sábado, 23 de maio de 2009

Ruas do Brasil: 23 de maio

Quem já pousou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e precisou seguir para o Ibirapuera, ou mesmo para o Vale do Anhangabaú, já conheceu a maior representante das avenidas e ruas chamadas 23 de maio.Avenida 23 de maio

Talvez seja ela uma das avenidas de maior movimento no Brasil. Talvez do mundo.

Rua Itororó SP

De uma pacata Rua Itororó, nos anos 30, ela se transformou num colosso que tem seu nome ligado à Revolução de 1932.

23 de maio

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Ruas do Brasil: 22 de maio

Itaboraí talvez seja uma das cidades brasileiras mais antigas. Fundada em 1672, o vilarejo que lhe deu origem já existia desde 1567, portanto 67 anos depois da descoberta do Brasil.

Imagem do mapa

Nela se situam as Rua e Avenida 22 de maio, dia que viu o nascimento do autor de Sherlock Holme, Sir Arthur Conan Doyle. Só precisa ficar esperto com os motoristas de táxis, pois duas ruas, com o mesmo nome, numa mesma cidade, separadas por três quarteirões devem dar um confusão danada!

22 de maio

Novo viral da Samsung

Não me venham falar que não é possível planejar e executar ações virais na internet. Basta paciência, dedicação e planejamento. E quem já descobriu o filão foi a Samsung. Depois do fantástico vídeo de lançamento de seu Omnia, surge agora outro vídeo com alto potencial para correr o mundo virtual. Desta vez para seu novo netbook, o N310. Reflita aqui comigo: É só eu que estou considerando, ou a Samsung está se tornando uma marca realmente cool?

 

Twitter: Um novo Google, ou um novo Second Life? II

Comentei aqui, no começo de abril, que a febre Twitter poderia acabar da mesma forma que o Second Life. Um crescimento estonteante em pouco tempo e, de repente, um sumiço total do mercado.

twitter_logo_header

Logo depois apareceu uma pesquisa da Nielsen afirmando que 60% das pessoas que entram no microblogging deixam de atualizar suas páginas no período de um mês. O que parece ser um problema, ainda mais considerando-se que Facebook e MySpace conseguem reter uma média de 60% dos seus usuários.

Porém, parece-me que a questão que deveríamos olhar é uma outra. Como observado pela pesquisa da Cartoon Network, as crianças estão trocando o e-mail por meios mais imediatos, tais como SMS, Messenger e outras redes sociais. Twitter entra nessa mesma seara. É a consolidação do modelo on-line, as mensagens imediatamente postadas, sobre o off-line, o envio de mensagens que serão lidas independente da hora enviada.

A pergunta que devemos fazer é: mesmo que o Twitter venha a morrer, seja devido a baixa retenção, seja ao aparecimento de outros concorrentes com o mesmo propósito, o que esse aumento da velocidade de comunicação irá causar na comunicação que fazemos para os produtos e serviços para os quais trabalhamos?

É uma pergunta de um milhão de dólares, como se costuma brincar por aí. Pois quem responder primeiro tem uma forte chance de ficar milionário.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ruas do Brasil: 21 de maio

Quem lê meu blog, sabe da minha fixação por entender de onde vem os leitores. Vez ou outra eu posto sobre as curiosidades das cidades que vejo nos controles do Google Analytics. Agora, vou tentar fazer um outro passeio pela geografia do Brasil: vou postar uma nota sobre as ruas nacionais com nome de datas, uma por dia. Minha idéia é comprovar que temos pelo menos uma rua com o nome de cada dia do calendário. E começo hoje, pois é a data de aniversário de um dos meus filhos.

Imagem do mapa

Arapiraca é uma cidade do estado do Alagoas, onde encontramos a Rua 21 de Maio. Ela abre nossa série, apresentando-nos uma localidade com 208 mil habitantes. Que talvez não saibam que em 1904, neste dia, foi criada a Fifa, Federação Internacional de Futebol. Que já teve um presidente brasileiro. João Havelange, de 1974 a 1998.

21 de maio 

A Fifa teve um presidente brasileiro porque somos o melhor país do futebol mundial? Ou somos o melhor país do futebol mundial porque a Fifa teve um presidente Brasileiro?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

E agora Perdigão? O que fazer com a marca Sadia? II

Qualquer que seja a decisão que a nova empresa Brasil Foods venha a tomar, só veremos resultados práticos daqui a um ano. Isso porque eles anunciaram que manterão suas estruturas de marca intactas durante um ano, de modo a facilitar o trabalho do Conselho Administrativo de Defesa do Consumidor, o Cade.

Sadia e Perdigão anunciam fusão

A Brasil Foods é o resultado da fusão entre as duas maiores empresas de alimentos industrializados do Brasil, Sadia e Perdigão. Numa só canetada, surgiu a maior empresa da área no mundo, repetindo a história da Ambev. Como ocorreu naquela época, pode ser possível que o Cade exija a venda de alguns patrimônios ou marcas específicas, para garantir a concorrência em alguns setores. Recordando, a Ambev precisou vender a Bavária, algumas fábricas e garantir a distribuição para os compradores pelo período de quatro anos.

Naquele caso era fácil, cada marca de cerveja já tinha um perfil de atuação isolada. Como fazer no caso da Brasil Foods? Vender o Chester ou o Fiesta? O Hot Pocket? São poucas as marcas de alimentos industrializados das duas, pois a estratégia sempre foi colocar os lançamentos debaixo do guarda-chuva das marcas mães. Você não pede um presunto Abracadabra. Você pede Sadia, ou Perdigão. Dessa forma, o trabalho do Cade será dificultado.

Deveremos observar um movimento muito lento de concentração de lançamentos na Perdigão e de congelamento de novas ações na Sadia. Como a fusão foi feita entre não iguais, com a Perdigão numa posição de superioridade, é de se supor que a direção deva favorecer essa marca durante este ano de quarentena.

É esperar para ver. Enquanto isso, continuamos no nosso lanche de cerveja com presunto…

terça-feira, 19 de maio de 2009

Market Place e o preço de um bom mailing

Não tenho dúvidas de que um dos grandes problemas do comércio é conhecer seus clientes. Imagine, então, quando você é um espaço de vendas, onde as pessoas vem, passam pelos seus corredores mas não se sentem obrigadas a se identificar para sua empresa. Esse é o problema dos shopping centers. Apesar do número imenso de consumidores que transitam nos seus interiores, são todos transeuntes e suas destinações finais são as lojas que compõem seu mix.

Alguns shoppings passaram a reeditar as promoções de datas, onde as pessoas trocam consumo por brindes diversos. Só que essas são promoções do tipo self-liquidate e os dados gerados são subproduto da ação, já que o objetivo principal é aumentar o consumo nos shoppings da rede.

