quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O líder rendendo-se à concorrência

Quem já esteve em Nova York e visitou a loja da Apple na Quinta Avenida já esteve de frente com a imponência e arrogância dessa pequena empresa de informática.

Pequena? Sim. Por todos os aspectos que se olhe, a Apple é uma pequena e charmosa empresa de informática. Se você olha para o produto mais desejado dela, o iPhone, descobre que ela nem está entre as cinco maiores fabricantes de celulares do mundo, detendo apenas 3% das vendas mundiais. Se pensa em computadores, suas vendas em 2007 foram de dois milhões de unidades versus 252 milhões de PC’s. Ainda assim, cada vez mais eles ditam as normas no que tange a inovação no segmento.

Agora é a vez da Microsoft jogar a toalha e copiar descaradamente a estratégia de lojas próprias da concorrente. A Apple abriu, de 2001 até hoje, pouco mais de 200 lojas em todo o mundo. Seu slogan é fantástico: Venha para comprar. Retorne para aprender. Se na época da abertura da primeira loja existiam várias dúvidas do acerto da decisão e reclamações do comércio em geral, hoje em dia ninguém discute mais o tema, além do medo dos comerciantes ter se dissipado.

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A Microsoft não teve nem vergonha na cara. Como sua concorrente, foi o mercado e contratou um especialista em varejo para montar sua rede. No seu caso, David Porter, ex-Wal-Mart. Na Apple, Allen Moyer, ex-Sony. Como sua concorrente, anunciou que seu principal objetivo, fora as vendas, é construir uma forte relação com seus consumidores e criar melhores e mais relevantes produtos, como resultado.

Agora é esperar e ver os resultados. Quando o pequeno começa a ditar a estratégia do grande, pode aguardar que grandes mudanças de mercado estão para chegar.

Give me a break!

Propaganda boa é isso. A Kit Kat desenvolveu um site para relembrar as pessoas que, de tempos em tempos, nós temos de dar uma pausa no dia. A ideia é ótima. Principalmente o que se lê enquanto o site está carregando. Vale dar uma conferida: http://www.thefirstworldwidewebsitewherenothinghappens.com/

BBB. E o Terra…acertou!

Rede Globo

Uol

IG

Terra

Emanuel

43

40,90

45

39,15

Ana

41

37,04

33

32,89

Mirla

16

22,06

22

27,96

Votantes

Não informado

588.315

191.789

1.290.820

Diferentemente da semana anterior, quando o Terra conseguiu errar por completo o percentual de votos contra o emparedado Newton, nesta quinta eliminação o portal Terra teve uma votação mais próxima do resultado real.

Na semana passada, fiquei impressionado com uma margem de erro tão grande. Resolvi, como bom brasileiro que não desiste nunca, continuar a fazer as comparações e entender as votações nos portais. Desta vez, nenhuma distorção, a não ser a não divulgação pela Rede Globo do número de votantes. Isso significa que o paredão não mobilizou muita gente, o que pode ser aferido da queda de votantes nos demais portais.

Como faltam mais de oito semanas para o final do BBB, vamos ter uma avaliação interessante ao decorrer desse período.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Da série anúncios iguais V

Amador é amador. Profissional é outra coisa... O Wilson Oura me deu a dica de um blog que vai fundo nesse tema de anúncios iguais. Não é coisa simples não. Tem comercial que você jura que é o mesmo. 





Vale a pena conferir, nem que seja para rir um pouco: http://losersarchive.blogspot.com/search/label/pl%C3%A1gio%3F

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lei da Oferta e Procura

Um dos princípios básicos que a gente aprende nas primeiras aulas de qualquer curso de economia é a lei da oferta e procura. É muito simples: qualquer produto ou serviço tem seu preço definido por dois fatores - quantas pessoas estão procurando comprar determinado produto e quantos produtos estão disponíveis para serem comprados. Quanto mais gente atrás de algo, mais o preço sobe. Quanto mais oferta do mesmo bem, mais o preço cai. 

É so você se lembrar do show da Madona. Os dois primeiros shows tiveram ingressos vendidos pelos cambistas a R$ 30,00, muito inferior ao preço oficial de R$ 600,00, pela baixa procura. Um baita prejuízo para esses gentis representantes da Lei da Oferta e Procura. Em compensação, no último show, esses mesmos ingressos foram vendidos até por mil reais. Como era a última chance das pessoas, elas pagavam um extra para realizar o sonho de vê-la cantando.


Dois fatos me fizeram lembrar essa teoria. O primeiro, a notícia de que o número de pessoas que se formam para professor está diminuindo no Brasil. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2007 do MEC, o número de pessoas que se formaram em cursos relacionados ao magistério caiu pelo segundo ano consecutivo. Contra 2006, a queda foi de 4,5%. Contra 2005, 9,3%. 

É lógico esse movimento. Como diria Lady Kate, sem glamour nem dinheiro, a profissão de professor vem definhando no Brasil, diferentemente de outras profissões direcionadas para necessidades básicas como medicina e odontologia. Talvez o fato de que você não viva sem saúde, mas que sobrevive sem educação, ajude a existir essa distorção.

Mas mais interessante é a notícia de que, na Inglaterra, a carreira de cocaína está mais barata do que uma jarra de chopp ou um copo de vinho. Enquanto que para os ingleses tomarem meio litro de chopp o custo médio beira 2,75 libras e o vinho 3,50 libras, a carreira de cocaína ficaria entre 2 e 4 libras. E olha que esse preço é sem impostos!

De acordo com o ministro do interior, James Brokenshire, a queda do preço indica o aumento da oferta de cocaína no país. Segundo um porta voz do Home Office, departamento do governo inglês responsável pelo combate às drogas, "a redução no preço pode ser associada com o aumento da concorrência ou redução da demanda". Esse cara deve ser economista.

A boa notícia, pelo menos para a educação brasileira, é que o mercado se auto regulamenta. A queda do número de formandos em magistério resultará numa falta de professores para lecionar. Essa falta irá forçar as escolas a pagarem mais pelos profissionais disponíveis. O aumento dos salários fará com que mais pessoas queiram aprender a dar aulas. Isso acarretará em mais professores disponíveis no mercado. E por aí vai...Ao longo do tempo, o mercado se auto regulamentará. Quem viver, verá.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Crise? Que crise? 2

Quem viaja a trabalho a tanto tempo quanto eu e já passou por outras crises econômicas sabe reconhecer o quanto os tempos difíceis irão durar ou não pelo simples movimento nos aeroportos. Se as segundas e sextas não são caóticas nos terminais brasileiros, principalmente em Congonhas, pode se preparar porque a crise é brava. Não parece ser o caso dessa vez.08_MHG_sp_aviaoagua

A Anac divulgou, hoje, os números de janeiro de 2009. O movimento de embarques domésticos cresceu 9,6% sobre janeiro de 2008, mês que não conheceu nenhum problema econômico. É um crescimento astronômico, principalmente se considerarmos que o ano de 2008 foi somente 7,4% maior que 2007. E que janeiro de 2008 havia sido maior do que janeiro de 2007 somente 6,7%. Ou seja, no meio da crise, o movimento nos aeroportos foi ainda maior.

