televisão a mesma transmissão que poderia ver em casa. Daí para eliminar o campo e criar jogos virtuais é só um passo.
Apesar disso, só posso dizer que estou louco para ver uma telas dessas ao vivo.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
McGourmet: McDonald’s com grife
Participei de uma experiência sui-generis. Por convite do McDonald’s, fui jantar em um restaurante onde todos os pratos servidos tinham a sofisticação da alta gastronomia, mas feitos com ingredientes dos restaurantes da cadeia de fast food. É simplesmente impressionante. Você vê pratos sofisticados, prova alimentos com sabores deliciosos, mas percebe o tempo todo um gosto familiar dos sanduíches, batatas fritas e outros produtos que você encontra em qualquer Mcloja no shopping center mais próximo de sua casa.
Os pratos são criados pela nutricionista Maria Luiza Ctenas, que se inspira na cozinha catalã, principalmente no renomado chef Ferran Adriá. E servidos com vinhos harmonizados pelo sommelier Patrick de Neuville.
Mauro Multedo, vice-presidente de marketing da rede no Brasil, contou-nos como surgiu o McGourmet, criação brasileira que ganhou o mundo. Há cinco anos atrás, quando o diretor de cinema Morgan Spurlock lançou o filme Super Size Me, no qual apresentava sua própria história de resultados de uma alimentação baseada somente nos pratos da rede, foram geradas ações para demonstrar que se alimentar no McDonald’s era comer produtos do dia a dia. Entre as várias idéias, surgiu essa de se fazer uma degustão de alta qualidade usando-se ingredientes usuais. Assim surgiram pratos incríveis como a salada de folhas, acompanhada de espuma picante de Fanta laranja, ou o sanduíche de batata com gelatina de Mcfish e azeite de oliva.
O projeto foi direcionado primeiramente a jornalistas e nutricionistas. Agora corre o Brasil, encantando formadores de opinião. Se isso não for marketing na sua mais alta essência, não sei o que seria.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Ônibus fretado em SP e a lei da oferta e procura
Está a maior bagunça em São Paulo. A prefeitura proibiu os ônibus fretados de trafegarem no centro da cidade, criando um cinturão em seu entorno. Aqueles que saiam de seus bairros e eram entregues a poucos metros de seus escritórios passaram a depender de outros transportes públicos para completarem seus trajetos, seja o metrô, o trem urbano ou mesmo os ônibus regulares.
Interessante foi a reação dos passageiros. Depois de alguns meses com os ônibus rodando com faixas dizendo algo como “este ônibus tira 20 carros das ruas”, os usuários começaram a fazer movimentos contra a proibição, fechando as principais avenidas como forma a chamar a atenção da população em geral.
Não é minha intenção analisar quem está certo nessa disputa, mas olhar o mesmo problema sob o ângulo da economia e do marketing. Não existe forma de extinguir a lei da oferta e procura. E os fretados são mais uma manifestação dessa lei.
De um lado temos o transporte público. Podemos dizer que, por característica, ele é barato, demorado e sempre cheio nos horários de pico. Do outro temos o transporte privado. Porém, para compensar a velocidade e a disponibilidade, o custo de manter seu próprio automóvel torna proibitivo para a maior parte da população.
No meio dessas duas realidades existe espaço para várias soluções. E aí surge o problema. Os táxis são regulamentados pelo governo. Os ônibus fretados não.
Como mercado existem consumidores para os dois tipos de serviço. Para os táxis, aqueles que aceitam perder um pouco de velocidade e disponibilidade do carro próprio pelo custo menor desse tipo de transporte coletivo. Para os ônibus fretados, consumidores que aceitam pagar um pouco mais por ônibus menos lotados e mais rápidos.
Lógico que existem outras soluções, como nos mostrou a onda das vans piratas que faziam o mesmo trajeto dos ônibus municipais, cobrando o mesmo custo, mas em menos tempo. Ou os táxis-lotação de Belo Horizonte, que funcionam como as vans, mas com carros normais e autorizados pela prefeitura da capital mineira em certos trechos específicos.
A demanda existe. O problema está na oferta não regularizada. Será que não seria lógico um melhor entendimento desse movimento dentro da população da cidade?
sábado, 1 de agosto de 2009
Propaganda quando é boa é boa mesmo III
Vou confessar. Ao final do comercial deu vontade de aprender a andar de skate. Não é isso que um bom comercial precisa fazer? Mudar o comportamento do consumidor?