Shopping Marketing Place

Agora, o Shopping Market Place, de São Paulo, realiza uma promoção que visa, claramente, o cadastro de seus frequentadores. De 18 de maio à 7 de junho, ao pagar o estacionamento, é dado um voucher para a troca por um ingresso do cinema. Só que, para validá-lo, a pessoa precisa preencher uma ficha com seus dados. Numa conta simples, não tem como o consumidor não ver vantagem nessa troca. O estacionamento custa R$ 7,00 por quatro horas, o ingresso, entre R$ 14 e R$ 16,00. Ou seja, estacionar e ver um filme sai pelo preço de sete e não vinte e um reais.

Não se engane, ninguém é bobo. O Market Place vem se reposicionando como o shopping de luxo da região e tem como concorrente direto o MorumbiShopping, que fica exatamente do outro lado da avenida. Seu tamanho não lhe permite investimentos publicitários tão altos quando seu competidor, além do perfil de seu público ser de um tipo difícil de ser capturado pela publicidade. Nada como trocar seus dados por uma oferta tentadora.

Lógico que existem restrições. O ingresso vale somente de segunda a quinta e nem todo mundo verá vantagem em receber um ingresso, quanto mais com limitações como essa. Ainda assim é uma ação relativamente cara para se construir um mailing. Mesmo que o cinema disponibilize os ingressos pela metade do preço e que nem todos se cadastrem, o fluxo diário irá gerar um enorme volume de trocas. Mas numa época de internet, com as pessoas trocando os meios de comunicação de massa por uma infinidade de sites, um nome vale ouro.

Ainda é cedo para se conhecer os resultados dessa ação. Sua própria existência, somada às iniciativas de outras empresas, como o já postado aqui da Paramont em criar promoções divulgadas nos próprios DVD’s de seus filmes, alugados ou vendidos, demonstra o nascimento de uma corrente forte que prega que as empresas precisam conhecer seus clientes, sob pena de os perderem para os concorrentes que tenham melhores idéias e ferramentas para tal.

A internet está causando dois fenômenos que precisamos ficar atentos: primeiro, uma debandada de pessoas dos meios off-line em favor dos on-line. Segundo, uma reação das empresas em buscar identificá-las, para um direcionamento de comunicação, como resposta à mudança de hábitos de consumo de informação. Não dá para não ficar atento e não surfar nessa nova onda.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

E agora Perdigão? O que fazer com a marca Sadia?

Quando a gente falar no futuro sobre o ano de 2009, iremos nos lembrar dos movimentos de fusão e incorporação de marcas famosas brasileiras. Estamos vendo a Itaunização do Unibanco, com sua comunicação assumindo a cara do banco dos Setúbal. Agora iremos começar a ver uma outra transformação. A perdiguilização da Sadia.

Hoje foi anunciada a possível fusão das duas maiores empresa de alimento industrializado do Brasil. Juntas, elas deverão formar a terceira maior companhia de capital aberto do Brasil. Só que esse é o lado negocial da fusão. Faltou discutir o lado branding da mesma.

Sadia e Perdigão anunciam fusão

Não tenha ilusões, a Perdigão vai mandar, como já mostra a decisão de quem será o presidente da nova empresa, o atual número um da Perdigão. Mas a marca Sadia é sabidamente mais valiosa do que a de sua compradora. Significa dizer que elas deverão continuar convivendo no ponto de vendas, se prevalecer a lógica de mercado. No entanto, se no curto prazo as coisas não devem mudar, não podemos garantir o mesmo no médio ou longo prazo.

Veja a estratégia da Inbev. A Cervejaria Brahma comprou a Antarctica, formando a Ambev, e passando a ter no seu plantel as três principais marcas de cerveja brasileira. Primeiramente ela transformou a Antarctica em seu produto de combate, colocando seu preço no mesmo nível que Kaiser e outras pequenas cervejas. Liberou, dessa forma, a Skol e a Brahma para serem marcas mais premium, com um preço um pouco superior. Depois a posicionou como a marca dos tomadores “profissionais” de cerveja, através do “a boa”. Um ótimo posicionamento, pois não se choca com o da Skol, a cerveja que “desce redondo” e cria um nicho muito claro. O que eles não esperavam é que, com isso, a Brahma acabasse ficando apertada entre os dois posicionamentos e precisasse se reposicionar, através da nova tentativa, a do “sou brahmeiro”.

Sadia e Perdigão devem seguir um caminho parecido, com a solução das atuais sobreposições de linha de produtos. Não dá para ter eternamente duas linhas de pizza, duas de presunto, duas de produtos congelados, etc, a não ser que se consiga posicioná-las tão claramente que o consumidor de uma seja um pouco diferente do consumidor da outra. Dessa forma, evitaria-se uma canabalização indesejada entre elas nos pontos de vendas.

Como já disse anteriormente, este ano será um aula para quem se interessa pelo assunto marca. Minha sugestão é que possamos assistir as mudanças sentados, bebendo uma cerveja e beliscando um presunto. De preferência, uma Skol com Sadia.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Viral da Samsung: Como a publicidade será um dia II

Postei ontem sobre a campanha viral da Samsung, dizendo que, diferentemente de outros profissionais de marketing do mercado, acredito que exista sim uma técnica que permita prever a possibilidade de viralização de um vídeo na internet.

Em minha defesa, Carlos Henrique Vilela me indicou um link para um post do blog dele que dá exatamente a receita de como aumentar as possibilidades de sucesso nesse novo tipo de comunicação.

Sugiro que clique no link e leia. É interessante perceber que existem pessoas trabalhando para entender esse novo fenômeno. De acordo com o Carlos, essa primeira tentativa de analisar o marketing viral foi retratrada num artigo publicado na Advertising Age pelo vice-presidente de análise de marketing da consultoria americana Visible Measures, Matt Cutler.

Somando a isso a existência da The Viral Factory especializada no tema, chego a conclusão de que precisamos rapidamente aprender como fazer, para não perdermos o bonde da história.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Viral da Samsung: Como a publicidade será um dia

Ainda ontem, passei a noite com alunos da ESPM discutindo o futuro das agências de publicidade. Não é novidade para ninguém que o modelo atual, baseado na mídia tradicional dos 30 segundos, tende a ser descontinuado na medida em que o mundo virtual se desenvolva. Como lembrou meu amigo e professor daquela escola, Luiz Fernando Biagiotti, no século passado um dos pioneiros da propaganda, Leo Burnett, já avisava aos seus funcionários e clientes: “precisamos aprender como fazer publicidade neste novo meio, a televisão, antes que algum concorrente descubra uma forma e as agências baseadas em anúncios de jornal morram”. Esse é o novo desafio: descobrir como usar a internet inteligentemente, e não somente os famosos comerciais de televisão.

A gente tem ouvido muitos profissionais renomados de marketing dizer ser difícil, se não impossível, planejar e executar virais. De acordo com essa linha de pensamento, virais são um resultado expontâneo das ações dos consumidores. Aos anunciantes e agências caberia somente o papel passivo de esperar que alguma coisa que fosse feita por eles caísse no gosto popular.