Os embarques domésticos demonstram um ritmo inverso e cairam pela primeira vez nos últimos anos. Refletindo o efeito da alta do dólar. Mas ainda assim, o total de horas voadas pelas companhias aéreas cresce no meio da crise.

Como diz a matéria de Capa da última Exame “…é impossível saber se o PIB brasileiro crescerá algo como 4%, como o governo quer e chegou a projetar, ou próximo de zero, como vaticinam alguns organismos internacionais.” Vendo os aviões pousando e levantando é de se pensar que a crise no Brasil é de confiança.

O carnaval vem aí e com o final dele começa o verdadeiro ano brasileiro. É esperar e conferir.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Da série anúncios iguais IV

Terra e Oi

Não sei onde os criativos bebem suas referências, mas que eles bebem todos ao mesmo tempo, isso sim. Com um pouco de atenção, a gente percebe que certos layouts são mais que parecidos, são semelhantes. Não é um assunto novo nos meus posts e você pode ver os casos anteriores clicando abaixo:

Anúncios iguais I

Anúncios iguais II

Anúncios iguais III


Este final de semana, chamou-me a atenção as campanhas da Oi e do Terra. Independente das duas serem de segmentos próximos, a semelhanca dos layouts em que pessoas rompem com o fundo colorido é enorme. Até a posição do personagem, à esquerda, olhando para a tela é igual. Como são campanhas contemporâneas, só me resta pensar que a inspiração veio da mesma fonte.

BBB. E o Terra errou…

Para quem trabalha ou trabalhou com marketing, uma das coisas mais intrigantes é resultado de pesquisas. Por um lado, vemos os institutos errarem muito pouco nos números das eleições, fazendo pesquisas com um universo relativamente muito pequeno de entrevistas. Por outro, as pesquisas contratadas pelas agências de propaganda são sempre questionadas pelos clientes, pois as análises finais são sempre muito favoráveis à teoria pregada pela própria agência.

Não me cabe questionar aqui esse ponto. Até porque já passei pelos dois lados da mesa – cliente e agência – e uma das ferramentas mais importantes nos meus trabalhos foi exatamente a pesquisa. Mas um fato me impressionou bastante hoje.

portais

Às 23:04 horas, Pedro Bial deu por encerrada a votação no paredão desta semana do Big Brother Brasil. Acessei, no mesmo minuto, os Portais Uol, IG e Terra, que fazem votações paralelas entre as pessoas que os acessam. Os resultados, às 23:05 eram os seguintes:

Rede Globo

Uol

IG

Terra

Newton

72

71,79

74

48,8

Ana

24

20,41

19

46,4

Mirla

4

7,81

7

4,79

Votantes

30.000.000

626.351

224.585

2.086.962

Fiquei curioso. Todos os noticiários nos ensinam que quanto maior a amostra, menor a margem de erro. O Terra, terceiro maior portal do Brasil de acordo com o Ibope/NetRatings de dezembro, conseguiu dois feitos muito interessantes:

Primeiro, atrair dois dos seus 12,9 milhões de visitantes únicos para votarem na sua enquete entre domingo e terça. É mais de três vezes o que o líder Uol conseguiu e quase dez vezes o que o segundo colocado IG teve de resultado no mesmo período. Sem problemas, já que a Rede Globo, entre telefonemas e internet conseguiu um número quinze vezes maior.

Mas o segundo ponto é o mais curioso: Apesar dessa votação maciça, os seus percentuais passaram longe do resultado final, enquanto seus concorrentes ficaram dentro de margem de erro, digamos, razoáveis.

Muitas podem ser as teorias que explicam essa distorção. Pode ser que o tipo de audiência que o Terra atraia seja diversa dos outros portais, ou talvez tenhamos alguns fanáticos votando diversas vezes no Terra, o que pode distorcer o resultado, ou qualquer outra razão. O importante é termos um caso tão claro de distorção nas mãos, que nos faça tentar entender melhor o que significam os resultados de uma pesquisa.

Eu, confesso, não entendi. Quem tiver uma explicação, favor se manifestar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O novo slogan do Itaú/Unibanco

Deixando de lado a brincadeira do último post sobre o assunto, a dupla Itaú/Unibanco estreou, neste final de semana, seu novo slogan: Um banco único, feito para você.

O interessante de se perceber nesse slogan é que ele ignora os últimos quatro anos da tentativa de se convencer o consumidor de que o Unibanco estaria acima da média e, portanto, nem pareceria um banco. Criado pela F/Nazca no início de 2005, o posicionamento foi deixado de lado e substituído pelo antigo “banco único”, da década de 1990, de autoria da W/Brasil.

Resta acompanhar a publicidade do Unibanco em si, aquela que ele ainda faz separadamente do Itaú, e ver se o posicionamento “nem parece banco” desapareceu de vez. Aí ficaria claro se tivemos uma fusão, como foi anunciado, ou uma simples absorção.

O que seria do Lula se já houvesse a SawStop

Stephen Gass, um inventor americano, criou uma serra elétrica à prova de acidentes com humanos. De uma forma simples, a serra elétrica se retrai quando entra em contato com qualquer pedaço de pele humana.

Não existe mágica no processo. Por meio de pequenos implusos elétricos, um sistema de segurança freia e recolhe a lâmina de qualquer serra com SawStop. O corpo humano, para ser mais exato, a pele humana, absorve os pulsos elétricos, causando a interrupção da corrente e o disparo do freio do equipamento. Parece truque, mas não é.

O invento é novo. Muitos já perderam braços, mãos e até dedos em serras por toda a história da humanidade. Para a maior parte isso pode ter sido uma infelicidade. Para nosso presidente Lula, foi o começo de sua carreira de sucesso político. Agora imagine: Quem seria nosso atual presidente, se a SawStop tivesse sido inventada nos anos 1950? Sorte de uns, azar de outros…

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bicicletas. Um mercado que não para de crescer

Eu sou um entusiasta do ciclismo. Adoro dar umas voltas com a minha bicicleta e se até hoje não troquei meu carro por uma magrela para ir trabalhar é porque ainda não se respeita o ciclista no meio do trânsito.

Mas é interessante ver o que está ocorrendo de forma mundial nas vendas de bicicletas versus automóveis:

World Bicycle and Automobile Production, 1950-2007 

Entre 1950 e 2007, o mercado de bicicletas vem crescendo em percentuais bem maiores do que o de automóveis. Segundo o instituto Earth Policy, se em 1950 eram vendidas 11 milhões de bicicletas versus 8 milhões de carros, em 2007 foram 130 contra 52 milhões. Ou quase três bikes para cada possante de quatro rodas. E a maior parte delas é adquirida para transporte urbano, não para diversão. Em São Paulo, por exemplo, 71% das pessoas usam para se deslocar para o trabalho, 12% para ir à escola e somente 4% por lazer. E não estamos falando de uma cidade propícia para tal.