Para mim, pura besteira. É como dizer que não conseguimos administrar os resultados dos comerciais de televisão. Ou alguém aí tem dúvidas que o '>'>comercial da Sky com a Gizele Bundchen não seria um sucesso?

Chamou-me a atenção um dos posts do Blog Gizmodo Brasil de hoje. Nele, tomei conhecimento do viral da Samsung, um exemplo de como esse tipo de ação é resultado de planejamento e criatividade. Um vídeo mostra a qualidade da câmera do novo celular da empresa. De repente, o apresentador, em frente ao espelho, faz um truque de mágica e o celular some. Só que ele continua segurando com as mãos a câmera invisível, gravando como se aquilo fosse natural. E desafiando o expectador a descobrir qual o truque, já que a imagem não tem nenhum corte.


Ah, mas até aí, os profetas do apocalipse estão certos, você poderia pensar. O vídeo é bom, mas ninguém garante a sua transmissão através da net. Só que a verdadeira razão para se enviar esse vídeo para os amigos é um segundo vídeo, mostrando como o truque foi feito e comprovando que realmente existiam dicas para que você descobrisse a solução do enigma. No mínimo, sensacional. Quem criou, já o fez pensando em causar o efeito de retransmissão através da internet.


Surge uma segunda prova de que marketing viral é sim possível. Basta uma boa idéia e um cliente corajoso o suficiente para investir nela. A agência que criou essa ação chama-se The Viral Factory, de Londres. Graças a Deus, alguém não se deixou influenciar por aqueles que não sabem como manejar a nova mídia e criaram uma agência especializada no impossível.

Se isso hoje é exceção, daqui a poucos anos será a principal forma de comunicarmos com um consumidor cada vez mais desatento e disputado. Nós, como profisisonais de marketing, precisamos surfar a crista dessa onda. Antes que viremos dinossauros de um mundo que não existe mais.

Star Trek chegou! Todos para o cinema

Desculpe-me, mas não consegui me conter. Como fã de Star Trek tinha que fazer um post sobre o lançamento. Primeiro final de semana e já é o campeão de faturamento dos lançamentos do mês. Gene Roddenberry deve estar todo feliz com a releitura que o J.J. Abrams fez de seu clássico. O filme custou U$ 140 milhões e faturou no seus primeiros três dias U$ 76,5 milhões. Esta é a nova realidade do cinema mundial: um enorme lançamento, distribuição em todo o mundo e a garantia do retorno mais rápido possível. Não vai ser necessário nem um mês para que o investimento se pague. E desde já dá para se pensar em outras sequências dessa nova série de Jornada nas Estrelas.

A briga contra todos os novos meio de comunicação é insana para a indústria cinematográfica. Mas eles vem se reinventando mais rapidamente do que a fonográfica. Já postei aqui sobre as novas idéias, tais como o Imax e as promoções em videoclubes. Mas nunca me canso de ver como eles abrem sempre novas frentes, como a onda de filmes sobre heróis de histórias em quadrinho e antigos seriados de tv. É uma forma de contar de foma inovadora com a atenção dos expectadores, já que eles se sentem atraídos por histórias que já conhecem desde a infância.

Criatividade é isso. Olhar para o mesmo e achar novas formas de se envolver o cliente. Vida Longa e próspera!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Música no Marketing: Elas estão no poder

Fechando a série de posts desta semana, aproveito a dica do meu amigo Wilson Oura para mostrar mais uma forma de dizer a mesma coisa através de músicas diferentes.

Não é mistério para ninguém que o amor, a paixão e o envolvimento romântico são temas recorrentes de músicas em qualquer parte do mundo. E fazer odes ao amor pelas mulheres é um dos motivos mais comuns, independente do gênero.

Vai aqui o vídeo da música de Frejat. Coincidentemente, vivo cantando para minha esposa. Esperto que sou, tem anos que já sei quem manda de verdade.

Só que existem formas e formas de dizer isso. E cada grupo posiciona-se de jeito a atingir um perfil de consumidor. Neste caso, apesar dos dois grupos fazerem Rock, o Barão Vermelho parece um bando de estudantes de colégio de padres frente à agressividade e liberalidade da letra da música dos Velhas Virgens, ambos falando sobre como as mulheres mandam  e desmandam nos seus pares. Enquanto Frejat canta “Por você eu tomaria banho gelado no inverno”, Paulão de Carvalho manda um “A gente faz papel de besta porque elas tem o que a gente quer”.

Barão Vermelho, você com certeza já conhece. Criado em 1981, deve a Cazuza sua fama e vários de seus sucessos. Já o Velhas Virgens, criado em 1984 e considerada a maior banda independente do Brasil, você dificilmente ouvirá em rádios. Suas letras abusam de sexo e bebidas, como é o caso da música “BU…….TA”, que cito acima. Diferentemente dos shows do Barão, que tem público de ambos os sexos, os Velhas Virgens atraem em sua grande maioria somente homens. Porém, se o Barão tem vários concorrentes no gênero rock comercial, os Velhas Virgens reinam sozinho no que poderia ser chamado de pornorock.

Como tudo em marketing, vencer depende de decisões de posicionamento inicialmente assumidos quando da análise de mercado. O Barão Vermelho trilhou o caminho do sucesso comercial. O Velhas Virgens, o do mundo underground. Mas, no fundo, os dois concordam: São elas quem mandam, de verdade.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Música no Marketing: A vida me levar…

Esta semana o blog está bastante musical. Até porque taí um produto que tem um ótimo hábito de usar ferramentas dessa nossa ciência nada exata para se propagar. Mais do que isso, música para mim é uma forma de conhecer e entender a cultura dos povos e pessoas com quem nos relacionamos.  

Zeca Pagodinho e Skank

Fiquei maravilhado com a coincidência de letras entre as músicas do Zeca Pagodinho e Skank. Não dá para falar que o público alvo desses dois cantores/grupos é o mesmo. Quem curte rock pode até se divertir com o pagode e vice e versa. Mas na hora de botar a mão no bolso e assistir um show de um desses dois, dificilmente o que veremos são pessoas com o mesmo perfil.

Mas os dois cantam em prosa e verso o anti-planejamento quando as letras de suas músicas dizem “Deixa a vida me levar” e “Vou deixar a vida me levar”. Opa! Até as palavras são as mesmas.