A-Bike  Xiclet 2

Clique nas imagens para maiores informações

Soluções tem aparecido e designs de bicicletas especiais para o deslocamento nas grandes cidades tem sido criadas, procurando a facilidade de transporte e de armazenamento.

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Clique nas imagens para maiores informações

São tão criativas quanto esquisitas. A ponto de se questionar se podem ser consideradas como bicicletas. Resta saber quantas dessas invenções irão emplacar. Mas isso é assunto para outro post…

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Novo visual

Como quem me lê sabe, o pincipal objetivo deste blog é testar o meio. Gosto de discutir marketing, mas gosto mais de aprender a fazê-lo. Hoje, resolvi testar um novo visual. Nos três anos de blog, entre Uol e Blogger, esta é a quarta mudança. Queria saber a sua opinião: camu.moreno@hotmail.com.

Você é o que você lê

O mundo está em crise, certo? E o Brasil? Tem crise ou não tem? Se depender das leituras que você lê diariamente, sua conclusão pode ser que a única solução é saltar de um prédio, ou que o Brasil é uma ilha de prosperidade.

Não dá para pensar que a imprensa é isenta e imparcial. Os jornalistas são pessoas e, portanto, tem sentimentos e opiniões. Que, por mais que não queiram, impressionam as mensagens que eles queiram passar aos seus leitores.

Para não ficar longe do universo automóvel, listo abaixo três títulos de jornal dessa semana, falando do mesmo tema, as vendas de janeiro:

Correio Braziliense:

Venda de automóveis começa ano com queda de 11% no Brasil

Jornal do Commercio

Vendas cresceram 1,5% em janeiro

Estado de S. Paulo

 Venda de carros cresce 3,16% 

mas setor tem recuo de 5,2%


Resta a dúvida, ao final. Como é possível cair 11% e crescer 3,16% ao mesmo tempo?

Para piorar, se você, antes de sair de casa, lesse hoje o portal da Jovem Pan descobriria que as vendas subiram, na realidade,5,11%. E que, de acordo com a Fenabrave, foi a primeira alta nas vendas no período em 17 anos.

Ai, você para num sinal, recebe o jornal Destak e lê assustado que a Indústria leva o pior tombo em 17 anos.  Os mesmos 17 anos!

Afinal, o mercado cresce, cai, existe um record de vendas depois de 17 anos, ou o pior tombo depois desse mesmo período? Não importa. O certo é você escolher com qual humor você irá estar no dia. E ler as matérias certas...

Líder muda. Para continuar líder

Não precisa pesquisar muito para ver o impacto que a entrada das Casas Bahia produziu com sua entrada, aliás atrasada, no comércio eletrônico. Todos os meios de comunicação deram a notícia, seja pelo interesse que eles próprios tem no varejista, seja pelos impactos que a maior rede brasileira tem no mercado como um todo.

A estreia foi tímida, considerando-se o tamanho da rede. E errada, pois o tiro deles foi tentar ensinar o consumidor a acessar a página. Só que divulgar um endereço, que é óbvio, com um vídeo de quatro minutos e meio no Youtube é não conhecer com quem se está falando.

Mas não fique feliz achando que eles não irão se encontrar rapidamente. Em novembro de 2005, as Casas Bahia lançaram, junto com o Bradesco, seu cartão de crédito co-branded. Naquela época, Michael Klein, filho do fundador e atual presidente, dizia que o cartão seria “…para vendas parceladas em até 24 vezes na rede…” com “…juros de 3,5% ao mês e limite a partir de R$ 100...” Hoje, não existe mais anúncio da rede que não declare ser possível comprar em 10 vezes sem juros, numa versão de venda muito mais voltada para as classes A e B do que para os tradicionais clientes da classe C e D da rede. Em três anos eles já emitiram mais de cinco milhões de cartões próprios. São as Casas Bahia conquistando novas faixas de público.

Agora é a vez da Internet. A mesma disposição em aprender o que o consumidor que se utiliza de cartão de crédito quer deverá ser vista na busca pelo consumidor desse novo canal de vendas virtual. Não é a tôa que eles são os reis do varejo brasileiro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Superbowl. Super show

Ontem foi o dia do Superbowl de número 43. Para quem não conhece, é o jogo final do campeonato americano de futebol. Não o futebol como temos no Brasil, mas o futebol jogado com as mãos. É o programa de maior audiência na tv americana e dura cinco horas, em média. Mas o mais importante para nós que vivemos de marketing não é o jogo em si e sim os intervalos.

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São os trinta segundos mais caros do mundo, algo como três milhões de dólares. E os anunciantes americanos se esmeram em lançar ali seus comerciais mais caros.

Este ano, o Youtube reuniu todos os comerciais numa página de internet especial, a Adblitz 2009. São 53 comerciais que valem o tempo que você vai dispender em frente ao computador. Eu os vi e abaixo listo meus preferidos:

Coca-Cola – Especialmente o que brinca com Avatares.

Pepsi – Também não fica atrás. Principalmente o comercial com Bob Dylan. O da Pepsuber precisa de ser um conhecedor do programa Saturday Nigth Live, ou do McGyver…

Bridgestone – É fantástico pensar em pneus roubados por alienígenas. Em Marte.

Miller – E seu comercial de um segundo!

O péssimo anúncio de uma empresa que compra ouro. Pelo correio. Outro de serviço de entrega de flores por telefone. E um de site para arrumar encontros amorosos para pessoas casadas. No mínimo é interessante pensar que esses serviços geram lucro suficiente para pagar um comercial de três milhões de dólares.

E os comparativos entre produtos concorrentes, representados por um comercial da Hyunday e outro da Castrol.

Se quiser, confira a relação com a avaliação da Advertising Age.

É uma verdadeira aula de como fazer publicidade. Do país que levou o assunto a sério e o transformou em ciência.

A propósito, Pittsburgh Stellers ganhou o Superbowl.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Tudo normal no mercado automotivo

Blog é um ser vivo. Um amigo meu, outro dia, comentou que só vê automóveis no meu blog. Que vira e mexe eu volto nesse assunto. Aí, eu resolvi me policiar e vieram outros amigos me perguntar por que parei de escrever sobre automóveis. Na verdade eu quero falar é de marketing e, nesse mundo do consumo, o comportamento das pessoas em relação aos seus possantes é minha paixão.

No meio de janeiro, eu postei sobre a liderança da Chevrolet no mercado brasileiro. Apesar da Fiat ter virado o ano líder absoluta, a GM havia começado o ano botando lenha na fogueira e conseguindo uma vantagem significativa sobre as demais. Mas bastaram mais 15 dias para tudo voltar ao normal. A Fiat reassumiu a liderança, com a Volks tentando alcançá-la. E a Chevrolet voltou ao seu posto tradicional, de terceira colocada. O que para ela é ótimo, considerando-se a confusão em que está metida nos Estados Unidos.

2009 vai ser um ano muito interessante de se ver, com relação a algumas guerras em particular. Não que essas guerras sejam diretas e pela preferência de um mesmo tipo de consumidor. É, muito mais, uma leitura de marketing do dia a dia das vendas.