Fui pesquisar e descobri que diversas pessoas já haviam notado essa coincidência. Éder Luiz Bolson, inclusive, retrata em seu site diversos outros exemplos de como a cultura brasileira valoriza deixar a decisão nas mãos do destino. Brincando, brincando, ele cita mais dez exemplos, tais como  “Vida breve. Já que não posso te levar, quero que você me leve " de Cazuza em "Vida, louca vida"; ou "Coisa que gosto é poder partir sem ter planos" de Milton Nascimento em "Encontros e despedidas". Até um Juiz de Direito, José Henrique R. Teixeira, usou-as numa palestra, aproveitando e dando exemplos contrários, como Geraldo Vandré cantando “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

Como marqueteiro e publicitário recuso-me a pensar que a vida vai tomar as decisões por mim. Ainda mais na minha área profissional. Mas me impressiona saber que culturalmente o brasileiro está mais próximo do “no final dá tudo certo. Se ainda não deu é porque ainda não chegou no final”. Creio que nenhum de nós que trabalha nessa área pode se dar ao luxo de não pensar um pouco em como essa nossa cultura nacional afeta a imagem e as vendas de nossos produtos e serviços.

Vale o esforço de buscar exemplos dessa influência. Significa dizer que este post terá a parte II em breve. Aguarde!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Música no Marketing: Wanessa Camargo agora é pop

Você tem dúvidas se pessoas são ou não são marcas? Pois bem, pense nos artistas. Eles são a prova mais cabal de que pessoas tem as mesmas características que nós aprendemos a construir para as marcas com as quais trabalhamos.

Eles nascem, crescem e morrem como marcas, como qualquer uma de cerveja, sorvete, shampoo ou pasta de dentes. E muitas vezes é necessário um reposicionamento, pois o produto está deixando de vender e uma mexida nas suas características pode reverter esse quadro.

 

 

Não sei se você já ouviu a nova música da Wanessa Camargo, fazendo dupla com o rapper Ja Rule. É, sem sombra de dúvidas, o final de um reposicionamento bem feito. Se você não sabe, ela começou a cantar em 2000, aos 17 anos, e sofreu durante anos um bombardeamento da imprensa e público que a comparava com a Sandy, por diversas razões: primeiro, as duas são filhas de cantores famosos. Segundo, a diferença de idade delas é de apenas um mês. Só que a Sandy cantava, nessa época, para adolescentes e crianças. E Wanessa veio num estilo meio romântico, meio brega.

Desde o início, se tranformou numa anti-Sandy. Sandy era virgem? Ela anunciou para todos que já havia passado dessa fase. A filha do Xororó sempre se expôs de forma comportada? A filha do Zezé di Camargo faz o gênero sexy. Até os maridos delas são como água é vinho. Sandy se casou com o Lucas Lima, músico da família Lima, um grupo que tem como perfil algo próximo a música clássica. Já Wanessa casou-se com empresário capixaba Marcus Buaiz, que entre rádios e eventos tem um perfil mais para o popular.

O novo posicionamento tem dedo do Marcus, com certeza. E como todo reposicionamento, tem o risco de perder o público antigo e não ganhar um novo. Lógico que eles se cercaram de todos os cuidados. Ela gravou com Ja Rule a música Fly, que já está tocando nas rádios FM’s que ela não conseguia entrar antigamente. Mas para não correr o risco com seus antigos fãs, existe a versão em português, que deve estourar nas rádios mais populares. 

Wanessa é uma marca em transformação. É uma forma de alongar a vida do produto, da carreira de cantora. Ela sabe do valor de seu nome. Resta perguntar: Você sabe o valor do seu?

Música no marketing: Playing for change

Mark Johnson um dia olhou para um músico de rua e idealizou um projeto onde vários músicos de rua cantassem juntos em favor da humanidade. Camera e equipamento de som na mão, ele partiu pelos quatro continentes fazendo um dos trabalhos mais sensacionais que já conheci. Criatividade pura, sem obrigatoriamente ser algo muito caro.

Você, assim como eu, trabalha com marketing. Quantas vezes já não se sentiu impedido de fazer algo novo e diferente porque sua empresa não tinha muito dinheiro? Pessoas como o Mark provam para a gente que não é uma questão de dinheiro. É de visão.

Veja abaixo a música que deu origem ao projeto Playing for Change. Depois visite o site. Valem os minutos dedicados, nem que seja para se sentir de bem com a vida.

 

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Três anos de Blogging

Deixei para o último dia de abril, mas tenho de registrar que neste mês completa três anos que venho blogando. Exatamente no dia 23 de abril de 2006 eu comecei a postar no UOL, tentando entender como esta ferramenta funciona. Hoje posso dizer uma coisa: É um universo muito interessante, onde as pessoas se sentem livre para fazer comentários descompromissados. Lógico que existem blogs e blogs. E eu me tornei um leitor voraz deles.

Número de profissionais nos EUA

Advogados 555.770
Bloggers 452.000
Programadores de computador 394.710
CEO’s 299.160
Bombeiros 289.710

Se no meu caso blogar é uma forma de conhecer por dentro mais uma ferramenta de comunicação, nos Estados Unidos o Wall Street Journal já indica que existem quase o mesmo número de pessoas vivendo profissionalmente de blogar que de advogar. Isso mesmo! Na terra dos advogados, onde todo mundo sempre entra na justiça contra todo mundo, o número de blogueiros já encostou no de profissionais de direito. E ultrapassou profissões como programadores de computador ou bombeiros.

Isso demostra um novo fenômeno social. A internet vem desenvolvendo um novo formato de comunicação e notícias, onde a opinião pessoal passa a ser importante. E as pessoas vem substituindo, cada vez mais rapidamente, o meio físico, o papel, pelo virtual. Surpresa é perceber que quem está lucrando com essa mudança não são os grandes jornais diários e sim pequenos blogs que refletem melhor a nova ferramenta que surgiu.

A choradeira já começou. Mas a mudança causada por esse fenômeno já começou também no Brasil.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Apucarana não sai da cabeça dos brasileiros

Você com certeza tem um produto de Apucarana e não sabe. Se procurar na etiqueta de qualquer boné que você possua, verá que ele provavelmente foi produzido naquela cidade do noroeste do Paraná. Com mais de 200 empresas e 10 mil pessoas direcionadas para sua produção, Apucarana é reconhecida como a Capital nacional do Boné.

Apucarana Capital do Boné

Nos últimos dias, este blog tem recebido vários leitores da cidade. E me feito recordar que já negociei inúmeras vezes com as indústrias de lá, comprando brindes para as empresas nas quais trabalhei.

As diversas estatísticas apontam que 50 a 80% da produção nacional origina- se lá. Significa dizer que, no mínimo, metade das casas teria um produto oriundo de Apucarana. Considerando-se que a cidade só tem 120 mil habitantes, poderíamos dizer que ela é uma das cidades com maior presença nos lares brasileiros.  

Surgida em 1972, a Cotton’s foi a primeira fábrica de bonés na região. Com o crescimento assombroso da empresa, diversos funcionários foram saindo e montando suas próprias confecções. O resto é história: a concorrência levou à especialização e à liderança no segmento no Brasil.