VW x Fiat

A primeira, pela liderança, já que parece ser idéia fixa da Volks voltar ao primeiro lugar do mercado. O Voyage começa a se aproximar do Siena, o Línea não vem contribuindo como deveria e a montadora alemã irá lançar um antídoto contra a Strada Cabine Estendida. Lógico que a Fiat não ficará assistindo impassivelmente.

Renault x Honda

A segunda será entre a Honda e a Renault, que experimentou o gostinho de voltar ao quinto lugar durante o ano passado e que fará de tudo para retornar ao posto. Mesmo que a Honda esteja reforçada com dois modelos de sucesso, o Civic e o New Fit.

Citroen x Peugeot

E a terceira e mais intrigante, a briga interna na PSA, entre Peugeot e Citroën. Se a distância entre as duas já foi um abismo, agora já dá para atravessá-la com um passo. Ajudou a diminuí-la a baixa vendagem do do recente lançamento, o 207, pela Peugeot, e o relativo sucesso do C4 Pallas, pela Citroën. Se a briga entre as duas tivesse gerando ganho de mercado total para os franceses, seria muito benvinda. Mas eu tenho lá minhas dúvidas se as marcas não dividem o mesmo consumidor, que acaba simplesmente trocando uma pela outra.

Quem viver, verá!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Portugal? Presente!

Uma das minhas diversões, hoje em dia, é conhecer um pouco das cidades das pessoas que acessam este Blog. Interessante pensar como a internet vem diminuindo as distâncias e democratizando a informação. Sempre que penso nela me recordo da criação da televisão no começo do século passado. As primeiras gerações não foram as que se aproveitaram do potencial da novidade, mas foram as que desenharam as primeiras utilidades que direcionaram seu desenvolvimento. É o que estamos fazendo com a internet. Da lerdeza das linhas discadas à modernidade da internet nos celulares já existe um salto. Mas isso ainda nem arranhou as potencialidades do meio. E nós somos os responsáveis por não deixar nossas empresas de fora dessa revolução.

Imagem do mapa

Desta vez, me descobri sendo lido no país onde tudo começou. Pelo menos para nós, brasileiros. De Portugal recebo leitores de Seia, Covilhã e Oliveira do Hospital. Lógico que ou a mesma pessoa me leu nas três cidades, ou amigos se falaram.

Oliveira do Hospital 

Vista panorâmica de Oliveira do Hospital

Mas me impressionou conhecer Oliveira do Hospital, cidade que surgiu no século XII, resultado da segunda cruzada. Hoje tem 22 mil habitantes, contra os pouco menos de 6 mil de Seia. Covilhã é, entre as três, a cidade mais habitada, com seus 36 mil moradores. As três estão próximas à Coimbra, talvez a cidade portuguesa mais conhecida no Brasil depois de Lisboa.

Igreja Matriz Seia

Igreja matriz de Seia

A vantagem competitiva das grandes cidades e das grandes empresas estão com seus dias contados. Se a informação é comum a todos, como isso afetará as relações comerciais do futuro?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Bom atendimento. Produto difícil de ter II

Almocei com uma amiga no Galeto’s. Para quem não conhece, essa é uma rede de restaurantes especializada em frango. Para azar deles, minha companhia de almoço foi, durante muito anos, diretora de uma rede concorrente e entende muito do riscado.

A análise dela foi rápida e precisa: em termos de custo-benefício, pedir meia porção é jogar dinheiro fora, já que que a diferença de custo não chega nem a 25%. Só que existem no mercado pessoas como eu que estão em busca de uma quantidade de comida que não as obrigue depois a ficar horas e horas correndo nas esteiras das academias. Que, portanto, pagam mais para terem menos.

Ao chegar o prato, mais uma avaliação certeira: para meio galeto faltou muito. O tamanho da porção estava mais para um quarto de galeto, pois nem coxa, nem asa o bichinho tinha. Aí veio a pergunta fatal: Isso é que é meio galeto? Como eu sou o viciado em frango, sendo cliente habitué do Galeto’s, só pude chegar a conclusão que a porção havia diminuído com o passar dos anos.

Aí, você se pergunta: e o bom atendimento do título, cadê? Pois bem, após pagarmos a conta minha amiga, com a experiência de quem sabe que opinião de consumidor deve ser sempre benvinda, questionou o gerente da loja sobre o tamanho da porção. E conseguiu me provar, sem querer, que existe ainda um abismo entre o atendimento mediano e o bom atendimento, pois o gerente gaguejou, gaguejou e não soube se explicar. Nem aproveitar o momento para direcionar a reclamação a um setor que pudesse administrá-la.

Muito se escreveu e se escreve que um cliente que reclama é melhor do que um cliente insatisfeito silencioso. O link acima é só um exemplo. Pois a reclamação é o cliente dizendo para nós, do marketing, que existe ainda uma esperança de segurá-lo, de mantê-lo fiel aos nossos produtos e serviços. Desperdiçar uma oportunidade como essa é abrir mão do bem mais precioso pelo qual toda empresa luta. Errou o Galeto’s. Se preocupe para que sua empresa não erre também.

Bom atendimento. Produto difícil de ter

Ontem, à noite, cheguei em casa e me deparei com a internet e tv a cabo sem sinal. Sem hesitar, liguei para a Central da Net. A atendente me fez, por longos quinze minutos, desligar e desligar todos os decodificadores e modems que possuo. Não adiantava o argumento que, se todos estavam sem sinal, era lógico de se supor que o problema era externo ao meu apartamento.

Graças a Deus a ligação caiu. Num segundo telefonema, o atendente prontamente me informou que todo o bairro estava sem sinal, devido a manutenção. Menos de um minuto, se tanto.

O caso é só um exemplo. Não nego que o atendimento Net, no geral, é sofrível, mesmo que o produto seja bom. Mas o ponto é a distância que existe entre um bom atendimento e a realidade desse tipo de serviço no Brasil. O decreto assinado por Lula, exigindo tempos e formatos no telemarketing, é uma prova de que o problema já chegou nas altas esferas.

Só que é óbvio que o problema é proposital. Tenho um amigo que sempre me lembra do custo positivo do desserviço. De acordo com sua teoria, o ganho resultante do mal atendimento é maior do que se os atendentes resolvessem os pedidos dos clientes de imediato. Ele sempre argumenta citando o quanto um adiamento do cancelamento de cartão de crédito, ou de uma linha de celular, tem poder de gerar receita adicional.

Prefiro pensar que não. Que esse formato de atendimento só nos lembra que ainda não temos um mercado realmente maduro. Pelo menos assim, tenho esperanças que no futuro as coisas sejam diferentes.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Abrindo mão do mercado

Sexta-feira fui a um bar em Belo Horizonte e me espantei com um detalhe que vi. No banheiro masculino, encontrei um espaço preparado e reservado para deficientes físicos, ou portadores de necessidades especiais, como é politicamente correto dizer hoje em dia. Seria perfeito, não estivesse ele sido colocado ao final de uma escada. Eram doze degraus íngremes criando uma barreira entre o sonho do deficiente de ter uma vida normal e a realidade.

Não quero abordar o tema pelo lado humanitário e sim pelo lado de marketing. No Brasil, não existem estatísticas confiáveis sobre o número de deficientes físicos. Mas estima-se que chegue a dez por cento da população. Numa população de 183 milhões de habitantes, estaríamos dizendo que 18 milhões de brasileiros se enquadram nessa classificação.

Lógico que essas pessoas comem, bebem, respiram, tem desejos, vivem. O maior problema é que dentro de um mesmo balaio são colocados diversos tipos de ncessidades especiais: a cegueira, a paraplegia ou tetraplegia, a surdez e outras menos comuns. Cada uma gera uma necessidade de adaptação ao meio ambiente para que se possa atendê-los como consumidores.

Só que a lógica do mercado é muito simples. Quem não está verdadeiramente equipado perde mais até do que os dez por cento de população apontados na estatísticas. Usando novamente nosso bar, a decisão de um grupo de onde ir comer ou beber é fortemente influenciada pelo deficiente. Dessa forma, se um grupo de quatro, seis, dez pessoas resolve tomar um choppinho depois do trabalho, a escolha será feita considerando onde, por exemplo, um cadeirante pode ou não ir.

Ponto a favor de quem está verdadeiramente preparado para aceitá-los. Ponto contra de quem só se preparou para atender uma lei que exige o banheiro, mas não avalia a acessibilidade ao lugar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Por que é que táxi a gente paga por corrida?

Muitos serviços são comercializados e a gente acaba comprando sem questionar se existiriam formas diversas de fazer negócio. Até que alguém vem, olha para o mesmo negócio e pensa: Por que não fazer diferente? Vem a minha mente alguns casos muito interessantes: 1 – Hotéis que começam a diária quando o hóspede chega, terminam 24 horas depois e não ao meio dia do outro dia; 2 – O antigo restaurante Around the Corner, que não tinha preço no cardápio, o cliente pagava o que achava justo e que ganhava dinheiro dessa forma; 3 – As milhares de locadoras de veículos americanas que só trabalham com veículos usados, baixando os custos das diárias.

Agora a Taxmobil muda as regras de como pagar uma corrida de táxi. Você paga um valor fixo por mês e pode usar o serviço o tanto que quiser. Sem limite! É igual a rodízio. Você paga um valor e come, come, come. O dono do restaurante ganha na média, pois enquanto alguns exageram, outros nem passam da salada. No caso da Taxmobil a aposta é no tempo livre dos táxis associados. O serviço está disponível na Europa e, se for um sucesso, tende a acabar com a bandeira dois brasileira.

Pensando nisso, pensei num outro serviço que poderia ser comercializado diferentemente: Aluguel de sapato feminino. Já pensou? Milhares de sapatos à disposição da tara das mulheres? Ela vai, escolhe o sapato da noite, usa e devolve no outro dia. O problema é administrar o chulé!

Toyota. A nova líder mundial

Um dia depois de se revelar que a GM assumiu o primeiro posto brasileiro, revela-se o novo líder mundial de vendas de automóveis: a Toyota. Depois de 77 anos, observa-se a mudança do posto, confirmando-se que a crise da montadora americana veio para ficar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

GM. A nova líder de vendas brasileira

O ano realmente começou de cabeça para baixo. Já não basta a crise para a Fiat e a Volks se preocuparem, agora a Chevrolet deu mais um motivo para que o ano fique mais complicado. Nos primeiros quinze dias do ano, a marca da General Motors virou líder de vendas de veículos de passageiros. E o Corsa Classic derrubou a dupla Mille/Palio e se aproximou ameaçadoramente do Gol.

Não creio que o pessoal de Detroit possa já estourar champagnes por essa liderança. Devemos ver a volta da normalidade em fevereiro, se já não até o final do mês. Mas, para uma marca que está quase entrando em concordata nos Estados Unidos, essa notícia deve ter um gostinho todo especial.

Clique aqui e veja a íntegra da matéria no UOL: http://carros.uol.com.br/ultnot/2009/01/20/ult634u3356.jhtm

Janeiro 2009. Fim da crise?

Quem me conhece, sabe que eu sou um otimista inveterado. Onde o copo está completamente vazio, vejo sempre um copo meio cheio. Para mim, a crise do final de 2008 veio para balançar o mercado e logo, logo, tudo isso vai passar. 

Hoje, li uma notícia que pode significar que, se não deixaremos de ter uma crise, pelo menos ela pode ser suave como um resfriado. As vendas de carro nos primeiros quinze dias de 2009 foram maiores do que os primeiros quinze dias de dezembro. Nove porcento, o que não é pouca coisa. Ainda mais se lembrarmos que dezembro tem décimo-terceiro. E que janeiro tem IPTU, escola das crianças, férias, etc.

Temos que lembrar que o governo fez a parte dele, baixando o IPI. E que as montadoras estão correndo atrás do prejuízo, fazendo promoções e mais promoções. Mas, se não for assim que se vence uma crise, como é que poderia ser?


segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Salão de Detroit 2009. O mais desanimado do século

Dez em cada dez comentários postados nos sites de automóveis repetem: Este é o Salão de Detroit mais desanimado que já se ouviu falar. Tem até blog que anuncia os 11 mais depressivos momentos do Salão, com direito a mostrar o presidente da Chrysler tentando provar que demitir é bom, que fotografar promotor pode significar novidade e outros. Se tivessem pensado bem, talvez 2009 fosse um ano para passar em branco...

Fiat vira solução para Chrysler

Depois de tentar uma fusão com a General Motors, oito anos atrás, para salvar seu próprio pescoço, parece que agora a Fiat virou tábua de salvação para a Chrysler. Essa é a forma mais barata e rápida da montadora americana deixar de lado a produção dos seus beberrões SUV's e passar a oferecer pequenos modelos econômicos nos Estados Unidos. É. O mundo é redondo...

domingo, 18 de janeiro de 2009

ShopSavvy. Uma nova forma de comprar no varejo

A guerra entre a Apple e a Google por criar um melhor serviço integrado de celular e serviços móveis começa a produzir efeitos que devem alterar a forma como as pessoas compram. De um lado, o iPhone, um sucesso de vendas e de mercado. Para se ter uma idéia do que ele significa, diariamente são vendidos U$ 1 milhão de aplicativos para o celular, com preços entre U$ 0,99 e U$ 50,00. Do outro, o Android, celular que, se não é bonito, tem como conceito desenvolver aplicativos que utilizem as facilidades de todo o mundo Google.

Dessa disputa, surge um aplicativo para o Android que deve dar o que falar e até modificar o varejo como o conhecemos. Seu nome é ShopSavvy, algo como Compra Esperta. É um produto da Big in Japan, desenvolvedora de aplicativos, que une a capacidade de ferramentas comparativas de preços com o GPS.



Você chega numa loja, olha o produto que você quer comprar, liga o ShopSavvy, faz o aparelho ler o código de barras e pronto. Imediatamente você tem o preço do mesmo produto na internet e nas lojas da região. Você tem duas possibilidades: ou negocia no momento com o vendedor da loja em que está, ou, se a diferença e a distância valerem a pena, você clica no seu Android e recebe o mapa com as direções para chegar na nova loja.