Especialização pode representar uma força no marketing. E criar uma barreira contra a invasão de mercado por novos concorrentes. No caso de Apucarana, uma simples empresa gerou um mercado de 120 milhões de reais por ano. E premiou a cidade com uma fonte única de renda.

Quem dera cada cidade brasileira tivesse uma Cotton na sua vida.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Propaganda quando é boa é boa mesmo II

ScaryIdeas.com é um dos sites mais interessantes nesse mundo caótico da internet. O que não falta nele são ideias e ideias de boa qualidade. Este anúncio abaixo da série Law & Order é simplesmente fantástico. Nada como utilizar um problema e transformá-lo numa solução. A idéia é da Colenso BBDO, da Nova Zelândia.

Law & Order

domingo, 26 de abril de 2009

Da série Novas linguagens de comunicação II

Este grupo eu descobri lendo um post no blog da Mônica Veado, que havia lido a respeito deles no Facebook da Ana Maria que descobriu no… sei lá. Esse é o milagre da internet. As coisas brotam de todo lado.


O nome do grupo é Voca People. São um grupo de oito israelense que fazem shows de 20 a 80 minutos sem o uso de instrumentos musicais. Tudo na base da voz somente, misturando vozes masculinas, femininas e beat box.

Ainda não estouraram no Brasil, nem foram utilizados em propaganda. Mas, assim como os Blue Men daqui a pouco estarão por todos os lados.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Igreja Evangélica, a Católica e a música

Eu não sou evangélico. Mas é impressionante o marketing das diversas igrejas e templos que se proliferam cada vez mais no Brasil. Contra uma postura conservadora, eles se posicionam de uma forma moderna e atualizada. Não é a tôa que vem crescendo os números de fiéis que trocam de religião a favor das novas versões cristãs. Lógica das lógicas, o católico é o principal cliente em potencial, pois além de serem em maior número já são culturalmente formados e creem em Jesus Cristo e tem na Bíblia sua principal fonte de fé.

Edir Macedo, o líder máximo da Igreja Universal, vem sempre se posicionando, inclusive, contrário a todas as posições de Bento XVI. O Papa se declarou contra o uso das camisinhas? O Bispo inaugura seus novos tempos distribuindo-as e declarando “Nós não podemos evitar que as pessoas tenham relações sexuais. Distribuindo camisinhas, estamos fazendo um trabalho social.” O Sumo Pontífice diz que é errado praticar o aborto? O Evengélico coloca seus meio de comunicação para fazer campanha a favor da sua legalização. Se fossem duas empresas, estaríamos assistindo uma guerra de mercado pela conquista de consumidores. E é assim que as novas religiões vem considerando seus fiéis em potencial.

Entre 1994 e 2007, a Igreja Católica caiu de uma participação de 75% para 64% de “participação de mercado”, segundo dados do DataFolha. Nesse mesmo período, os evangélicos subiram de 14% para 22%. O deputado Pastor Cleiton Collins (PSC) estima em mais de 45 milhões de pessoas o número de evangélicos no Brasil, número um pouco maior do que a projeção do DataFolha. Dá para ignorar um mercado desse tamanho? Hoje, o mercado Gospel já movimenta R$ 1 bilhão por ano, crescendo 8% por ano. É bom lembrar que o Brasil, como um todo, chegou a crescimentos de 5%. E não adianta nos enganarmos. Eles consomem os produtos que nós colocamos no mercado e são um segmento que não pode ser ignorado.

A música já o descobriu e é cada vez maior o número de cantores dirigidos para essa faixa de público. E aqui reside outra modernidade dessas igrejas: os ritmos são os mais variados. Para seu conhecimento, selecionei três ritmos diferentes. Você poderá ouvir um Rock pesado, uma balada e um Funk. Enquanto isso a Igreja Católica ataca somente de Padre Marcelo e seu ritmo de aleluia.

É. A guerra já está quase vencida…

Rock pesado – Metal Nobre

Balada – Nova Voz

Funk - Cabeção

Post anterior Igreja e Mercado – Clique aqui : http://murilomoreno.blogspot.com/2006/07/igreja-e-mercado.html

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Honda e o admirável mundo novo

Enquanto a General Motors luta para se salvar, a Honda vem cada vez mais ampliando suas fronteiras e deixando de ser uma produtora de veículos para se classificar como uma produtora de soluções de locomoção. Como já dizia Theodore Levitt, no seu livro Imaginação de Marketing, um dos principais aspectos para se diferenciar e prosperar é ampliar seu foco de atuação. E locomoção é maior do que o mercado automotivo.

Depois de ter entrado na aviação, agora é a vez de começar a revolucionar o mercado direcionado aos paraplégicos, com o lançamento de dois equipamentos que, se no momento só facilitam a vida de não portadores de deficiência, não demora muito vão permitir que os deficientes voltem a se locomover livremente.

Bodyweight Support Assist

O primeiro chama-se Bodyweight Support Assist, algo como Assistente para suporte do peso do corpo. Seu principal papel é melhorar a sensação física daqueles que precisam ficar horas em pé. Não por acaso, está sendo testado nas fábricas da Honda, no Japão.

 

Stride Management Assist

O segundo, Stride Management Assist, ou Gerenciamento do caminhar assistido, busca facilitar o movimento dos passos e é dirigido principalmente para pessoas idosas e seus claudicantes caminhares.

As duas invenções são resultados de mais de 20 anos de pesquisa. Quando, em 1986, a Honda apresentou o primeiro protótipo de seus robôs, o E0, o projeto era pesado, caro e desengonçado.

Vinte e três anos depois, a experiência que desenvolveu o Asimo começa a dar frutos para a empresa japonesa. Lógico que o robô ainda não tem sentimentos, como o comercial americano abaixo nos faz pensar. Mas as soluções desenvolvidas para que ele funcione começam a se aplicadas na melhoria da vida diária.

Não tenho dúvidas de que o próximo passo será reunir as soluções encontradas pela Honda com aquelas apresentadas pela Hitachi no já distante ano de 2007. Para quem não se lembra, a empresa japonesa de tecnologia demonstrou como os impulsos elétricos poderiam ser utilizados para que portadores de deficiência física pudessem comandar controles remotos de TV’s. Juntando um mais um temos três.

Realmente, a vida vem se tornando cada vez mais fácil.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Google e os jornais. A guerra está apenas começando

Corro o risco de parecer estar me repetindo, mas volto ao tema dos direitos autorais. Dessa vez para refletir a discussão do momento entre os jornais americanos e o Google. Na semana passada, esperava-se um confronto entre as partes numa convenção dos jornais americanos, durante palestra do presidente do Google. Não houve. E isso porque a Associated Press anunciou, via discurso onde não citou diretamente o buscador, que iria exigir dos sites de busca um pagamento pelo uso de suas matérias e dos jornais associados.

A questão novamente é quem lucra ou não com o trabalho. Os jornais alegam que eles mantem as estruturas de jornalistas e de seus próprios sites, mas que os buscadores lucram com as propagandas colocadas em suas páginas, sem precisar montar uma estrutura tão ampla. Mas não podem abrir mão do fluxo de novos leitores que os buscadores enviam para eles, sob o risco de verem diminuir sensivelmente o número de leitores virtuais.

Vejo pelo meu próprio exemplo. Leio muitas matérias do New York Times, do The Guardian, da Forbes e da Times, mas minha porta de entrada é sempre as minhas buscas. Se fosse tentar pesquisar os vários veículos de comunicação, minha leitura se limitaria aos poucos que me lembrasse, ou à minha paciência em ficar abrindo diversos sites à busca dos assuntos de meu interesse.

Google News Timeline

Em meio a essa discussão, o Google lançou ontem um novo serviço, o Google News Timeline, que vai além do Google News, e permite numa só tela que o internauta tenha uma visão histórica das notícias sobre os assuntos que esteja pesquisando. Seja semanal, mensal, anual ou por décadas. Um serviço que amplia ainda mais a vantagem que eles tem sobre os jornais como endereço inicial de busca de notícias e, consequentemente, aumentando a possibilidade de lucrar com publicidade.

Essa discussão se une àquela dos copyrights de músicas e filmes, que acaba de ter um novo round vencido pelas gravadoras, durante o julgamento do PirateBay. Mas eu continuo acreditando que a solução virá pela criação de uma nova forma de se cobrar os direitos autorais, deixando de ser algo individual e passando a ser algo próximo a uma assinatura de serviço.

O tempo irá criar uma nova solução. É só esperar.

domingo, 19 de abril de 2009

Samba e Rock and Roll. Essa mistura dá Sambô

Este post é para deixar leve o feriado prolongado. Ouvi outro dia, no Pânico da Jovem Pan, este grupo, o Sambô. Misturam Rock and Roll com samba e conseguem milagres. Ou seja, comprovam a idéia de que criatividade é olhar para aquilo que todo mundo vê todo dia e achar algo de novo.

Se ainda não estouraram, falta só um empurrãozinho da mídia. Se você gosta de rock, vale a pena clicar e ouvir. Se gosta de samba, também. Divirta-se.

sábado, 18 de abril de 2009

Exército brasileiro: A arte de comunicar produtos difíceis.

Sou fã confesso do Exército Brasileiro. Quando vejo qualquer assunto que diz respeito a essa força armada não consigo pensar em guerra e morte, como seria de se esperar. Sempre associo nossa armada a serviços de utilidade pública e à defesa. Diferentemente de quando penso no exército americano, que me traz imagens belicosas.

Não tenho dúvidas que essa imagem é construída de forma planejada e inteligente. As ações do exército são divulgadas pelos meios de comunicação sempre de uma forma positiva, mostrando o lado humanitário de suas ações, seja a participação na Missão de paz no Haiti, na tomada das favelas do Rio quando dos problemas com traficantes ou na reconstrução de estradas. Até rádio eles tem, transmitindo em Brasília e através da internet.

Revista Recrutinha, do Exército Brasileiro

Hoje fui impactado por mais uma ação de marketing do Exército. Como amanhã, dia 19 de abril, é o Dia do Exército, eles estão durante toda essa semana fazendo ações junto à comunidade em todo o país. Em São Paulo, montaram no Parque Villa Lobos uma exposição de equipamentos de guerra, onde as pessoas podem chegar perto, tocar e conversar sobre suas curiosidades. Paralelo, existe Caça ao Tesouro e curso de camuflagem para crianças, vários exames de saúde para a população em geral e até mesmo apresentação da Banda do Exército.

Certos produtos são muito difíceis de se trabalhar, pois eles lembram as pessoas os problemas que elas podem enfrentar na vida. Defesa nacional é um desses. Pensar em sabonete, automóvel ou sanduíche é relativamente fácil. Tente um pequeno exercício: Se fosse você responsável pela criação da imagem do Exército, como você planejaria suas ações? Entendeu porque sou fã deles?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

PirateBay. O julgamento do ano II

Pirate Bay Logo

Saiu o resultado do julgamento por infração dos direitos autorais pelo site Piratebay. Os quatro fundadores foram julgados culpados por violação de direitos autorais e foram condenados a um ano de prisão mais uma multa de alguns milhões de dólares. O mais interessante é que a indústria fonográfica não lutou na corte contra o site, mas sim contra a pessoa física dos quatro sócios. Além disso, não questionaram o direito autoral diretamente, mas a facilitação que eles proporcionaram de que outras pessoas quebrassem os copyrights de músicas, filmes e qualquer outro arquivo transmitido eletronicamente.

(Se você não viu o post anterior, clique aqui)

O caso ainda vai ter apelação, mas devemos assistir o mesmo efeito já visto quando da condenação do fundador do Napster. O site sai do ar, a indústria fonográfica fica feliz achando que resolveu o problema, passam-se alguns meses ou anos e aparece um novo formato de distribuição eletrônica que traz novamente à tona a questão dos direitos autorais na era virtual.

Enquanto existirem peneiras, muito sol ainda vai ser tampado…

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Convergência analógico e digital. O novo livro já chegou

As verdadeiras revoluções na forma como nos relacionamos com o mundo ocorrem silenciosamente. Você precisa fazer um esforço para lembrar como o mundo era antes do computador, do celular, da internet. Essas tecnologias começam lentamente e, quando você percebe, é impossível não estar completamente envolvido com elas. 

Confesso que venho acompanhando atentamente a evolução do livro digital, o e-book, e o lançamento dos diversos equipamentos de leitura eletrônica, como o Kindle, da Amazon, ou o Sony Reader, da Sony. Já brinquei com um e fiquei maravilhado. Como bom mineiro, não comprei, esperando o momento em que existirão títulos suficientes em português para justificar o investimento. Esse, inclusive, é o principal motivo pelo qual os e-readers em geral ainda não decolaram: falta a criação do iPhone dos livros eletrônicos, aquele equipamento que revolucione para sempre o jeito de se ler livros no mundo.

Porém me chamou a atenção a evolução do livro de papel num mundo digital e como certos editores e livreiros vem fazendo uma transição entre os dois mundos de uma forma muito suave e silenciosa. Se formos pensar bem, o problema dos livros é similar ao que os jornais vem enfrentando. As notícias nos diários chegam às bancas já velhas, pois não dá para competir com a atualização imediata do meio digital. Podemos dizer o mesmo de livros técnicos, onde certos assuntos são rapidamente deixados para trás.

Livro A Lógica do Mercado de Ações

Qualquer livro que tenha sido publicado sobre mercado de ações em agosto do ano passado já está completamente defasado. Quem seria doido o suficiente para investir de acordo com suas dicas, considerando-se a crise ocorrida em outubro de 2008?