 Imagine o estrago que esse aplicativo pode fazer em produtos iguais vendidos em várias redes diferentes. O exemplo acima, com um livro, é um bom exemplo, pois o conteúdo dos diversos volumes é sempre igual e o preço pode ser o único diferencial. 

Não podemos nos furtar de já pensar como utilizar de forma positiva esse novo tipo de mundo do varejo que está aparecendo. Se, por um lado, ainda demorará o dia em que esse tipo de ferramenta estará disponível em larga escala, de outro, a mudança virá, sem dúvidas.

sábado, 17 de janeiro de 2009

África vem aí

Engraçado. A gente tem o hábito de reclamar contra os americanos a falta de conhecimento deles sobre o Brasil. Quando alguém dá um fora, falando que Buenos Aires é a nossa capital, isso vira um acontecimento, um ultraje. Só que temos o mesmo comportamento frente à África, a qual conhecemos mal e porcamente.

Mas por que a citação? Porque nos últimos meses passei a tomar conhecimento de Angola, por obrigação profissional. É um país impressionante. Rico, devido a petróleo e diamante, só não se desenvolveu mais rapidamente pois estava sob guerra civil até três, quatro anos atrás.

Imagem do mapa

Lógico que existe muito o que ser feito por lá, ainda. A infraestrutura não existe, ou melhor, está sendo reconstruída. Mas eles serão um país atuante no cenário internacional em pouco tempo. Globo e Record Internacionais já descpbriram o país, que também têm uma versão local da revista Caras.

Agora, descubro um leitor desse blog em Maputo, capital de Moçambique. E me assusto, ao perceber que, por preconceito, nunca pensei nesses países senão como um desenho no mapa.

Imagem do mapa

Visitei, ainda que virtualmente, a cidade. Com um milhão de habitantes, as fotos e imagens no Google Earth e no Wikipedia demonstram que a economia da África ainda será importante neste século.

Os dois são países que foram colonizados, como o Brasil, pelos portugueses. As fotos deixam claro isso, pois a arquitetura é semelhante a de várias cidades brasileiras. Exemplo? A foto de baixo é de uma rua de Luanda, mas poderia ser Salvador.

Luanda Angola

Não existe a barreira da língua, o que pode ser uma vantagem para uma aproximação do nosso povo com o deles. Minha sugestão? Se você pretende estar alinhado com o futuro, aproveite a internet e gaste um tempo conhecendo esse mundo novo que os chineses já descobriram.

Chineses na África? É, estamos perdendo a corrida…

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Inovação, seu nome é Abril!

Esta semana estou muito midiático. E a favor dos campeões de audiência. Só isso para explicar este post após um falando bem da Rede Globo.

Estou muito bem impressionado pelas inovações da Editora Abril. As duas últimas paixões são a Revista da Semana e o Acervo Digital da Veja. Ser líder é isso: arriscar antes dos concorrentes, mesmo que signifique perder dinheiro em certos momentos.

Para quem não viu a Revista da Semana ainda, vale a pena dar uma corrida à banca de jornais mais próxima e comprar um exemplar. Ou acessar o link acima, que é bom, mas prescinde de algumas matérias que, creio não são aprovadas de ir para a internet pelos criadores originais. Confuso? Explico.

revistadasemanaA Abril tem a terceira maior revista de notícias semanais do mundo, a Veja. Para quê uma outra? Provavelmente para buscar outro público, talvez a classe C que vem crescendo e buscando cada vez mais informação. A dica está no preço da capa. Enquanto Veja custa R$ 8,40, a Semana é vendida por quase a metade do preço, R$ 4,90. Matérias escritas exclusivamente para ela? Não. Ela é um resumo do que os jornais andaram falando nos últimos sete dias. E muito bem feito. Mas o que mais me agrada são as análises ou matérias reproduzidas de grandes jornais internacionais, que parecem ser escolhidas a dedo.

Como exemplo, na revista desta semana leio o texto sobre Jon Favreau. Quem é? O gost-writer de Barack Obama. Gost o quê? A pessoa que escreve os discursos que o homem mais poderoso do mundo irá ler, é isso. Matéria do Washington Post. Só que não adianta procurá-la no site da revista. Só está disponível na versão impressa.

Shell 1969 Por outro lado, a Abril disponibilizou todos os exemplares de sua história eletronicamente. O Acervo Digital da Veja é sempre atualizado nas sextas-feiras. O exemplar da semana nem saiu das bancas e já está disponível para quem quiser na internet.

Palio 1996 Engana-se quem acha que isso já existia. A inovação não é incluir as matérias na internet. É disponibilizar a revista, página por página, no seu computador. Com propagandas e tudo. Para quem, como eu, publicitário, é curioso ou precisa fazer qualquer tipo de levantamento da história publicitária, é uma ferramenta e tanta.

Bradesco 2009 Só como exemplo, três anúncios: O pscodélico anúncio da Shell de 1969, o lançamento do Fiat Palio em 1996 e a última contra capa da última Veja disponibilizada, o fantástico 2000inove do Bradesco.

Líder é isso!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

É por isso que a Globo é a número um

Ontem estreiou o Big Brother Brasil 9. Depois de oito edições, parece-me que a Rede Globo chegou a conclusão que estava na hora de mudar a fórmula do programa. Dezoito e não quatorze participantes (que já foram doze!). De uma casa, viraram três. Uma de vidro, num shopping, e outras duas no Projac, através da criação de um muro dentro da casa original. Além disso, estréia sem nenhuma prova, somente apresentação.

Tudo isso é um risco, ainda mais no primeiro dia, no qual você tem o termômetro de como andará a audiência durante os três meses da atração. Como ampliar o público? De uma forma fantástica, ensanduichando o programa entre dois líderes de audiência. De um lado, A Favorita entrega uma alta audiência, por estar nos seus capítulos finais. Do outro, a qualidade da minissérie Maysa segura as pessoas em frente à tv durante o BBB.

Não é coincidência os dois programas estarem no ar e em momentos cruciais exatamente no dia da estréia do novo programa. É competência. É assim que se faz um líder.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Blog também é cultura

Descobri, através dos contadores que tenho no meu blog, que fui acessado por alguém de Nhandeara.

Imagem do mapa

Nhandeara? É, isso mesmo. Cidade no interior de São Paulo, próximo a São José do Rio Preto. Achei fantástico. A cidade tem 11 mil habitantes e um lê meu blog. Ou leu. Não importa.

Achei mais importante do que o dia que vi que ele foi acessado na Polônia. Lá pode ter sido um erro, e o leitor não ter entendido nada. Aqui não. Por mais que tenha sido por engano, quem acessou entendeu tudo que eu escrevi. Se não entendeu foi culpa minha, por ter escrito errado.

Tenho ficado cada vez mais deslumbrado com esse mundo. E descoberto outros blogs de amigos, sempre muito interessantes. Sabe aquela pessoa que é, no dia a dia quieta. Pois é, surpreende no blog. Talvez esse tipo de comunicação seja a melhor forma de expressão que as pessoas tem nas mãos.