Para sanar esse problema, algumas editoras começam a atualizar os assuntos abordados em páginas especiais na internet. E o que andei vendo esses dias me provou que existe sempre espaço para inovação. As editoras de livros de línguas estão fundindo os dois formatos em um só. Quase não existe uma separação entre o livro físico e o eletrônico. Você é enviado de um meio para o outro constantemente. Lógico que para esse tipo de publicação era uma evolução esperada e que resolve alguns problemas logísticos. Se no passado a substituição de fitas cassete por CD’s e DVD’s já havia facilitado a distribuição, a internet contribuiu mais ainda para facilitar a venda desse tipo de leitura.  E abriu um novo canal para a comercialização dos produtos. Para se ter um sabor das possibilidades que esses livreiros estão gerando, visite o BusinessEnglishPod.

Agora, se você acredita que isso só se aplica a livros técnicos, não fique assim tão certo. Imagine o que poderia fazer a Rede Globo se decidisse utilizar toda sua estrutura a favor de maiores e melhores vendas. Você poderia comprar o livro A Casa das Sete Mulheres e ter acesso a um espaço exclusivo na globo.com para ver trechos especiais da mini-série produzida para a televisão. Isso para ficar no mais básico, pois as possibilidades são imensas. 

Volto ao tema, brevemente, com mais exemplos. Talvez quando o livro eletrônico chegar de verdade já não conheçamos mais a separação entre o físico e o digital.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Novas linguagens de comunicação

Keith Loutit criou essa técnica de filmagem que é simplesmente surpreendente. Parace falsa, parece brinquedo, mas é feita sobre filmagem real. O impressionante que o autor tenta dar uma nova visão sobre locais que estamos acostumados a ver, mudando nossa percepção dos mesmos. Preste atenção nas ondas do mar. Realmente é algo de novo. Ainda não chegou nos comerciais, mas não demora a aportar por aqui. E observem a trilha. Também é fantástica.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pedigree e Purina: Briga de cachorro grande

Finalmente, a Nestlé reagiu e colocou uma campanha da Purina no ar para marcar território no mundo das rações para animais de estimação. Com a inclusão de um anúncio que se diz o primeiro de uma série, ela se oferece para dar “toda semana, uma dica diferente para cães e gatos” .

Dicas Purina

A Purina vem levando uma lavada da Pedigree, que criou uma campanha nos EUA  para adoção de cachorros sem lar e que a importou para o Brasil. Lá ela se chama The Pedigree Adoption Drive. Aqui, Adotar é tudo de bom. Com direito a site na internet e tudo. O projeto, lançado em 2008,  fez um baita sucesso, tendo inclusive comercial lançado no Superbowl deste ano. É uma briga desigual, a racionalidade da Purina, versus a emoção da Pedigree. Quem tem cachorro em casa, sabe que o placar está um a zero para a campanha da adoção.

 

Mas por que todo esse barulho em torno de rações para cachorros? Porque o Brasil tem a segunda maior população de animais domésticos do mundo, só perdendo para os nossos irmãos norte americanos.  De acordo com o site PetLink, a população de gatos no Brasil gira em torno 13 milhões. E o site Panorama Canino indica uma população 19,7 milhões de cães em todo o país. Só para ficar numa comparação simples, somente quatro estados tem população maior do que a população de gatos brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. E a população de Minas Gerais, segundo mais populoso estado brasileiro, é de 19,8 milhões. Ou seja, um cachorro por pessoa!

São dois bilhões de reais de faturamento por ano somente em rações, mercado conhecido como Pet Food. E olhe que em 2007, de acordo com o Ibope, somente 47% dos cães comiam rações industrializadas. Um mercado com potencial de dobrar e que vem > Mercado pet cresce 20% ao ano deste 1995">> Mercado pet cresce 20% ao ano deste 1995">crescendo 20% ao ano desde 1995. Para qualquer ângulo que se olhe, é um mercado promissor.

Não deixa de ser impressionante notar que cada brasileiro gasta, em média, R$ 380,00 por ano com animais domésticos, segundo cálculos da Associação Brasileira do Mercado Animal (ABMA), podendo chegar a incríveis R$ 210,00/mês, em média, de acordo com outra Associação, a Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação).

Num país onde o salário mínimo é de R$ 465,00 é dinheiro prá burro, quer dizer, prá cachorro!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Gol para a TAM: Espelho, espelho meu…

Nos anos 90, existiam duas principais companhias aéreas, uma Azul Escura e outra Azul Clara. Surgiu uma companhia Vermelha, que matou a Azul Clara. Tempo passa e a briga entre a Azul Escura e a Vermelha vai aumentando até que a Vermelha vira líder. 

Varig e Vasp

Começo dos anos 2000 surge uma nova companhia aérea, a Laranja. (ou poderíamos chamar de Vermelha Clara?). Vem cheia de novidades, entre as quais ser a primeira companhia low fare do país. Nessa época, a Azul Escura começa a dar sinais de cansaço. Sobra o mercado para a Vermelha Escura e a Vermelha Clara (ou seria Laranja?), uma direcionada para executivos e a outra para novos consumidores.

Gol e Tam 

2007 – A Vermelho Clara compra o espólio da Azul Escura e passa a disputar realmente a liderança com a Vermelho Escura. Só que o vírus da Azul Escura ataca a Vermelho Clara, que adota sorrindo seu programa de milhagem. E, pasmem! Deixa de servir barrinhas de cerais e inclui sanduíches nos seus vôos, como a Vermelho Escura.

2009 – Se existiam diferenças entre as duas principais companhias aéreas no Brasil, agora não existem mais. A Gol acaba de implantar um sistema de tarifas que lembra o sistema da TAM. São quatro tarifas ao invés de cinco, mas que partem da promocional e vão até a livre. E que dão de 30 a 150% de milhas, contra 20 a 150% da concorrente. Depois da “variguização” de seus serviços, agora é a vez da “Taminização” dos preços. Low fare? Isso é passado…

Parece a Revolução dos Bichos, de George Orwell. Para quem não conhece, é uma história onde os bichos expulsam os donos da fazenda e tornam-se os novos proprietários. No começo, todos dizem que nunca querem ser como os humanos e continuam morando nos currais. Aí, os porcos resolvem ser os líderes e viver na casa da fazenda. Assim, cada dia passam a se parecer mais com quem criticavam.

Azul Linhas Aéreas

15 de dezembro de 2008 – Surge uma nova empresa aérea no Brasil, a Azul. Começa a voar saindo de Campinas e prometendo preços mais baixos e concorrências nos ares…

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ovos de páscoa para todos

Deu na revista Veja desta semana: indústria de chocolates do Brasil bate novo recorde de produção de ovos de páscoa. Serão 120 milhões de ovos distribuídos, de acordo com a matéria. Para a Nestlé esse número chegaria a 160 milhões. Até ai, morreu Bahia. O que me impressiona é saber que a população total brasileira é estimada pelo IBGE em 191 milhões de habitantes. Significa dizer que 62 em cada 100 pessoas comprarão e comerão um ovo de páscoa neste ano. Ou 71 em cada 100 das classes A, B e C. Se o Lula ficar fizer esse cálculo é capaz de lançar o programa Ovos para todos...