Vou começar a colocar os endereços dos blogs interessantes que tenho encontrado aqui na barra lateral de meu blog. Assim você pode conhecer pessoas interessantes. E menos chatas do que eu.

Vão aí duas dicas: Blog do Eduardo Carvalho – Esse cara é surpreendente. Hoje é diretor de marketing da Sabiá Residencial. Mas já foi comentarista do Blog Digestivo Cultural. E seu blog é de uma profundidade impressionante.

O outro é o Blog do Wilson Oura. Se você conhecer o Wilson, vai se surpreender. Durante a semana era um pacato ser do departamento administrativo da Ogilvy. Nos finais de semana se transformava num músico, tocando violão num trio de jazz. Essa dupla personalidade fez com que fosse aceito na patota dos criativos da agência. O único caso que conheço que sai da área mais careta para a mais hype de uma agência. Ele bloga o sentimento. E mostra dessa forma porque é um músico.

Vale a pena visitar os dois.

Ah! Antes que eu me esqueça. Nhandeara, do tupi, significa Paraíso. Pois é. Já cheguei ao Paraíso…

Quando obrigação vira exceção II

Dia 06 postei sobre a Editora Objetiva e a rapidez com que me respondeu uma reclamação sobre um livro comprado com folhas faltantes. Acabei de receber o novo exemplar, com uma carta de desculpas. Realmente, essa empresa me impressionou.

Big Brother Brasil

Só para não deixar vocês esquecerem! Hoje à noite, terça, começa o novo Big Brother Brasil. Eu vou assistir, com certeza. E não tenho vergonha de dizer. Até porque tenho um passado que se relaciona com os realities show, seja o BBB, seja o No Limite, seja, principalmente o Casa dos Artistas. Não tenham dúvidas. Todo mundo vai negar, mas no final vai estar torcendo por algum dos BBBs. Aguardem!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Em Congonhas II

Bloguei na sexta, diretamente do meu Blackberry, enquanto esperava o meu vôo. Se por um lado foi uma aventura maravilhosa, conhecendo uma nova forma de me relacionar com a tecnologia e o presente, por outro fiquei frustrado e chateado ao final do dia.

Meu vôo, que só poderia ter sido um Gol, atrasou-se uma hora e meia. Tempo suficiente para que eu perdesse meu compromisso em BH. Vou ter que retornar outro dia, gastando novamente passagem e meu tempo, para resolver o que ficou sem solução graças ao descaso das companhias aéreas brasileiras. E nem adianta tentar reclamar. Eles, agora, aprenderam como burlar a Infraero, a Anac e as possíveis multas por atrasos. Colocam todos para dentro do avião, fecham a porta e passam a dizer que o atraso não é culpa delas. Para mim, falta solução política das empresas e dos órgãos reguladores. Deposito minhas esperanças na Azul. Vamos ver...

No meu caso, como me divido entre BH e SP, o prejuízo é menor. Mas, para o país e as empresas, se somarmos todos os compromissos não cumpridos e as horas perdidas, começa a aparecer o buraco que nos separa dos países realmente desenvolvidos. Melhorar, melhoramos. Mas ainda existe um longo caminho até o verdadeiro desenvolvimento.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Em Congonhas

Sao 15:12 e eu estou no aeroporto de Congonhas, em Sao Paulo, aguardando a chamada de meu voo. Diferentemente do Twitter, que eh um blog para ser preenchido atraves de sms enviados pelo celular, este aqui eh um blog para ser acessado via computador. Soh que eu estou postando atraves de meu Blackberry.

Como jah citei antes, estamos no meio do turbilhao de mudancas. Eh soh voltar cinco anos atras e todas essas facilidades paraceriam ficcao cientifica. O maior problema eh não ficar para tras, desatualizado. Se nos não somos a geracao que melhor utilizara essa revolucao, não podemos, por outro lado, ficar para tras.

Quem viveu profissionalmente o alvorecer da internet e amargou o estouro da bolha deve-se lembrar que existiam planos e mais planos de como usar a novidade. O que não existia era tecnologia suficiente para implementa-las. Resultado disso? Os investidores cansaram-se de investir em sonhos inalcancaveis. Dai veio o estouro.

Quase 10 anos depois, agora aqueles planos comecam a se concretizar. O que significa que planos mais ousados vem por ai.

Quais seriam? Voltamos a falar depois, pois meu voo foi chamado.

PS - um unico inconveniente nesse Blackberry. Ele não acentua (a não ser a palavra não)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

2010 chega em Janeiro II

Ontem a Fiat lançou o Palio Economy. Hoje, o resto da linha. Agora, toda a linha é 2010. O que o mercado já dizia, que a Quatro Rodas havia antecipado no começo do ano passado e a Autoesporte mostrado em fotos no seu site no final do ano, agora ocorreu. O Palio assumiu a mesma frente de sucesso do Siena e Palio Weekend.

Enquanto isso, o site continua divulgando o modelo 2009.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2010 chega em janeiro!

Surpresa das surpresas. A Fiat começou a lançar, agora em janeiro, sua linha 2010 do Palio. O carro, reestilizado em 2007, perdeu a posição de segunda lugar em vendas em outubro do ano passado e não recuperou mais. Havia comentado aqui que a Fiat precisava e iria reagir. Parece que começou a reação.

A perda foi resultado de uma conjunção de fatos: Por um lado, o novo VW Gol roubou clientes que procuram novidades. Do outro, o Mille Economy roubou clientes que buscam preço baixo e economia. A receita adotada para reverter os resultados começou pela parte de baixo.Foi lançado esta semana o Palio Economy, com o mesmo Econômetro do Mille. 
Próximo passo deverá ser atacar o Gol cara a cara, trazendo a frente do Siena para os modelos mais caros. A notícia e fotos do modelo com a nova grade disfarçada foram antecipados no final de dezembro, pelo site da revista Autoesporte, como apresentado abaixo:  Resta saber se, no meio dos dois modelos continuará existindo o modelo de farol de parábola simples. Seria a primeira vez que três modelos conviveriam.

É uma busca de reversão de vendas. Só resta entender o que ocorrerá no segundo semestre. Será que teremos o lançamento do modelo 2011?

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quando a obrigação vira exceção

É de se estranhar quando o que deveria ser comum, obrigação, vira uma surpresa positiva. Acostumado que estou a ser mal tratado pelas empresas, que não sabem ser rápidas em consertar seus próprios problemas quanto são na hora de vender seus produtos, acabo de passar por duas experiências que demonstram que as coisas ainda tem conserto.

A primeira empresa a me surpreender foi a TokStok. Não posso nem dizer que seja uma surpresa, pois em poucos lugares me sinto tão protegido em relação aos meus direitos de consumidor quanto lá. Eles estão sempre à disposição de acertarem as coisas, sem muita argumentação contrária, caso algo pareça errada ao cliente. Comprei uma mesa de jantar e um conjunto de seis cadeiras. Uma veio com problema. Um simples telefonema e tudo está resolvido. Sem contar que, do vendedor ao fiscal que veio à minha casa, todos lembram o tempo todo que os móveis tem dois anos de garantia. Ou seja, dois anos nos quais posso reclamar e ser bem atendido à vontade.

A segunda, esta sim, foi um susto. A rapidez e disposição da Editora Objetiva é um exemplo a ser difundido. Comprei um livro e, nas últimas páginas de leitura, descobri que, por algum problema, elas estavam em branco. Mas o problema maior é que, por ser um livro de referência, eu já havia marcado todo o texto. Mandei um e-mail para a editora com uma proposta indecorosa: que eles me enviassem um novo livro para eu passar a limpo minhas anotações antes de devolver o exemplar defeituso. Menos de 24 horas recebi minha resposta. Um pedido de desculpas pelo inconveniente. E a promessa do envio do exemplar. Fiquei maravilhado.

Não acredite você que só porque o valor de um livro é baixo é mais fácil para eles atenderem bem ao meu pedido. Cada empresa tem um custo e lucro relativos ao valor individual dos produtos que comercializa. Percentualmente o prejuízo de um livro com defeito é o mesmo de uma cadeira ou de um carro com problema. O que deve-se levar em conta é a disposição em resolver bem os problemas que enfrenta. 

Fiquei feliz. Pode ser que estejamos vendo a mudança de cultura no Brasil. Quem sabe, junto com o crescimento da economia estamos passando por uma maturidade na relação com os consumidores.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Mac versus PC - Botando lenha na fogueira

Esta é a disputa mais interessante do mundo. A Apple conseguiu se colocar contra toda a indústria de PC's. Não dá para negar. Eles são muito bons.

O impressionante é que a empresa que inventou o computador pessoal na forma que conhecemos hoje, com a CPU separada do teclado e do monitor, hoje já não fabrica mais PC's, a IBM. Há uns quatro anos atrás vendeu todo seu parque fabril para uma empresa chinesa, a Lenovo, que até hoje possui direito de utilizar a marca americana.

A grande contribuição da IBM para o mercado, que fez com que o mercado pendesse para a dobradinha PC/Windows e não Mac/Apple, foi abrir sua configuração, tornando pública e perfeitamente copiável por qualquer um que quisesse fabricar equipamentos similares.
Só que, enquanto o mercado crescia, distribuindo e popularizando um equipamento de difícil manejo, a Apple fabricava um equipamento fácil de usar e mais bonito, o Macintosh.

A IBM gerou usuários. A Apple, adoradores. Um usuário de PC muda de marca com facilidade. Um applemaníaco, não. Aí está o pulo do gato da Apple: entendeu isso e levou ao extremo esse amor pela marca. Se colocou contra todo o mercado. São eles contra nós. 

Para entender o que isso significa, em 2007 foram vendidos 252 milhões de PC's no mundo. A Apple comercializou pouco mais de dois milhões de Macs. Ou seja, para cada Mac vendido pela Apple, seus concorrentes venderam 116 PC's. Ou melhor ainda, por hora são vendidos 4 Macs em todo o mundo. Nesse mesmo período, são 479 PC's. É uma luta do David contra o Golias. E a David/Apple conseguiu criar uma imagem de vencedora, independentes desses números. 

Para os applemaníacos, esta é uma semana especial, a semana do Macworld, a feira da Apple onde são apresentadas todas as inovações da marca. Mas este ano, com gosto de luto, pois o Steve Jobs não irá participar. Mas isso não impede que se encontre vídeos como o abaixo na internet. Vale a pena ver, como seria a luta das duas marcas, se eles fossem transformers.


domingo, 4 de janeiro de 2009

E-ink. O futuro será flexível

A tecnologia não é nova. Deve ter sido lançada, comercialmente, no começo dos anos 2000, apesar da empresa existir desde 1997. Mas agora começa a se aproximar do dia a dia. Estou falando do e-ink

Misto de display e tela de imagens, o e-ink funciona de forma muito simples e econômica. É simplesmente uma folha de plástico com milhares de minúsculas esferas incrustadas por toda sua extensão. De um lado, brancas, do outro, pretas. E, à media que são atraídas ou repelidas por meio magnético, viram sua face clara ou escura, formando imagens e palavras.

Já está nas ruas, no e-reader da Sony. E em vários displays eletrônicos nos Estados Unidos. Além de ter sido usado em capa de revistas nos Estados Unidos

Agora começa a aparecer seus primeiros concorrentes, inclusive com telas coloridas. 

O mais importante dessa tecnologia é permitir futuramente teles flexíveis e dobráveis. Com a miniaturização dos computadores, brevemente deveremos ter pequenos aparelhos de bolso que, desdobrados, poderão ser maiores que telas de 17 polegadas, as mais vendidas hoje em dia. Além de permitir a completa digitalização de jornais e revistas.

Revolução é isso. Chega devagar e, quando menos se espera, já modificou a relação humana.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Viver mais e melhor

Esta semana, as duas maiores revistas semanais brasileiras trouxeram matérias de capa sobre um mesmo assunto, vistos sob ponto de vista diferentes. Enquanto Veja escreveu sobre Juventude e Longevidade, Época abordou o movimento iniciado de se viver melhor com menos consumo. No fundo, ambas abordam o mesmo tema, que vem preocupando cada vez mais as pessoas: Como viver mais e melhor.

Lógico que era de se esperar esse tipo de matéria em janeiro. O começo do ano, aliado ao verão, faz com que aumente o interesse das pessoas pelo físico, pela qualidade de vida. Matérias sobre o poder benéfico (ou maléfico) do sol, o que significa envelhecer e outros temas relacionados sempre rondam as redações neste período.

Só que temos um novo fator: devido a ciência, as pessoas estão vivendo mais. A média brasileira já ultrapassou os 72 anos de idade, em 2007, ante os 54,6 em 1960. Melhor ainda se nasceu mulher no Rio Grande do Sul. Você tem uma expectativa de 79,2 anos. 

Na média, são 16 anos a mais para se viver. E como diz Saramago "...desejar viver eternamente, esse antigo sonho da espécie humana, significaria ser velho eternamente, velho cada vez mais velho, uma vez que não se pode parar o tempo." Daí a importância de se envelhecer melhor e com mais saúde.

Não perdendo de vista o tema principal do Blog, o marketing, essa mudança traz forte impacto no consumo mundial. Se por um lado as pessoas tem mais tempo de vida (e de consumo), por outro lado passam a consumir menos e mais conscientemente. Enquanto certos produtos crescem a olhos vistos - academias se proliferam, restaurantes mais "naturais" surgem em cada esquina - outros definham lentamente. O cigarro, por exemplo, poderá se tornar um símbolo do século XX no futuro, de uma indústria que floresceu e morreu, devido a mudança dos hábitos de consumo.

O impacto identificado pelas revistas Veja e Época veio para ficar. Nós, profissionais de marketing, não podemos nos furtar de analisar o impacto dessa tendência em nosso dia a dia. Pois é da percepção correta do futuro que podemos tomar nossas decisões no presente.

 
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