O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de chocolates do mundo e o segundo em consumo de ovos de páscoa, perdendo somente, por enquanto, para a Inglaterra. Se considerarmos modestamente um preço médio de cinco reais por ovo, podemos dizer que este é um mercado de 600 milhões de reais. Pouquíssimas empresas nacionais faturam isso num ano. Planejados por um ano, faturados em alguns meses, consumidos em poucos dias.

Feliz páscoa para você!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BBB: E a vencedora é...o Max?!?

Acabou ontem o Big Brother Brasil 9, na Rede Globo, com um resultado surpreendente, se formos considerar as enquetes realizadas pelos três principais portais do Brasil. Depois de ter acompanhado os diversos paredões e ter postado por quatro vezes comentando sobre pesquisas na internet, fiquei meio impressionado com o que vi ontem. Todos eles davam como certo a vitória de Priscila. Quem havia flertado com a possibilidade da vitória do Max foi o Terra, que ao meio dia de ontem apontava 35% de preferências para o artista plástico carioca. Mas mesmo eles haviam capitulado e, à noite, indicavam a vitória apertada da morena sulmatogrossense. Uol e IG indicavam uma liderança confortável de Priscila, com 48 e 44% respectivamente. Vale ressaltar que a Folha on Line, numa enquete de rua indicava o Max como o vencedor.


Se voltarmos ao ponto que pesquisas por internet podem gerar algum tipo de distorção, o resultado final é uma comprovação dessa tese. A opção a isso é acreditar que a vitória não corresponde à votação real. Parte dos comentários em sites e blogs, hoje, insinuam que o resultado foi forjado. Sabendo como seria fácil para a Rede Globo manipular a vontade do telespectador, através das montagens e chamadas do canal, caso quisesse direcionar o público, fica claro para mim que o telespectador das classes C e D, que votou por telefone ou por SMS, escolheu o candidato mais conservador, evitando o voto na "gostosa", como a chamou o Bial. Seria uma comprovação de que o preconceito gerado por Priscila teria sido deixado de lado por quem tem acesso a computadores, talvez por ser de uma classe um pouco mais cosmopolita, moderna, e ter acesso a tv a cabo e as informações virtuais. Mas não pela população mais pobre, que só contava com a edição da tv para tomar sua decisão.

Vale esse ponto para enteder como funciona a internet no Brasil hoje. Pesquisas sobre automóveis pode dar um resultado aceitável. Pesquisa com itns como creme dental, sabonetes, cerveja ou outros de baixo valor, podem gerar uma distorção que influencie negativamente nas decisões. Lógico que haverá um momento em que isso deverá ser ultrapassado.

Comentário 1 - Impressionante a rapidez com a qual o portal Terra retirou todas as notícias sobre a possível vitória da Priscila. Dos três portais, foi o único que reescreveu sua história.

Comentário 2 - O assunto BBB gera uma curiosidade e uma leitura incrível. Meu pequeno blog, hoje, teve um alto acesso. Somente de pessoas que buscavam notícia sobre o programa. Como não é um blog de fofocas, dificilmente agradou os novos leitores.

Comentário 3 - Leia aqui os posts anteriores: BBB:E o Terra Errou, BBB: E o Terra...acertou!,
BBB é uma aula de Marketing, BBB: 58 é o número da sorte do Max.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Twitter: Um novo Google, ou um novo Second Life?

Uma das melhores formas de se conhecer o sucesso de um novo empreendimento é o buzz gerado em sua volta e o aparecimento de críticas. Twitter é, sem dúvida, um sucesso. De origem relativamente recente, ele já foi capa de revistas semanais, brasileiras e estrangeiras. Esta semana surge a notícia que seu CEO, Evan Williams, recusou proposta da Google de compra por U$ 250 milhões. Para ele, o valor do serviço é de um bilhão de dólares.

Mas o que será que todos veem no Twitter? Alguns não veem nada, como você pode assistir no ótimo vídeo abaixo, dica do João Britto




Assistindo a esse vídeo, veio a minha mente outra febre da internet 2.0, o Second Life. De um dia para outro, todos correram para criar seus avatares e terem uma vida paralela no mundo virtual. As empresas, descobrindo um possível novo filão, passaram a criar formas paralelas de divulgar e vender produtos. E até dinheiro virtual, o Linden, era possível de se ganhar nesse portal surgido em 2003. Cheguei, inclusive, a pilotar uma Mercedes-Benz numa pista virtual. Deu vontade de sair dali direto para a concessionária do mundo real.

Passados seis anos, o Second Life foi do desconhecimento para as luzes da ribalta e voltou para um completo ostracismo. Esse é o risco do Twitter, passada a sua febre. Lógico que a Google vê mais do que isso. Para eles, é a possibilidade de ganhar mais uma funcionalidade, a da busca de termos que as pessoas estejam discutindo no momento. O que abre diversos usos, de pesquisas sociológicas a usos marquetológicos.

De toda forma, Second Life e Twitter nos mostram que existe um uso social para a internet que ainda não foi completamente preenchido. Quem mexe com marketing precisa ficar antenado. Uma hora dessas qualquer vai aparecer o google do mundo social. Não dá para a gente ficar fora dessa.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

BBB: 58, o número da sorte do Max

Ontem teve paredão. O último desse BBB 9. E uma coisa saltou aos meus olhos. Se não era, a partir de agora o número 58 passa a ser o número da sorte do Max. Numa coincidência incrível (No lo creo en brujas, pero que las hay, las hay), a Ana foi eliminada com 58% dos 58 milhões de votos. Muito interessante...

Mas, analisando as votações paralelas dos portais brasileiros, uma coisa voltou a me chamar a atenção: ninguém chegou perto do resultado de ontem. O Terra desistiu de fazer uma enquete e já pulou direto para o resultado final. Uol acertou a eliminação da Ana, mas considerando-se a margem de erro seria possível qualquer resultado: 50,65%. O IG deu como eliminado o Max, com 53%, numa distância de mais de 11 pontos, que em qualquer pesquisa seria um erro astronômico. E não é que as votações tenham ficado baixas: 860 mil e 391 mil pessoas votaram, respectivamente, nos dois portais.

Não dá para negar que a utilização de pesquisas via internet vem se tornando uma realidade na área de comunicação. Só que, para grande parte delas, talvez não tenhamos massa crítica suficiente que evite um resultado enviesado. E tomar decisões de mercado em cima de resultados não confiáveis pode levar a desastres de marketing. Baratas, essas pesquisas são. Mas o custo final delas pode ser algo imponderável.


 
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